Vencedores e perdedores de 2017 [primeiro semestre]

O ano de 2017 chegou à metade e sempre é bom ver, em retrospecto, as coisas que deram certo ou não dentro do pop – especialmente quando estamos num dos anos mais curiosos dentro do mainstream: com a ascensão quase dominante dos streams como determinante para o sucesso de uma faixa (ou de um estilo), muitos artistas e gêneros estão padecendo para se inserir numa nova cultura de consumo – e atingir o público que lá está, enquanto outros conseguiram o segredo para um hit, um viral, e execuções certeiras no Spotify.

Ao mesmo tempo em que veteranos e novatos lutam para entender e se adequarem à nova ordem da indústria, podemos dizer que a “guerra dos sexos” dentro do mundo pop hoje está com os homens ganhando de goleada. Eles estão com os álbuns mais bem recebidos, singles de sucesso e parcerias que deram certo – além dos gêneros que dominam as rádios e streams atualmente serem justamente aqueles onde os male acts dominam. E o pop, que durante toda a primeira metade da década foi uma festa feminina, hoje se tornou um clube do Bolinha.

Pensando nestes encontros e desencontros é que eu trago uma lista de vencedores e perdedores no pop de 2017, cobrindo o primeiro semestre. Lá no final do ano, eu retomo essa mesma lista com os destaques do ano em geral, e perspectivas para 2018. Por isso, coloque os headphones, aperte play na “Today’s Top Hits” do Spotify e continue lendo!

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Lançamentos da semana: do pior para o melhor

Essa quinta-e-sexta-feira teve uma quantidade tão grande de lançamentos pop que a gente tem até que respirar em pensar quais são as músicas e que artistas lançaram alguma coisa. Mas eu decidi juntar tudo num post só, com o velho combo de singles, só que com um diferencial: do pior material lançado até a melhor música divulgada neste fim de semana.

Esse é o meu top 4, veremos se será parecido com o de vocês 😉

4. “Switch”, Iggy Azalea feat. Anitta

Um dia a Iggy foi uma rapper ascendente com um som bacana, e que prometia ser a grande revelação na cena, a julgar pelas antigas mixtapes. O “The New Classic”, primeiro CD, foi aquele rap para neófitos, mais pop que qualquer outra coisa, que apesar do sucesso, não se converteu depois numa segunda era bem sucedida – pelo contrário, depois daquele CD, a queda da australiana foi uma das coisas mais rápidas e frenéticas já vista na popsfera.

Atualmente a mulher ainda está tentando lançar alguma coisa para o segundo CD, “Digital Distortion”, e até agora o que eu tenho consciência que foi single mesmo foi “Team“, que teve uma certa divulgação e algum buzz. O resto foi lançado daquele jeito, e nada foi tão interessante. Pra completar, todo single que a Iggy vinha apresentando parecia sem sal, sem apelo; e pior – agora com “Switch”, sem personalidade alguma.

Esse ritmo tropical já cansado, essa música batida, a Iggy cantando por cima do featuring … Aliás, Anitta foi desperdiçadíssima na faixa: parece uma backing vocal qualquer e o vocal ficou abafado por tanta camada e efeito que eu só percebi que era ela mesmo porque o timbre, mesmo em inglês (um bom inglês até), se sobressaiu. Mas sinceramente, se colocassem a Iggy com autotune no lugar não fazia diferença alguma.

Para a brasileira, o featuring valeu a pena para apresentá-la ao mercado americano de uma forma mais “oficial” (mesmo que o nome dela já esteja rodando aqui e ali, em matérias da Billboard e interações com artistas no twitter e no instagram), mas pra Iggy Azalea, é mais uma oportunidade desperdiçada numa música que é bem ruinzinha e esquecível.

(curiosamente, a parte mais marcante pra mim foi o pré-refrão da Anitta. A única coisa que tá na minha cabeça até agora de “Switch”)

nota: ⭐⭐ de ⭐⭐⭐⭐⭐

 

3. “Crying on the Cheap Thrills of You”, Camila Cabello

Quando você sai em carreira solo de uma boyband/girlband, onde geralmente as canções eram bem polidas e produzidas para gerar uma sonoridade generalista (pra não dizer outra palavra) e puxada para o público jovem, o que se espera é que o artista em questão mostre o motivo pelo qual ele ou ela se sentiu pronto/a para dar o jump e mostrar “identidade musical”. O Zayn, com o “Mind of Mine”, fez isso – quem imaginava que o menino do One Direction lançaria aquele petardo de álbum alt-R&B todo moody e misterioso?

Pois bem, depois de ver o vídeo de “Crying on the Club”, da Camila Cabello, duas coisas ficaram na minha mente. Uma é: alguém cancela a Sia, porque essa música é mais um derivado da fórmula “Cheap Thrills”/”The Greatest”, e pior, a faixa me lembra “Shape of You”, ou seja, música mais genérica não há! Pra piorar a situação, o delivery vocal da Camila tá muito parecido com o da Rihanna (como todas as últimas 1500 pop starlets tentam fazer – e a Pitchfork pontuou muito bem recentemente). Zero personalidade numa música que mesmo grudenta, é bem safe, bem “o que tá tocando por aí.

Aí a cidadã me lança um clipe (chatérrimo, aliás), onde a intro é com uma midtempo pop mega dramática, com um letrão daqueles, os vocais impecáveis; pra combar com “Cheap Thrills parte 3”. Quem é a gravadora da Cabello, minha gente, que não colocou “I Have Questions” de lead? Isso seria um tapa na cara maravilhoso de quem acha que a menina não tem identidade musical!

(btw, a melhor coisa de “Crying on the Shape of the Club” é o sample de “Genie on the Bottle” haha)

nota: ⭐⭐⭐ de ⭐⭐⭐⭐⭐

 

3. “Swish Swish”, Katy Perry feat. Nicki Minaj

Primeiramente, mais uma música da Katy que não aconteceu, né? Eu tô impressionada com a era dela, porque nada deu certo – até mesmo o vídeo de “Bon Appétit”, que fez um barulho nas redes sociais, não ajudou no desempenho da faixa nos charts. Daqui a pouco a mulher lança o álbum e a gente só vai ouvir a imprensa caindo em cima e o público realmente desinteressado na Katy.

(ou seja, ela nunca conseguiu firmar uma base de fãs que a seguem aonde vai, a fã-base sólida e fiel que outras colegas tem aos montes, como a Lady Gaga, por exemplo)

Pois bem, “Swish Swish” é o single promocional do “Witness”, o novo álbum da californiana (que tem essa capa bem “teoria da conspiração”), e deve ser sobre a Taylor Swift né, só pra confirmar… Mas enfim, a faixa passa longe do “pop com propósito” ou daquele treco inominável que era “Bon Appétit”: é um dance-pop que lembrou uma versão mais pesada de “Walking On Air” (que a KATY NÃO LANÇOU COMO SINGLE NA ERA PRISM, desperdício!), uma letra debochada que rememora a velha Katy de “One of The Boys” e que tem um clima menos infantil que boa parte dos singles da moça desde “Teenage Dream”. É um pop adulto, divertido, despretensioso, com uma letra fácil e cheia de shades e um bom momento da Nicki Minaj, que como rapper anda tendo um ano criativamente tenso (aquela resposta à diss da Remy Ma foi ridícula…).

Infelizmente, apesar de crescer na gente igual bolo no forno, “Swish Swish” não chega perto daquele soco no estômago de outros singles da Katy Perry – sabe, aquela sensação de OMG QUE HINO de quando a gente ouvia “Teenage Dream”, “Hot ‘n Cold” e “Dark Horse”? Tá faltando aqui e nas outras faixas que ela trouxe nessa era. E o pior é que as músicas dessa nova era poderiam ser melhor trabalhadas, ou até retrabalhada com ganchos menores, mas o resultado final infelizmente é muito aquém do que a Katy poderia oferecer como uma das maiores hitmakers da década.

nota: ⭐⭐⭐/5 de ⭐⭐⭐⭐⭐

1. “Bad Liar”, Selena Gomez

Quando a gente fala de evolução dos artistas, não é apenas evolução de imagem (mais edgy, mais madura, ou conceitual); dizemos também sobre a evolução do som deles.

Neste momento, não dá pra pensar na Selena Gomez como aquela cantora fofa do pop adolescente da banda “Selena Gomez & The Scene como a mesma pessoa que canta “Bad Liar”, lead single do seu segundo álbum solo. “Bad Liar” é um pop fresco, diferente de tudo que tá tocando por aí. É uma música única por não ser tropical house, urban, EDM, ou um derivado da Sia.

A faixa, escrita por Selena junto com os hitmakers do momento Julia Michaels e Justin Tranter, usa de forma inteligente o sample de “Psycho Killer” do Talking Heads pra criar uma história de amor meio confusa entre Selena e o boy, com estrutura meio sincopada, alguns trechos falados, gemidos bem colocados, o refrão mais grudento do primeiro semestre e uma interpretação impecável da Selena. O que é essa menina hoje, que puta intérprete! É uma artista que conhece suas limitações, sabe trabalhar com elas e o que fazer com a própria voz.

O resultado é um dos melhores singles pop do ano, que recebeu praise da Pitchfork com uma “Best New Track” e a bênção do David Byrne, vocalista e guitarrista do Talking Heads e um dos artistas mais cultuados da indústria.”Bad Liar” mostrou uma evolução grande e surpreendente (a Interscope confia mesmo na Selena, porque a música tem risco, mesmo sendo extremamente pop), e me fez ficar ainda mais curiosa com o que  ela vai oferecer na sua segunda empreitada solo.

(agora, é fato que a Selena capturou o delivery vocal TODINHO da Julia Michaels no começo da faixa né haha)

⭐⭐⭐⭐⭐ de ⭐⭐⭐⭐⭐

Bonus track: “Strip That Down” (Liam Payne feat. Quavo)

Né… Enfim…

Zayn, Niall e Harry possuem vozes distintas e marcantes no ouvido do público comum, na hora de divulgar o material solo… Porque o Liam é lindo, mas tem o vocal tão marcante quanto um boi pastando.

Pra piorar, parece alguma coisa que o Justin Timberlake rejeitou e foi passada pelo Nick Jonas, que nem quis gravar; e ficou dentro do guarda-roupa do Justin Bieber. Que horror.

 

E você,  o que achou dos lançamentos da semana? Concorda com a ordem que eu listei aqui ou preferia outra música nas primeiras posições?

Lançamentos da semana [1] Zayn, Iggy, Guetta, Kendrick

Neste final de semana, vários lançamentos de singles agitaram a popsfera, que está com um 2017 meio lento. O álbum pop mais bem sucedido foi o do Ed Sheeran (praticamente um anticlímax) e a primeira megastar de vulto a fazer seu comeback, Katy Perry, virou praticamente um não-evento (falarei mais sobre ela na hora oportuna). Por isso, exceto pelos suspeitos de sempre que já vem emplacando seus hits desde o ano passado (Chainsmokers, Bruno, a Gaga – se escolher bem o próximo single), quem pode ter em mãos o próximo hit que vai embalar o verão americano – ou ser a música-tema de 2017?

Vamos aos candidatos:

Zayn feat. PARTYNEXTDOOR – “Still Got Time”

Pois é, parece que alguém é mesmo one hit wonder. O primeiro single do segundo álbum do britânico é outro não-evento. O choque maduro e intrigante de alt-R&B que foi “PILLOWTALK” foi substituído por essa letfover do Drake com trend tropical que ninguém aguenta mais. “Still Got Time” é bem qualquer coisa, apesar do refrão repetitivo, e eu realmente esperava mais, porque o “Mind of Mine” é um excelente álbum de estreia para um ex-membro de boyband.

Por enquanto, a música está penando um pouco nas plataformas – creio ter duas razões pra isso: primeiro, o estouro de “PILLOWTALK” (que fez muita gente acreditar que o Zayn fosse um celebrado hitmaker) veio na esteira da separação do rapaz do One Direction, e meio que tava TODO MUNDO esperando o que ele ia aprontar (só que o buzz do #1 se perdeu com a pouca divulgação, gerada pelo problema de ansiedade que ele tem, o que é absolutamente compreensível); e segundo, o buzz da volta do Zayn foi eclipsado pelo próprio sucesso da faixa dele com a Taylor Swift pro “Cinquenta Tons Mais Escuros”, que é um hit ainda quente nas paradas. Dava pra esperar um pouco mais.

Chances de sucesso? A música é da trend, né (DENISE EU NÃO AGUENTO MAIS), e o featuring é com um artista em ascensão na cena urban, o que garante streams e audições em rádios do gênero. Além disso, a música tem uma certa pegada de “playlist ‘pegue uma praia’ do Spotify”, o que pode ajudar com ouvintes casuais ouvindo a faixa em listas de reprodução. Ou seja, há chance de sucesso, mas depende muito da divulgação e se o público ainda é capaz de abraçar esse tipo de sonoridade, que já está saturando os nossos ouvidos.

Iggy Azalea – “Mo Bounce”

Pra quem tá cansado de conceito (já viu que a popsfera tá toda conceitual-quero-ser-séria?), tinha que ser Iggy Iggz pra trazer a farofa! Depois do fracasso de “Team” (que era até boazinha) e vários adiamentos e músicas avulsas lançadas, Iggy Azalea lança o que provavelmente deve ser o primeiro single do novo CD (que ainda vai se chamar “Digital Distortion”) e ainda com o clipe, misturando twerk, Iggy fazendo carão e crianças fofas dançando ao som da música (sim, estou falando sério, aperte play e veja).

“Mo Bounce” não tem nada demais, aliás, deve ser o material mais fraquinho que ela já lançou, mas a batida meio eletrônica meio urban é perfeita pra dançar na pista até o dia amanhecer. Tem pinta de música do verão, viral e hit no Spotify…

No entanto, se fosse com outra rapper, essa faixa seria o maior sucesso – mas a imagem da Iggy está tostadíssima. E eu até acho que o momento dela já passou, mas talvez com um bom jabá e performances nos lugares certos, pode chegar ao top 10 da Billboard.

 

David Guetta feat. Nicki Minaj e Lil Wayne – “Light My Body Up”

Segura a farofa! David Guetta está de volta com a trilha sonora da sua balada com “Light My Body Up”, parceria com Nicki Minaj e Lil Wayne, um EDM dentro da moda atual de ser mais stripped down do que upbeat até entupir a gente de Yoki. Desta vez, as batidas tem uma pegada mais trap, o que é bem-vindo, e é impressionante como a Nicki funciona bem com o material do Guetta.

Clássica música que fica ótima ouvindo na balada, academia (mas nunca numa audição aleatória enquanto você está no meio do engarrafamento num busão lotado), novamente traz a Nicki num vocal processado (o que é uma pena, porque a singing voice dela é bem cativante), tanto que em alguns momentos eu fico na dúvida de que ela canta todos os versos mesmo (Bebe Rexha situation); assim como os versos nonsense do Lil Wayne (sério, ainda preciso entender a função dele na faixa) estão cheios de efeito – mas pra quem ouviu aqueles singles rock do “Rebirth”, os ouvidos estão acostumado. Ou seja… é farofa? é. Tem jeito de hit? com certeza.

Kendrick Lamar – “The Heart Part 4”

ALGUÉM ANOTOU A PLACA DO CARRO? Que atropelo é esse, meus irmãos? Durante a semana, Kendrick Lamar já tinha dado uma “dica” de algo novo com o post dele no Instagram mostrando o número “IV” num fundo preto, mas quem imaginava que isso ia acontecer? “The Heart Part 4” é mais uma faixa da “The Heart” series que o K-dot sempre lança, ora como faixa avulsa, ora como parte de mixtape. Essa faixa, que sampleia James Brown e Faith Evans, é um tiro de bazuca maravilhoso que mostra – o homem tá de volta, e vem pra derrubar forninhos. Diss no Drake e no Big Sean, muita autorreferência ao lado dos melhores (e ele pode) e críticas políticas mostram que o próximo material do Kendrick vem tinindo, um novo clássico chegando.

Eu adoro como a música vai numa ranting sem parar, e a mudança no ritmo não afeta em nada a audição, só empolga você a ouvir o que ele tá falando, e como é bom ter o Kendrick de volta pra fazer a trilha sonora do nosso zeitgeist. A gente precisa ouvir K-dot falar, 2017 precisava dele e nem sabíamos disso. E o povo estava tão sedento por ele que a faixa chegou ao #1 do iTunes quando foi lançado ❤ imagina quando chegar dia 07 de Abril, porque ele deixou registrado no fim da música que “Y’all got til April the seventh to get y’all shit together”

CORRE DRAKE

E aí, qual dessas quatro músicas você curtiu mais?

Previsão Video Music Awards 2015 [2] Melhor Vídeo de Hip Hop

Continuando a análise dos vídeos indicados ao Video Music Awards 2015 – nas categorias com votação do público – temos uma categoria com ótimos vídeos, Melhor Vídeo de Hip Hop. Provando que esse período de 2014/2015 foi um ótimo momento para o gênero, com o surgimento de novos artistas, consolidação de uma turma que já tinha aparecido há um bom tempo; além da consagração de Kendrick Lamar como a voz do nosso tempo, a disputa pelo Moonman será bem interessante.

No entanto, apesar de muitos trabalhos bem bacanas e até históricos, acho que o favorito será o trabalho mais “pop” e bem sucedido nos charts entre os cinco indicados.

BEST HIP HOP VIDEO
Fetty Wap – “Trap Queen”
Nicki Minaj – “Anaconda”
Kendrick Lamar – “Alright”
Wiz Khalifa ft. Charlie Puth – “See You Again”
Big Sean ft. E-40 – “IDFWU”

Confira a análise após o pulo!

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Previsão Video Music Awards 2015 [1] Melhor Colaboração

30 de Agosto é daqui a pouco, e uma certeza nós temos: é a de que o Video Music Awards 2015 promete, após surpresas entre os indicados e as tretas via twitter (que já foram resolvidas até o momento).

Este ano, as indicações são bacanas porque todos os vídeos são muito bons, cada um com sua característica especial, e em algumas categorias, qualquer um dos indicados merece a vitória. Em “Melhor Colaboração”, a disputa é entre hits massivos, alguns que quase fizeram história e outros que marcaram sentimentalmente os nossos corações. Por isso, essa categoria vai depender muito mais da MTV fazendo o voto de Minerva do que os fãs votando loucamente no site da emissora.

(porque você sabe, né, pode votar horrores, mas quem apita no final é a MTV)

Primeiro, os indicados

BEST COLLABORATION
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Wiz Khalifa ft. Charlie Puth – “See You Again”
Ariana Grande & The Weeknd – “Love Me Harder”
Jessie J, Ariana Grande, Nicki Minaj – “Bang Bang”

As análises seguem após o pulo!

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Confira os indicados ao VMA 2015

Video Music Awards 2015

Eu acredito que vocês já devem saber os indicados ao Video Music Awards 2015, que prometia ser uma premiação bem morninha, mas parece que terá shade, barraco e climão por todos os lados. Por isso, é bom ficar ligado: a cerimônia acontece dia 30 de Agosto, um domingo, e a depender da pós revelação dos indicados, a promessa é de que será uma das premiações mais divertidas em anos.

Primeiro, os indicados – algumas surpresas aparecem de cara, como a presença de “7/11” vídeo despretensioso da Beyoncé, que foi indicado a cinco astronautas de prata; além de “Bad Blood” e não “Blank Space” ter sido indicado a vídeo do ano; e as ausências de Meghan Trainor e “Anaconda” da Nicki Minaj em vídeo do ano.

VIDEO OF THE YEAR
Beyoncé – “7/11”
Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Kendrick Lamar – “Alright”

BEST MALE VIDEO
Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Kendrick Lamar – “Alright”
The Weeknd – “Earned It”
Nick Jonas – “Chains”

BEST FEMALE VIDEO
Beyoncé – “7/11”
Taylor Swift – “Blank Space”
Nicki Minaj – “Anaconda”
Sia – “Elastic Heart”
Ellie Goulding – “Love Me Like You Do”

BEST HIP HOP VIDEO
Fetty Wap – “Trap Queen”
Nicki Minaj – “Anaconda”
Kendrick Lamar – “Alright”
Wiz Khalifa ft. Charlie Puth – “See You Again”
Big Sean ft. E-40 – “IDFWU”

BEST POP VIDEO
Beyoncé – “7/11”
Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
Taylor Swift – “Blank Space”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Maroon 5 – “Sugar”

BEST ROCK VIDEO
Hozier – “Take Me To Church”
Fall Out Boy – “Uma Thurman”
Florence + the Machine – “Ship To Wreck”
Walk the Moon – “Shut Up and Dance”
Arctic Monkeys – “Why’d You Only Call Me When You’re High?”

ARTIST TO WATCH
Fetty Wap – “Trap Queen”
Vance Joy – “Riptide”
George Ezra – “Budapest”
James Bay – “Hold Back The River”
FKA Twigs – “Pendulum”

BEST COLLABORATION
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Wiz Khalifa ft. Charlie Puth – “See You Again”
Ariana Grande & The Weeknd – “Love Me Harder”
Jessie J, Ariana Grande, Nicki Minaj – “Bang Bang”

VIDEO WITH A SOCIAL MESSAGE
Jennifer Hudson – “I Still Love You”
Colbie Caillat – “Try”
Big Sean ft. Kanye West and John Legend – “One Man Can Change the World”
Rihanna – “American Oxygen”
Wale – “The White Shoes”

PROFESSIONAL CATEGORIES

BEST ART DIRECTION
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood” (Charles Infante)
Snoop Dogg – “So Many Pros” (Jason Fijal)
Jack White – “Would You Fight For My Love” (Jeff Peterson)
The Chemical Brothers – “Go” (Michel Gondry)
Skrillex & Diplo – “Where Are U Now” with Justin Bieber (Brewer)

BEST CHOREOGRAPHY
Beyoncé – “7/11” (Beyoncé, Chris Grant, Additional choreography: Gabriel Valenciano)
OK Go – “I Won’t Let You Down” (OK Go, air:man and Mori Harano)
Chet Faker – “Gold” (Ryan Heffington)
Ed Sheeran – “Don’t” (Nappy Tabs)
Flying Lotus ft. Kendrick Lamar – “Never Catch Me” (Keone and Mari Madrid)

BEST CINEMATOGRAPHY
Flying Lotus ft. Kendrick Lamar – “Never Catch Me” (Larkin Sieple)
Ed Sheeran – “Thinking Out Loud” (Daniel Pearl)
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood” (Christopher Probst)
FKA Twigs – “Two Weeks” (Justin Brown)
Alt-J – “Left Hand Free” (Mike Simpson)

BEST DIRECTION
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood” (Joseph Kahn)
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk” (Bruno Mars & Cameron Duddy)
Kendrick Lamar – “Alright” (Colin Tilley & The Little Homies)
Hozier – “Take Me To Church” (Brendan Canty and Conal Thomson of Feel Good Lost)
Childish Gambino – “Sober” (Hiro Murai)

BEST EDITING
Beyoncé – “7/11” (Beyoncé, Ed Burke, Jonathan Wing)
Ed Sheeran – “Don’t” (Jacquelyn London)
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood” (Chancler Haynes at Cosmo Street)
A$AP Rocky – “L$D” (Dexter Navy)
Skrillex & Diplo – “Where Are U Now” with Justin Bieber (Brewer)

BEST VISUAL EFFECTS
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood” (Ingenuity Studios)
FKA Twigs – “Two Weeks” (Gloria FX, Tomash Kuzmytskyi, and Max Chyzhevskyy)
Childish Gambino – “Telegraph Ave.” (Gloria FX)
Skrillex & Diplo – “Where Are U Now” with Justin Bieber (Brewer)
Tyler, The Creator – “F****** Young/Death Camp” (Gloria FX)

Agora, evidentemente, uma análise rápida das indicações – no geral, os vídeos que comportaram esse período 2014-2015 foram bons. As produções em sua maioria foram esmeradas, clipes que acompanharam ótimas músicas e ajudaram a viralizar esses singles. A MTV não fugiu da obviedade aqui – Taylor Swift é o nome do ano? Tem que enfiar mesmo a moça em todas as indicações (mas “Blank Space” é melhor que “Bad Blood”, e merecia a indicação a Vídeo do Ano).

“Uptown Funk”, o hit do ano e um dos hits da década? Indicado em todas as categorias possíveis (se bem que senti falta da indicação em Coreografia). “Thinking Out Loud”, um dos hits do ano, com um vídeo sensível e delicado? Igualmente indicado. A MTV segue o fluxo – e o fluxo é indicar os hits do ano, mesmo que os vídeos não façam jus. A sorte da emissora é de que os hits foram acompanhados por ótimos vídeos, então todo mundo merece.

Algumas surpresas positivas da premiação foram colocar o alto número de indicações ao Kendrick Lamar , que ficou com cinco indicações, liderando a corrida. Seu vídeo “Alright” é um dos contenders ao principal prêmio da noite – não se esqueça de que, tirando “Bad Blood”, nenhum outro single do Kendrick pode ser considerado um hit crossover como os outros indicados – o que mostra a força do trabalho completo do rapper e o impacto do “To Pimp A Butterfly” na cultura em 2015. Outras lembranças que mereciam uma olhada mais carinhosa foram Sia, com “Elastic Heart”, indicada a vídeo feminino; e Nick Jonas com “Chains” entre os indicados a vídeo masculino.

As ausências evidentemente mais sentidas foram as da Madonna, que trouxe clipes interessantes (mas sofre com a barreira da idade, que tira dela e de outras acts femininas mais experientes a chance de concorrer); Rihanna (que obviamente, diante de uma era tão bagunçada e de uma já divulgada rixa com a MTV, não teve chances de concorrer – apenas em Melhor Vídeo com Mensagem para “American Oxygen”); e a sempre pedida Britney Spears – mas com o desempenho problemático de “Pretty Girls”, nem mesmo um ótimo vídeo pode salvar uma era que mal começou e já parece perdida.

AGORA SENTA QUE LÁ VEM TRETA: após o anúncio das indicações, a Nicki Minaj reclamou do fato de não ter sido indicada com “Anaconda” em Vídeo do Ano, já que o clipe tinha quebrado recordes e tido impacto cultural – e que quando outras pessoas fazem a mesma coisa, são aplaudidas, indicadas e premiadas. O tweet que gerou a megatreta da noite foi aquele em que a Minaj diz que, quando são as moças magras e longilíneas de “Bad Blood”, a emissora indica. (ou seja, o modelo de beleza padrão)

Treta Nicki e Taylor 1

Aí a Taylor Swift responde que sempre a apoiou e que talvez o problema tenha sido que um dos homens tenha tomado o lugar dela nas indicações, e que não era do temperamento dela (da Nicki) incitar briga de mulheres entre mulheres. E depois ainda disse que se ela (a Taylor) ganhar, as duas podem subir ao palco.

Treta Nicki e Taylor 2

Só que a Nicki começou uma série de tweets raivosos, citando até mesmo o TIDAL e provando pontos importantes – e pontos que a Taylor perdeu. A crítica não era para a Swift, e sim para uma indústria musical que desvaloriza mulheres negras. Mesmo que você, cantora negra, se esforce para chegar lá, precisa lutar muito mais do que uma cantora branca. (o maior exemplo é a própria Minaj, que nunca alcançou um #1 na Billboard, enquanto a Iggy alcançara rapidamente com “Fancy”). Muitas vezes você precisa se afastar das raízes R&B pra hitar de forma crossover – veja como atualmente Beyoncé consegue seus hits com virais; enquanto Rihanna, que sempre foi uma artista pop, tem mais facilidade para fazer sucesso com os singles por suas músicas terem maior penetração em diversos segmentos de rádio? E onde o Grammy a coloca para concorrer com os álbuns? em “urban contemporary”… Por que não em Melhor Álbum Pop?

A Nicki estava discutindo a falta de representatividade da mulher negra nas principais premiações – só a Beyoncé (e depois a Rihanna) concorre, e é usada como token – “olha, não somos racistas, a Beyoncé tem cinco indicações, ó!” – sendo que o vídeo mais representativo do impacto na cultura pop que o VMA procura não tá na lista de indicados. A crítica não era pra Taylor Swift, ela foi usada como exemplo do que a indústria valoriza e procura em suas acts femininas. Mas ela comprou uma briga que não era dela, fez parecer que era com ela [levando muita gente a achar/concluir que ela é (realmente) uma garota mimada] e acho que deve estar fora do Twitter neste momento, porque a rede está on fire com os posts da Nicki.

Ou seja, o que era apenas reclamação virou uma discussão social importante e, para a MTV, um chamariz para o VMA, que evidentemente vai aproveitar essas tensões para criar um buzz.

E você, o que achou das indicações? Concorda com as considerações da Nicki ou é da #TaylorSquad?

Lembrando que teremos análises dos indicados das categorias com votação do público. A gente começa com o duelo de hits em “Melhor Colaboração”. Até lá!

Nicki Minaj volta ao básico com elegância em “The Pinkprint”

Cover CD Nicki Minaj The PinkprintNicki Minaj é um dos nomes mais bombados do hip hop atual. Foi a rapper de origem trinitina que abriu a segunda leva de rappers femininas para o mainstream, e buscando expandir seus horizontes – ou seja, ampliar o seu público – acabou lançando materiais mais pop. Faixas como “Superbass” e “Starships” podem até ter alcançado um grupo grande de consumidores de música, mas acabou irritando os fãs mais antigos, que acharam que Nicki teria “se vendido” e se “popficado”.

Mas, a partir de mudanças no visual, que se tornou mais clean, e com o lançamento do lead single “Pills N Potions”, Nicki mostrou que queria voltar ao básico. E mesmo com a polêmica “Anaconda”, o objetivo de Onika Maraj (verdadeiro nome da rapper) é, ao mesmo tempo, reconquistar os fãs mais antigos e mostrar um trabalho interessante o suficiente para manter os fãs mais novos.

A pergunta é: será que ela conseguiu agradar aos dois grupos com o “The Pinkprint“? Confira no track-by-track da versão standard.

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