Indicados ao Video Music Awards 2017 [3] Vídeo Dance

Mesmo com o fim do eletropop como força motora da música pop, os DJs de EDM ainda continuam bombando e sempre fazendo parcerias com astros pop, tornando música para as pistas hits crossover. Por isso a categoria de Melhor Video Dance do Video Music Awards continua tão relevante.

No entanto, neste ano, ao invés de avaliarmos os grandes vídeos do gênero, teremos que pensar em brigas de fandom, já que dois dos hits do ano tem como featurings artistas com fã-base fiel. Por isso, hora de conferir quem está mais próximo do Moonperson – e quem pode roubar a cena nessa briga.

Confira os indicados:

BEST DANCE
Zedd and Alessia Cara – “Stay”
Kygo x Selena Gomez – “It Ain’t Me”
Calvin Harris – “My Way”
Major Lazer ft. Justin Bieber and MØ – “Cold Water”
Afrojack ft. Ty Dolla $ign – “Gone”

Agora é hora da guerra dos fandons, estrelando as Beliebers – afinal de contas, “Cold Water“, o vídeo do Major Lazer, tem participação especial do Justin Bieber (além da MØ). É evidente que ninguém aparece no clipe, apenas quatro dançarinas numa frenética e vibrante coreografia em lindos cenários naturais dignos de istock. Não é exatamente o melhor dos vídeos (e não foi um momento da cultura pop como “Sorry”, que era um vídeo de fôlego mesmo num fundo branco e várias pessoas dançando), mas a fotografia é muito boa – limpa, bem escolhida, com foco nas belezas naturais mescladas às dançarinas, que graças às interessantes escolhas da direção, apareciam ora em plano aberto ora em planos médios; assim como a edição bem feita que combinava perfeitamente com os momentos da música.

Não é um vídeo com bastante replay value, mas é um contender formidável para esta categoria – a música se adequa, o clipe eleva a música, tem mais de 150 milhões de views (apesar do lyric ter uma quantidade mais expressiva, cerca de 800 milhões) e ainda tem o Bieber no meio. Provável favorito.

 

Já os Selenators tem outro motivo pra torcer pela Selena Gomez – em mais um vídeo que ela não aparece, “It Ain’t Me”, do Kygo. A música é mais uma na leva de EDMs mais orgânicos que tomaram 2015-17 de assalto (só ver os últimos sucessos dos Chainsmokers + as tentativas de retorno do David Guetta, mas especificamente, teríamos que voltar até 2013 com “Wake me Up” do Avicii pra ver esse modelo explodindo de forma crossover), com uma pegada acústica no violão e a voz suave da Selena conduzindo a música com bastante inteligência. O vídeo é a história de um motoqueiro que sofre um acidente e fica em coma; e enquanto a namorada cuida dele no hospital, o rapaz passa por situações alucinantes dentro do coma – que só será superado pelo poder da música.

O clipe é bem feito e tem interessantes efeitos visuais, assim como a edição que também acompanha os momentos da música e eu curto muito a escolha do túnel e da caverna repletas de luzes mostrando o local onde o moço está durante o coma.  E o trecho final da “música ajudando a acordar o rapaz” é muito boa. Não é outro vídeo com grande potencial de replay value, mas tem historinha, é bem conduzido e seria um bom vencedor do Moonperson. E com a fã-base da Selena por trás, não se surpreenda se o vídeo for escolhido.

Agora, quem pode correr por fora nesta disputa – seja por votação ou pela MTV mexendo os pauzinhos, é o vídeo de “Stay”, parceria do Zedd com a Alessia Cara. A canadense talvez seja a grande surpresa entre os indicados desta edição, abocanhando até uma vaga em Vídeo do Ano, e neste clipe em específico, bem que ela (e o Zedd) merecem a chance. No vídeo, onde os dois aparecem, os dois artistas são protagonistas de uma história de possibilidades e repetecos dignas de “Feitiço do Tempo” + qualquer filme de viagem no tempo que você tenha assistido, onde uma ação desemboca uma reação de surpreendentes consequências (não direi quais são pra não dar spoiler se vc nunca viu o vídeo). O clipe é muito geração Y/Z, turminha tumblr com filtro feito no VSCO, momentos cool e realmente, a Alessia Cara é a cara da geração tumblr/pinterest – ela tem um jeito naturalmente descolado que funciona bem em vídeos como esse (e a própria letra tem muito a ver com o vídeo e o jeito dela).

Pelo fandom ser menor, eu acho que seria um potencial azarão, mas a música foi um hit bem sucedido nos EUA e um dos artistas envolvidos tem um crescente apelo com o público teen, o que pode ampliar as chances – e o vídeo é bem mais “representativo” desse momento da cultura pop e das ansiedades juvenis que os outros prováveis vencedores. E só de ter os artistas participando no clipe me dá uma estranha sensação de conforto.

E vocês, o que acham? Quem pode levar o Moonperson?

Indicados ao Video Music Awards 2017 [2] Melhor Colaboração

A categoria de “Melhor Colaboração” no Video Music Awards surgiu em 2007 com o nome de “Most Earthshattering Collaboration”, o que quer que esse troço signifique (foi naquele ano em que todas as categorias tiveram os nomes modificados), e durou apenas aquela edição. Esse award sumiu por dois anos seguidos e voltou a ser premiado em 2010, prosseguindo até hoje.

Num século em que colaborações entre artistas são essenciais para o sucesso de determinadas faixas – e ainda ajudam a lançar novos nomes na cena, essa categoria acaba se tornando uma das indispensáveis dentro do VMA (e por consequência, em outros awards importantes de música). Por isso, a categoria este ano me parece tão confusa e com possibilidades interessantes de vitória.

(que parecem anticlimáticas pensando que “Despacito” não foi indicada e um vídeo com TRÊS BILHÕES DE VISUALIZAÇÕES foi ignorado)

Primeiro, os indicados:

BEST COLLABORATION
Charlie Puth ft. Selena Gomez – “We Don’t Talk Anymore”
DJ Khaled ft. Rihanna & Bryson Tiller – “Wild Thoughts”
D.R.A.M. ft. Lil Yachty – “Broccoli”
The Chainsmokers ft. Halsey – “Closer”
Calvin Harris ft. Pharrell Williams, Katy Perry & Big Sean – “Feels”
Zayn & Taylor Swift – “I Don’t Wanna Live Forever (Fifty Shades Darker)”

Maior favorito: o maior sucesso tem mais chances, e da lista que a MTV ofereceu, quem tem mais chances de ganhar o Moonperson (o nome do troféu mudou, partindo da nova abordagem da emissora com prêmios não mais separados por gênero) é seguramente “Closer“, do The Chainsmokers com a Halsey. Apesar de “antigo” em relação aos outros indicados, a música foi um dos maiores hits do ano passado, e mesmo tendo sido lançado após o boom da música (e não antes do estouro, para ajudar a hitar, como geralmente acontece), o clipe foi bem produzido e tem uma historinha que faz algum sentido em relação à letra. É o natural favorito, mesmo que em relação à fanbase, tenham outros concorrentes mais fortes ao prêmio.

Mas lembre-se sempre: você até vota, mas quem dá o prêmio é a MTV.

(minha nossa, esse moço do Chainsmokers é péssimo cantando)

Concorrentes“I Don’t Wanna Live Forever (Fifty Shades Darker)” chegou ao #2 na Billboard, tem dois artistas com fandom grande (apesar do Zayn não ter alcançado nada com aquele single derivativo “Still Got Time”) e além da música ser muito boa, o vídeo tem uma ambientação e uma sensualidade sutil que vale a pena acompanhar até o fim. Na verdade, a “sensualidade sutil” fica por conta do britânico, que até parado num elevador é sexy, e cuja voz funciona MUITO bem na música – é impressionante o quanto o vocal juvenil da Taylor, com leves vibrações country, fica deslocado numa faixa R&B-influenced. Mas é um belo vídeo, que vende tanto a música quanto a ideia sensual do filme (Cinquenta Tons Mais Escuros) e a música fez sucesso. A diferença entre essa faixa e “Closer” é que Zayn e Taylor tem fandom suficiente pra votar até cair o dedo – e de certa forma, é mais um round do feud entre Taylor e Katy nessa categoria, né?

(esse Zayn é um negócio, viu?)

“Wild Thoughts” conseguiu chegar ao #1 no iTunes, chegou a #2 na Billboard Hot 100. Ou seja, é hit (e a MTV procura justamente isso em seus vencedores, não importando a qualidade do vídeo), e afortunadamente, tem um bom vídeo, que não é uma Brastemp (basicamente é a Rihanna sensualizando e andando num cenário tropical com looks fashion matadores, DJ Khaled gritando DJ KHALED e o Bryson Tiller em outro lugar do vídeo, iluminado por luzes quentes), mas é recente e tá na memória coletiva, o que ajuda bastante nas votações e na escolha final da emissora para entregar o Moonperson. A Navy é sempre sedenta em premiação com escolha do público e quem não quer ver o Asahd subir com o pai pra receber mais um brinquedinho, né? A única implicação do vídeo é ser muito recente. Há hits maiores e mais longevos que merecem ser lembrados (e já que não tem “Despacito”, né…). Classifico como azarão aqui, com menos chances que por exemplo, “I’m The One” na categoria de hip hop.

(esse sample é muito bem colocado na música, impressionante)

Agora, como a gente sabe que a MTV é sacana, não duvide de que ela esqueça qualquer lógica e dê o prêmio de Melhor Colaboração para “Feels” do Calvin Harris/Pharrell/Big Sean/Katy Perry apenas pelo fato da Katy ser a host e a concorrência aqui estar menos complicada que em Best Pop, onde tem MUITO artista com fandom grande disposto a votar até o fim dos tempos. Marque minhas palavras.

E vocês, o que acham? Quem vai levar essa categoria?

 

Indicados ao Video Music Awards 2017 [1] Melhor Vídeo Hip Hop

O rap teve um ano mágico – no período de elegibilidade para o Video Music Awards, foram quatro músicas que chegaram ao topo das paradas, além das faixas de urban/hip hop que alcançaram o top 10 da Billboard e mantiveram um dos anos mais masculinos dentro da popsfera (“Juju on the Beat”, “Mask Off”, “iSpy”, “DNA.”, “XO TOUR Llif3”, qualquer música do Drake, e segue a lista). Parece 2004 all over again, e se para uma parte do público essa dominância deixa o pop para trás, esse poder prova que o hip hop se tornou o gênero mais ouvido nos EUA, superando o rock.

É importante ressaltar que essa reemergência do rap na cena não vem de hoje – desde a queda do eletropop como força máxima no pop, ali por 2013-14, e uma certa reorganização das forças com o tropical house que todo mundo andou fazendo em 2015-16, o urban vinha dando sinais de retorno. Mas em 2016 a coisa explodiu e hoje vemos a consequência, com um top 10 urban-oriented, rappers de vários estilos e sonoridades emplacando top 10, artistas femininas de R&B tendo a chance de lançar álbuns em #1 ou escapar do nicho (como SZA) e o Spotify dominado por rappers, tanto nas playlists mais ouvidas quanto nos charts.

Pensando nisso, os indicados aqui a melhor vídeo de Hip Hop do VMA 2017 acabam sendo bem representativos em relação à variedade na sonoridade, apelo mainstream e estilo dentro do rap. Hora de conferir quem são eles e quem tem mais chance de levar o Moonman.

BEST HIP HOP
Kendrick Lamar – “HUMBLE.”
Big Sean – “Bounce Back”
Chance the Rapper – “Same Drugs”
D.R.A.M. ft. Lil Yachty – “Broccoli”
Migos ft. Lil Uzi Vert – “Bad & Boujee”
DJ Khaled ft. Justin Bieber, Quavo, Chance the Rapper & Lil Wayne – “I’m The One”

 

Entre os seis indicados, quem tem mais chances de levar o Astronauta?

Favorito: “HUMBLE.” não é apenas o melhor clipe e a melhor música dentre os que foram hits e #1, mas ambos foram aclamadíssimos, com doses iguais de praise e polêmica (deem um google sobre a treta da “beleza natural” que o Kendrick fala na música e mostra no clipe). Com efeitos visuais dignos de cinema, uma fotografia incrível, trabalho de direção notável e referências religiosas e artísticas que são óbvias sem parecerem “na sua cara” (analogias religiosas que o Kendrick sempre vem inserindo em suas obras) – e até mesmo as referências “ostentação” são interessantes, e até com um toque de humor – é um daqueles videos que você poderia assistir numa boa no Cinemark que faria todo o sentido. Favoritíssimo.

Agora, indicação a Melhor Coreografia é demais, né MTV?

Quem tem chance de tirar?

Rivais: “I’m the One” foi outro hit e também foi #1, mas entre os vídeos indicados, é mais um mega clichê estereotipadíssimo de clipe de rapper – festa com gente sem roupa (geralmente mulheres), charutos e ilícitos, champanhe e uma mansão lindíssima, sem contar o Justin Bieber fazendo cosplay de hood e hustla. A faixa é chiclete, mas cringe, só que 1. foi hit, tá na memória das pessoas; e 2. a possibilidade de Bieber levar outro VMA. As beliebers vão votar com força nessa categoria (assim como em Dance Video). Ou seja, é hit e pode trazer audiência? Tem chance da MTV entregar o prêmio pra essa turma. E quem não vai querer ver DJ Khaled levando o filho Asahd ao palco pra receber o novo brinquedinho dele?

(mas hit factor só não vale pra Despacito, né?)

“Bad and Boujee” do Migos com o Lil Uzi Vert, curiosamente, teve mais semanas em #1 que os outros possíveis vencedores (três semanas não consecutivas), mas foi um baita viral, citado até pelo Donald Glover no Globo de Ouro e ainda colocou o Migos no mapa dos featurings (especialmente o Quavo, de uma forma inexplicável – STOP MAKING QUAVO HAPPEN). Entre os possíveis vencedores, o vídeo segue uma linha de raciocínio mais divertidinha que “I’m the One”, por exemplo, mostrando três mulheres bonitas, elegantes e ricas fazendo coisas comuns em ambientes cotidianos. Parece até uma brincadeira com esse universo-ostentação estereotipado hip hop, que traz um resultado estético curioso – especialmente porque os Migos estão nesse clima ostentação, com vários acessórios de ouro. Tem chances pelo hit factor e o viral.

(sempre bom repetir STOP MAKING QUAVO HAPPEN)

 

Agora, se a MTV estivesse fora da casinha, daria uma chance pra “Same Drugs”, do Chance the Rapper. O clipe tem uma estética retrô, VHS, com um vídeo completamente nonsense em que ele toca piano e canta ao lado de um Muppet-meets-personagem do Castelo Rá-Tim-Bum numa realidade alternativa em que todo mundo no vídeo É UM MUPPET.

 

E vocês, acham que esse Moonman é do K-Dot ou podemos ter surpresas no meio do caminho?

Previsões para o Grammy 2018 [edição 24 quilates]

A melhor época do ano chegou! Junho-julho é o período em que os jornalistas gringos começam a especular sobre as indicações ao Grammy 2018, e apesar do meu oráculo favorito Paul Grein ainda não ter informado quais são os palpites dele, vou me adiantar e brincar de futurologia logo. (especialmente porque ano passado protelei até não poder mais essa postagem)

Pra quem já acompanha este humilde blog, eu geralmente faço duas postagens – uma agora em Junho/Julho e a outra lá pra Setembro/Outubro, após o período de elegibilidade, porque geralmente vazam as submissões das gravadoras e a gente vai confirmando quem fez escolhas boas e quem cagou nos artistas.

As previsões começam após o pulo – com foco em Pop Field e no General Field – mas como vocês viram pelo título, tem algo um tanto diferente nesta previsão…

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As narrativas do Grammy [3] Gravação do Ano

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No Big Four do Grammy Awards, as narrativas nunca estão sozinhas, elas dependem dos entrechos de outras categorias. Quem ganha em seus fields nas categorias de song/performance tem mais chances aqui; e discutindo os álbuns, quem leva o field tem meio caminho andado para o principal prêmio.

Falando em Gravação do Ano, que celebra as melhores produções do período de elegibilidade, trata-se de uma categoria onde os grandes sucessos se encontram. Mas também temos narrativas aqui, e 2015-16 foi um momento em que as bolhas social e musical se mesclaram de uma maneira surpreendente especialmente no big 4 – o  que pode criar algumas narrativas e divisões interessantes (ou surpresas imprevisíveis) no grande dia. Algumas dessas narrativas continuarão resistindo, outras não.

Hora de falar dos indicados, com análise após o pulo:

GRAVAÇÃO DO ANO:
“Formation” – Beyoncé
“Hello” – Adele
“7 Years” – Lukas Graham
“Work” – Rihanna Feat. Drake
“Stressed Out” – twenty one pilots

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As narrativas do Grammy [2] Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo

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A categoria de Performance Pop por Duo ou Grupo é sempre um espaço onde os grandes hits se encontram, já que a narrativa mais recente do pop acabou girando em torno das colaborações (e curiosamente, esse encontro entre as categorias antigas – Colaboração Pop com Vocais e Melhor Performance por um Duo ou Grupo com Vocal, junto com a categoria instrumental – é algo que fez mais sentido que juntar as categorias de gênero numa só), e como esses encontros fizeram sucesso e lançaram carreiras (a trajetória de um dos últimos vencedores nessa categoria se deu justamente por causa de um featuring). Por isso, é sempre interessante ver quais são os nomes que aparecem aqui no corte final do Grammy, especialmente porque durante as minhas previsões, essa categoria era algo tranquilo que virou uma grande confusão… E cujo candidato favorito da pessoa que vos escreve mal chegou na lista final.

Pois bem, diante de grandes hits que dominaram um ano curioso, em que lembramo-nos muito mais dos artistas como entidades únicas do que das colaborações entre eles (sorry, mal me recordo da dupla Closer), o hit com envolvidos mais poderosos da indústria pode ser o vencedor natural da categoria.

Por isso, a narrativa aqui é: quem tem chances de tirar o Gramofone das mãos de Rihanna e Drake?

Primeiro, os indicados:

Best Pop Duo/Group Performance
“Closer” – The Chainsmokers Featuring Halsey
“7 Years” – Lukas Graham
“Work” – Rihanna Featuring Drake
“Cheap Thrills” – Sia Featuring Sean Paul
“Stressed Out” – Twenty One Pilots

Agora, a análise!

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As narrativas do Grammy 2017 [1] Melhor Performance Pop Solo

 

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O Grammy, como qualquer outra premiação, é construído por narrativas, que vão se descortinando durante o ano (de elegibilidade) até chegar ao ponto de explosão – o momento das indicações, quando as histórias que acompanhamos (o grande comeback, o grande álbum, o coming-of-age, o azarão) se encontram numa categoria para definir qual é a história que a Academia decidiu comprar e adotar.

Dessa forma, as narrativas que se apresentam para a categoria de Melhor Performance Pop Solo, onde se encontram as duas grandes artistas femininas do ano – Adele e Beyoncé – estão entrelaçadas pelas histórias delas, de outros artistas em destaque e das tendências musicais de um período curioso para a música pop, onde vemos aspectos técnicos, artísticos e sociais se misturando dentro da cultura pop.

Primeiro vamos aos indicados!

Best Pop Solo Performance
“Hello” – Adele
“Hold Up” – Beyoncé
“Love Yourself” – Justin Bieber
“Piece By Piece (Idol Version)” – Kelly Clarkson
“Dangerous Woman” – Ariana Grande

Agora é a hora da análise!

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