As linhas borradas dos samples

Se tem uma coisa que é mais comum que feuds na música pop é o uso dos samples. O sampling é o ato de usar uma parte de uma música (normalmente o instrumental) e utilizá-la para fazer outra música. Claro que dando os devidos créditos ao cantor/compositor original.

Normalmente, a gente encontra os samples no hip hop, mas algumas músicas pop famosas já se utilizaram desse recurso na construção de suas canções, tanto que muitas vezes, você acaba ouvindo uma música e percebendo que já a ouviu em algum lugar. Ou então achando que artista x plagiou alguma canção desconhecida e ninguém informou isso até agora.

Foi o que aconteceu comigo quando ouvi “Blurred Lines” do Robin Thicke pela primeira vez: eu achei que tinha sample de “Got To Give It Up”, do Marvin Gaye, e fiquei realmente surpresa quando soube que a composição não incluía os créditos do Gaye – ou seja, era apenas uma música parecida. Quando a família do Marvin colocou Pharrell e Thicke na justiça, tentando provar que a música era plágio, não me senti enganada – as duas músicas eram parecidas. Por isso, quando você sentir que “já ouviu aquela música antes” e achar que alguém está sampleando/plagiando um artista anterior, não tenha medo em procurar saber (ou desconfiar) sobre a canção.

E como a decisão já foi tomada nos EUA – declarando que “Blurred Lines” realmente tinha plagiado “Got to Give it Up” e que tanto Robin Thicke quanto Pharrell devem pagar uma soma milionária à família de Gaye, achei interessante fazer um post aqui sobre melodias e batidas emprestadas de forma honesta dos artistas originais – os samples. No caso, samples curiosos e não tão conhecidos de músicas que vocês amam, odeiam ou amam odiar (ou odeiam amar, tudo vale).

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Mark Ronson e o fôlego em Uptown Special

Cover CD Mark Ronson Uptown SpecialQuem acompanha música deve conhecer alguma coisa sobre Mark Ronson. O DJ e produtor britânico por trás do clássico “Back To Black”, da Amy Winehouse (além de trabalhos com Lily Allen, Christina Aguilera, Robbie Williams e Bruno Mars), é sempre sinônimo de mistura de várias influências em busca de um som moderno, mas com um pezinho no passado. E com o lançamento de “Uptown Special”, o foco são os anos 70.

O que ninguém – nem ele mesmo esperava, como relatado na reportagem de capa da Billboard desta semana– era que o seu novo álbum (o terceiro em sua discografia) seria tão ansiosamente esperado por causa do primeiro grande hit do ano, “Uptown Funk”, um sucesso massivo e que não dá mostras de diminuir a velocidade da dominação tão cedo. O lead-single do álbum acabou levando crítica e público a conferir o que Ronson tinha preparado para o álbum – como a participação especial do mito Stevie Wonder em duas faixas, além da contribuição do escritor vencedor do Pulitzer Michael Chabon nas músicas do CD.

Será que já podemos incluir “Uptown Special” nas listinhas futuras de melhores de 2015, ainda em Janeiro? Confira no track-by-track!

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