Previsões para o Grammy 2018 [2] O ônibus lotou

Como diria um grande pensador contemporâneo, “it’s tradition now”. Após aquela primeira leva de previsões para o Grammy 2018, avaliando o espectro musical entre o final do ano anterior e o primeiro semestre de 2017, hora de ver de que forma as submissões das gravadoras podem ajudar nas novas configurações da nossa futurologia, seja para o bem ou para o mal.

O “problema feliz” de 2018 é que de junho a setembro muitos singles e artistas tiveram destaque, correndo o risco de 1. muita gente boa ficar de fora do corte final; 2. determinadas categorias não terem acts favoritos. Nosso foco – as usual – é no Pop Field e no General Field.

Segue o pulo!

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Previsões para o Grammy 2018 [edição 24 quilates]


O update das previsões pós-período de elegibilidade está aqui. É só clicar!

A melhor época do ano chegou! Junho-julho é o período em que os jornalistas gringos começam a especular sobre as indicações ao Grammy 2018, e apesar do meu oráculo favorito Paul Grein ainda não ter informado quais são os palpites dele, vou me adiantar e brincar de futurologia logo. (especialmente porque ano passado protelei até não poder mais essa postagem)

Pra quem já acompanha este humilde blog, eu geralmente faço duas postagens – uma agora em Junho/Julho e a outra lá pra Setembro/Outubro, após o período de elegibilidade, porque geralmente vazam as submissões das gravadoras e a gente vai confirmando quem fez escolhas boas e quem cagou nos artistas.

As previsões começam após o pulo – com foco em Pop Field e no General Field – mas como vocês viram pelo título, tem algo um tanto diferente nesta previsão…

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As narrativas do Grammy [2] Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo

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A categoria de Performance Pop por Duo ou Grupo é sempre um espaço onde os grandes hits se encontram, já que a narrativa mais recente do pop acabou girando em torno das colaborações (e curiosamente, esse encontro entre as categorias antigas – Colaboração Pop com Vocais e Melhor Performance por um Duo ou Grupo com Vocal, junto com a categoria instrumental – é algo que fez mais sentido que juntar as categorias de gênero numa só), e como esses encontros fizeram sucesso e lançaram carreiras (a trajetória de um dos últimos vencedores nessa categoria se deu justamente por causa de um featuring). Por isso, é sempre interessante ver quais são os nomes que aparecem aqui no corte final do Grammy, especialmente porque durante as minhas previsões, essa categoria era algo tranquilo que virou uma grande confusão… E cujo candidato favorito da pessoa que vos escreve mal chegou na lista final.

Pois bem, diante de grandes hits que dominaram um ano curioso, em que lembramo-nos muito mais dos artistas como entidades únicas do que das colaborações entre eles (sorry, mal me recordo da dupla Closer), o hit com envolvidos mais poderosos da indústria pode ser o vencedor natural da categoria.

Por isso, a narrativa aqui é: quem tem chances de tirar o Gramofone das mãos de Rihanna e Drake?

Primeiro, os indicados:

Best Pop Duo/Group Performance
“Closer” – The Chainsmokers Featuring Halsey
“7 Years” – Lukas Graham
“Work” – Rihanna Featuring Drake
“Cheap Thrills” – Sia Featuring Sean Paul
“Stressed Out” – Twenty One Pilots

Agora, a análise!

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Previsões para o Grammy 2017 – Edição com estrelas e bicicletas

Esse ano parece que as pessoas ficaram mais ansiosas para as previsões do Grammy 2017. Eu não sei se é por causa da própria tensão que o prêmio mais importante da música traz – especialmente com o vazamento das submissões (e a gente tem a chance de xingar nossos artistas que fizeram caquinha na submissão – né FRANK OCEAN?); ou porque a gente já está escaldado de injustiças nos últimos anos. Mas como a gente gosta de sofrer, estamos aqui com a segunda parte das previsões para o Grammy, sempre incluindo o momento pós-Julho onde realmente tudo aconteceu.

Agora, a pergunta é: por que o post se chama “edição com estrelas e bicicletas”? Simples. Finalmente temos indicados mais fechados que no meio do ano, e podemos fechar questão sobre uma série de indicados que estavam enfiados lá nas wild cards e que chegaram à primeira divisão do nosso exercício de futurologia!

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Previsões para o Grammy 2017

GRAMMYS_logo_backplateUPDATE! https://duastintasdemusica.wordpress.com/2016/11/06/previsoes-para-o-grammy-2017-edicao-com-estrelas-e-bicicletas/

Chegamos no mês em que todo mundo começa a especular sobre as indicações ao Grammy 2017. Antes mesmo do fim do período de elegibilidade, os jornalistas na gringa começam a fazer previsões e pensar em quais álbuns até o momento estão mais próximos de fazer o corte final.

Aqui não é um jornalista gringo, mas eu sempre faço essas previsões desde a criação do blog – tanto agora em Julho quanto lá pra Setembro/Outubro, após o período de elegibilidade – tanto para ver como está o ambiente para a popsfera para indicações ao Grammy; quanto pra gente brincar de futurologia. Afinal de contas, o próximo ano promete ser mais incrível e polêmico que no último Grammy!

Quer saber se o seu artista favorito pode fazer parte do corte final? Então clique em continuar lendo! *lembrando sempre que eu brinco de futurologia no pop field e no general field 😉

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Indicados ao Grammy 2016 [6] Álbum do Ano

O prêmio principal da noite, aquele que todos os grandes artistas querem, em diferentes estágios da carreira, é o de Álbum do Ano. O principal prêmio do Big Four é a consagração, a confirmação de uma trajetória bem sucedida ou o surgimento de um grande artista – ou mesmo a compensação por anos de indicações malsucedidas.

Entre os vencedores já tiveram clássicos atemporais (“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, Beatles, 1968); o mesmo artista duas vezes seguidas (além do Frank Sinatra em ’66 e ’67, Stevie Wonder teve esse privilégio em 1975 com o “Innervisions” e no ano seguinte com “Fulfillingness’ First Finale”); recordistas (um tal de “Thriller” em 1984, de um mocinho chamado Michael Jackson; além daquele senhorzinho Santana em 2000); trilhas sonoras marcantes (além de “Saturday Night Fever” em ’79, Whitney Houston levou com a trilha de “O Guarda-Costas” em 1994; sem contar a trilha de “E Aí Meu Irmão, Cadê Você”, em 2002); arrasa quarteirões (“21”, alguém? – 2012) e vitórias envoltas num ambiente de “what?” (estou falando de você, Beck, e o “Morning Phase”).

Os indicados este ano compõem um espectro que representa bem como a bancada do Grammy estrutura seus indicados – um representante pop, outro R&B/urban, outro country, outro indie e um de hip hop. Por vezes, o representante de R&B é o representante do hip hop, os indies ficam de fora da equação, ou como neste ano, não teve um grande rock act fazendo o corte final, porque algum gênero diferente se destaca no ano anterior ou tem um álbum extremamente bem sucedido por aí (ou as divisões de votos fizeram vítimas aqui). Anos extremamente pop já estiveram presentes (como em 2012, na vitória do 21, com três indicados pop, um rock – Foo Fighters – e um mais eletrônico, o “Born This Way” da Gaga). Este ano foram mais álbuns de R&B contemporâneo (dois, o da Beyoncé e do Pharrell), com dois álbuns pop na equação e um de rock. Se formos para um passado mais distante, a predominância de um gênero se torna uma lógica fortíssima na escolha de álbuns para compor a lista final de indicados – como em 1978, quando entre os cinco indicados, apenas dois não eram álbuns de rock – justamente a trilha sonora de Star Wars (!!) e o comeback de James Taylor com o “JT”. Os outros eram “Aja”, do Steely Dan (classificado como jazz rock), o clássico “Hotel California” do Eagles e o vitorioso “Rumours”, do Fleetwood Mac.

Pois bem, como o ano de elegibilidade foi um dos mais diversos musicalmente dos últimos tempos (refletindo este período bem específico da música em que você não sabe exatamente o que está fazendo sucesso – e que brand seguir), hora de conferir os indicados e as análises para Álbum do Ano:

Alabama Shakes, “Sound and Color”
Kendrick Lamar, “To Pimp a Butterfly”
Chris Stapleton, “Traveller”
Taylor Swift, “1989”
The Weeknd, “Beauty Behind the Madness”

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Previsões para o Grammy 2016 – The Madness Edition

A melhor coisa sobre as especulações em torno do Grammy é justamente essa época do ano – quando vazam as submissões enviadas pelas gravadoras à bancada de jurados, para a partir daí, eles fazerem o corte final dos indicados ao prêmio mais famoso da música. A partir dessa lista, a gente já pode fazer especulações mais direcionadas e tentar pensar quem serão os indicados de fato para o Grammy.

Eu tinha feito uma previsão anterior no final de julho, baseado no que já tinha sido lançado até aquela data. Mas nos últimos dois meses um verdadeiro turbilhão passou pela música pop, e não dá pra negar o peso dessas mudanças no xadrez que são as indicações ao Grammy. Por isso, como a minha análise se restringe ao pop field, basta dizer que, além dos indicados já serem de domínio público, algumas adições bem curiosas no Big Four precisam ser ressaltadas. Por isso o subtítulo do post ser “The Madness Edition”

Para bom entendedor…

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