Drops Grammy 2018 [1] “DAMN.”, Kendrick Lamar

Este ano, eu decidi fazer algo diferente… Ao invés do Duas Tintas de Música apresentar os indicados a Álbum do Ano bem pertinho do dia da premiação, optei por fazer uma análise rápida dos indicados por meio de vídeo, através do Drops – vídeos curtos (que eu desejaria ser de cinco minutos, mas viraram nove, dez…) onde a ideia é comentar sobre cada indicado a Álbum do Ano na premiação.

A conversa de hoje gira em torno do álbum favorito (a cada dia menos favorito) “DAMN.”, do Kendrick Lamar. Mais um trabalho admirável do rapper californiano, com rimas inteligentes, produção esmerada e visão de mundo única, desta vez  ele conseguiu unir a qualidade de seus dois trabalhos com o fator comercial nas faixas, especialmente os singles, trazendo no final um CD aclamado pela crítica, pelo público e com top 10 e um #1 solo no bolso do K-Dot. Até segunda ordem, era hora do Grammy finalmente fazer o que deveria ter feito há algum tempo (quase dois anos, pra ser mais exata) e entregar o gramofone pro Kendrick.

No entanto, quando os indicados ao principal prêmio da música foram revelados, o lineup final trouxe surpresas e cenários que podem oferecer nomes distintos no envelope mais desejado da indústria. Por isso, o drops de hoje lança essas questões:

Quais são os pontos fortes? Quais são as ameaças ao novo trabalho do K-Dot? Quais são as chances de vitória?

Aproveite e dê play!

 

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Eu gostava mais da Old Taylor

… porque pelo menos a velha Taylor escrevia músicas melhores.

Um dos grandes trunfos da carreira da Taylor Swift sempre foi sua habilidade como compositora, de escrever exatamente o que uma jovem sentia ou passava, mesmo que você não fosse uma cantora de country-pop de 17/18 anos. E mesmo em suas incursões mais pop (a exemplo de algumas faixas no “Red” e no primeiro trabalho todo pop da moça, “1989”), você sabia que encontraria ótimas músicas com letras relatáveis, joviais, com aquele senso de humor meio awkward e especialmente no último álbum, uma despretensão da artista que sabia bem quem era e sabia brincar com a maneira como os outros a viam. O maior exemplo disso é “Blank Space”, uma maneira divertida, irônica e genial de reverter a reputação que a Taylor tinha de “man-eater” a favor dela, com uma visão bem curiosa de si mesma.

Mas 2016 chegou e passou como se fosse um furacão tirando tudo aquilo que a tornava imune e criadora da própria narrativa – através de situações como o namoro altamente publicizado com Tom Hiddleston, a treta com Calvin Harris, o interminável beef com Kanye West. E Taylor sumiu. Até mesmo o atual relacionamento é low-profile, com o desconhecido ator britânico Joe Alwyn.

Black-and-white image of Taylor Swift with the album's name written across itPara aparecer rebranded como alguém mais esperto, mais irônico, assumindo a própria má-reputação e tentando retomar o controle da narrativa que os outros tinham dela. A estratégia para esse renascimento da Taylor, em que ela desejava retomar a narrativa em suas mãos, foi evitar divulgação tradicional, conversas com a mídia – e até mesmo a forma de lançamento do CD, que manteve a característica da velha Taylor, avessa às modernidades do stream, fazia mais sentido ainda dentro do rebranding da Taylor.

Só que isso teria de se refletir no produto principal… o CD. E é aí que “reputation”, o álbum em que Taylor Swift teria de assumir sua nova persona badass, “sou a vilã da história e gosto disso”, parece um trabalho incompleto. E pior: trend chaser, quando a Taylor fez um pop puro e sem influências no “1989”.

Todo o álbum, que conta com a produção dos suspeitos de sempre (Max Martin, Shellback, Jack Antonoff), tem uma produção com pegada eletro pesada e um certo flavor urban que nos leva à conclusão de que a Taylor já vinha testando essa sonoridade pra ver se “acreditavam” nela seguindo a vibe lá atrás, em “I Don’t Wanna Live Forever”, mas é tudo pouco confortável ou gostoso de ouvir. As produções são pesadas, não servem para dançar na balada nem pra dançar agarradinho nem servem como fuck music (não, “Dress” não serve pra isso, é mais broxante que qualquer outra coisa), ou como música ambiente, ou como diversão pra ouvir na ida ou volta ao trabalho no buzú. É tudo muito anticlimático.

As letras, que são sempre o trunfo da Taylor, estão em momentos bem irregulares. Tem as deep cuts com produção mais elegante, discreta e esmerada – a exemplo de “Delicate” (mesmo que lembre vagamente a onipresente “Sorry” de todas as músicas possíveis, e tropical house Taylor? você está uns dois anos atrasada!), “Getaway Car”, que deve ser a melhor música do CD – uma gracinha, e não é uma produção tão irritantemente pesada (a metáfora de fim de romance através de uma relação sem futuro entre um casal é bem trabalhada e bem escrita e amarrada; enfim, essa é a Taylor que a gente gosta); além de “New Year’s Day”, a última faixa do CD, com uma vibe acústica e narrativa mais reflexiva sobre crescimento, maturidade, após a agonia e êxtase da juventude.

De resto, tem muita coisa ruim e forçando todo o conceito da era, o de assumir a reputação que outros imprimiram à Taylor, e apenas se revelar quem é às pessoas que realmente gostam e se importam com ela. Nesse meio do caminho, tem coisas pavorosas como “I Did Something Bad”, “Don’t Blame Me”, e a diss pro Kanye “This Is Why We Can’t Have Nice Things” que eu não entendo como não poderia ser mais divertida e despretensiosa. E eu nem falei das tentativas falhas da Taylor investindo no rap (em “…Ready For It” e “End Game”, uma colaboração errônea entre ela, Future e Ed Sheeran que não faz nenhuma das partes brilharem); as produções do Antonoff que deixam a Taylor parecendo uma sub-Lorde; além das faixas mais românticas, dedicadas ao atual namorado, fillers em comparação ao que ela escreveu pro Harry Styles no “1989”, por exemplo.

Mas talvez a minha crítica em relação ao “reputation” se dá porque eu tive uma impressão errada do álbum quando ouvi o primeiro single (que realmente não aprecio, mas se torna uma highlight do álbum, graças à irregularidade do material completo) e toda a organização da era. Pensei que o CD teria poucas faixas românticas (e não 90% do álbum) e sim uma obra mais reflexiva sobre o preço da fama e da exposição, o posicionamento dela como cantora e compositora numa indústria machista que se importa mais com seus relacionamentos do que com sua musicalidade, um upgrade na percepção pública sobre a Taylor (como ela tinha feito em “Blank Space”, só que de forma mais madura) e faixas super fun e despretensiosas sobre os beefs. No entanto, toda a parte do “assumir o lado malvado” fica em versos e referências em músicas esparsas, apenas para reforçar o tom do CD, mas nada que me faça querer dar play ou analisar quando o álbum chegar ao Spotify.

Que pena. Eu esperava mais da nova Taylor.

 

P.S.: Max Martin precisa urgentemente de um ano sabático. E Jack Antonoff não é nem metade do que ele pensa que é.

 

Combo de álbuns – em ordem de preferência

Baixando um pouco a poeira do Grammy (quer dizer, um sutil “mudando de assunto…”), nesses últimos meses tivemos alguns lançamentos interessantes para o pop, entre bons álbuns, materiais irregulares e outros muito ruins. Como eu fiquei protelando horrores pra escrever as resenhas dos CDs, decidi juntar as reviews no Combo de Álbuns pra falar de cada um deles, por minha ordem de preferência (do que eu não gostei até o que curti mais).

Quer saber quais são? Então segue o pulo!

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Uma grata surpresa – Demi Lovato, “Tell Me You Love Me”

Demi Lovato - Tell Me You Love Me (Official Standard Album Cover).pngDe todas as ex-acts da Disney, Demi Lovato é seguramente, a artista que possui a trajetória mais irregular de carreira. Saindo do pop/rock dos dois primeiros álbuns para uma blend de resultados questionáveis entre pop e R&B, apenas no “Confident” (2015) ela conseguiu apresentar maior controle da própria voz em aspectos técnicos; mas em relação ao estilo, ainda patinava em encontrar sua verdadeira identidade.

Problema resolvido em seu novo lançamento – “Tell Me You Love Me“, sexto álbum na discografia, mostra uma Demi muito confortável com uma sonoridade pop/R&B condizente com seu vocal (que não é extremamente soul e com volume, e sim indiscutivelmente pop, mas com a já conhecida potência). Além disso, a cantora finalmente se provou uma intérprete versátil em músicas excelentes que trazem uma audição surpreendente: é o melhor álbum da Demi, com material de alta qualidade e um som gostoso, agradável de ouvir, controlado, maduro e que tem muita personalidade.

Para saber mais sobre as canções, é só conferir depois do pulo!

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Repetitivo, mas os refrões tão grudentos – “Evolve”, Imagine Dragons

Você já sentiu que achou um CD sensacional, mas nunca mais ouviria na vida; enquanto outro álbum que não é exatamente uma Brastemp te deixou viciada nas músicas?

ImagineDragonsEvolve.jpgEu contei ontem sobre a minha estranha experiência com o  “Melodrama“, novo álbum da Lorde, muito bem feito, produzido, excelentes letras, um dos melhores do ano, mas tive zero conexão com o material. Hoje, é hora de terminar aquela trama do “álbum que não é lá essas coisas mas é viciante” com um CD que tô ouvindo non-stop desde ontem de manhã: “Evolve“, do Imagine Dragons.

Aliás, você já teve a impressão de que era iniciado ou iniciada em algum culto ouvindo o Imagine Dragons? Eu me vejo percebendo isso, eu não sei se é por causa dos arranjos meio evocativos com pretensão épica, ou as letras com as mensagens desconexas que não fazem sentido mas dão ótimas legendas para fotos; não sei, o que interessa é que o “Evolve” tem uma pegada eletrônica bem vinda e refrões absolutamente grudentos em meio a fillers imperdoáveis e um tema que se repete com pouca sutileza ou elegância.

(mas é tão bom fazer air drums no buzú ouvindo o CD…)

O álbum todo trabalha com a ideia de “sofrer pra alcançar a evolução, seja pelo amor, pela dor ou por simplesmente acreditar que é possível”. É meio teoria da Xuxa, mas os refrões são tão grudentos, a produção tão bem feita (boa parte do álbum tem produção de Mattman & Robin, que dá uma coesão bem legal a todo o álbum) e a voz do Dan Reynolds (frontman da banda) tão carismática que você até esquece que os caras falam do mesmo assunto em quase 11 músicas sem mudar quase nada da lógica haha Mas o mais interessante desse CD é que o ID conseguiu colocar refrões insanamente grudentos em meio a alguns fillers desnecessários de todo.

Seja na faixa de abertura “I Don’t Know Why”, com o pré-refrão que é tiro (e grita pra ser single); o promocional “Whatever it Takes” (que me lembra bem de longe o Coldplay popzinho atual, mas BEM mais pop e grudento); “Walking the Wire” (com a letra simples, mas bem efetiva, um belo resumo do álbum, liricamente – para chegar em algo, evoluir, você acaba superando obstáculos seja em relacionamentos, na sua autoestima ou tentando lidar com a dor mesmo); e a lindinha “I’ll Make it Up To You” (com uma vibe anos 80 bem retrôzinha) – a letra é tão fofa que é um respiro depois de tanta sofrência conceitual, e é outra que grita single; você percebe construções simples, refrões fáceis, faixas ótimas pra ouvir num dia de chuva ou dublando no busão depois do trabalho; um CD gostoso e que mesmo não sendo uma OBRA-PRIMA, te deixa sempre querendo mais.

Ao mesmo tempo, tem fillers tensas aqui, como “Rise Up”, a BIZARRA “Yesterday” (o mesmo Alex DaKid que voltou dos mortos com “Thunder” e “Dancing in the Dark” – que música, que vibe, nunca achei que ia achar uma música do Imagine Dragons sexy – me apresenta esse treco na produção), “Mouth of the River” e “Start Over”, que ainda não decidi se pulo ou não quando ouço o CD.

Mas com certeza, os dois primeiros singles são os que mais tem cara de que fui iniciada num culto. “Believer” (olha o nome minha gente, hahaha) é  O TIRO EM FORMA DE MÚSICA, ainda mais com a letra que realmente parece coisa de teoria da conspiração e o uso do tema “sofrimento para evoluir” usado com elegância e dramaticidade bem equilibradas; e “Thunder”, a clássica história do menino que sonha em ser rockstar, é outra música perfeita para o ritual com a levada de marcha que é a cara do Imagine Dragons, são essenciais para se entender “Evolve”, seus refrões grudentos, letras simples e uma produção viciante, feita pra você cantar “I was lightning before the thunder” sem perceber no meio da rua.

Cuidado, você está dentro e nem sabe onde entrou.

Já ouviu o novo CD do Imagine Dragons? O que achou?

É bom mas só vou ouvir três vezes – “Melodrama”, Lorde

Você já sentiu que achou um CD sensacional, mas nunca mais ouviria na vida; enquanto outro álbum que não é exatamente uma Brastemp te deixou viciada nas músicas?
Essa é a minha sensação neste momento, que vou dividir em dois posts, e você entenderá o porquê. O primeiro é sobre um dos melhores álbuns do ano que não vou ouvir muito, “Melodrama”, da Lorde.

Green Light (Official Single Cover) by Lorde.pngRepetindo: “Melodrama” É um dos melhores álbuns do ano. FATO. brilhantemente bem escrito, bem trabalhado produção esmeradíssima e uma evolução (não apenas sonora como lírica e de vida) em relação ao Pure Heroine. Lorde (nascida Ella O’Connor) não é mais a garota esquisita de 16 anos da Nova Zelândia; agora é uma A-list, parte do squad da Taylor Swift, uma das sensações da música pop. E está crescendo. E terminou um relacionamento. E terminou um relacionamento longo em meio à saída da adolescência pra idade adulta, quando a gente não sabe bem pra onde está indo como pessoa.

(quando eu falo de mim no blog é mais ou menos o óbvio; no entanto, o máximo de drama dos meus 18 anos foi que eu não passei de primeira no vestibular. Tem quase nada – ou nada – vivido pela Lorde que eu tenha lidado porque eu era – e sou – uma figura complicada. Basta dizer que “Liability” seria minha música se eu me importasse)

A partir do fim de um longo namoro com o fotógrafo James Lowe (apenas para contexto: quando a Lorde estourou, ela já namorava com o cidadão, que tinha 24 anos enquanto ela tinha 16), a neozelandesa entrega pra gente um álbum sobre solidão, fim de relacionamento, crescimento, autodescoberta e muito drama, hiperbolizado ou não – e realmente algo que todo mundo na adolescência (ou fim de adolescência) deve lidar. Mas, para quem passa (ou passou) por algum relacionamento, o coração desse CD – um relacionamento intenso que termina mal, e Lorde tem que lidar com isso enquanto amadurece sob a luz dos holofotes – é forte o suficiente para tornar tudo identificável.

Seja na estranha “Green Light” (que eu já resenhei, e apesar de não curtir até hoje a estrutura quebrada, admito que é uma faixa extremamente forte e fora da caixa de um 2017 bem repetitivo e chato musicalmente), “Sober” (e a obsessão da Lorde com dentes), “Homemade Dynamite” (uma das faixas mais brilhantes do CD, com vários dedos da Tove Lo, uma das compositoras, na faixa) ou na incrivelmente bem interpretada “Writer in the Dark” (se você acha que a Lorde é cantora de um truque só, basta dizer que ela é uma das melhores intérpretes do pop com essa música. Que cantora da porra), você percebe todos os passos de um relacionamento, e compreende bem por que acabou esse relacionamento, compreendendo por trás de todo o “melodrama” do álbum.

Extremamente coeso por causa da pouca quantidade de compositores e produtores (especialmente o Jack Antonoff), “Melodrama” tem como principal qualidade a habilidade absurda da Lorde com as palavras – e ela consegue se conectar com você porque, mesmo sendo famosa e rica, ela mostra que o seu relacionamento é “comum” a muitas pessoas – e ela é mais relatable que metade do showbiz quando fala de qualquer coisa.

Além disso, Lorde é visivelmente “wise beyond her years” – a sua percepção é mais madura que a de muita gente na sua idade, tanto em autoconhecimento sobre seus erros e acertos (na outra faixa brilhante “Liability”), em focar nas coisas boas de um relacionamento que acabou; ou mesmo em “Perfect Places”, a mais “jovial” do CD (e a que mais me lembrou os tempos do “Pure Heroine”, onde mesmo que a temática seja mais “wild”, no fim das contas, crescer é uma bosta e seguir em frente, procurando “lugares perfeitos” pra se esconder da realidade complicada no fim não vai a lugar nenhum.

Um grande, brilhante, intenso e dramático CD, mas que não me vejo ouvindo daqui até o dia em que for indicado a todos os Grammys possíveis. É melhor que o “Pure Heroine”, mais acabado, maduro; e pra quem estranhou o primeiro single (como eu), o álbum traz uma sensação de conforto, de que ela continua afiada e tão interessante quanto no primeiro dia. Só que é engraçado, eu não me sinto engajada a ouvir outra vez. Não sei se é a quantidade de “drama”, “tragédia” e “perfídia” envolvidas; ou se eu não tenho conexão alguma com o coração do CD (o que já indica o suficiente sobre minha vida pessoal 😉 ), mas não me pegou como eu gostaria. No entanto, isso não significa que o álbum seja ruim – pelo contrário, é uma das melhores coisas de 2017. Pode ouvir colocando a mãozinha no coração.

E você, o que achou do álbum?

E qual deve ser o outro CD de que estou falando?

Combo de álbuns – Kendrick Lamar, “DAMN.”e Harry Styles, “Harry Styles”

Prometi, protelei e cheguei com mais um “Combo de Álbuns”, com dois lançamentos que considero entre os melhores de 2017. Qualidade comercial, identidade artística e retorno comercial são elementos que ajudam a tornar os dois CDs alguns dos lançamentos mais vibrantes do ano, cada um em fields distintos.

“DAMN.“, o quarto álbum do Kendrick Lamar (lançado em 14.04.17), o sucessor da obra-prima “To Pimp A Butterfly”, chegou com uma missão – corresponder às altíssimas expectativas em torno do trabalho do K-Dot, alçado a uma das cabeças pensantes da música atual, gênio e uma das figuras mais relevantes da cultura pop. O rapper conseguiu fazer algo incrível – se não superou TPAB (o que é uma missão ingrata), ele ofereceu a todos nós um álbum excelente, com ótima qualidade, e com apelo comercial suficiente para colocar três músicas no top 10 da Billboard e “Humble” como seu primeiro #1 solo.

Já o self-titled do Harry Styles (lançado em 12.05.17) é o debut do britânico após o hiato do One Direction. Todo mundo ficou de olho no que o jovem colocaria pro jogo – afinal de contas, ele era o membro mais popular da boyband e todos consideraram que ele tinha maior potencial para hitar. O que Harry ofereceu ao grande público foi uma verdadeira – e grata – surpresa: um CD de rock, mais precisamente emprestando o estilo soft rock, setentista, com um ar nostálgico, tocante e melancólico. Um álbum de muita personalidade e que alcançou muita gente fora do espectro do One Direction, e que além das boas críticas, foi lançado em primeiro lugar na Billboard 200 com mais de 230 mil cópias, sendo 190 mil só de álbuns (imagine isso em 2017, e com um artista cuja base de fãs é formada por jovens adultos e adolescentes que não compram CD físico nem digital há séculos).

Hora de saber o que há de tão bom nesses dois álbuns!

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