Previsões para o Grammy 2018 [2] O ônibus lotou

Como diria um grande pensador contemporâneo, “it’s tradition now”. Após aquela primeira leva de previsões para o Grammy 2018, avaliando o espectro musical entre o final do ano anterior e o primeiro semestre de 2017, hora de ver de que forma as submissões das gravadoras podem ajudar nas novas configurações da nossa futurologia, seja para o bem ou para o mal.

O “problema feliz” de 2018 é que de junho a setembro muitos singles e artistas tiveram destaque, correndo o risco de 1. muita gente boa ficar de fora do corte final; 2. determinadas categorias não terem acts favoritos. Nosso foco – as usual – é no Pop Field e no General Field.

Segue o pulo!

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Indicados ao Video Music Awards 2017 [5] COMBO DE CHANCES 4x

Daqui a pouquinho tem alerta performances, tretas e momentos fabulosos da cultura pop com o Video Music Awards 2017! Com a Katy Perry de host e prometendo uma apresentação de 9 minutos no final do award e performances de Kendrick Lamar, Miley Cyrus, Fifth Harmony, Lorde, Demi Lovato, Rod Stewart e DNCE, além da entrega do Vanguard para a P!nk, ainda tem as decisões sobre os vencedores dessa edição, que surpreendeu muita gente com indicados impensados e esnobadas imperdoáveis (cadê “Despacito” deve ter sido o meu mantra desde sempre).

Por isso, já esperando o começo da premiação, a partir das 21h, hora de fazer um último post sobre os indicados, desta vez falando das chances de vitória nas categorias que faltam ainda serem discutidas, na segunda parte do famigerado COMBO DE CHANCES.

Confira tudo após o pulo!

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Indicados ao Video Music Awards 2017 [3] Vídeo Dance

Mesmo com o fim do eletropop como força motora da música pop, os DJs de EDM ainda continuam bombando e sempre fazendo parcerias com astros pop, tornando música para as pistas hits crossover. Por isso a categoria de Melhor Video Dance do Video Music Awards continua tão relevante.

No entanto, neste ano, ao invés de avaliarmos os grandes vídeos do gênero, teremos que pensar em brigas de fandom, já que dois dos hits do ano tem como featurings artistas com fã-base fiel. Por isso, hora de conferir quem está mais próximo do Moonperson – e quem pode roubar a cena nessa briga.

Confira os indicados:

BEST DANCE
Zedd and Alessia Cara – “Stay”
Kygo x Selena Gomez – “It Ain’t Me”
Calvin Harris – “My Way”
Major Lazer ft. Justin Bieber and MØ – “Cold Water”
Afrojack ft. Ty Dolla $ign – “Gone”

Agora é hora da guerra dos fandons, estrelando as Beliebers – afinal de contas, “Cold Water“, o vídeo do Major Lazer, tem participação especial do Justin Bieber (além da MØ). É evidente que ninguém aparece no clipe, apenas quatro dançarinas numa frenética e vibrante coreografia em lindos cenários naturais dignos de istock. Não é exatamente o melhor dos vídeos (e não foi um momento da cultura pop como “Sorry”, que era um vídeo de fôlego mesmo num fundo branco e várias pessoas dançando), mas a fotografia é muito boa – limpa, bem escolhida, com foco nas belezas naturais mescladas às dançarinas, que graças às interessantes escolhas da direção, apareciam ora em plano aberto ora em planos médios; assim como a edição bem feita que combinava perfeitamente com os momentos da música.

Não é um vídeo com bastante replay value, mas é um contender formidável para esta categoria – a música se adequa, o clipe eleva a música, tem mais de 150 milhões de views (apesar do lyric ter uma quantidade mais expressiva, cerca de 800 milhões) e ainda tem o Bieber no meio. Provável favorito.

 

Já os Selenators tem outro motivo pra torcer pela Selena Gomez – em mais um vídeo que ela não aparece, “It Ain’t Me”, do Kygo. A música é mais uma na leva de EDMs mais orgânicos que tomaram 2015-17 de assalto (só ver os últimos sucessos dos Chainsmokers + as tentativas de retorno do David Guetta, mas especificamente, teríamos que voltar até 2013 com “Wake me Up” do Avicii pra ver esse modelo explodindo de forma crossover), com uma pegada acústica no violão e a voz suave da Selena conduzindo a música com bastante inteligência. O vídeo é a história de um motoqueiro que sofre um acidente e fica em coma; e enquanto a namorada cuida dele no hospital, o rapaz passa por situações alucinantes dentro do coma – que só será superado pelo poder da música.

O clipe é bem feito e tem interessantes efeitos visuais, assim como a edição que também acompanha os momentos da música e eu curto muito a escolha do túnel e da caverna repletas de luzes mostrando o local onde o moço está durante o coma.  E o trecho final da “música ajudando a acordar o rapaz” é muito boa. Não é outro vídeo com grande potencial de replay value, mas tem historinha, é bem conduzido e seria um bom vencedor do Moonperson. E com a fã-base da Selena por trás, não se surpreenda se o vídeo for escolhido.

Agora, quem pode correr por fora nesta disputa – seja por votação ou pela MTV mexendo os pauzinhos, é o vídeo de “Stay”, parceria do Zedd com a Alessia Cara. A canadense talvez seja a grande surpresa entre os indicados desta edição, abocanhando até uma vaga em Vídeo do Ano, e neste clipe em específico, bem que ela (e o Zedd) merecem a chance. No vídeo, onde os dois aparecem, os dois artistas são protagonistas de uma história de possibilidades e repetecos dignas de “Feitiço do Tempo” + qualquer filme de viagem no tempo que você tenha assistido, onde uma ação desemboca uma reação de surpreendentes consequências (não direi quais são pra não dar spoiler se vc nunca viu o vídeo). O clipe é muito geração Y/Z, turminha tumblr com filtro feito no VSCO, momentos cool e realmente, a Alessia Cara é a cara da geração tumblr/pinterest – ela tem um jeito naturalmente descolado que funciona bem em vídeos como esse (e a própria letra tem muito a ver com o vídeo e o jeito dela).

Pelo fandom ser menor, eu acho que seria um potencial azarão, mas a música foi um hit bem sucedido nos EUA e um dos artistas envolvidos tem um crescente apelo com o público teen, o que pode ampliar as chances – e o vídeo é bem mais “representativo” desse momento da cultura pop e das ansiedades juvenis que os outros prováveis vencedores. E só de ter os artistas participando no clipe me dá uma estranha sensação de conforto.

E vocês, o que acham? Quem pode levar o Moonperson?

Design de um top 10 [35] Amém, Kendrick

Não sei se vocês estão sabendo, mas KENDRICK LAMAR CONSEGUIU O #1 COM HUMBLE, destronando finalmente “Shape Of You” do #1, onde ficou tantas semanas que eu já esqueci o número. Lambs felizes, fãs do K-Dot e todo mundo que gosta de boa música pulando de alegria e evidentemente o chart deu uma bela (e boa) bagunçada com a entrada das faixas de “DAMN.” no Hot 100 – merecidíssimo, porque o álbum é monstruoso (sim, vou resenhá-lo aqui, Kendrick merece, conseguiu fazer um álbum comercial e incrível, sem perder o prumo), e já está bombando nos streams (que ajudaram o K-Dot a chegar neste momento).

Este momento do mês é o que marca a transição para os singles do verão: teoricamente, vão aos poucos saindo as midtempos e as faixas mais lentinhas do chart para os pancadões uptempo e as promessas de hit da estação. Mas, a julgar pela dominação urban em 2016-17, não duvido nada de que os hits este ano sejam algum rap que vai viralizar, um batidão urban pra fazer todos dançarem nas festas; e algum DJ vai lançar um hit farofa. É o que a música pop vem apresentando ultimamente – essa divisão entre rap, urban e EDM mais “orgânico” a la Chainsmokers é o que está mandando nos charts, e não parece sumir tão cedo (ao contrário do tropical house, que já está decaindo).

(ou sei lá, será que é hora de uma nova explosão latina? TRUMP CHORA)

Hora de ver o que aconteceu nesta semana, em que finalmente uma mulher voltou a figurar no top 10 do Hot 100.

Top 10 Billboard Hot 100 (06.05.2017)

#1 Humble  – Kendrick Lamar

#2 Shape Of You – Ed Sheeran

#3 That’s What I Like  – Bruno Mars

#4 DNA – Kendrick Lamar

#5 Mask Off  – Future

#6 ISpy – Kyle feat. Lil Yachty

#7 Stay – Zedd feat. Alessia Cara

#8 Something Just Like This – The Chainsmokers feat. Coldplay

#9 Despacito – Luis Fonsi & Daddy Yankee feat. Justin Bieber

#10 XO TOUR Llif3 – Lil Uzi Vert

 

Humble” é o segundo #1 do Kendrick Lamar, primeiro solo (o outro foi o remix da infame “Bad Blood” de famigerada história), que teve seu pulo de #3 para #1 impulsionadíssimo pelos streamings. A faixa está em primeiro lugar no chart específico há três semanas e só faz bater recordes. Ainda no top 10 do Digital Charts e crescendo nas rádios, a faixa ainda tem MUITO a crescer e render. Não é apenas um hit, é um baita viral e uma música impressionante que mostra, além do flow impecável do Kendrick, como ele sabe fazer sim hits sem perder a essência (ou seja, chega de featurings bizarros como “The Greatest” e “Don’t Wanna Know”).

Aliás, o cidadão colocou todas as músicas do “DAMN.” no Hot 100, e “.”, uma celebração à cultura negra, estreou na quarta posição do Hot 100. Amém, Streams; amém Kendrick!

 

Enquanto isso, uma mulher está de volta ao top 10 do Hot 100 – Alessia Cara, como featuring da faixa “Stay“, do DJ Zedd. Foi um retorno para os dois artistas às faixas mais consumidas na semana. A última visita do rapaz foi com “Break Free” da Ariana no já distante 2014; enquanto Alessia tinha curtido o gostinho do top 10 com “Scars to Your Beautiful”, ano passado. Uma volta merecida – a música é bem solar, fresh, bem amor adolescente (que combina com a voz juvenil da Alessia), apesar da batida parecer com toda essa pegada “orgânica” Chainsmokers, ao contrário das farofas yoki que o próprio Zedd apresentou antes (que já estavam datadíssimas, aliás).

Com bom desempenho nos charts dance, o fato é que a música ainda pode render mais e pelo menos chegar bem ao verão. É a cara do fim de tarde, quando termina o passeio na praia e a turma tá indecisa se volta pra casa ou estende a saída pela noite.

 

E esse hit, viral e tendência maravilhoso que é “Despacito“? A música do Luis Fonsi com o Daddy Yankee (que conseguiram o primeiro top 10 no Hot 100, corre que é histórico!) já tinha explodido nas rádios latinas, e fazia uma transição bacana para o crossover pop (lembrando que é uma faixa totalmente em espanhol), quando saiu na semana passada um remix com o Justin Bieber (cantando em espanhol) e a música deu um boom absurdo. Eu não queria admitir, mas que a inclusão do Bieber ajudou muito pra “Despacito” chegar à nona posição na Billboard subindo 39 posições (!), mas a faixa voltou para os charts digitais, cresceu nos streamings e deu um boost no chart de rádio ❤ lembrando que a versão que chegou ao top 10 é a remix porque os números foram responsáveis por mais da metade dos pontos da faixa no top 10.

Aliás, este é um momento histórico para a música latina – a última vez em que uma música toda cantada em espanhol chegou ao top 10 do Hot 100 foi com… Com…? Ricky Martin? Enrique Iglesias? J-Lo? 

ELES MESMOS – A MACARENA. Isso, há 21 anos atrás, direto do túnel do tempo. Só que Macarena chegou às 14 semanas em primeiro lugar nas paradas (socorro). Será que “Despacito” tem lenha pra queimar?

Por falar em “Despacito”, hora de deixar aqui a música para que vocês contribuam com mais pontos para a próxima semana 😉

 

Indicados ao VMA [5] Melhor Vídeo Pop

Banner Video pop

Assim como o vídeo de hip hop, a premiação relativa aos vídeos pop surgiu em 1999 – surpreendentemente nos dois casos. Mesmo focando em música pop, acts R&B, pop/rock e de música latina já venceram essa categoria, sempre uma das mais disputadas e com vídeos icônicos. “Livin’ La Vida Loca”, “Bye Bye Bye”, “Since You Been Gone”, “Bad Romance” e “Blank Space” levaram em anos anteriores; e outras gemas como “Lady Marmalade”, “Sk8ter Boi”, “Toxic”, “Poker Face”, “We Found Love” e ano passado “Uptown Funk” foram indicados. Tem muita coisa boa e que marcou épocas, de 17 anos atrás e hoje em dia.

Esse ano, temos uma ótima lista de indicados, que passeiam por vários estilos musicais e visões artísticas. Mas eu vejo nessa premiação um duelo interessante entre dois dos nomes mais famosos da indústria: a rainha e o bad boy.

Melhor Vídeo Pop

Adele — “Hello”
Beyoncé — “Formation”
Justin Bieber — “Sorry”
Alessia Cara — “Wild Things”
Ariana Grande — “Into You”

A análise segue após o pulo!

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Design de um top 10 [27] Adele X

Em primeiro lugar, feliz ano novo! Este é o primeiro post de 2016, mas aparentemente, 2015 não acabou – já que Adele ainda está em primeiro lugar na Billboard Hot 100, chegando às 10 semanas com “Hello”. O reinado da britânica parece não ter fim; e o Design de hoje vai falar um pouco sobre o porquê de Adele ainda se manter no topo dos charts, mesmo com Justin Bieber fortíssimo – com TRÊS músicas no top 10, além de falarmos de duas inclusões no top 10 que merecem sua atenção.

Top 10 Billboard Hot 100 (16.01.2016)

1. Hello – Adele
2. Sorry – Justin Bieber
3. Love Yourself – Justin Bieber
4. Hotline Bling – Drake
5. What Do You Mean? – Justin Bieber
6. Stitches – Shawn Mendes
7. Same Old Love – Selena Gomez
8. Here – Alessia Care
9. Stressed Out (+4)* – twenty one pilots
10. Like I’m Gonna Lose You – Meghan Trainor feat. John Legend

 

Adele GIFAdele chega às dez semanas em primeiro lugar batendo mais recordes! “Hello” é a primeira música de um act feminino solo desde Rihanna com “We Found Love” (2011, featuring com Calvin Davis) a chegar às dez semanas em primeiro lugar. Além disso, a música estreou no topo, e permaneceu lá desde então. Além dela, só outras três músicas que estrearam em primeiro conseguiram se manter mais semanas – “I’ll Be Missing You”, do Puff Daddy com Faith Evans e 112 (11 semanas em 1996); “Candle in the Wind/”Something About the Way You Look Tonight”, do Elton John (14 semanas entre 1997-98); e ela mesma, Mariah Carey junto com o Boyz II Men em “One Sweet Day” (16 semanas entre 1995-96). Muito dessa manutenção do poder da Adele vem dos Gift Cards (literalmente “cartão presente” que as pessoas podem usar para comprar músicas no iTunes) no final do ano, que fizeram grandes sucessos subirem nos charts, além de músicas bem vistas pelo público no período. A cantora lidera ainda a audiência das rádios, mas está na segunda posição dos charts de Stream (lembrando que o single pode ser ouvido no Spotify, por exemplo, ao contrário do álbum.

A pergunta que fica é: Adele consegue superar a marca histórica de Mariah? A música ainda continua forte, mesmo com o fator Bieber, mas pelo que deu pra observar nos charts das diversas plataformas, “Hello” começa a dar sinais de “goodbye”. Em segundo lugar no iTunes, a faixa já está um pouco abaixo nos charts de stream, que contam demais para o Bieber, um artista que depende muito dessa plataforma como forma de hitar. O canadense tem três músicas em primeiro lugar no chart do Spotify (o top 200, contando diariamente), enquanto Adele chega à quarta posição com “Hello” (se contar semanalmente “Hello” é terceiro). Além disso, a preocupação da gravadora agora é com o novo single, “When We Were Young”, atualmente na #47 posição. Acho que a música ainda aguenta mais umas semanas, mais como uma “See You Again” do que uma “Uptown Funk”, mas logo vai cair. Justin Bieber está esfomeado por esse #1 desde o ano passado – que foi logo ali.Justin Bieber GIF

E por falar no menino malvado de 2015, Justin Bieber, poderia ser o “combeack do ano” se não fosse o furacão Adele. Mas não acho que ele se importe muito, com os três singles no top 10 e o álbum “Purpose” vendendo feito água. O novo sucesso do rapaz é “Love Yourself”, aquela faixa que parece mais música do Ed Sheeran e veio crescendo também como um foguete. Vem subindo forte nas rádios (15º segundo a medição do Kworb), #1 no iTunes (já criando distância de “Hello”)e com um vídeo lançado, acho que esse pode ser o novo #1 do Bieber. E a música é bem bacana, merece o sucesso (mesmo não morrendo de amores pelo intérprete).

Um plus: a música é bem a cara do inverno americano, com essa batidinha no violão, mais downtempo, uma época em que geralmente o que faz sucesso são as faixas mais lentinhas, pra ouvir abraçadinho – mesmo que a música não tenha nada de romântica.

Além dessa disputa discreta nos charts entre Adele e Bieber, outra tendência que vimos no ano passado parece se repetir em 2016 – a chegada de artistas canadenses ao top 10. Depois de The Weeknd, Drake e o próprio Justin, é a vez de Alessia Cara se juntar esse grupo e continuar a “invasão canadense” nos charts americanos. O single “Here”, primeiro single do debut álbum da moça, “Know-It-All”, já tinha sido lançado em abril, mas só agora, após uma caminhada de formiguinha, chegou ao topo – o que é bem habitual de acts mais alternativos que vão ganhando reconhecimento após diversas ouvidas e a participação em lugares certos, além da identificação da faixa com o público comum (e o momento permitir, já que Alessia, apesar do R&B mais alternativo, vem na mesma linha “angústia adolescente” da neozelandesa Lorde). O peak da música foi #7, e esta semana caiu uma posição.

Alessia Cara GIFO hino dos antissociais que não curtem festas (cujo vídeo você pode ver aqui), neste momento, encontra-se no top 20 do iTunes, já em fase de decadência; encontra-se em#13 no chart diário do Spotify e nas rádios, já começa a decair. O hit subiu calmamente, e agora desce com a mesma calma, mas já fez seu trabalho – apresentar mais uma cantora nova na cena. Resta saber se Alessia terá fôlego para outros singles ou se estamos diante de outra one hit wonder.

(sdds Natalie La Rose)

“Stressed Out”, single da banda twenty one pilots, deu aquele pulo do gato, subindo de 13º para a nona posição, sendo o primeiro top 10 do duo rock. A faixa se mantém pela segunda semana no topo dos charts de rock, vem crescendo nos charts de stream (subiu para a oitava posição no Spotify Charts diário), e a música se mantém estável no iTunes, só esperando a queda de “Sorry” para subir. A chegada da música ao top 10 casou com o lançamento do álbum “Blurryface”, o primeiro do grupo a chegar ao primeiro lugar na Billboard, lá em junho. Geralmente os acts rock fazem um percurso mais longo pra chegar até o topo, e com uma fã-base fiel – sem contar com ouvintes casuais que podem curtir um som que seja mais “crossover”, mesmo de nicho, pode construir um hit improvável.twenty one pilots gif

E a música é esse som mais “crossover”, mesmo sendo pouco radiofriendly para ouvidos mais pop. A inspiração hip hop é bem bacana, e o refrão é bem legal; e enquanto a companheira de top 10 “Here” é uma música mais identificada com uma realidade adolescente, “Stressed Out” lida com a sensação de que o personagem da música – e por extensão o público que ouve a faixa – tem que lidar com a vida adulta e essa sensação é bem melancólica. Ou seja, consegue atrair uma gama mais extensa de ouvintes.

E você que achava 2015 um ano sem graça para a música? Um dos anos mais diversos!

Hora de encerrar o post com mais um pouco de “Stressed Out”: