Design de um top 10 [35] Amém, Kendrick

Não sei se vocês estão sabendo, mas KENDRICK LAMAR CONSEGUIU O #1 COM HUMBLE, destronando finalmente “Shape Of You” do #1, onde ficou tantas semanas que eu já esqueci o número. Lambs felizes, fãs do K-Dot e todo mundo que gosta de boa música pulando de alegria e evidentemente o chart deu uma bela (e boa) bagunçada com a entrada das faixas de “DAMN.” no Hot 100 – merecidíssimo, porque o álbum é monstruoso (sim, vou resenhá-lo aqui, Kendrick merece, conseguiu fazer um álbum comercial e incrível, sem perder o prumo), e já está bombando nos streams (que ajudaram o K-Dot a chegar neste momento).

Este momento do mês é o que marca a transição para os singles do verão: teoricamente, vão aos poucos saindo as midtempos e as faixas mais lentinhas do chart para os pancadões uptempo e as promessas de hit da estação. Mas, a julgar pela dominação urban em 2016-17, não duvido nada de que os hits este ano sejam algum rap que vai viralizar, um batidão urban pra fazer todos dançarem nas festas; e algum DJ vai lançar um hit farofa. É o que a música pop vem apresentando ultimamente – essa divisão entre rap, urban e EDM mais “orgânico” a la Chainsmokers é o que está mandando nos charts, e não parece sumir tão cedo (ao contrário do tropical house, que já está decaindo).

(ou sei lá, será que é hora de uma nova explosão latina? TRUMP CHORA)

Hora de ver o que aconteceu nesta semana, em que finalmente uma mulher voltou a figurar no top 10 do Hot 100.

Top 10 Billboard Hot 100 (06.05.2017)

#1 Humble  – Kendrick Lamar

#2 Shape Of You – Ed Sheeran

#3 That’s What I Like  – Bruno Mars

#4 DNA – Kendrick Lamar

#5 Mask Off  – Future

#6 ISpy – Kyle feat. Lil Yachty

#7 Stay – Zedd feat. Alessia Cara

#8 Something Just Like This – The Chainsmokers feat. Coldplay

#9 Despacito – Luis Fonsi & Daddy Yankee feat. Justin Bieber

#10 XO TOUR Llif3 – Lil Uzi Vert

 

Humble” é o segundo #1 do Kendrick Lamar, primeiro solo (o outro foi o remix da infame “Bad Blood” de famigerada história), que teve seu pulo de #3 para #1 impulsionadíssimo pelos streamings. A faixa está em primeiro lugar no chart específico há três semanas e só faz bater recordes. Ainda no top 10 do Digital Charts e crescendo nas rádios, a faixa ainda tem MUITO a crescer e render. Não é apenas um hit, é um baita viral e uma música impressionante que mostra, além do flow impecável do Kendrick, como ele sabe fazer sim hits sem perder a essência (ou seja, chega de featurings bizarros como “The Greatest” e “Don’t Wanna Know”).

Aliás, o cidadão colocou todas as músicas do “DAMN.” no Hot 100, e “.”, uma celebração à cultura negra, estreou na quarta posição do Hot 100. Amém, Streams; amém Kendrick!

 

Enquanto isso, uma mulher está de volta ao top 10 do Hot 100 – Alessia Cara, como featuring da faixa “Stay“, do DJ Zedd. Foi um retorno para os dois artistas às faixas mais consumidas na semana. A última visita do rapaz foi com “Break Free” da Ariana no já distante 2014; enquanto Alessia tinha curtido o gostinho do top 10 com “Scars to Your Beautiful”, ano passado. Uma volta merecida – a música é bem solar, fresh, bem amor adolescente (que combina com a voz juvenil da Alessia), apesar da batida parecer com toda essa pegada “orgânica” Chainsmokers, ao contrário das farofas yoki que o próprio Zedd apresentou antes (que já estavam datadíssimas, aliás).

Com bom desempenho nos charts dance, o fato é que a música ainda pode render mais e pelo menos chegar bem ao verão. É a cara do fim de tarde, quando termina o passeio na praia e a turma tá indecisa se volta pra casa ou estende a saída pela noite.

 

E esse hit, viral e tendência maravilhoso que é “Despacito“? A música do Luis Fonsi com o Daddy Yankee (que conseguiram o primeiro top 10 no Hot 100, corre que é histórico!) já tinha explodido nas rádios latinas, e fazia uma transição bacana para o crossover pop (lembrando que é uma faixa totalmente em espanhol), quando saiu na semana passada um remix com o Justin Bieber (cantando em espanhol) e a música deu um boom absurdo. Eu não queria admitir, mas que a inclusão do Bieber ajudou muito pra “Despacito” chegar à nona posição na Billboard subindo 39 posições (!), mas a faixa voltou para os charts digitais, cresceu nos streamings e deu um boost no chart de rádio ❤ lembrando que a versão que chegou ao top 10 é a remix porque os números foram responsáveis por mais da metade dos pontos da faixa no top 10.

Aliás, este é um momento histórico para a música latina – a última vez em que uma música toda cantada em espanhol chegou ao top 10 do Hot 100 foi com… Com…? Ricky Martin? Enrique Iglesias? J-Lo? 

ELES MESMOS – A MACARENA. Isso, há 21 anos atrás, direto do túnel do tempo. Só que Macarena chegou às 14 semanas em primeiro lugar nas paradas (socorro). Será que “Despacito” tem lenha pra queimar?

Por falar em “Despacito”, hora de deixar aqui a música para que vocês contribuam com mais pontos para a próxima semana 😉

 

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Design de um top 10 [34] O que aconteceu? Estava lavando o cabelo em Estocolmo

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Literalmente, se assim posso dizer.

Pois é, após uma viagem a temperaturas entre -1° e 3° (e finalmente conhecer a neve), não sem antes tweetar sobre o Grammy (e todo aquele final anticlimático em Album of the Year), hora de recuperar o tempo perdido e começar de fato 2017 – porque o ano sempre começa após o Grammy – com a situação dos charts neste início de ano, onde já podemos colocar Ed Sheeran com o primeiro grande hit pop do ano, entre os A-Lists. Afinal de contas, o ruivo conquistou a plataforma do futuro presente: os streamings.

Com sete semanas não consecutivas em #1, é o óbvio primeiro sucesso de 2016; mas temos outra turma de artistas classe A por aqui que com certeza vão dar muito trabalho em 2017 – além dos sucessos via stream com os quais vocês precisam se acostumar. Bem-vindo à nova era!

Top 10 Billboard Hot 100 (11.03.2017)

#1 Shape Of You – Ed Sheeran

#2 Bad and Boujee – Migos featuring Lil Uzi Vert

#3 I Don’t Wanna Live Forever – Zayn & Taylor Swift

#4 That’s What I Like – Bruno Mars

#5 Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

#6 Paris – The Chainsmokers

#7 Love On The Brain – Rihanna

#8 Chained to the Rhythm – Katy Perry feat. Skip Marley

#9 Bounce Back – Big Sean

#10 Bad Things – Machine Gun Kelly x Camila Cabello

 

ed-sheeran-shape-of-youShape of You“, o outro lado do single duplo do novo álbum do Ed Sheeran, “÷” (que pronuncia-se divide), está estourado, em #1 no iTunes, destruindo nos streams (onde o Ed é poderosíssimo desde o “X”) e vem sendo muito bem recebido nas rádios, onde está em #1 no Pop Airplay, Adult Pop Songs e evidentemente na Radio Songs. A música, que também pode ser conhecida como “Cheap Thrills parte 2”, é super catchy e tem cara de sucesso, e a julgar pelo desempenho da música, será um ótimo lead para um terceiro CD extremamente bem sucedido em 2017. Será que o ruivo será o grande nome do pop neste ano?

Enquanto isso, o outro single do Ed, “Castle on the Hill”, peakou na estreia em #6 e neste momento está na 66ª posição. Uma pena, porque a música é cativante e bem melhor do que “Cheap Thrills parte 2”.

 

Se o britânico domina todas as plataformas de música neste começo de ano, os streamings estão como os principais migos-bad-and-boujee-gifresponsáveis pela subida de “Bad and Boujee“, do grupo de hip hop Migos, com featuring de Lil Uzi Vert. A música, que subiu feito um furacão viral e ficou em #1 no Hot 100 da Billboard por três semanas não-consecutivas. Como você sabe, quando a faixa é viral, o consumo é rápido, mas quando os streamings abraçam de verdade, não tem iTunes que venha de encontro. “Bad and Boujee” está em primeiro nos charts de stream há NOVE semanas, mas tem desempenhos moderados nas rádios e no digital, neste momento. Mesmo assim, é lider nos charts de hip hop, o que ajuda a manter a faixa nas primeiras posições do chart. O retorno à segunda posição só reforça isso.

Não é a minha faixa favorita do mundo e tampouco faz o meu gênero, mas é sempre bacana ver uma faixa de rap menos pop e mais “raiz” fazendo sucesso, sem fazer concessão a algum featuring pop ou pandering pra um público crossover. É original na sua pegada mais tradicional, e segue novamente a tendência de hits massivos nessa linha mais noventista, mais seca, do rap, como “Trap Queen” e “Panda”.

 

bm-24k-3Crossover, curiosamente, é o sucesso de “That’s What I Like”, do Bruno Mars. Amparado por uma excepcional performance no Grammy e subidas cada vez mais consistentes nos charts, a faixa chegou à quarta posição no Hot 100 e ainda nem tem vídeo! Digo “crossover” porque, apesar da música ter a mesma pegada R&B de todo o material do terceiro CD do havaiano, tem um apelo mais pop que outras músicas do curtíssimo álbum, e consegue atingir a todos os públicos – do mais R&B, que abraçou mesmo o material – tanto que no chart do estilo, está há duas semanas em #1 (primeiro topo do Bruno no gênero) – ao público pop que sempre esteve com ele desde o primeiro álbum. “That’s What I Like” só faz crescer nos charts, e tem chances fortes de ser o primeiro #1 da era – basta um bom clipe e uma divulgação on point, já que o Bruno é altamente sensível à promo: ou seja, o público o consome de uma forma diferente: não são fãs die-hard, são consumidores casuas que ouvem, gostam do material e compram/ouvem/pedem na rádio.  Meio artista à moda antiga.

Aliás, a música é a décima-terceira do moço a chegar ao top 5 na década, empatando com a Rihanna. Selo hitmaker comprovado.

 

E se vocês pensaram que a banda Closer, quer dizer, The Chainsmokers, sumiria após o sucesso estrondoso do hino the-chainsmokers-gifdo fim do verão, enganam-se! O duo EDM lançou “Paris” e a faixa chegou à sexta posição na Billboard Hot 100.  Apesar do excelente resultado, em quem vocês devem prestar atenção não é nesta música (que no digital já sumiu de circulação), e sim na parceria com o Coldplay (!) com “Something Just Like This”, que estreou em #56 no chart e nas vendas digitais, debutou na vigésima-primeira posição. No iTunes, a faixa está em segundo, atrás apenas do hit “Shape of You”. Ou seja: cuidado, eles estão chegando.

Quanto a “Paris”, a música não é um bom follow-up pra “Closer”, que bem ou mal era uma música grudenta com um break pronto para os remixes. Essa música não vai pra lugar nenhum. Já a faixa com o Coldplay é bem legal (sim, é boa) e acho que tem futuro neste fim-de-inverno-começo-de-primavera-americana – e ainda segue o padrão desse EDM que o The Chainsmokers vem fazendo, mais mid e menos bate-estaca.

 

katy-perry-gifE após uma boa estreia na quarta posição, a Katy Perry caiu quatro casas no tabuleiro do Hot 100 e está em oitavo com o lead single do novo álbum, “Chained to the Rhythm“, feat. Skip Marley. O problema é que a “boa estreia” está disfarçada por um desempenho bem abaixo do esperado para uma hitmaker como a Katy (por exemplo: a música nem chegou ao #1 no iTunes, está mal nos streams – apesar do acordo massivo com o Spotify, e dizem por aí que a música já começou a tocar nas madrugadas das rádios americanas, quando pouca gente está ouvindo música), e nem o clipe (excelente, aliás) deu resultado. Acredito que nem com uma promoção constante a faixa vai bombar na boca do povo, o que é uma pena – é uma grande canção pop, onde a Katy mantém a pegada pop que sempre teve nos trabalhos, com uma letra inteligente e de crítica sutil; e o clipe prossegue com a Katy usando sua já tradicional estética fun a serviço de um vídeo que em alguns momentos se torna assustador, quando se observa o que ela realmente está dizendo.

Sabe o que é o pior? A música realmente não foi comprada pelo grande público. Acho que nem um Carpool Karaoke com o James Corden dá jeito. 😦

 

Mas se vocês quiserem contribuir para o sucesso da Katy Perry (ou ainda não ouviram a faixa), aproveitem e confiram o vídeo “Chained to the Rhythm”. É só dar play!

 

Design de um top 10 [33] Mágicos em bicicletas

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Num quarto trimestre em que cada semana é um lançamento bomba de um act A-list do pop, quem parece intocável no topo até o momento é o duo EDM The Chainsmokers, que chegou a nove semanas no topo da Billboard Hot 100 com o hit de fim de estação “Closer”. No entanto, com novas faixas chegando e crescendo nas rádios (enquanto “Closer” já começa a dar sinais de cansaço no airplay), é hora de pensar quem vai tirar o trono da dupla nas próximas semanas (ou será logo?)
Top 10 Billboard Hot 100 29.10.2016
1 The Chainsmokers – Closer ft. Halsey
2 The Weeknd – Starboy ft. Daft Punk
3 Twenty One Pilots – Heathens
4 DJ Snake – Let Me Love You ft. Justin Bieber
5 Bruno Mars – 24K Magic
6 D.R.A.M. – Broccoli ft. Lil Yachty
7  Major Lazer – Cold Water ft. Justin Bieber & MO
8 Shawn Mendes – Treat You Better
9 Sia – Cheap Thrills ft. Sean Paul
10  Ariana Grande – Side To Side ft. Nicki Minaj

Enquanto “Let me Love You” ainda não tem clipe e “Heathens” já passou de seu peak, apenas The Weeknd e sua “Starboy” parecem com chances firmes de chegar ao primeiro na Billboard (seria o terceiro do canadense). A faixa vem subindo bem nas rádios (está em sétimo no chart), encontra-se estável no chart digital (em terceiro; não se esqueça de que esses dias tiveram várias faixas de gente relevante estreando) e está em segundo lugar no Stream (aliás, destronou “Closer” no Spotify). The Weeknd já cantou no SNL (divulgação das boas), com certeza deve ir ao American Music Awards, a faixa já tem clipe lançado e a música caiu no gosto popular. Das três, é a que está em caminhada ascendente ao topo, e em pelo menos uma a duas semanas “Starboy” chega à primeira posição.

(isso se não for lançado um clipe de “Closer”…)

Ou então se o Bruno Mars fizer um barulho ainda maior com “24k Magic”, a melhor estreia do moço desde o começo da trajetória, lá em 2010. O lead-single do novo álbum estreou em #5 na Billboard, graças à estratégia certeira de lançar logo tudo de uma vez e não ficar enrolando com as plataformas. Conseguiu exposição nas rádios (onde só tem subidas consistentes – ficou em #15 no chart das rádios, mas não se esqueçam de que as rádios têm uma relação de amor com o Bruno só comparada à relação com a Rihanna); está em segundo nos charts digitais e chegou à nona colocação nos charts de stream (olha como lançar o vídeo logo e enfiar o single em todas as plataformas possíveis é bom). A faixa ainda vai ser trabalhada bastante (já rolou SNL, ele vai abrir o AMA e com certeza ainda tem mais por aí) e como a música não sai da cabeça, o Bruno vai dar muito trabalho ainda nesse top 10, pode esperar.

Já menina Ariana Grande provou que a era “Dangerous Woman” é a era de afirmação de sua capacidade como hitmaker e fortalecimento da imagem. “Side to Side” é o grande hit que o álbum pedia, e a parceria com Nicki Minaj subiu duas posições no chart, chegando à décima colocação e dando à moça o oitavo top 10 da carreira. A faixa ainda tem uma lenha pra queimar nas rádios e no digital; mas os streams vem ajudando muito a música (Ariana teve dificuldades por aqui na era, mas o clipe provocativo, as boas apresentações e agora um comercial com sua participação e ainda tocando a música, vêm ajudando a manter a faixa na cabeça das pessoas).  Em oitavo nos charts de stream, #10 nos charts digitais, e subindo para a trigésima-primeira posição no airplay, parece que o caminho para Ariana é subir. De bicicleta, evidentemente.

E você? Acha que “Starboy” será o próximo primeiro ou teremos alguma surpresinha neste chart nas próximas semanas? Ou acha que minha previsão foi ruim e vai demorar mais para “Closer” sair do #1? Deixe sua resposta nos comentários – e ouça o hit da bicicleta, “Side to Side”.

 

Design de um top 10 [32] Bye bye verão americano

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Depois de muito tempo, estamos de volta com o “Design de um Top 10”! A análise do chart da Billboard é sempre uma delícia quando temos algum tipo de variedade e diversão no topo; assim como pode ser bem entediante quando a mesma música está em primeiro lugar nas paradas.
Curiosamente, após a saída de “One Dance”, do Drake, do topo, finalmente tivemos algum tipo de balanço nesse top 10 – o que casa com o fim do verão americano e a mudança gradativa na “pegada” das canções – alguns artistas que já lançaram CD escolhem como single a balada para o Outono/Inverno; e quem vai lançar algo por agora, decide por algo bem explosivo para dominar as vendas de fim de ano, que sempre são polpudas. Por isso, a gente já começa a notar algumas mudanças nos artistas e nas faixas que fazem sucesso nessa época, assim como notamos os grandes nomes que se sedimentaram em 2016.
Top 10 Billboard Hot 100 (24.09.2016)

#1 Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

#2 Heathens – twenty one pilots

#3 Cold Water – Major Lazer (Feat. Justin Bieber, Mø)

#4 Cheap Thrills – Sia feat. Sean Paul

#5 Don’t Let Me Down – The Chainsmokers feat. Daya

#6 Ride  – twenty one pilots

#7 This Is What You Came For – Calvin Harris feat. Rihanna

#8 Send my Love (To Your New Lover) – Adele

#9 Needed Me – Rihanna

#10 We Don’t Talk Anymore – Charlie Puth feat. Selena Gomez

Tem uns dois anos em que, apesar de termos megahits dominando o topo dos charts, você consegue ter uma boa variedade de ritmos bombando no top 10, desde EDM, passando por pop, hip hop, urban e rock. Tem pra todo mundo, e graças ao streaming, que ajudou muita gente nova a aparecer e deu empoderamento ao ouvinte em expressar através das audições ou das playlists o que ele realmente curte, você tem muita coisa diferente mesclada aos mesmos nomes de sempre. As trends ainda sobrevivem nesse contexto (oi, “tropical house”), mas hitar “do seu jeito” e com uma promoção que funcione nos tempos que correm também ajuda.

chainsmokers-gifEm primeiro lugar há quatro semanas na Billboard está “Closer“, do duo EDM The Chainsmokers, com featuring da Halsey. A música ganhou um boost grande após a apresentação do VMA, e detalhe – ainda nem tem clipe, o que pode torná-la a pedra no sapato de futuros lançamentos grandes (oi Lady Gaga). A faixa, apesar de ter todo o clima de fim de tarde, é um daqueles hits inexplicáveis de americano – porque a música é uma BOMBA NAPALM, mas se vermos que é o terceiro single do The Chainsmokers a pegar top 10 nesta era, há uma consistência aí.

“Heathens” subiu uma posição e só faz crescer. O queridinho rock do ano, twenty one pilots colocou o terceiro twenty one pilots gifsingle no top 10, e a julgar pelo desempenho nos charts digitais e nos streams, além de subidas consistentes nas rádios, ainda pode fazer um belo estrago. Eu achava que “Cold Water”, do Major Lazer, seria a música que poderia destronar “Closer”, mas parece que “Heathens” pode ser a música. Curiosamente, o momento de “Esquadrão Suicida”, filme cuja música faz parte da trilha sonora, já passou, mas a faixa ganhou uma bela sobrevida, independente da produção. E merece, a música é sensacional.

“Cold Water” muito bem nos streams e na rádio, e mesmo com a queda no top 10, ainda está crescendo e mal chegou ao peak. A faixa, mesmo com essa pegada “tropical house” modinha desde o ano passado, tem algo meio melancólico, de fim de estação, o que combina bem com a transição do verão americano para o inverno. Curiosamente, “Closer” e CW vem disputando posições nos charts eletro, mas “Cold Water” é bem mais completa e robusta. E Justin Bieber finalmente se encontrou com o Diplo, hein. Podia viver pra sempre fazendo vocal de eletrônico.

E pra quem achava que Charlie Puth ia ficar em “See You Again”, o moço conseguiu um hitão daquele CD medíocre. Apesar de algumas quedinhas na rádio, “We Don’t Talk Anymore” já vem crescendo muito nos charts, e crescendo bem – a faixa pulou duas posições essa semana e não parece disposta a morrer tão cedo. Ainda tem muito a crescer, tanto nos streams quanto nas rádios – e podemos creditar boa parte dessas subidas às promoções no iTunes, que sempre ajudam determinadas faixas a dar aquele boost. Só falta uma divulgação mais massiva e tem chance de ficar um bom tempo no top 10. A faixa é uma midtempo gostosa pra dançar, um pop moderninho dentro do material retrô do “Nine Track Mind” e tem jeitinho de fim de tarde, fim de estação, fim de amores de verão. Perfeita para essa transição, tanto musical quanto de estações lá na gringa.

(podemos dizer que o featuring da Selena também ajudou? É o quarto top 10 da moça, que na era “Revival” virou queridinha das rádios – suas músicas tiveram bastante audiência – e um nome mais hypado que o do próprio Charlie. É, o que vai ter gente pedindo participação pra Selena quando ela retomar a carreira não vai estar no gibi…)

E você? O que achou do top 10 esta semana? Fiquem com o som do novo morador, Charlie Puth e “We Don’t Talk Anymore”

Design de um top 10 [31] Montanha russa do pop

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A vida está uma loucura – só não tanto quanto o sobe e desce nos charts da Billboard. Nas últimas semanas, finalmente o domínio barbadiano da Rihanna foi interrompido pelo rapper Desiigner, com Panda; além do (finalmente) primeiro #1 solo do Drake, com “One Dance”, depois a faixa do Justin Timberlake para a animação “Trolls”, “Can’t Stop The Feeling”; e agora, já temos duas semanas seguidas de Drake no topo. UFA!

Para que vocês entendam o motivo do título do “Design de um Top 10” desta semana, eu decidi fazer algo de diferente: falar dos três #1 que tiraram “Work” do jogo – e da Rihanna, conseguindo fazer do limão uma limonada (desculpa pelo trocadilho, Bey), com o ANTI.

 

Top 10 Billboard Hot 100 (11.06.2016)

#1 One Dance – Drake
#2 Panda  – Desiigner
#3 Can’t Stop the Feeling – Justin Timberlake
#4 Work From Home – Fifth Harmony
#5 Don’t Let Me Down – The Chainsmokers feat. Daya
#6 7 Years – Lukas Graham
#7 I Took a Pill In Ibiza – Mike Posner
#8 Dangerous Woman – Ariana Grande
#9 Needed Me – Rihanna
#10 Work – Rihanna feat. Drake

Drake gifPode continuar as dancinhas toscas, Drizzy! Depois de bater na trave com “Hotline Bling”, finalmente Drake está dominando o topo do Hot 100, com “One Dance”, single do álbum “Views”. Líder nas rádios, está em segundo nos charts de Stream e em segundo no chart digital (em primeiro está o monstruoso hit do Timberlake), e é uma das músicas mais populares de serviços como o Spotify. A faixa é exatamente o que tá bombando hoje – dançante, com pegada tropical pop e o Drake cantando, mais pop do que nunca. Com o desempenho da música nos charts, está longe de chegar ao peak. E olha que o moço nem clipe da música lançou!

 

O ex-#1 que surpreendeu todo mundo quando alcançou o topo foi o rapper Desiigner, com a faixa “Panda”. Em Desiigner gifprimeiro lugar nos charts de rap, a faixa continua dominando os streams, enquanto se mantém na terceira posição nos charts digitais e em 12º nas rádios. Essa posição super baixa de airplay se explica: ao contrário da super pop “One Dance”, “Panda” é aquele rap que parece feito de improviso, todo sobre uma base musical, e lançado numa mixtape qualquer. Só não dá pra chamar de “freestyle” porque o “panda” se repete várias vezes no meio da música. A faixa do Desiigner é um viral daqueles, graças especialmente à força dos streams, que dão voz a artistas que as rádios mais tradicionais ou crossover jamais dariam hoje em dia.

 

Justin Timberlake gifO terceiro lugar no hot 100 estreou em #1 – e apesar da chegada meteórica, só faz crescer. “Can’t Stop The Feeling”, do Justin Timberlake, ainda lidera nos charts digitais (agora tá vermelhinho no iTunes, mas a música vinha se mantendo muito bem há três semanas); sem contar as subidas respeitáveis nas rádios e a receptividade da música nos streams. Amparada pelo filme “Trolls” (em termos, porque o filme só estreia em Novembro) e pela popularidade do artista, que estava sem lançar álbuns desde 2013 (três anos não se comparam, no entanto, ao hiato de SETE ANOS entre o “FutureSex…” e o “20/20 Experience” – e a minha preguiça de escrever os nomes completos desses álbuns haha) e é sempre uma presença esperada. A música é outra candidata a hit do verão – é pop, fun, fresh e tem uma pegada anos 80 que me lembra vagamente o trabalho que o Max Martin fez com o The Weeknd no “Beauty Behind the Madness”. Lembra quando comentei que o Midas do pop estava começando a se repetir? É que eu estava falando justamente dessa música.

 

Agora é hora do “queimando minha língua awards”: eu lembro que tinha falado super mal de “Needed Me”, single Rihanna Gif Needed Medo “ANTI”, aquele álbum da Rihanna que eu acho insuportável. Pois é, eu falei que a música não tinha potencial de hit, era repetitiva e sem graça. Pois é… Não é que ao invés da “super com potencial de sucesso” “Kiss it Better” é um “super flop” enquanto a “água de salsicha” é um hit massivo? Nunca duvide do poder de Rihanna em ser uma hitmaker… A faixa conseguiu um novo peak (#9 na Billboard), se mantendo apenas com o vídeo dirigido por Harmony Korine, além do streams do Spotify e os outros serviços, já que as rádios tocam bastante, mas com menos alarde que “Work” (“Needed Me” é mais urban para as rádios pop que “Work”, que apesar de suas limitações é no ritmo do que tá bombando) e a música está em #21 no iTunes, bem longe dos atuais hits que dominam o cenário. É mais um top 10 na conta da barbadiana, num álbum onde eu não esperava que ela arrancasse mais nada de relevante além do lead single.

E você, o que achou da movimentação nos charts desta semana? Comente ouvindo o #1 do Hot 100, Drake!

Design de um top 10 [30] O que será 2016 musicalmente?

Estamos em fins de Março, e a pergunta que não quer calar é: o que esperar finalmente de 2016? O ano pra música pop só começa mesmo após a premiação do Grammy, e os players da música pop se movimentam para dominar o ano ou passar lutando contra outros jogadores mais poderosos, a gravadora, as vontades do público… E por falar nele, o que o público quer? Após um 2015 imprevisível, onde você nunca sabia o que estava pronto para hitar, e mesmo com poucos #1, tivemos uma variedade de estilos no top 10 da Billboard, este ano a dúvida continua a consumir. O #1 da Rihanna com “Work” é só mais uma confirmação de que tropical house e música caribenha estão na moda mesmo – a julgar pelo sucesso de “Sorry” do Justin Bieber desde o ano passado.

No entanto, será que esse é o estilo dominante de 2016? E o R&B mais dark do The Weeknd, que foi sucesso ano passado, terá outros representantes este ano? Será que finalmente daremos adeus ao EDM farofa ou ele encontrará sobrevida? O segredo é perceber o que as movimentações do top 10 da Billboard tem a oferecer para o ano de 2016…

Top 10 Billboard Hot 100 (09.04.2016)

1. Work – Rihanna feat. Drake
2. 7 Years – Lukas Graham
3. Love Yourself – Justin Bieber
4. My House – Flo Rida
5. Stressed Out – twenty one pilots
6. NO – Meghan Trainor
7. Me, Myself & I – G-Eazy feat. Bebe Rexha
8. PILLOWTALK – Zayn
9. Cake By The Ocean – DNCE
10. I Took A Pill In Ibiza – Mike Posner

Lucas Graham 7 YearsEnquanto Rihdrake (ou Drakanna, vá saber o nome do shipp) continuam expondo seu amor por seis semanas no topo do Hot 100, a principal ameaça ao poderio da barbadiana é um viral bem grudento que vem trocando posições no chart digital há algumas semanas. É “7 Years”, da banda dinamarquesa chamada Lukas Graham (eu crente que era um act solo, mas o vocalista se chama realmente Lukas Graham hahaha), famosa no país natal, e que está estouradíssima com esse single que só faz crescer nas rádios e nos serviços de streaming. Apesar de, nesta semana, estar em #2 no chart digital (mesmo em #1 no iTunes), tem fortes chances de conseguir o #1 logo logo – especialmente porque RiRi está penando para conseguir melhores resultados nas rádios pop (porque “Work” seria urban demais para esse nicho?). Já virou tradição ter uma música random pela qual os americanos se afeiçoam – e “7 Years” tem uma batida fácil, repetitiva e uma letra bem bacaninha sobre crescer e envelhecer. A questão é: será que a banda tem fôlego para mais na terra do Tio Sam, ou será mais um hit de momento, como “Rude”, “Am I Wrong” e congêneres?

 

O candidato a one hit wonder já tem, mas a farofada do ano não é cortesia do Flo Rida. Eu venho sempre cantando a Flo Rida Gifbola do rapper, porque o cara nunca fica uma era sem sucesso. Daqui a pouco ele completa dez anos de carreira, sempre emplacando uma música – e sempre na crista da moda. Quando o negócio era hip hop/pop com autotune, Flo Rida lança “Low”. Quando a pegada era dance pop, tome-lhe “Right Round”; e no auge da farofa, o cara me lança uma “Good Feeling” (pobre Etta James). Agora, com a chicletíssima “My House”, o rapper volta a uma pegada mais hip hop, mas com um balanço meio urban, meio pop, bem a cara do verão e de fraternidades de faculdade americana a la American Pie. Imagina isso nas festas na gringa! E ao contrário de “Work”, a faixa tá recebendo uma aceitação absurda das rádios pop – está neste momento liderando o chart de Pop Songs há três semanas, e em terceiro lugar no iTunes (sem contar o crescimento no Spotify), Flo Rida pode dar mais um pulo do gato e conseguir outro #1. Hitmaker faz assim mesmo.

 

Meghan Trainor NO GifSe até o Flo Rida percebeu que EDM hoje não é mais a mesma coisa, será que o throwback da vez é o dos anos 2000? É hora de celebrar o pop simples e os clipes futuristas bregas e as coreografias facilmente imitáveis? Porque apesar de Austin Mahone ter tentado, quem conseguiu mesmo recolocar o estilo na popsfera foi Meghan Trainor com a maravilhosa “NO”, que conseguiu subir seis posições com a faixa, chegando à sexta posição e pegando o quarto top 10 da carreira. Neste momento a faixa está em segundo lugar no iTunes, e o vídeo – apesar de não tão bacana quanto todos pensavam, deu um boost absurdo na música, já que na semana que contabilizou para o chart esta semana a música conseguiu #1 no Chart digital. Crescendo horrores nos charts de streaming e nas rádios, onde está no top 10 da parada pop, a faixa só tende a crescer – com a divulgação que evidentemente promete ser massiva; afinal de contas, Meghan é uma das duas máquinas de dinheiro da Epic, sempre na pendura (a outra são as meninas do Fifth Harmony). A única coisa que podemos dizer de errada nessa história toda é: se a Meghan tivesse feito o Nick Jonas e lançado música e vídeo no mesmo dia, vinda de uma era bem sucedida como o “Title” e com um Grammy de Best New Artist nas costas, não sei se teríamos Rihanna em primeiro hoje não…

Enquanto tentamos nos despedir das farofas, podemos já adivinhar o que nos espera 2016. Com um punhado de músicas relativamente novas e em crescimento nos charts, podemos inferir um ano que promete mais variedade ainda que 2015. Ao mesmo tempo em que tendências observadas no ano passado continuam rendendo este ano – e se aprofundando (afinal de contas, quem diria que seria Zayn Malik viraria o “The Weeknd teen”?), há uma mistura curiosa e interessante de sons rolando por aí, o que é bom pro pop e pra quem quer aparecer mostrando serviço com personalidade. Ou talvez essa mistura de sons represente um acomodamento das forças para o pop mais simples voltar à cena? O que você acha?

Deixo vocês com a atual sétima posição no Billboard Hot 100, “Me, Myself & I”, do rapper G-Eazy com vocais de Bebe Rexha, bem mais interessante aqui que em “Hey Mama”.

Design de um top 10 [29] Bora trabalhar

Depois do Grammy, é hora da gente dizer finalmente que “2016 já começou”. E começou mesmo, com Justin Bieber continuando a dominar os charts com “Love Yourself”, Zayn (aquele que foi embora do One Direction) se mostrando uma força a ser reconhecida com o single solo “Pillowtalk” (inspirado naquele som altR&B do The Weeknd com resultados mistos na minha cabeça) e agora, uma lenda trabalhando (quase nada) para colocar seu nome entre os grandes.

Esta semana, Rihanna e seu amigo colorido Drake chegaram ao #1 com “Work”, o real primeiro single do ANTI, aquele álbum da barbadiana que chegou, deu um brilhinho e sumiu como poeira no deserto. Apesar da divulgação confusa, com direito a até apresentação no Grammy cancelada, a faixa tropical chegou à liderança sem promo, sem apresentação, e sem o clipe (que estreou nesta segunda-feira, num esquema pague um e leve dois, já que você tem duas “versões” de “Work”: a jamaicana com twerk, mais sensual; e uma só com a RiRi e o Drake fazendo o casal apaixonado num cenário rosa.)

Mas, por que a música teve tanta força pra chegar à liderança, mesmo contra todas as expectativas? Hora de conferir no nosso Design de um Top 10!

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Top 10 Billboard Hot 100 (05.03.2016)

  1. Rihanna feat. Drake – “Work”
  2. Justin Bieber – “Love Yourself”
  3. twenty one pilots – “Stressed Out”
  4. Justin Bieber – “Sorry”
  5. Flo Rida – “My House”
  6. Zayn – “Pillowtalk”
  7. Adele – “Hello”
  8. G-Eazy feat. Bebe Rexha – “Me, Myself & I”
  9. The Chainsmokers – “Roses”
  10. DNCE – “Cake By The Ocean”

 

Rihanna Gif Work Rihanna não ia ficar muito tempo sem um hit – e “Work”, o real primeiro single do ANTI, é o hit pronto que a barbadiana estava precisando para manter o nome quente na mídia, após a confusão com as músicas trabalhadas ano passado, que não caíram na boca do povo como (eu acho que) ela esperava. Apesar de não ser exatamente aquela brastemp, a faixa em parceria com o Drake é chiclete e pop o suficiente para ganhar o interesse do grande público – e de certa forma, a Rihanna hitmaker é a encarnação mais interessante da legend in making.

O segredo para esse #1 sem promo, sem vídeo (já que o clipe foi lançado hoje, e creio eu vai ajudar a manter a música mais uma semana em primeiro) e sem sequer uma apresentaçãozinha na Ellen foi o crescimento da música nos Streams (já que a música está em todos os serviços – e não apenas no TIDAL); a estabilidade no iTunes (atualmente, a faixa está em #2 no chart, mesmo com as chegadas e saídas das faixas do Bieber e do Zayn, além do fator Flo Rida) e chegou ao top 10 das rádios (onde ela sempre foi queridinha). A música está em plena ascensão, e a moça nem se mexeu pra divulgar a faixa.

Mas quando eu falo de “legend in making”, eu falo do fato da Rihanna ter chegado ao décimo-quarto #1 na Billboard – DÉCIMO. QUARTO, o que significa que RiRi já passou Michael Jackson e está galopando em direção a Mariah Carey, que atualmente tem 18 #1, e os Beatles, que tem 20. Ou seja, ela tem chance de engolir essas lendas da música – como já engoliu e digeriu forças como Whitney Houston, Stevie Wonder e Janet Jackson em basicamente dez anos (desde o seu primeiro #1, lááááá em 2006, com a deliciosa “SOS”) – porque a menos que alguém descubra um single perdido dos rapazes de Liverpool e lance do nada, e a Mariah lance um single em parceria com a ADELE, me parece complicadíssimo manter essa primazia por muito tempo.

 

Um dos players que sempre dá medo no jogo dos #1’s no Hot 100 é o Flo Rida. O rapaz, até chegar a ADELE, tinha o Flo Rida Gifrecorde de debut digital de 636.000 vendas (isso em 2009, quanto tempo tivemos que remar pra chegar até aqui), e em toda era, sempre emplaca pelo menos um #1: Low (2007, no debut album “Mail On Sunday”); “Right Round” (o ex-recordista, em 2009, com o segundo CD “R.O.O.T.S.”);  e “Whistle” (2012, no quarto CD, “Wild Ones”). Só no “Only One Flo (part 1)” que o melhor desempenho foi com “Club Can’t Handle Me”, que chegou à nona posição. Mas mesmo assim, o homem consegue hits com uma facilidade impressionante, e sempre essas músicas extremamente grudentas de verão.

A próxima ameaça de ficar na nossa memória até março do ano que vem é “My House”, bem menos eletropop que outros singles do Flo Rida, e com uma pegada urban pop bem vinda (eu já tô cantando sem querer o refrão, sorry). A música já conquistou o público – onde o Flo Rida é fortíssimo, o digital, ele está em primeiro – está crescendo nas rádios (oitava posição) e se encontra na nona colocação dentro dos charts de stream. Ou seja, está crescendo bastante, bem longe de chegar no peak, e mesmo com players fortíssimos nessa equação (quase que “Love Yourself” não deixava a RiRi ser primeiro), não duvide de que o Flo Rida emplaque o quarto #1 da carreira. O poder desse homem dá medo!

 

DNCE gifMas quem chegou sem querer, de pouquinho em pouquinho, sem chamar muita atenção, mas se tornando parte da história, foi o Joe Jonas. É, ele mesmo, o outro Jonas Brother que não é o Nick; que se lançou na carreira solo e flopou miseravelmente, retornando como parte de uma banda pop despretensiosa chamada DNCE e que agora chega ao top 10 com a igualmente despretensiosa “Cake By The Ocean”. Aquele popzinho gostoso, simples, com um groovezinho de guitarra e uma levadinha funkeada que lembra bem de longe o Maroon 5, e que mostra o Joe Jonas funcionando bem melhor como membro de banda do que act solo.

O crescimento da música foi lento, mas conquistando os ouvidos do grande público e chegando à décima-primeira posição nos charts de Streaming; 14º no chart digital e a mesma décima-quarta colocação nas rádios. Tudo muito calmo, em comparação aos outros pesos-pesados no top 10, mas a faixa tinha sido lançada em Setembro do ano passado. Considere a situação: ex-membro de boy band juvenil que flopou em carreira solo que mal nasceu se lança numa banda de pop rock com sonoridade que nada tem a ver com nada que ele tinha feito nos dois estágios iniciais da carreira. Lança o single sem muito alarde, crescendo aos poucos com promos específicas em programas de TV e muita apresentação em casa de show e boca a boca (eu até desconto as antigas fãs do Jonas Brothers porque se elas entrassem na equação a DNCE já seria um sucesso estrondoso assim que o Joe Jonas criasse a conta no Instagram).

O segredo aqui foi ter remado e acreditado numa boa música. Se o ano será mais dançante para a banda? Boa pergunta, mas é hora de aproveitar o sucesso que é merecido – e o lugarzinho na história, já que com “Cake By The Ocean” Joe se torna o terceiro artista a conseguir top 10 no Hot 100 como solo e com dois grupos – em 2008, ele conseguiu duas vezes com os Jonas Brothers em “Burnin’ Up” e “Tonight”; e no mesmo ano entrou em nono lugar com a Demi Lovato pela música “This Is Me”, trilha sonora do filme “Camp Rock”, da Disney. Quem são os outros artistas que adoram variedade de parcerias? Jimmy Page, com top 10 nas bandas The Yardbirds, Led Zeppelin e The Honeydrippers, além de um top 10 solo como featuring do Puff Daddy (!) em “Come With Me” (#4, 1998); Paul McCartney, um homem cheio de amigos – 34 top 10 com os Beatles; 14 com o Wings e 17 solo; Paul Carrack, solo e com Ace e Mike + the Mechanics; Johnny Gill – solo, New Edition e LSG;  e Donny Osmond, solo e com o the Osmonds e Donny & Marie. UFA! 

Você ainda não ouviu “Cake By The Ocean”? Então dê play no clipe pra conferir!

Com informações do billboard.com