Um pouco mais de Charlie Puth no EP “Some Type of Love”

Sabe aquele rapazinho que canta o refrão de “See You Again”, o novo monster hit que destronou a “Uptown Funk season” e agora parece imparável em mais uma semana em #1? Pois é, o cantor e compositor Charlie Puth – que já pode colocar no seu currículo um dos primeiros lugares mais importantes de 2015 (porque é apenas a terceira música que chegou à primeira posição na Billboard Hot 100 este ano) – lançou no dia primeiro seu primeiro EP, “Some Type Of Love”, com quatro músicas que dão uma dica do som do rapaz e do que ele pode aprontar com um álbum completo.

Cover EP Charlie Puth Some Type of Love

Antes de falar das músicas em si, para quem acha que o Charlie caiu de paraquedas na música em 2015, ele foi revelado após gravar covers no Youtube e ser contratado em 2011 pela gravadora da Ellen Degeneres, a eleveneleven. No entanto, ele saiu do selo e assinou com a Atlantic Records, logo depois começando a compor para alguns artistas do meio R&B/urban, como Trey Songz, Lil Wayne e Jason Derulo. Algum tempo depois, durante a produção da trilha sonora do sétimo filme da franquia Velozes e Furiosos, Charlie foi chamado para compor uma música que seria como tributo a Paul Walker, um dos protagonistas da cinessérie. Inspirado no falecimento abrupto de um amigo, o cantor escreveu a música juntamente com o DJ Frank E, mas não esperava um retorno sobre se a faixa seria escolhida para o filme. O que houve depois podemos creditar ao destino – ou ao talento, já que a Universal (estúdio que produz a franquia), gostou do material e entregou para Wiz Khalifa fazer os versos.

Charlie não acreditava que a voz dele ficaria na versão final da música, mas a questão é que o estúdio gostou dele e “See You Again” foi gravado com os vocais do novato. O resto é #1 na Billboard e recordes pelo mundo.

Mas a verdade é que Charlie não é apenas “See You Again” – e sim um EP com quatro músicas com muito soul, Motown old school e boas inspirações, além de um featuring carismático e uma expectativa bem bacana sobre o que esse rapaz de 23 anos (que parece ter 16) pode aprontar para o resto de 2015.

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Boyband is great for a throwback – “The Secret”, do Austin Mahone

Cover Austin Mahone The Secret EPA gente ouve milhares de músicas num ano, seja porque gostamos dos artistas, seja porque precisamos ficar inteirados do que está tocando por aí, ou até mesmo pra criticar. Um dos casos em que eu ouvi só pra “me inteirar” foi do Austin Mahone. Vendido e formatado como uma versão “clean” de Justin Bieber, surgiu do mesmo jeitinho que o pop star canadense: fazendo covers no Youtube e logo depois conseguindo um contrato com uma grande gravadora. Após o primeiro EP, com alguns singles que fizeram pouco barulho, e outras músicas de trabalho que mostraram o trabalho do jovem para o mercado, Mahone lança o EP “The Secret”, onde ele mostra estar bem longe de um Bieber – nada de pegada R&B/pop. O teen pop do jovem cantor de 18 anos bebe da fonte mais improvável possível: o pop inocente e noventista das boybands. Ouvir “The Secret” é em sua maioria, voltar ao passado onde Backstreet Boys e NSync dominavam – só que ao invés de cinco caras bonitinhos, a conversa aqui é apenas um cara bonitinho.

Pra quem viveu a época, o EP parece um compilado de músicas gravadas por boybands do período que eles descartaram. Até que ponto isso é ruim? Como vivemos um throwback dos anos 90, e tudo que foi consumido naquela época é moda hoje, ir atrás desse filão é uma boa jogada dos produtores envolvidos neste álbum, principalmente se pensarmos que a boyband mais bem sucedida atualmente – One Direction – bebe de outras fontes para compor o seu som. Além disso, Mahone era um bebê de colo quando BSB estourou, por exemplo. Para o mercado, a imagem dele cantando esse tipo de música para as adolescentes tem mais potencial que um “recordar é viver” dos nossos ídolos dos anos 90.

E que bate uma saudade esquisita, isso dá… O que torna “The Secret” o meu guilty pleasure do ano.

Confira num track-by-track o motivo dessa sensação.

OBS: as músicas resenhadas aqui serão da edição standard do EP, mas vou deixar aqui o vídeo da melhor música dele – e a mais throwback do repertório dele, “What About Love”, que só está na edição europeia, como bônus. QUE PECADO.

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JoJo mostra suas garras com o EP #LOVEJO

Cover EP LoveJo2014 está sendo declarado como a continuação do sucesso da Beyoncé, ou do aguardado retorno da Rihanna, ou do provável CD da Adele, e da dominação de Katy Perry. Mas outro retorno aguardado por quem gosta de música é o de Joanna Levesque aka JoJo. Se você não se lembra da JoJo, ela foi a garota de 16 anos que estourou mundialmente com o hit “Too Little Too Late”, que alcançou até mesmo a terceira posição na Billboard. Die-hard fans e outros mais conhecedores de música devem lembrar de que JoJo foi um mini-fenômeno aos 14 anos, quando lançou seu primeiro álbum, com o sucesso “Leave (Get Out)”, e se tornou uma mania juvenil.

No entanto, a gravadora Blackground tratou de atrapalhar os planos de crescimento e dominação mundial da garota. Péssima divulgação, atraso no lançamento de um terceiro álbum tornaram o nome de JoJo esquecido entre os fãs adolescentes que logo se voltaram para outros nomes jovens e mais quentes. Mas nestes sete anos de limbo, a jovem não ficou sem trabalhar. JoJo lançou dois mixtapes (“Can’t Take That Away from Me”, de 2010, e “Agape”, lançado em 2012), além de covers e músicas avulsas, que mostraram uma evolução vocal, lírica e melódica notável, um diferencial visível em relação a outras jovens artistas – e um reforço maior na identidade musical R&B/Soul da garota. E agora que ela foi libertada dessa escravidão, e com uma gravadora nova (Atlantic Records, a mesma de Toni Braxton, B.O.B, Bruno Mars e Janelle Monaé ), é hora da JoJo versão 2014 mostrar o que o mainstream perdeu nos últimos sete anos de ausência da bonita nos charts.

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