Meu Maroon 5 está morto – “Don’t Wanna Know” feat. Kendrick Lamar (por quê???)

cover-maroon-5-dont-wanna-know-feat-kendrick-lamarO quarto trimestre para a música pop este ano está parecendo aquele período entre Maio e Julho que o cinema americano sempre traz os blockbusters para chamar público recorde – a cada semana é um artista diferente lançando algo interessante, ou envolvente, ou consistente, ou mesmo conhecido mas com a capacidade de ficar na sua cabeça.

E tem o Maroon 5.

Se na comparação cinema-filmes, “Starboy” é um filme da trilogia Batman dirigido pelo Christopher Nolan; “24k Magic” é um dos filmes da Marvel tipo “Homem de Ferro 2” ou “Capitão América – Soldado Invernal”; “Don’t Wanna Know”, lead-single do novo álbum do grupo, é um filme que o Nicolas Cage anda fazendo para pagar as dívidas.

Gente, o que é essa música? Se eu já achava “Payphone” pa-vo-ro-sa, essa consegue superar em ruindade. Eu estava protelando pra ouvir a faixa por medo da bomba que viria, mas nunca imaginei que seria tão ruim. A letra fraquíssima, coisa de teen pop act (o CD do Shawn Mendes, um menino de 18 anos, consegue ter letras mais profundas e bem trabalhadas), a produção porca e comum, similar às batidas que tão bombando (tem um flavor EDM no refrão que com certeza vai bombar na pista com remixes; e lá no fundo você percebe que eles estão atrás desse EDM tropical misturado com os hits dos Chainsmokers, que são um eletrônico mais mid) e a interpretação super desinteressada do Adam, que parece estar cantando porque sabe que vai ser hit e não precisa fazer esforço.

Aliás, alguém me explica esse verso de cinco segundos do Kendrick Lamar? Quer dizer, alguém me explica o que o Kendrick Lamar tá fazendo nessa música? Acho que até o verso fuleiro que ele fez pra “The Greatest” da Sia é melhor (e olha que ali é outro featuring desnecessário).

E sabe o que é pior? A música está hitando (!) tanto nas rádios quanto no chart digital (onde é o rival mais provável de “Closer” do The Chainsmokers) e isso é a prova que a banda precisa de que tá legal ficar no piloto automático há mais ou menos SEIS anos, desde “Moves Like Jagger”. Porque eles sabem que não vão flopar e a imagem está ótima, mesmo lançando essas rematadas porcarias, e se afastando cada vez mais do som pelo qual eles ficaram conhecidos lá no “Songs About Jane”.

(btw, o clipe cheio de artistas e referências fofinhas a Pokemon GO seria BEM melhor se a música fosse boa. Porque o conceito é bacana, pensei que ficaria patético. Mas nada cola com esse single, NADA)

 

Atualizada – Fergie, “M.I.L.F. $”

Cover Fergie MILFSUm dos grandes desafios das cantoras pop quando chegam a uma certa idade (o número mágico é 35) é se manter relevante para um público cada vez mais jovem, que descarta artistas todo verão; além de superar o desdém das rádios e uma mídia pronta para chamar essas mulheres de “velhas” e “cansadas”. É o ageism (ou etarismo), com fortes tintas machistas, influenciando as carreiras de muitas grandes artistas da popsfera.

Eu já comentei sobre esse assunto há algum tempo (aqui), tratando especialmente de Fergie e Gwen Stefani, que haviam lançado novos singles – e passando despercebido pelo mainstream. Enquanto a segunda conseguiu superar o flop extremo com um CD moderadamente bem sucedido, “This Is What the Truth Feels Like”, especialmente após a separação do marido; a primeira sumiu outra vez para retornar com um single mais a cara do verão – e bem mais parecido com a própria Fergie.

“M.I.L.F. $” não é exatamente uma Brastemp – é um pop/urban com toques eletrônicos e a Fergie rapping em mais da metade da faixa, até uma atualização do que a Duchess fez lá em 2006 no primeiro álbum solo. No entanto, é uma música que parece justamente o que a Fergie faria, e não uma cópia sem graça de uma outra produção, como era “L.A. Love”. A letra também é fraquinha, mas dá pra sacar que a ideia é celebrar as mulheres que conseguem se dividir sendo mães, trabalhando e se divertindo (por isso o trocadilho infame do M.I.L.F. – “mothers I’d like to fuck” com M.I.L.F – “mothers i’d like to follow”). O clipe ajuda a ampliar essa impressão, apresentando uma estética meio Stepford Wives (aquele filme com a Nicole Kidman, lembra?) meio “Grease”, super colorida, com Fergie e seu squad materno – incluindo Kim Kardashian, Ciara, Alessandra Ambrosio, Isabeli Fontana e Chrissy Teigen – seguindo o contexto da música.

Mesmo não sendo um single extremamente criativo, “M.I.L.F $” é a cara da Fergie, e ainda consegue soar atual e pronta pro verão. Ótima para viralizar em vídeos curtos como vines e snaps, ainda tem nomes famosos da cultura pop no vídeo, o que colabora para atrair mais visualizações, e a batida é forte e viciante, embalada para as boates. E o verso “I got the M.I.L.F money” é um quote ideal para hitar em todos os lugares. Foi uma jogada esperta, inteligente, e a Fergie que o mundo pop estava esperando.

(observação: alguns comentários de mães no Facebook criticaram o vídeo e a ideia de uma cultura “MILF” que só valoriza as mães quando elas estão no corpo “padrão” ou são gostosas. Dessa forma, o vídeo da Fergie seria um desserviço às mães que não conseguem alcançar esse padrão. Fiquei curiosa – e achei a observação pertinente, mas queria ver a opinião de vocês sobre o assunto. E aí, o que acham?)

 

Isso não é arte – Kanye West, “Famous”

Kanye West FamousO novo vídeo do Kanye West, “Famous” (aquela música em que o rapper diz que ele e Taylor Swift deveriam transar porque “I made that bitch famous”) vem sendo aclamado por vários veículos por aí, como épico, obra de arte, mais uma prova do quão visionário Kanye é. Vanity Fair destaca o sentido quase religioso daquele grupo de corpos vulneráveis e nus juntos na cama; Complex reforça que o vídeo é mais um exemplo do Kanye misturando música e visual, por meio de seu interesse por arte; a Rolling Stone chamou “Famous” de o mais controverso e provocador vídeo do rapper até hoje.

Mas não há arte aí. Não há sentido religioso. A arte é importante, ela deve ser provocadora e nos fazer pensar. Mas ela tem um limite (assim como o humor) – há um limite quando ofende quem sempre foi ofendido. Quem sempre levou o tapa. Ofende quando a arte está baseada num contexto misógino de um artista que usa corpos nus de mulheres para provar um ponto – “homens como eu fizeram dessas mulheres famosas, e elas devem entender isso, por isso estão nessa cama”. Ofende quando ele expõe nomes que deveriam ser banidos de qualquer discussão como Trump, Chris Brown e Bill Cosby (pelo amor de Deus) ao lado dessas mulheres, homens que – como Kanye, é hora de colocá-lo na discussão – subjugam direta ou indiretamente mulheres todos os dias. Não tem como defender, qualquer que tenha sido a referência, por mais ~gênio~ que Kanye seja (e eu já duvido disso). Não dá pra defender uma estátua da Rihanna sendo colocada ao lado do seu espancador. Não dá pra defender uma estátua da Taylor Swift ao lado do Kanye pra expô-la. (aliás, só os corpos femininos são expostos mais longamente, como se fosse um voyeur sinistro) Se era para falar sobre a cultura da celebridade e que todo mundo pode ser famoso, você tem tantas possibilidades; você pode criar tantos conceitos; e a música, apesar da letra extremamente egocêntrica, era uma das mais comerciais do confuso “The Life of Pablo”. Britney Spears com “Everytime” e Jennifer Lopez com “Jenny From The Block” foram mais efetivas e diretas ao ponto em seus vídeos e nunca foram consideradas gênios da música (mesmo com o praise em torno do vídeo da Brit).

O ponto de discussão é: até que ponto é arte quando ela vem imbuída de misoginia e preconceito?

O vídeo de Famous está por aí, você pode encontrá-lo.

QUERO MUITO: Rihanna, “Kiss It Better”

Rihanna video Kiss It Better

Já comentei aqui o quanto eu não gosto do “ANTI”, o novo álbum da Rihanna, numa série de posts que geraram reações bem específicas na caixa de comentários do Facebook. A opinião contrária é sempre bem vinda, e discutir faz parte do jogo democrático. Mas eu sempre achei “Kiss It Better”, a cota mais pop rock que sempre tem nos álbuns da RiRi, uma das highlights do álbum, e uma faixa com pegada comercial para ser single – considerando que o CD não é exatamente uma máquina de hits, como as outras aventuras da barbadiana.

Por isso, eu fiquei muito feliz quando soube que essa faixa seria lançada como música de trabalho – e quando o clipe foi lançado, não foi apenas felicidade que eu senti. Foi uma sensação de: CA-RA-LHO. Quero essa mulher pra mim. Quero ser ela. Free the nipple. Saudades vida amorosa. Que vídeo maravilhoso. Que vídeo maravilhoso!

Lembra que eu falei no vídeo da Ariana Grande que sensualizar num vídeo sem muitos recursos de produção, dependendo do magnetismo do artista, era algo pra poucos? Então, Rihanna dá uma aula no vídeo de “Kiss It Better” que é pra ser usado como estudo de caso na aula de Vídeo Pop Feminino 101. Confira:

O vídeo é em preto e branco e apesar de termos um visual bem nítido do piercing e dos seios da Rihanna, todo o resto é surpreendentemente implícito. Você só saca o prazer, a excitação, a dor e a expectativa pelo jogo de corpo, a edição do vídeo e as expressões da RiRi. O magnetismo dela e o poder que ela tem sobre o próprio corpo são tão grandes que dá pra notar o amor que a câmera tem pela Rihanna, mesmo que a barbadiana não passe o vídeo todo olhando na direção dela.

Esse magnetismo passa pra gente – porque a gente quer olhar mais, quer continuar observando, sendo seduzido e apaixonado pela Rihanna, ao som de uma música com uma melodia que convida mesmo a “making love”. Uma fuck music de primeira categoria, que dá vontade da gente apertar replay, mesmo o vídeo não tendo nada demais – só Rihanna, poucas roupas, muita sedução e tudo em preto e branco. Mas se você for RIHANNA, apenas isso basta pra fazer algo épico. Só ela – e umas poucas – pra segurar um vídeo assim.

Apenas uma pergunta: qual é a história daqueles dados? Cadê os little Monsters com as teorias, obrigada!

Você assistiria novamente a “Dangerous Woman”, da Ariana Grande?

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Eu adoro “Dangerous Woman”, lead-single do terceiro álbum da Ariana Grande, de mesmo nome. Acho uma balada sensual e elegante, com ótimos resultados e um solinho super charmoso de guitarra. O vídeo até foi lançado numa boa hora – até o momento em que a Rihanna tomou todas as atenções com “Kiss It Better” – mas o resultado final (que nem é o final, porque essa é a primeira versão, ou “Visual 1”, do vídeo) deixa muito a desejar.

Pra você fazer um vídeo sensual, sem muitos recursos cênicos ou de produção, precisa se apoiar muito na sensualidade do artista em questão. A pessoa tem que segurar o vídeo até o final, e fazer você se sentir atraído pelo combo música + vídeo e te fazer ver até o final, depois repetir até cansar – e quando cansar, você ainda vai assistir de novo. O artista, por sua vez, precisa te seduzir – você precisa se apaixonar por ele pra que a experiência valha a pena. Sabe o que acontece em “Dangerous Woman”? Um incômodo por todo o vídeo, como se estivéssemos o tempo todo vendo alguma coisa muito estranha e muito errada.

  1. Ariana é uma cantora, uma intérprete, que se apoia na voz e nas performances que tem a ver com o seu vocal poderoso. Ela não tem pegada de performer, que dá um show e que tem magnetismo nas performances e vídeos. Os empresários a vendem como performer quando ela é uma cantora de microfone na mão e banda atrás e cenários simples. Essa descolamento de imagem fica evidente quando é necessário ser performer num vídeo e você é cantora.
  2. Mesmo a Ariana sendo uma jovem adulta e maior de idade (22 anos), ela parece uma menina bem mais nova, de uns 15, 16 anos (ou menos). Ou seja, soa esquisito e até de mau gosto ver uma jovem com cara de criança tentando sensualizar num vídeo simples onde a sensualidade precisa segurar todo o clipe.
  3. E se você não sabe sensualizar – pior, é visível o quanto essa imagem da Ariana que tentam associar, a imagem de “lolita”, será algo constante nessa era – por que insistir? Se o interesse é em manter essa pegada, por que não fazer como em “Love me Harder”? A sensualidade, que existia na música e no clipe, era encarnada por uma Ariana que passava uma imagem de jovem mulher adulta com muito mais conforto e menos incômodo que em “Focus” e “Dangerous Woman”. Takes de câmera, fotografia e maquiagem colaboram fortemente para essa impressão. É só ver os clipes em sequência que você percebe isso.

Se existe alguma coisa louvável nesse vídeo, é que curiosamente, nos takes em que se usa a luz azul, parece muito os enquadramentos de câmera do clipe de “The Way”. Não sei se foi intencional ou não, mas foi uma referência interessante, e se não fosse o incômodo já citado, eu consideraria uma espécie de rito de crescimento – daquela cantora destinada para o público teen para uma artista dedicada a um público adulto. E evidentemente, a música, que continua sendo sensacional, mostrando a maturidade da Ariana como intérprete.

De resto, é esperar que essa impressão esquisita se esvaneça com os próximos vídeos da era.

E você, o que achou do vídeo de “Dangerous Woman”?

QUERO: Nick Jonas – Close (feat. Tove Lo)

CloserNickJonasDesde que Nick Jonas deixou o anel da pureza, as músicas fofinhas do Jonas Brothers e o ar fofo para se metamorfosear no príncipe do sexo e da safadeza com o incrível self-titled, todo mundo espera que o próximo trabalho do rapaz tenha a mesma maturidade, inteligência e produção refinada do “Nick Jonas”, que deve ter sido um dos álbuns de artistas jovens mais fortes que ouvi nos últimos dois anos.

Mesmo com o retorno de outros artistas com mesmo público-alvo – como Justin Bieber – e o Zayn querendo entrar nessa linha de “R&B rapaz crescido” que o Nick se colocou tão bem no último ano, era de se esperar que no mínimo, o novo trabalho teria essa vibe sensual mas com apelo crossover – o que funcionou muito bem com “Jealous” e “Chains”. Com o lançamento de “Close”, primeiro single do terceiro álbum solo (mas o segundo após a metamorfose), “Last Year Was Complicated”, a sensação foi de que sim, Nick se manteve na mesma vibe, mas fugindo um pouco daquele R&B gostosinho do self-titled e partindo para algo mais pop; no entanto, sem perder uma inspiração daquele som do CD anterior.

Mantendo a ambientação sexy e misteriosa dos temas do “Nick Jonas”, com mais sugestões que palavras, “Close”, que tem uma ótima participação da sueca Tove Lo, consegue se diferenciar pela batida mais sintetizada que orgânica, mais atualizada, tendo um feeling R&B, mas a faixa é predominantemente pop. Aliás, sobre a Tove, o featuring dela aqui é tão legal que remete ao fato de que as parcerias femininas do Nick na era anterior eram muito boas e foram desperdiçadíssimas, tanto os remixes com a Tinashe (“Jealous”) e Jhené Aiko (“Chains”) quanto “Numb” com a Angel Haze (esnobada que jamais perdoarei).

Espertamente, o moço lançou juntamente com o single, o vídeo bem inspirador de “Close”, pra dizer o mínimo.

Bem bolado e muito bem produzido (a Island tá investindo hein), traz de forma inteligente a mensagem da música e toda a sensualidade sutil expressa na música, explodindo tudo no refrão final, cuja dança contemporânea e roupas bege parecem vindas diretamente de um clipe da Sia. Nada contra. Queria ser a tensão sexual entre os dois durante todo o vídeo.

Como havia dito, Nick fez o certo – lançou logo o combo música + vídeo pra contar todos os streams possíveis (aprende Meghan!). Um artista como ele, que ainda está num processo ascendente na carreira, não pode se dar ao luxo de desperdiçar promoção e locais para divulgar sua música – especialmente se o objetivo é um top 10 (e “Close” é boa o suficiente para um top 10). Mesmo com um chart movimentado e disputado como o atual, acho que a música tem chance de hitar, funciona, está de acordo com a época, tem uma ótima produção.

Agora é só divulgar até na barraquinha da esquina, como ele fez na era passada.

 

E você, o que achou de “Close”?

 

2000 é o novo 90 mesmo para Meghan Trainor no vídeo de “No”

Meghan Trainor No Video

Você percebeu? A lembrança do Disk MTV, dos dias tentando pegar junto com a turma (eu tinha as primas), as coreografias das nossas artistas favoritas; ouvindo as músicas sem parar e sonhando com o dia em que iríamos nos casar com Nick (se ele não me desse bola, eu casava com o Brian, porque era sempre bom ter um plano B naquela época. E eu tinha dez anos no ano 2000)… Ouvir a grudentíssima e throwback-ish “No”, da Meghan Trainor, traz todas essa memórias de infância e pré-adolescência represadas; e com o vídeo lançado nesta segunda-feira (ô estrago de streams!), a sensação de revival é mais clara ainda.

No vídeo, Meghan e seu grupo de amigas dançam num cenário que parece uma fábrica, com imagens das coreografias num fundo vermelho e em sombras, e closes da Meghan com um vestido vermelho e cabelos ao vento – sem contar com a cena dela com as amigas todas com roupas sensuais, num sofá onde tudo pode vir a acontecer. Parece uma mistura feliz e inspirada, mas com uma simplicidade mais 2010, daqueles clipes de bubblegum pop do final dos anos 90 e início dos 2000, com closes beirando o cafona dos cantores, coreôs marcadas em cenários que nada tinham a ver com a letra da música e os figurinos perto do futurista (aquele casaco da Meghan deve ter sido retirado de um dos extras dos vídeos da Britney do início da década passada). Digo parece feliz e inspirada porque em cada frame do vídeo, você tem aquela velha sensação de nostalgia da sua diva pop adolescente, de como ela lacrava naquela época e como era tudo melhor na época da escola.

O problema é que deveria funcionar a contento, mas Meghan Trainor não é uma dançarina brilhante como a Britney nem competente como a Aguilera, por exemplo. Visivelmente travada seguindo os passos marcadinhos da música, ela fica bem mais à vontade fazendo a sexy com meia arrastão do que dançando. A ideia foi bem-vinda, mas a execução não foi uma das mais brilhantes. A sassiness continua ali, a autoconfiança e o carisma (mesmo com o cabelo ruivo que tirou muito do que eu achava interessante na Meghan, que dava uma ironia fina ao estilo dela – a garota americana típica cantando músicas debochadas); mas num vídeo em que o foco não era em ser engraçada ou debochada e sim em ser a ESTRELA, a moça ficou devendo muito.

Mesmo assim, acho que o vídeo não vai afetar o crescendo da Meghan. Se tivesse sido lançado junto com a música talvez desse um efeito mais impactante, mas acho que a faixa já tá crescendo pelos próprios méritos, e o vídeo só vai colaborar para essa evolução. Mas que podia ser melhor, acho que podia.

Nem que fosse um vídeo no espaço, ou numa boate futurista, ou em cenários de tons cítricos