É ótimo, mas podia ser menor – “Starboy” (álbum), The Weeknd

the-weeknd-starboyO sucesso inebria, nos coloca no topo, e oferece um mundo novo e excitante de conquistas e sensações. A percepção de “consegui” que deve ter sentido Abel Tesfaye aka The Weeknd após finalmente estourar para o mainstream com o “Beauty Behind the Madness”, com aclamação de crítica e público, além de Grammys, deve ter sido absurda. O canadense, com uma fã-base mais alternativa, viu-se como um act A-list no jogo pop, com a mistura de R&B, alt-R&B e influências pop que, mesmo com alguns missteps aqui e ali, manteve a sua identidade diante de antigos e novos fãs.

Com o álbum subsequente, “Starboy”, Abel coloca sua musicalidade em outro nível – com uma coesão mais acertada e fechada que no BBTM (que tinha um meio de campo problemático), podemos chamar esse novo álbum de um trabalho conceitual, em que as letras e as produções de pesos pesados da música como Daft Punk, Max Martin e Diplo, e participações especiais de Kendrick Lamar, Future e Lana del Rey, oferecem uma história em que “Starboy” (The Weeknd) alcança a fama e com a fama, abre-se um mundo de luxo, dissipação, tentações, drogas e amores conquistados e perdidos por meio das letras e da ambientação misteriosa, sensual e melancólica. Um trabalho intrigante, que peca por um erro fatal – a duração do álbum.

Hora do track-by-track!

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The Weeknd não vem pra brincar – Starboy feat. Daft Punk

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A capa do álbum. Parece que alguém arranjou um novo haircut

Abel Tesfaye aka The Weeknd já está na cena tem um tempo, mas 2015 realmente foi o grande boom do moço, com o lançamento do “Beauty Behind the Madness”, indicado a vários Grammy e vencedor do Best Urban Contemporary Album em Fevereiro. Após dois #1, vários top 10 e uma exposição bem-vinda ao mainstream com uma sonoridade que mesclou as aspirações mais altR&B que fazem parte de seu DNA musical com uma urgência pop diferenciada para a popsfera naquele momento, The Weeknd retorna assim, como quem voltou da padaria onde foi comprar pão, com uma novidade – o álbum “Starboy“, com previsão de lançamento para 22 de Novembro, e o single de mesmo nome, com featuring do Daft Punk, lançado nesta madrugada.

Assim, desse jeito.

 

Pra quem ouviu até cansar o álbum anterior, dá pra perceber que “Starboy” consegue ser ainda mais pop que os outros materiais, com uma pegada mais eletrônico/synth, mas com um ambiente misterioso e sensual, mesmo que a letra passe longe disso (é basicamente o Abel se gabando de que agora ele está rico e famoso). Não é exatamente uma faixa instantânea (você deve se lembrar da reação que teve ao ouvir “Can’t Feel My Face”, por exemplo), mas consegue te conquistar aos poucos, especialmente no refrão, de fácil digestão e bem repetitivo. Gosto muito dos ecos 80’s na faixa, com esse pop meio eletro e o pianinho tocando durante a faixa. Além disso, é uma delícia a interpretação do Abel, liberando os versos com um certo tédio enquanto a música vai tocando num tempo bem específico. Não há raiva, ira, ironia, apenas uma constatação de que ele chegou lá e que está melhor do que você, pobre coitado que ouve esta canção.

Só sei o seguinte: quanto ao desempenho comercial, Abel tá sedento – colocou a música nos principais serviços de stream, já está no iTunes e como a música vai crescendo em você, com o refrão fácil, acho que tá prontinha pra ser hit, especialmente neste quarto bimestre, em que músicas mais mid surgem com mais força nos charts. Além disso, The Weeknd esperou a hora certa pra voltar – ao contrário de outros artistas que vinham bem saturados até mesmo sem participar de eras, ele sumiu literalmente (só colaborando com a Beyoncé no “Lemonade” – quer mais buzz?) e voltou jogando essa bomba com a tranquilidade de quem sabe que vai hitar até na barraca de coxinha perto do meu trabalho.

E outra coisa: esse Grammy de Performance Pop vai ser briga de FOICE.

A pergunta fica com você: gostou de “Starboy”?

Demi Lovato acertou finalmente com “Body Say”

Cover Demi Lovato Body SayJá tem algum tempo que venho comentando da busca da Demi Lovato em busca de uma identidade que se reflita no reconhecimento da jovem como uma estrela da música. Talentosa, com uma grande voz e letras confessionais sobre sua vida e relações pessoais, além de uma imagem de superação conhecida, Demi acabou pecando por trabalhos irregulares, ainda no limite entre ser adulta ou teenager. Além disso, o lançamento de “Confident” ano passado, um álbum com boas ideias, que numa primeira ouvida é um bom álbum de uma jovem artista adulta (eu elogiei o CD na época, mesmo questionando onde estava a “Demi Lovato” real no álbum), mas depois de algum tempo soa cansativo e pecando nos mesmos erros de “não saber o que quer”, não ajudou em nada no fortalecimento da imagem da Demi como artista adulta.

No entanto, pouco antes do início da turnê conjunta com o Nick Jonas – a “Future Now – Demi lançou um single que parece abrir os trabalhos para o novo álbum, já fora da tenebrosa Hollywood Records. A música em questão, “Body Say”, é uma Demi Lovato que realmente parece uma artista adulta, cantando uma música com apelo a um público crossover e usando a voz com parcimônia, graças a uma produção equilibrada e gostosa.

Um pop/R&B que lembra bastante o breakthrough single do amigo Nick, “Jealous” (o que se explica pelo fato de um dos compositores e produtores ser Sir Nolan, produtor da faixa), especialmente no refrão, é uma faixa que atrai ouvintes para além do público mais jovem da Demi, com uma letra safadinha e bem sacada, ótima para as preliminares pré-sexo. Especialmente o refrão é um achado.

“You can touch me with slow hands
Speed it up, baby, make me sweat
Dreamland, take me there cause I want your sex
If my body had a say, I wouldn’t turn away
Touch, make love, taste you
If my body told the truth, baby I would do
Just what I want to”

Adoro essas músicas que te colocam numa ambientação, meio que contam uma história mesmo com o intérprete cantando em primeira pessoa. E a produção da música é melhor do que qualquer coisa lançada no álbum anterior. Simples, equilibrada, sem superprodução, sem exageros. A voz da Demi está no ponto -nada de gritarias, firulas desnecessárias, apenas o trabalho de performance e os agudos nos pontos certos. A voz não está parecida com ninguém, não parece música rejeitada de outros artistas; é uma música que tem o jeito e a identidade dela.

Pop/R&B é o negócio da Demi, e se a vibe do futuro álbum for nessa linha, sem overproducing, finalmente sabendo como usar a voz dela, teremos um ótimo lançamento.

E você, o que achou de “Body Say”?

 

Uma estranha surpresa tropical – Alicia Keys, “In Common”

Aliás, que capa é essa? parece que tiraram a mulher da cama pra fotografar

Alicia Keys é sinônimo de R&B/soul sofisticado, bem trabalhado e com forte influência do piano, instrumento no qual a americana é uma atenta estudiosa. E mesmo quando Alicia flerta com o pop (como em “No One” e “Girl on Fire”, falando de lead singles), há uma identidade sedimentada e uma inquietação de quem quer se manter fiel às raízes, mas gosta de sair um pouco da zona de conforto. 

Para iniciar os trabalhos do seu novo álbum, Alicia Keys fugiu ainda mais do óbvio, com uma midtempo meio up, tropical/pop/ com um pezinho no R&B, a interessante “In Common

A faixa está bem na trend do momento, mas sem ser tropical house ou EDM, e sim com um flavor mais R&B, bem pronto para o verão. 

A letra é até interessante – duas pessoas ferradas na vida se apaixonam – e o refrão é grower, mas eu fiquei com a impressão de que não é coisa da Alicia. É surpreendente e eu tenho que me acostumar ainda, mas parece muito alguma coisa que a Rihanna gravaria fácil.  

Na verdade, eu tenho que vê-la cantando ao vivo, pra ver como a Alicia orna com a faixa. Porque essa saída da zona de conforto foi ótima, mas será que funcionou mesmo? Afinal de contas, uma artista com uma identidade forte como a da Alicia parece desperdiçada numa música que parece até que foi composta com outra cantora em mente. (Aliás, ela escreveu a faixa com um colaborador do The Weeknd e uma compositora em ascensão entre artistas teens e do R&B field, Taylor Parks. Sinceramente, uma mistura estranha que não sei até que ponto funcionou ou não)

E você, o que achou de “In Common”?

Diário de uma mulher negra – “Lemonade”, Beyoncé

Cover CD Lemonade BeyoncéEu precisei dar uma primeira, segunda ouvida em “Lemonade”, novo álbum da Beyoncé que tomou o mundo como se fosse um grande tsunami de informações, histórias, conflitos e personal statements neste sábado. Para além do filme, um trabalho lindo, forte e emocionante, mostrando a jornada de uma mulher negra diante de conflitos internos e desafios externos, o álbum é outro diário dessa mulher, que possui tantas identidades que acabam se confundindo dentro da persona “Beyoncé” que o “Lemonade” é como ela consegue navegar em todos os seus ups and downs e ainda manter a persona diva, BEYONCÉ a superstar – mas acaba se aproximando de todas nós, no fim de tudo. Como diz a avó do Jay-Z (que deve estar tendo pesadelos com esse álbum) no final da faixa “Freedom”, que é a inspiração para o título do CD, “I had my ups and downs, but I always found the inner strength to pull myself up. I was served lemons, but I made lemonade.” (e no filme, a “limonada” também é referência por parte da falecida avó da Beyoncé, fechando o ciclo de mulheres fortes que colocaram direta ou indiretamente suas pegadas nesse álbum)

Beyoncé é uma das maiores, se não a maior, artista de nosso tempo. E mesmo bem sucedida, rica, poderosa, chegando onde chegou se provando a cada álbum e turnê (e isso está praticamente explícito numa das melhores faixas do álbum, “6 Inch”, com featuring do The Weeknd), ainda é alvo das traições e enganos do marido que se espera como companheiro. A mulher negra bem sucedida ainda é preterida pelo marido negro pela “Becky de cabelo bom” – a mulher branca. A solidão da mulher negra se revela até entre os ricos e poderosos.

Bey joga todas as verdades sobre as traições e mentiras em seu relacionamento em quase todo o CD. Em maior ou menor grau, uma relação em que você se doa enquanto o outro não retorna da mesma forma é algo que atinge a qualquer mulher. Mas aqui, Beyoncé tem o adicional dessa relação entre duas pessoas negras e poderosas (onde ela é a mais poderosa do duo), que deveriam se unir e lutar juntas -já que esse amor e casamento é uma afirmação política, de luta – mas que acabam sendo separadas pelas traições de uma das partes. É uma Beyoncé que sabe do que está acontecendo, que joga na cara que ela está por cima, profissionalmente falando, nessa relação, e que não aguenta mais as traições do Jay-Z. “Don’t Hurt Yourself”, trabalho com Jack White e a primeira departure do álbum, uma faixa rock com muita raiva e dor por parte da cantora, tem versos que mostram o quanto ela sabe da verdade, o quanto a verdade doi e que ela não aguenta mais ser traída (momento Sonia Abrão: o histórico de puladas de cerca do Jay-Z data supostamente de 2006. Dez anos.).

“Uh, this is your final warning
You know I give you life
If you try this shit again
You gon lose your wife”

É uma Beyoncé que não tem medo de falar a verdade sobre o fracasso do relacionamento, e que num verso, expõe para o marido, a outra e pra quem queira ouvir que ela sabe exatamente quem é a amante. “Sorry”, um urban mais pesadão, é a tal faixa da polêmica da “Becky with the good hair”. E aqui vai um parêntese grande: para quem reclama da “falsa sororidade” da Beyoncé em expor a outra, é porque não ouviu “Lemonade” todo. O álbum inteiro, cada faixa, exceto pelas mais politicamente reforçadas, é para espinafrar e falar mal do Jay-Z. Em nenhum momento o álbum trata de slut shaming ou para falar mal da mulher que era amante dele. A única referência de fato está nessa música, onde Becky, referência à mulher branca average americana, é o registro da Beyoncé de que ela sabe a verdade. E dado o histórico de abandono das mulheres negras e a solidão afetiva sofrida, quando somos preteridas por mulheres brancas, exigir “equilíbrio” de uma mulher traída, mulher negra, nesse contexto social, é pedir demais né? O que essa mulher deve ter ouvido a vida inteira, o quanto ela deve ter sido preterida?

Lemonade MemeDepois querem limitar a internet..

A questão que também perpassa este álbum (e que está profundamente enraizada no filme) é a tradição. As jovens senhoras com roupas remetendo ao século XIX, no período Antebellum (entre a guerra de 1812 e a Guerra Civil Americana) e a tradição Creole da Louisiana (como vimos no vídeo de Formation) estão intimamente ligadas às raízes da Beyoncé no Texas – e como essas raízes e o que ela aprendeu desde criança vão balizar as próximas posições dela dentro da sua trajetória. Como ela repete a história que enxerga dentro de casa – das traições do pai, Mathew Knowles, que a ensinou a ser BEYONCÉ, mas a legou, aparentemente, um ciclo de aceitação de um comportamento nocivo dentro de um casamento – o que soa irônico depois que a gente ouve “Daddy Lessons”, a outra departure do álbum, uma ode honesta ao pai. Um country gostoso, meio old school, com mais sentimento que muita música country feita por aí (sim, estou falando com você mesma Taylor Swift pré-1989). E como ela percebe que é necessário lutar pra manter as suas raízes, a sua história viva, quando ela decide que é hora de tomar uma posição como mulher negra e assumir a luta pelo bem estar e empoderamento do seu povo. Em “Freedom”, parceria com Kendrick Lamar (o que eu chamaria de união de consciências), ela parece ter acordado de um longo tempo meio distante das questões raciais

“Lord forgive me, I’ve been runnin’
Runnin’ blind in truth”

e marcha junto com outras mulheres na luta pela liberdade e direito do povo negro, numa faixa com produção impecável e uma bateria que conclama a sair nas ruas e marchar. Seguramente a faixa mais emocionante do álbum, e provável finalista do Grammy de Canção e Gravação do Ano. É brilhante, pungente e forte, e incluída na porção do filme onde aparecem mulheres parentes de pessoas negras mortas pela violência policial, cala forte em nós. Só nós sabemos a nossa dor.

Mesmo com o evidente perdão da Beyoncé ao marido (“Daddy Lessons” era a dica; mas a partir de “Love Drought”, a única faixa que eu não gostei muito no álbum, você começa a perceber que ela vai perdoá-lo e aceitá-lo com seus erros. Um final que eu particularmente não sou muito fã – eu sou #teampénabundadoJayZ, mas e como se no fundo, a Beyoncé entendesse que o único que estaria ali por ela, aceitando sua posição como artista, seu poder e influência, pelo tempo que passaram juntos e o amor construído, é o Jay-Z. Que outro homem não a aceitaria como alguém “maior” na relação. E ela acaba aceitando o que a vida lhe oferece. Faz do limão uma limonada.

Com uma compreensão mais profunda de um R&B urban com ecos alternativos e adições bem vindas de rock e country, “Lemonade” consegue ser melhor e mais firme em seus propósitos que o Selftitled. Enquanto o “BEYONCÉ” era a afirmação de Beyoncé como artista; este álbum é o descortinamento da cantora como uma pessoa, suas dúvidas, seus medos, sua posição, e como ela se fortalece para se tornar a força que é hoje. E mesmo nós não sendo BEYONCÉ, a rainha, a diva, mas nunca estivemos tão próximas dela como aqui, neste álbum. E nunca estivemos tão fortes para nos unir. Para nos ajudar. Para ajudar a ela também, caso o inbox esteja aberto.

Por que não?

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Indicados ao Grammy 2016 [4] Canção do Ano

Banner Canção do Ano 2016

A categoria de Canção do Ano premia os compositores das músicas – o que geralmente coloca diante dos holofotes quem está nos bastidores da construção da faixa. Por exemplo, em “What’s Love Got To Do with It”, o grande single comeback da Tina Turner, na verdade, foi composto pela dupla Graham Lyle e Terry Britten, que subiram ao palco em 1985 para pegar seus gramofones. Outro caso de compositor que não era o cantor foi em 1992, quando Alan Menken e Tim Rice levaram o Grammy de Canção do Ano por “A Whole New World”, tema principal do filme “Aladdin”, cantado na versão pop por Peabo Bryson e Regina Belle (escrevo isso ouvindo a música em minha mente, saudades infância).

Mas, quando o compositor da faixa também é o cantor, o ganho simbólico em respeitabilidade com o Grammy de Canção do Ano é alto. O que dizer de Billy Joel e a eterna “Just The Way You Are”, que levou o Grammy em 1979? A música foi composta pelo próprio artista e catapultou a fama dele para outros níveis, não apenas como um grande músico ou compositor, e sim como uma estrela A-List. Ou, em premiações mais recentes, Lorde – uma menina de 17 anos na época, subiu ao palco do Grammy para levar o seu prêmio, junto com o parceiro compositor Joel Little, por “Royals” em 2014? Logo a moça conseguiu a chance de curar a trilha sonora de um dos filmes da saga Jogos Vorazes e ganhar respeitabilidade.

Este ano, a lista de indicados é bem diversa e curiosamente, os favoritos não são tão favoritos. Músicas de sonoridades e temáticas variadas, que atendem a diversos públicos e tiveram impacto dentro e fora da indústria. Essa é uma categoria que além de ser especial (por ser do Big Four), teve uma lista de indicados final que de alguma forma, espelhou bem o período de elegibilidade, entre 2014 e 2015. No entanto, essa disputa pode ser decidida facilmente com o efeito Paul Walker. (especialmente após a esnobada da música nas últimas premiações de cinema)

Antes de explicar bem o que é isso, vamos primeiro aos indicados:

Kendrick Lamar, “Alright”
Taylor Swift, “Blank Space”
Little Big Town, “Girl Crush”
Wiz Khalifa feat. Charlie Puth, “See You Again”
Ed Sheeran, “Thinking Out Loud”

Agora é hora das análises!

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Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [7]

O Grammy é a premiação das vitórias acachapantes, das consagrações esperadas, dos prodígios descobertos e dos experientes abraçados. Mas também é o award das surpresas estranhas, das vitórias fora da zona de conforto e das esnobadas históricas.

Quem não ficou de queixo caído com a Beyoncé perdendo o Grammy de Álbum do Ano pro Beck?

Ou não se revoltou pelo Kendrick Lamar ter sido ignorado em todas as categorias, e perdendo no rap field pro Macklemore & Ryan Lewis?

E quando o Grammy premiou como Artista Revelação Esperanza Spalding quando as pessoas achavam que Justin Bieber seria o vencedor? (sério que vocês acreditavam nisso? Eu estava apostando na Florence)

E a maravilhosa Amy Winehouse não ficou com o prêmio de Álbum do Ano, entregue ao Herbie Hancock. Nada contra o Herbie Hancock, mas a impressão que ficou foi que Grammy não quis dar a “cereja do bolo” pra uma “bad girl” e preferiu jogar no seguro.

Pois é, o tema do nosso esquenta de hoje serão os prêmios curiosos, esnobadas e algumas surpresas que sempre animam ou viram tema de treta nos anos seguintes à premiação.

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