Vencedores e perdedores de 2017 [primeiro semestre]

O ano de 2017 chegou à metade e sempre é bom ver, em retrospecto, as coisas que deram certo ou não dentro do pop – especialmente quando estamos num dos anos mais curiosos dentro do mainstream: com a ascensão quase dominante dos streams como determinante para o sucesso de uma faixa (ou de um estilo), muitos artistas e gêneros estão padecendo para se inserir numa nova cultura de consumo – e atingir o público que lá está, enquanto outros conseguiram o segredo para um hit, um viral, e execuções certeiras no Spotify.

Ao mesmo tempo em que veteranos e novatos lutam para entender e se adequarem à nova ordem da indústria, podemos dizer que a “guerra dos sexos” dentro do mundo pop hoje está com os homens ganhando de goleada. Eles estão com os álbuns mais bem recebidos, singles de sucesso e parcerias que deram certo – além dos gêneros que dominam as rádios e streams atualmente serem justamente aqueles onde os male acts dominam. E o pop, que durante toda a primeira metade da década foi uma festa feminina, hoje se tornou um clube do Bolinha.

Pensando nestes encontros e desencontros é que eu trago uma lista de vencedores e perdedores no pop de 2017, cobrindo o primeiro semestre. Lá no final do ano, eu retomo essa mesma lista com os destaques do ano em geral, e perspectivas para 2018. Por isso, coloque os headphones, aperte play na “Today’s Top Hits” do Spotify e continue lendo!

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Indicados ao VMA [6] COMBO DE CHANCES

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Hoje é dia de tretas, polêmicas e grandes apresentações, o Video Music Awards 2016! Já sabemos que Britney Spears vai se apresentar, Beyoncé também, Rihanna vai ganhar o Vanguard Award (prêmio que homenageia grandes nomes que contribuíram de forma inovadora com os videoclipes) e terá tempo para fazer uma apresentação marcante; além do Kanye West com quatro minutos pra fazer o que quiser.

Por isso, já esperando o começo da premiação, a partir das 21h, hora de fazer um último post sobre os indicados, desta vez falando das chances de vitória nas três categorias que restam para serem discutidas – o que eu chamei de COMBO DE CHANCES. Afinal de contas, tô juntando três categorias num post só 😉

Confira tudo após o pulo!

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Indicados ao VMA [4] Melhor vídeo de Hip Hop

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Se vocês achavam que a MTV não se importa com o rock, é que vocês nunca viram a confusão que a emissora fez com o hip hop.

O primeiro award para Melhor Vídeo de Hip Hop foi dado em 1999, para canções inspiradas no estilo; não necessariamente canções do gênero (que eram premiadas como Melhor Vídeo de Rap, que nem existe mais). A categoria sumiu no fatídico ano de 2007, quando a MTV quis parecer cool e errou de forma crassa e voltou um ano depois.

Como as duas premiações de Rap e R&B não existem mais (como a MTV se preocupa com a black music é algo que foge da minha compreensão) tudo virou uma grande mistura. Por isso, às vezes os indicados são rappers mesmo e a categoria faz sentido (como em 2003, quando Missy Elliot levou o Moonman concorrendo contra Busta Rhymes, Jay-Z, Nelly e Snoop Dogg) enquanto em outras situações você sequer entende a escolha do vencedor (Drake ganhando em 2014 por “Hold On, We’re Going Home”… Sério?). No geral, os indicados são rappers e a galera conhecida da cena, mas até TLC e Chris Brown foram indicados. J-Lo já ganhou!

Vamos ao presente, com os indicados a melhor vídeo de Hip Hop. Uma lista boa e corajosa, já que a emissora não se rendeu à óbvia tentação de enfiar o Kanye West aqui; ou colocar Fergie com “M.I.L.F.$” (cara, não duvido nada), ou só porque a Beyoncé faz urban/R&B enfiar a mulher lá com uma DADDY LESSONS. Corajosa ainda porque os indicados são, em sua maioria, acts novos ou em ascensão, ao invés dos mesmos nomes. Mesmo assim, duvido de que a emissora fuja do óbvio e premie o mais famoso deles.

Melhor Vídeo Hip-Hop
“Watch Out” – 2 Chainz
“Don’t” – Bryson Tiller
“Angels” – Chance The Rapper
“Panda” – Desiigner
“Hotline Bling” – Drake

Agora é hora de conferir as chances de vitória!

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Design de um top 10 [31] Montanha russa do pop

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A vida está uma loucura – só não tanto quanto o sobe e desce nos charts da Billboard. Nas últimas semanas, finalmente o domínio barbadiano da Rihanna foi interrompido pelo rapper Desiigner, com Panda; além do (finalmente) primeiro #1 solo do Drake, com “One Dance”, depois a faixa do Justin Timberlake para a animação “Trolls”, “Can’t Stop The Feeling”; e agora, já temos duas semanas seguidas de Drake no topo. UFA!

Para que vocês entendam o motivo do título do “Design de um Top 10” desta semana, eu decidi fazer algo de diferente: falar dos três #1 que tiraram “Work” do jogo – e da Rihanna, conseguindo fazer do limão uma limonada (desculpa pelo trocadilho, Bey), com o ANTI.

 

Top 10 Billboard Hot 100 (11.06.2016)

#1 One Dance – Drake
#2 Panda  – Desiigner
#3 Can’t Stop the Feeling – Justin Timberlake
#4 Work From Home – Fifth Harmony
#5 Don’t Let Me Down – The Chainsmokers feat. Daya
#6 7 Years – Lukas Graham
#7 I Took a Pill In Ibiza – Mike Posner
#8 Dangerous Woman – Ariana Grande
#9 Needed Me – Rihanna
#10 Work – Rihanna feat. Drake

Drake gifPode continuar as dancinhas toscas, Drizzy! Depois de bater na trave com “Hotline Bling”, finalmente Drake está dominando o topo do Hot 100, com “One Dance”, single do álbum “Views”. Líder nas rádios, está em segundo nos charts de Stream e em segundo no chart digital (em primeiro está o monstruoso hit do Timberlake), e é uma das músicas mais populares de serviços como o Spotify. A faixa é exatamente o que tá bombando hoje – dançante, com pegada tropical pop e o Drake cantando, mais pop do que nunca. Com o desempenho da música nos charts, está longe de chegar ao peak. E olha que o moço nem clipe da música lançou!

 

O ex-#1 que surpreendeu todo mundo quando alcançou o topo foi o rapper Desiigner, com a faixa “Panda”. Em Desiigner gifprimeiro lugar nos charts de rap, a faixa continua dominando os streams, enquanto se mantém na terceira posição nos charts digitais e em 12º nas rádios. Essa posição super baixa de airplay se explica: ao contrário da super pop “One Dance”, “Panda” é aquele rap que parece feito de improviso, todo sobre uma base musical, e lançado numa mixtape qualquer. Só não dá pra chamar de “freestyle” porque o “panda” se repete várias vezes no meio da música. A faixa do Desiigner é um viral daqueles, graças especialmente à força dos streams, que dão voz a artistas que as rádios mais tradicionais ou crossover jamais dariam hoje em dia.

 

Justin Timberlake gifO terceiro lugar no hot 100 estreou em #1 – e apesar da chegada meteórica, só faz crescer. “Can’t Stop The Feeling”, do Justin Timberlake, ainda lidera nos charts digitais (agora tá vermelhinho no iTunes, mas a música vinha se mantendo muito bem há três semanas); sem contar as subidas respeitáveis nas rádios e a receptividade da música nos streams. Amparada pelo filme “Trolls” (em termos, porque o filme só estreia em Novembro) e pela popularidade do artista, que estava sem lançar álbuns desde 2013 (três anos não se comparam, no entanto, ao hiato de SETE ANOS entre o “FutureSex…” e o “20/20 Experience” – e a minha preguiça de escrever os nomes completos desses álbuns haha) e é sempre uma presença esperada. A música é outra candidata a hit do verão – é pop, fun, fresh e tem uma pegada anos 80 que me lembra vagamente o trabalho que o Max Martin fez com o The Weeknd no “Beauty Behind the Madness”. Lembra quando comentei que o Midas do pop estava começando a se repetir? É que eu estava falando justamente dessa música.

 

Agora é hora do “queimando minha língua awards”: eu lembro que tinha falado super mal de “Needed Me”, single Rihanna Gif Needed Medo “ANTI”, aquele álbum da Rihanna que eu acho insuportável. Pois é, eu falei que a música não tinha potencial de hit, era repetitiva e sem graça. Pois é… Não é que ao invés da “super com potencial de sucesso” “Kiss it Better” é um “super flop” enquanto a “água de salsicha” é um hit massivo? Nunca duvide do poder de Rihanna em ser uma hitmaker… A faixa conseguiu um novo peak (#9 na Billboard), se mantendo apenas com o vídeo dirigido por Harmony Korine, além do streams do Spotify e os outros serviços, já que as rádios tocam bastante, mas com menos alarde que “Work” (“Needed Me” é mais urban para as rádios pop que “Work”, que apesar de suas limitações é no ritmo do que tá bombando) e a música está em #21 no iTunes, bem longe dos atuais hits que dominam o cenário. É mais um top 10 na conta da barbadiana, num álbum onde eu não esperava que ela arrancasse mais nada de relevante além do lead single.

E você, o que achou da movimentação nos charts desta semana? Comente ouvindo o #1 do Hot 100, Drake!

Design de um top 10 [29] Bora trabalhar

Depois do Grammy, é hora da gente dizer finalmente que “2016 já começou”. E começou mesmo, com Justin Bieber continuando a dominar os charts com “Love Yourself”, Zayn (aquele que foi embora do One Direction) se mostrando uma força a ser reconhecida com o single solo “Pillowtalk” (inspirado naquele som altR&B do The Weeknd com resultados mistos na minha cabeça) e agora, uma lenda trabalhando (quase nada) para colocar seu nome entre os grandes.

Esta semana, Rihanna e seu amigo colorido Drake chegaram ao #1 com “Work”, o real primeiro single do ANTI, aquele álbum da barbadiana que chegou, deu um brilhinho e sumiu como poeira no deserto. Apesar da divulgação confusa, com direito a até apresentação no Grammy cancelada, a faixa tropical chegou à liderança sem promo, sem apresentação, e sem o clipe (que estreou nesta segunda-feira, num esquema pague um e leve dois, já que você tem duas “versões” de “Work”: a jamaicana com twerk, mais sensual; e uma só com a RiRi e o Drake fazendo o casal apaixonado num cenário rosa.)

Mas, por que a música teve tanta força pra chegar à liderança, mesmo contra todas as expectativas? Hora de conferir no nosso Design de um Top 10!

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Top 10 Billboard Hot 100 (05.03.2016)

  1. Rihanna feat. Drake – “Work”
  2. Justin Bieber – “Love Yourself”
  3. twenty one pilots – “Stressed Out”
  4. Justin Bieber – “Sorry”
  5. Flo Rida – “My House”
  6. Zayn – “Pillowtalk”
  7. Adele – “Hello”
  8. G-Eazy feat. Bebe Rexha – “Me, Myself & I”
  9. The Chainsmokers – “Roses”
  10. DNCE – “Cake By The Ocean”

 

Rihanna Gif Work Rihanna não ia ficar muito tempo sem um hit – e “Work”, o real primeiro single do ANTI, é o hit pronto que a barbadiana estava precisando para manter o nome quente na mídia, após a confusão com as músicas trabalhadas ano passado, que não caíram na boca do povo como (eu acho que) ela esperava. Apesar de não ser exatamente aquela brastemp, a faixa em parceria com o Drake é chiclete e pop o suficiente para ganhar o interesse do grande público – e de certa forma, a Rihanna hitmaker é a encarnação mais interessante da legend in making.

O segredo para esse #1 sem promo, sem vídeo (já que o clipe foi lançado hoje, e creio eu vai ajudar a manter a música mais uma semana em primeiro) e sem sequer uma apresentaçãozinha na Ellen foi o crescimento da música nos Streams (já que a música está em todos os serviços – e não apenas no TIDAL); a estabilidade no iTunes (atualmente, a faixa está em #2 no chart, mesmo com as chegadas e saídas das faixas do Bieber e do Zayn, além do fator Flo Rida) e chegou ao top 10 das rádios (onde ela sempre foi queridinha). A música está em plena ascensão, e a moça nem se mexeu pra divulgar a faixa.

Mas quando eu falo de “legend in making”, eu falo do fato da Rihanna ter chegado ao décimo-quarto #1 na Billboard – DÉCIMO. QUARTO, o que significa que RiRi já passou Michael Jackson e está galopando em direção a Mariah Carey, que atualmente tem 18 #1, e os Beatles, que tem 20. Ou seja, ela tem chance de engolir essas lendas da música – como já engoliu e digeriu forças como Whitney Houston, Stevie Wonder e Janet Jackson em basicamente dez anos (desde o seu primeiro #1, lááááá em 2006, com a deliciosa “SOS”) – porque a menos que alguém descubra um single perdido dos rapazes de Liverpool e lance do nada, e a Mariah lance um single em parceria com a ADELE, me parece complicadíssimo manter essa primazia por muito tempo.

 

Um dos players que sempre dá medo no jogo dos #1’s no Hot 100 é o Flo Rida. O rapaz, até chegar a ADELE, tinha o Flo Rida Gifrecorde de debut digital de 636.000 vendas (isso em 2009, quanto tempo tivemos que remar pra chegar até aqui), e em toda era, sempre emplaca pelo menos um #1: Low (2007, no debut album “Mail On Sunday”); “Right Round” (o ex-recordista, em 2009, com o segundo CD “R.O.O.T.S.”);  e “Whistle” (2012, no quarto CD, “Wild Ones”). Só no “Only One Flo (part 1)” que o melhor desempenho foi com “Club Can’t Handle Me”, que chegou à nona posição. Mas mesmo assim, o homem consegue hits com uma facilidade impressionante, e sempre essas músicas extremamente grudentas de verão.

A próxima ameaça de ficar na nossa memória até março do ano que vem é “My House”, bem menos eletropop que outros singles do Flo Rida, e com uma pegada urban pop bem vinda (eu já tô cantando sem querer o refrão, sorry). A música já conquistou o público – onde o Flo Rida é fortíssimo, o digital, ele está em primeiro – está crescendo nas rádios (oitava posição) e se encontra na nona colocação dentro dos charts de stream. Ou seja, está crescendo bastante, bem longe de chegar no peak, e mesmo com players fortíssimos nessa equação (quase que “Love Yourself” não deixava a RiRi ser primeiro), não duvide de que o Flo Rida emplaque o quarto #1 da carreira. O poder desse homem dá medo!

 

DNCE gifMas quem chegou sem querer, de pouquinho em pouquinho, sem chamar muita atenção, mas se tornando parte da história, foi o Joe Jonas. É, ele mesmo, o outro Jonas Brother que não é o Nick; que se lançou na carreira solo e flopou miseravelmente, retornando como parte de uma banda pop despretensiosa chamada DNCE e que agora chega ao top 10 com a igualmente despretensiosa “Cake By The Ocean”. Aquele popzinho gostoso, simples, com um groovezinho de guitarra e uma levadinha funkeada que lembra bem de longe o Maroon 5, e que mostra o Joe Jonas funcionando bem melhor como membro de banda do que act solo.

O crescimento da música foi lento, mas conquistando os ouvidos do grande público e chegando à décima-primeira posição nos charts de Streaming; 14º no chart digital e a mesma décima-quarta colocação nas rádios. Tudo muito calmo, em comparação aos outros pesos-pesados no top 10, mas a faixa tinha sido lançada em Setembro do ano passado. Considere a situação: ex-membro de boy band juvenil que flopou em carreira solo que mal nasceu se lança numa banda de pop rock com sonoridade que nada tem a ver com nada que ele tinha feito nos dois estágios iniciais da carreira. Lança o single sem muito alarde, crescendo aos poucos com promos específicas em programas de TV e muita apresentação em casa de show e boca a boca (eu até desconto as antigas fãs do Jonas Brothers porque se elas entrassem na equação a DNCE já seria um sucesso estrondoso assim que o Joe Jonas criasse a conta no Instagram).

O segredo aqui foi ter remado e acreditado numa boa música. Se o ano será mais dançante para a banda? Boa pergunta, mas é hora de aproveitar o sucesso que é merecido – e o lugarzinho na história, já que com “Cake By The Ocean” Joe se torna o terceiro artista a conseguir top 10 no Hot 100 como solo e com dois grupos – em 2008, ele conseguiu duas vezes com os Jonas Brothers em “Burnin’ Up” e “Tonight”; e no mesmo ano entrou em nono lugar com a Demi Lovato pela música “This Is Me”, trilha sonora do filme “Camp Rock”, da Disney. Quem são os outros artistas que adoram variedade de parcerias? Jimmy Page, com top 10 nas bandas The Yardbirds, Led Zeppelin e The Honeydrippers, além de um top 10 solo como featuring do Puff Daddy (!) em “Come With Me” (#4, 1998); Paul McCartney, um homem cheio de amigos – 34 top 10 com os Beatles; 14 com o Wings e 17 solo; Paul Carrack, solo e com Ace e Mike + the Mechanics; Johnny Gill – solo, New Edition e LSG;  e Donny Osmond, solo e com o the Osmonds e Donny & Marie. UFA! 

Você ainda não ouviu “Cake By The Ocean”? Então dê play no clipe pra conferir!

Com informações do billboard.com

Design de um top 10 [24] O ano de Abel, parte 2

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Semana passada eu tinha comentado sobre o #1 de “Can’t Feel My Face”, do The Weeknd, e como a faixa mais importante daquele top 10 era “The Hills”, o single anterior do “Beauty Behind the Madness” – já que estava crescendo de forma consistente e poderia disputar com “What Do You Mean?” o primeiro lugar na Billboard Hot 100.
Pois é, parece que Abel Tesfaye ganhou a briga dos canadenses mais uma vez – mas com um detalhe especial: “The Hills” foi o single anterior, e com uma pegada menos comercial que CFMF, mostrando que o sucesso de The Weeknd é algo especial: os americanos abraçaram o cantor, com seu repertório meio creepy, as letras pesadas e o ar misterioso, não importando que tipo de música ele venha lançando. Contanto que seja música boa, evidentemente.
Top 10 Billboard Hot 100 (06/10/2015)
#1 The Hills – The Weeknd
#2 What Do You Mean? – Justin Bieber
#3 Can’t Feel My Face – The Weeknd
#4 Watch Me – Silentó
#5 Good For You – Selena Gomez feat A$AP Rocky
#6 Locked Away – R. City feat. Adam Levine
#7 679 – Fetty Wap feat. Remy Boyz
#8 Cheerleader – OMI
#9 Hotline Bling – Drake
#10 Lean On – Major Lazer & DJ Snake feat. MO
Substituir a si mesmo na liderança do Hot 100 não é algo comum. The Weeknd, com “The Hills” e “Can’t Feel My Face”, entra num grupo seleto de artistas que inclui os Beatles com TRÊS músicas, Boyz II Men, Usher, Ja Rule e Taylor Swift, ano passado. “The Hills” conseguiu vencer a disputa com o primeiro single do novo álbum do Bieber graças ao crescimento da faixa nas rádios (onde ainda não alcançou o peak, o que é incrível em se tratando de uma música que foi lançada antes do segundo single), onde está entre as maiores subidas (perdendo para a Taylor Swift, um monstro nesta era, e o Drake com “Hotline Bling”, que pode subir muito e entrar nessa bagunça do top 3 na próxima semana). Além disso, a faixa está em primeiro lugar nos charts de Stream e ficou em segundo lugar no Digital Charts (até a chegada do Drake, quem vinha liderando o iTunes era o próprio Bieber).
Um dos motivos pelos quais “The Hills” vem conseguindo esse sucesso absurdo, ao meu ver, diz respeito ao boost dado por “Can’t Feel My Face”, que puxou as músicas do The Weeknd lançadas anteriormente e criou uma curiosidade, uma procura, sobre o material do canadense. Como “The Hills” já estava tocando nas rádios, é uma música muito boa, já tinha audiência, as pessoas vão abraçar essa música – e considerando que o cantor já vem numa crescente de visibilidade com o público pop desde o ano passado (com “Love me Harder” e depois “Earned It agora em 2015), a faixa vai saciar a necessidade dos ouvintes que já começam a cansar de “Can’t Feel My Face”. É só a Republic deixar rolar e no tempo certo, escolher as músicas certas para lançar como próximos singles e terão uma era brilhante em mãos.
Outro destaque do chart desta semana é a menina Selena Gomez, que conseguiu o melhor peak da carreira com “Good For You” sem sair de casa para performar. A música, com o featuring do rapper A$AP Rocky, chegou a quinta posição, após duas semanas seguidas em sétimo. Selena já lançou música e vídeo do novo single, “Same Old Love” (um pop com batidas eletrônicas e uma pegadinha urban que parece vir da mesma “família” do lead-single), por isso, creio que este #5 seja o peak – afinal de contas, a música já está caindo nas rádios (com lentidão, podemos dizer). No chart digital, a faixa está em #23, enquanto SOL já aparece em #17. Apesar da divulgação nula, parece que o novo trabalho da Selena foi abraçado pelos americanos.
Agora, imagina se a moça tivesse performado num VMA ou nos principais programas de auditório americanos? Não duvido de que ela teria conseguido posições bem melhores…
Enquanto isso, outras movimentações interessantíssimas são a da tropical e gostosinha “Locked Away”, do duo R. City (ou Rock City), com um featuring delicinha do Adam Levine. O R. City é uma dupla de irmãos produtores do meio urban, que já trabalhou com gente como Sean Kingston, Rihanna, Mary J. Blige, Miley Cyrus, Nicki Minaj e até Ariana Grande, e que volta e meia lança álbuns e mixtapes. Esse single (que tem sample do clássico “Do That To Me One More Time”, do Capitain and Tenille)  subiu três posições, alcançando o peak de #6 na Billboard. A música parece seguir na mesma linha “caribenha” do hit “Cheerleader”, mas a faixa é mais romântica e agradável, me lembrando um fim de tarde com a pessoa amada, bem fim de festa (e de certa forma, fim do verão americano né). É a segunda música do Adam Levine fora do Maroon 5 a chegar ao top 10 (a outra foi “Stereo Hearts” com o Gym Class Heroes em 2011).
Já a outra movimentação do chart, desta vez bem mais marcante, foi a subida meteórica de “Hotline Bling”, do Drake. Single que até o momento ainda não sei de que material é (não tá na mixtape dele com o Future, “What a Time To Be Alive”, não parece estar no futuro álbum solo do Drake, “Views from the 6”, é música avulsa?), é promessa de mais um hit do canadense (é impressão minha ou os canadenses estão dominando os charts?) e chegou à nona colocação após pular sete posições no chart. A música é outra delicinha (um hip hop com uma pegadinha pop), e até o lançamento de “Infinity”, single promocional do One Direction, liderava o chart digital, onde subiu feito foguete no lançamento. Na semana, chegou à terceira posição no chart digital, e o sexto lugar nos charts de stream (considerando que você só pode encontrar a faixa nos serviços de stream como Apple Music e o Spotify), além de começar uma trajetória bacana nas rádios – o debut nos charts de Rádio foi na 33ª posição.
A faixa tem muito potencial, e se tiver lançamento de um vídeo bacana para aumentar as views no Youtube, pode ter um caminho mais bem sucedido que a última faixa a chegar ao top 10 do Drake, “Hold On, We’re Going Home”, em 2013. Cara, nunca pensei que iria dizer que 2013 era muito tempo.
E você? O que achou das últimas movimentações nos charts da Billboard?