Previsões para o Grammy 2018 [2] O ônibus lotou

Como diria um grande pensador contemporâneo, “it’s tradition now”. Após aquela primeira leva de previsões para o Grammy 2018, avaliando o espectro musical entre o final do ano anterior e o primeiro semestre de 2017, hora de ver de que forma as submissões das gravadoras podem ajudar nas novas configurações da nossa futurologia, seja para o bem ou para o mal.

O “problema feliz” de 2018 é que de junho a setembro muitos singles e artistas tiveram destaque, correndo o risco de 1. muita gente boa ficar de fora do corte final; 2. determinadas categorias não terem acts favoritos. Nosso foco – as usual – é no Pop Field e no General Field.

Segue o pulo!

Melhor Álbum Pop

Com a revelação das submissões de dois players importantes para esta conversa, já dá pra definir que a briga vai ser interessante para fechar o corte final aqui em Álbum Pop. Primeiramente, um move que eu estava adivinhando há alguns meses realmente ocorreu – a Atlantic submeteu o “24k Magic” do Bruno Mars em R&B, um caso bem óbvio porque o CD é R&B. Agora o próximo passo é levar a votação à frente; mas até prova em contrário, consideremos o Bruno lock no corte final de Melhor Álbum de R&B.

Além do havaiano, Harry Styles e a gravadora enviaram o self-titled pro Rock field. Nada contra, o CD é de Rock, mas o meu medo é de que ele seja esquecido no churrasco por preconceito do comitê de votação porque o rapaz é ex-membro de boyband.

Por isso, abrem-se duas vagas que serão bem disputadas por artistas com sonoridades bem distintas.

Locks

Ed Sheeran – “÷”
Lorde – “Melodrama”

Sheeran tem o álbum com o hit do ano e excelentes vendas; e a Lorde tem o álbum pop mais aclamado.

Prováveis finalistas

Lady Gaga – “Joanne”
Imagine Dragons – “Evolver”

Lady Gaga é uma vencedora anterior dentro da categoria e eu ainda não comprava muito a indicação dela, mesmo com o renascimento de “Million Reasons”, graças à imprevisibilidade da situação do Bruno. Agora, ela tem chance de fechar a conta aqui, exceto se o Grammy considerar que o único elemento de destaque da era foi o single. Já a inclusão do Imagine Dragons, popular banda de rock, se deve ao fato de que eles submeteram o álbum em POP (apesar do CD ser mais rock que outra coisa; mas se te faz feliz…), e com boas vendas e dois hits, não faz sentido o Grammy ignorá-los.

Shot in the dark

Kesha – “Rainbow”
Demi Lovato – “Tell Me You Love Me”

A Kesha teve um dos álbuns mais bem recebidos do ano e o som é exatamente aquilo que a bancada do Grammy curte, mas a falta de histórico com a Academia pesa muito contra ela. Já a Demi, indicada a Álbum Pop por um álbum pior, tem chances interessantes com um CD com mais “cara de Grammy”, mas ter lançado muito perto do fim do período de elegibilidade pode afetar as chances. Acho que ela pode emplacar uma indicação surpresa por Pop Solo.

Na minha cabeça ficariam:

Ed Sheeran – “÷”
Lorde – “Melodrama”
Lady Gaga – “Joanne”
Imagine Dragons – “Evolver”
(quinto indicado que pode ser um dos meus chutes ou algum act das antigas retirado do éter)

Melhor Performance Pop Solo

Shape Of You (Official Single Cover) by Ed Sheeran.pngOs movimentos do Bruno Mars e da Atlantic praticamente abriram caminho para uma deliciosa briga de FOICE pela quinta indicação a Pop Solo, apesar de algumas players que tinha citado no começo das discussões terem sido esquecidas no meio do caminho. No geral, como até setembro vários artistas A-List lançaram forte material solo, o fato é que as estrelas se acomodariam nas quatro primeiras levas e a quinta seria alguma surpresinha pelo caminho. Já que a Atlantic submeteu tudo no R&B field, abre-se espaço para outra estrela (não aquela que você está pensando) entrar na vaga que era “teoricamente” do havaiano e a quinta é luta no gel pura.

Já disse que o ônibus lotou?

Locks

Ed Sheeran, “Shape of You”
Lady Gaga, “Million Reasons”
Lorde, “Green Light”

O maior hit solo do ano não pode ficar de fora; “Million Reasons” é capaz de carregar Gaga até o Big Four; e “Green Light” é a melhor (única) chance da Lorde com singles. Esqueçam essa indicação zoada de “Homemade Dynamite” com remix em Pop Duo.

Prováveis indicados: 

Kesha, “Praying”
Sam Smith, “Too Good At Goodbyes”

“Praying” foi o grande single solo do ano – pungente, emocionante, bem escrito, produção impecável e um comeback como se deve de uma artista que finalmente pôde mostrar sua voz. Acho que a indicação da Kesha vem daqui. E o novo single do segundo álbum do Sam Smith pode até não ser tão ubíquo quanto “Stay With Me”, mas nunca subestimem um vencedor antigo de Pop Solo, com vitórias em três de quatro categorias no Big Four.

Shot in the Dark:

Charlie Puth, “Attention”
Demi Lovato, “Sorry Not Sorry”
Taylor Swift, “Look What You Made Me Do”
Kelly Clarkson, “Love So Soft”

Eu sei que vocês vão me matar com essa lista, mas eu tô partindo da lógica: apesar de LWYMMD ter sido hit, todo mundo ter falado da música e todas as polêmicas, é uma faixa que também não foi tão “ubíqua” quanto, por exemplo, “Shake it Off”, que tem praise universal (ao contrário do single novo da Taylor, que teve muita gente torcendo o nariz  por aí) e foi indicada a Pop Solo. Além disso, TGAG, mesmo com aquele cheiro de repeteco, é uma música melhor. Mas se a Academia indicar a Taylor, não seria uma surpresa; afinal de contas, é a Taylor Swift né – só que eles poderiam fazer isso em 2019, quando (se) ela trouxer um material melhorzinho com o “reputation”.

Já “Attention” e “Sorry Not Sorry” podem ser os azarões aqui – são sucessos de artistas em ascensão, indicados anteriormente, e mesmo que eu não seja uma das maiores fãs da música da Demi, é inegável que a faixa cresce muito; tirando os gritos exagerados do final, é uma performance controlada e bem trabalhada da cantora, e já consigo até imaginar aquele trechinho curto da música na hora da revelação dos indicados. E a música do Charlie Puth é um baita musicão, material de primeira linha que tem cara de Grammy-nominated sim.

E nunca deixem a Kelly Clarkson de lado. Fechou o olho ela tá indicada e com uma mão no Grammy.

Na minha cabeça fica:

Ed Sheeran, “Shape of You”
Lady Gaga, “Million Reasons”
Lorde, “Green Light”
Kesha, “Praying”
Sam Smith, “Too Good At Goodbyes”

 

Melhor Performance Pop por Duo ou Grupo

Aqui podemos dizer MESMO que o ônibus lotou! Não apenas porque as colaborações pop suspeitas de sempre The Weeknd - I Feel It Coming.pngpodem fazer o corte final, mas o fato é que os hits crossover podem aparecer aqui graças aos movimentos de acts que não são considerados pop. Por isso, muita gente vai sobrar, e se a sua fave ficar de fora, pode culpar ou o DJ Khaled (another one) ou o Calvin Harris.

O problema é que a onipresença do DJ Khaled nos charts (another one) com hits massivos de apelo crossover gerou a possibilidade da Epic (que deve estar de joelhos agradecendo a todas as deidades por algum artista do selo estar hitando pra dar um dinheirinho pra eles) enviar diversos singles do “Grateful” para vários fields. Por isso, “I’m The One”, colaboração-monstro com Lil Wayne, Quavo, Chance the Rapper e Justin Bieber, pode entrar no corte final, garantindo uma indicação dupla para o Bieber.

Já Calvin Harris, que submeteu o seu álbum “Funk Wav Bounces Vol. 1” em URBAN CONTEMPORARY (eu disse que os moves eram surpreendentes), pode entrar com “Feels”, collab com o Pharrell, Big Sean e Katy Perry – aliás, sinto que a única indicação dela será aqui viu…

De resto, eu vou elaborar essa lista de indicados novamente com os locks, prováveis indicados e os azarões – mas com uma lista final de seis indicados e não cinco.

Locks: 

 

“Despacito” (remix) – Luis Fonsi & Daddy Yankee feat. Justin Bieber
“Something Just Like This” – The Chainsmokers feat. Coldplay

Se não indicarem “Despacito”, é hora de queimar a Academia porque NÃO É POSSÍVEL né. E “Something Just Like This” é a canção mais forte dos Fumacinhas e tem o peso do Coldplay. Não vejo nenhum dos dois de fora.

Prováveis indicados: 

“I’m The One” – DJ Khaled feat. Justin Bieber, Quavo, Chance the Rapper e Lil Wayne
“Feels” – Calvin Harris feat. Pharrell, Katy Perry e Big Sean
“I Don’t Wanna Live Forever” – Zayn & Taylor Swift
“I Feel It Coming” – The Weeknd feat. Daft Punk

Eu queria muito ter mantido “I Feel It Coming” como lock (difícil ignorarem o Daft Punk), mas se a música tivesse sido mais bem sucedida nos charts, era obviamente até um concorrente forte contra “Despacito”. Mas IFIC, que merecia sorte melhor, veio e passou com menos fanfarra do que os singles do “Beauty Behind the Madness”, apesar de ter emplacado um top 10 na Billboard. Mas, como já dito, o Daft Punk é muito grande para ignorar.

“I’m The One” e “Feels” são os casos que eu comentei: colaborações high-profile de artistas que não são pop, mas suas músicas possuem um apelo crossover e fazem todo o sentido aqui. Já “I Don’t Wanna Live Forever” foi submetida tanto em Pop Duo quanto Música para Mídia Visual, e pode combar as duas indicações. Suspeito de que seja a única indicação a ser emplacada por Taylor aqui.

Shot in the Dark
“1-800-273-8255” – Logic feat. Alessia Cara e Khalid
“Thunder” – Imagine Dragons
“The Greatest” – Sia feat. Kendrick Lamar

“1-800-273-8255” é uma música de hip hop pop com a presença de três fresh artists da cena, que ganhou um boost absurdo desde o lançamento porque é uma faixa que trata sobre suicídio (esse número que dá nome à canção é o número que as pessoas ligam nos EUA quando elas tem algum tipo de pensamento suicida), num período super tenso de enfrentamentos e preconceito entre os americanos, e em tempos de “13 Reasons Why” colocando uma discussão grande sobre a questão do suicídio (qualquer que seja sua opinião sobre como foi tratado na série da Netflix), essa faixa é relevante o suficiente para chegar até aqui (além de ser, evidentemente, uma boa música). O problema é que os artistas não tem estofo em relação à concorrência, o que são alguns pontos a menos no caminho para o gramofone.

Quanto ao Imagine Dragons e seus movimentos, os bonitos enviaram “Believer” para rock e “Thunder” para Pop Duo. Deixo aqui como desencargo de consciência, porque acredito que eles emplacam a primeira no field original da banda e Pop Album, mas “Thunder” pode ser esquecidíssima no churrasco. 

Entre as colaborações pop do Kendrick Lamar este ano, a que vejo mais próxima de alguma chance de entrar no corte final é “The Greatest”, com a Sia. Não que seja uma canção INCRÍVEL ou uma colaboração impecável; mas a outra música dessa leva “farofa” submetida é “Don’t Wanna Know”, aquela NAPALM do Maroon 5… Melhor ‘The Greatest” mesmo.

Na minha cabeça ficariam:

“Despacito” (remix) – Luis Fonsi & Daddy Yankee feat. Justin Bieber
“Something Just Like This” – The Chainsmokers feat. Coldplay
“I’m The One” – DJ Khaled feat. Justin Bieber, Quavo, Chance the Rapper e Lil Wayne
“Feels” – Calvin Harris feat. Pharrell, Katy Perry e Big Sean
“I Don’t Wanna Live Forever” – Zayn & Taylor Swift
“I Feel It Coming” – The Weeknd feat. Daft Punk

General Field

Artista Revelação

Como eu devo ter explicado no título de forma bem contundente e em alguns momentos do post, “o ônibus lotou”. Este é um ano pouco usual, sem favoritos óbvios em Best New Artist, e muita gente boa surgindo no mesmo field – e considerando que o Grammy separa as categorias do Big Four por cotas de fields (ou seja, 1 pop, 1 R&B, 1 rock, 1 country e assim por diante), aqui a lógica é a mesma.

Na lista de submissões vazadas, alguns nomes que eu tinha pensado não deram as caras e outros estão bem vivos (como a SZA e a Julia Michaels). O corte final é bem interessante e acho que muitos acts de um mesmo field podem empurrar indicações – porque foi muita gente interessante surgida num mesmo field!

No fim do dia, a lista final pode ser:

Alessia Cara
SZA
Julia Michaels
Khalid
Cota Country (dividida entre Brett Young, Luke Combs e Old Dominon)

Apesar da Alessia Cara já ter um CD e ter aparecido na mídia no último período de elegibilidade, este ano ela permaneceu com bastante destaque na mídia – e ela ainda está dentro das regras para escolha dos indicados a Artista Revelação – ela tem um álbum ainda, teve destaque com três hits top 10. Ou escolhem ela ou escolhem ela, pelamor.

SZA e Khalid são duas revelações do urban/R&B com visibilidade de público e crítica – e SZA já emplacou feats com A-Lists como o Maroon 5 e a Rihanna (essa participação, aliás, foi anterior ao boom da artista). Nada mais justo que lembrar os dois dentro da categoria.

Já a Julia Michaels eu tô mega forçando a barra. Não tiveram acts pop de impacto no mercado em 2016-17 (o barulho que Zara, Dua e afins fizeram foi quase um estalinho de salão gente pfv), e a Julia só teve aquele top 10 com “Issues” e sumiu de cena. No entanto, como ela é compositora e a Academia adora se autocongratular…

Como estamos falando de cota nos fields (teen, pop, urban/R&B) faltou um field tradicional, e no caso trata-se do country. Tem três acts que o Grammy pode escolher – dois novatos roots, Brett Young e Luke Combs; e um com dois álbuns e um EP, Old Dominon. Os três tem prêmios e indicações no country e são bem recebidos por crítica e público; mas o terceiro é um act com sonoridade mais diversa, mesclando country e rock, o que pode ser um diferencial pra chegar até o corte final. Fiquemos de olho 😉

Record of the Year

O ônibus lotou aqui também, mas lotou de um jeito inesperado porque eu quero entender agora em que fields Humble kendrick lamar.jpgesses malucos estão se colocando. Serei bem sucinta e vou jogar aqui meu corte final, explicar o motivo, e listar alguns tiros no escuro.

“Shape of You”, Ed Sheeran (cota pop, um dos grandes hits do ano, de um artista indicadíssimo ao Big Four)
“Despacito” (remix) – Luis Fonsi & Daddy Yankee feat Justin Bieber (cota do hit -ver “Work”, “Uptown Funk”, “All About that Bass” e longa lista. Maior hit do ano, grande momento cultural e se for esnobado, vem meteoro porque a gente estragou tudo)
“Humble.”– Kendrick Lamar (cota de rap, um dos grandes hits do ano, de um artista indicadíssimo ao Big Four)
“Run” – Foo Fighters (cota rock, eles são consagradíssimos, tem indicações anteriores no Big Four e já que o Imagine Dragons tratou de enviar a canção pop deles pra cá…)
“24k Magic” – Bruno Mars (agora a gente pode chamar de cota R&B, e mesmo com outros nomes do mesmo estilo e com mais tempo dentro da categoria, é seguramente o artista mais famoso e com duas vitórias recentes e próximas no Big Four)

Shot in the dark:

“Redbone”, Childish Gambino; “Green Light”, Lorde; “Look What You Made Me Do”, Taylor Swift; “Love Galore”, SZA feat. Travis Scott”; “I Feel it Coming”, The Weeknd feat. Daft Punk

 

Lady Gaga lies in a field of grass in this black and white photograph.Song of the Year

A possibilidade dos indicados serem distintos de Gravação do Ano é bem grande, especialmente porque tem grandes canções com produções que não são exatamente uma brastemp – mas que tem letras interessantes e melodia agradável; assim como músicas que unem o útil ao agradável e combam nas duas categorias.

“Humble.”, Kendrick Lamar
“Shape of You”, Ed Sheeran (apesar de desconfiar de que existe uma possibilidade mínima dele ser egitado aqui. Era para submeter “Castle on the Hill” oras!)
“Million Reasons”, Lady Gaga (aqui eu posso deixar como lock. Difícil ignorar Hillary Lindsay, indicada duas vezes nessa categoria)
“No Such Thing As A Broken Heart”, Old Dominion (caso eles emplaquem indicação a Artista Revelação, seria bem interessante vê-los aqui em canção. A música é um top 50 no Hot 100 e ficou em primeiro lugar nas rádios Country.)
“Green Light”, Lorde (apesar de achar esse corte final pop demais pro meu gosto, Lorde já ganhou aqui antes e não deve sr ignorada no final cut)

Shot in the Dark:

“Body Like A Back Road”, Sam Hunt; “1-800-273-8255”, Logic feat. Alessia Cara e Khalid;  “Look What You Made Me Do”, Taylor Swift; “That’s What I Like”, Bruno Mars; “I Feel it Coming”, The Weeknd feat. Daft Punk

Álbum do ano

Antes de definir as minhas previsões finais, passei alguns dias acompanhando discussões relacionadas às apostas, o que poderia ser submetido e as chances de cada artista. Eu fiquei verdadeiramente surpresa quando vi que algumas apostas e desconfianças deles eram coisas que eu nem pensava e nomes óbvios para mim foram esquecidíssimos por eles. Noves fora, pensei, pensei e pensei, e decidi escrever os cinco indicados que eu acredito fazerem parte do corte final e porque acredito que eles chegarão lá – mesmo que o motivo seja: cara, GERAL tá apostando neles.

Ed Sheeran, “÷” (o lançamento pop bem sucedido do ano, teve recordes no Spotify e vendas físicas, um dos grandes #1 do ano e não tem como negar que no pop field, Ed Sheeran dominou, especialmente o primeiro semestre. O problema é que a crítica não curtiu muito o CD não…)
Kendrick Lamar, “DAMN.” (o lançamento rap bem sucedido do ano, recordes no Spotify e vendas físicas, é mais um álbum do K-Dot de praise universal, e conseguiu unir a qualidade inquestionável de seu som com um apelo comercial irresistível – e não é isso que o Grammy procura?)
Father John Misty, “Pure Comedy” (o álbum alternativo que sempre entra na cota, tem aclamação no Metacritic de 85 e ainda chegou ao topo dos charts de Rock, Alternative e Folk. É a clássica opção “safe” da Academia se não quiser dar o prêmio pro Kendrick, por exemplo – e GERAL tá apostando que vai entrar no corte final)
Bob Dylan, “Triplicate” (vi gente apostando no Leonard Cohen como cota “artista experiente e lendário” com uma indicação póstuma, mas ainda acho que o Dylan tem chance. O álbum tem praise e o nome do Dylan, já vencedor de dois gramofones de Álbum do Ano anteriormente, confere ainda mais peso e valor à premiação)
Bruno Mars, “24k Magic” (é a cota R&B, evidentemente, da premiação, a crítica do CD foi bem mais positiva do que com o Sheeran, está bem estável em vendas nos EUA, teve dois hits e dois detalhes especiais: tem o peso de duas vitórias seguidas no Big Four e várias indicações; e o apelo crossover musicalmente e como produtor dentro da Academia que pode considerá-lo um curioso azarão. Nunca subestime um azarão)

 


denise eu não aguentava mais! Agora é com vocês! O que acharam das previsões? Fariam alguma mudança, acham que eu esqueci alguém ou pensam que a Taylor será lembrada em todas as categorias? Fiquem à vontade para comentar!

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17 comentários sobre “Previsões para o Grammy 2018 [2] O ônibus lotou

  1. Oii Marina

    Então, minha duvida de uns dias para cá é, Havena uh na na. O single tem recebido uma grande atenção, será que veremos a menina Camila sendo indicada em ROTY e até em Best New Artist ?

    Bjs adoro o blog

    • Oi, tudo bem? Best New Artist não pode acontecer porque ela já ficou conhecida anteriormente num grupo famoso (o Fifth Harmony), então ela não se apresenta exatamente como “nova artista” (o mesmo vale pro Harry Styles). Já o single acho que é mais complicado. Se tem alguma possibilidade de chegar em algum lugar, seria em Pop Duo, mas a música aconteceu mesmo depois do período de elegibilidade, então eu não cravo nem como azarão. Mas não duvido de que a Academia convide a Camila pra se apresentar na premiação.

  2. Meus palpites com base nos anos anteriores(por artista, não por categoria) :

    Taylor: apesar de LWYMMD ser horrível e a recepção crítica ter sido negativa, não é do feitio do Grammy ignorar um artista querido com sucesso comercial. Duvido que ganhe algo, mas acho provável ter várias indicações, até no General

    Katy: Duvido que tenha alguma indicação(nem por Feels), pelo simples motivo de ela estar em baixa, com a imagem manchada. E a gravadora errou nas submissões.

    Gaga: Million Reasons está longe de ser esse sucesso todo, se for indicada a alguma do Big 4 será por ser da Gaga e não pelo desempenho. Até Formation e Drunk On Love foram ignoradas pelos votantes e Formation só foi indicada graças ao comitê, o que duvido que se repita com a Gaga, que não tem o mesmo respaldo da Bey no Grammy. Aposto em Pop Album e Pop Solo, mas sem vitórias.

    Kesha e Lorde: Não me surpreenderei se forem totalmente ignoradas. Lorde tem mais chance que a Kesha por já ter Grammys e mais praise da crítica, mas ainda assim não aposto com segurança, 40% de chances de serem esnobadas.

    Kendrick e Ed serão indicados em tudo e acredito que o Kendrick leve AOTY. Se não for ele, não será um artista mainstream.
    Quanto a ROTY/SOTY, não vejo óbvios vencedores para essas categorias, sinceramente.
    BNA acho muito provável ir para a SZA, e os outros indicados só acho certeira a Julia, por ser compositora e tudo o mais. Não vejo a Alessia sendo indicada, não fez um grande sucesso ainda e é canadense.

    No geral, acho esse Grammy 2018 bem competitivo porque não há óbvios vencedores como ano passado, que todo mundo sabia que Adele e/ou Beyoncé raparia tudo, E os artistas que tem uma maior visibilidade na premiação lançaram materiais fracos ou sem impacto, o que geralmente significa indicação sem vitória. Muito provável esse ser um Grammy menos movido a vendas e charts e prezar mais pela aclamação crítica e buzz midiático,

    • No geral eu achei suas apostas mais pé no chão que as dos fóruns gringos haha eu concordo plenamente com você numa coisa: esse ano vai ser bem competitivo, e acredito que os prêmios serão pulverizados. No máximo alguma dominância nos fields (tipo um artista dominar uma categoria), mas o big four pode ter vencedores distintos, e isso é legal, porque a gente não teve de fato um ano dominado inteiramente por um único artista, e sim alguns gêneros que predominaram e determinados nomes individuais que conseguiram se destacar em meio a essa dominância de gêneros específicos.

  3. Infelizmente deixar de falar da Katy Perry é estranho, por mais que eu veja nos comentários o assunto, me desculpe bater na mesma tecla.
    Acho que ela merecia até um tópico seu, porque se não valer pra ela ao menos uma indicação ao grammy, então a carreira não serviu pra se fixar na indústria, ainda que soe meio como ignorância. Parece que a imagem dela falta alguma coisa.

    Óbvio que o desempenho dos singles foram abaixo do esperado, mas pelo histórico ela foi indicada todas as vezes que concorreu, perdeu todas tbem.
    Mas como vamos diferenciar a qualidade do material sendo que tudo que ela foi indicada estava em #1 sendo um pop puro?

    Eu vejo Chained com mais chances do que feels, pelo conteúdo que carrega. Ganhar é impossível, mas com essa musica de fora da premiação, duvido que Katy seja indicada mais uma vez no restante da sua carreira.

    • Katy Perry é um tópico frequente porque ela é uma figura muito importante dentro da cultura pop nos últimos 10 anos, e ela foi indicada em tudo desde o primeiro CD.

      Honestamente, eu até poderia colocá-la indicada por Chained ou no mínimo como chute. Mas a Capitol deve ter tomado ácidos, porque eles submeteram os três primeiros singles dela para o comitê. Ou matou de vez qualquer chance que ela poderia ter; ou pode ser que apareça como indicação surpresa por “antiguidade é posto”. Mas a mulher não tem “serviços prestados” com a bancada (ou seja: vitórias), então a Katy realmente fica de fora pra mim (pelo menos em “Feels” tem a brand do Pharrell que pode empurrar a música pra frente).

      Pior que os fóruns que “adivinham” indicações não confiam muito em Katy no corte final…

  4. Oii Marina!

    AMO seus posts de apostas. São sempre completos e espertos, BUT eu discordo de alguns pontos de seu pensamento, e pro comentário não ficar enorme e bagunçado irei resumir tudo em 3 tópicos chaves:

    1. Harry Styles

    “MUIÉ” não menospreze o mozii. Eu acho SIM que, infelizmente, advento desse preconceito bobo da academia, o Harry ficará de fora de categorias que ele realmente merecia estar indicado (tenho o álbum físico e acho-o extremamente coeso e gostoso de ouvir). SOTT não foi propriamente um hit, mas também não flopou… Eu acho que ele leva uma indicaçãozinha pela música, e sendo MUITO esperançoso, eu arriscaria o “Harry Stylrs” em ÁLBUM POP.

    2. Katy Perry

    Como sempre sendo extremamente subestimada… Tenho dó da Katy. Ela é um nome fortíssimo no pop mainstream (talvez uma das grandes celebridades do séculos XXI na música) mas não é levada tão a sério quanto poderia. O Witness definitivamente não agradou o público e a crítica, mas eu arriscaria uma indicação a ALBUM POP. No caso, se fosse indicada, seria só isso mesmo. Uma vitória é impossível! Agora… Vejo CTTR certa em DUO POP. A música é aclamada pela crítica, e amadureceu surpreendentemente bem. Não é O HIT alá Katy Perry, mas também não é uma música que não fez barulho… Vejo ela com duas indicações certas (CTTR, Feels) e se der sorte, Witness em POP.

    3. Taylor Swift

    O que tá acontecendo com ela, em? LWYMMD é irresístivel e um dos singles do ano (mesmo que eu tenha a impressão que apesar de #1 vendas altas, não foi um hit tão forte assim… eu tenho muito essa impressão com alguns hits da Taylor). Eu acho que uma indicação por LWYMMD ela leva, e provavelmente em SOTY ou ROTY, e no máximo mais uma por IDWLF em DUO. Só! E acho MUITO difícil uma vitória esse ano. Se Shake It Off não ganhou nada…

    Esse ano a coisa TÁ BEM imprevisível. A única coisa que eu sei? Se o Kendrick e a Lana não forem reconhecidos eu vou dar um ataque e ADORARIA ver a menina Lorde com a indicação a Album Of The Year em mãos.

    Bj

    • Sobre o Harry, ele submeteu o material no Rock Field (aliás, certíssimo), e está aí minha tristeza e preocupação (eu amei o CD): será que o comitê realmente vai aceitar ex-membro de boyband concorrendo em rock, mesmo quando o álbum realmente é rock?

      Eu ainda vejo a Katy com mais chances em Feels que em Chained. Especialmente porque a criatura submeteu os três singles em pop duo, o que mostra que a Capitol não está bem das ideias. Submissão inteligente fez a Lady Gaga: concentra numa música só, que tem chance de entrar. Katy atirou pra todos os lados e corre risco de sobrar.

      Concordo plenamente com sua impressão sobre o desempenho de “Look” – foi hit? Foi, mas não foi aquele sucesso massivo como eu esperava do comeback da Taylor Swift. Acho que as chances da Taylor são reduzidas, garantindo-se apenas por essa força da Taylor como grande nome do Grammy – no pop; mas no General Field tem muita música boa demais e mais marcante pra entrar.

      E olha? Só sei que não sei de mais nada nesse Grammy haha

  5. A Marina, adoro ler o que escreves, fico sempre esperando sair algo novo aqui, parabéns.
    Sei que este ano como vc mesma disse “o ônibus lotou” e que o Grammy é um premio da indústria.
    Tenho uma dúvida que talvez nem valor tenha:
    O mercado fonográfico do Reino Unido é o segundo maior da indústria, e existem alguns artistas que hitam lá e acabam sedo esnobados pelo norte americano. Vou citar aqueles que conheço e que fazem grande sucesso por lá como o Little Mix, Zara, Clean Bandit, etc.
    Como já disse esse ano seria difícil sair alguma indução. Queria saber se vc não acha que esses artistas são esnobados pela academia? E se o material deles não merecia uma indicaçãozinha? , ou é viagem minha.
    Claro que tbm existe o fator de que os citados já se incluem em algumas categorias que o Grammy tem certo “preconceito”.

    • Essa dúvida tem valor porque acima de tudo, quando falamos que o Grammy é um prêmio da indústria, a gente subentende que infelizmente é um prêmio da indústria americana. Exemplo clássico: Amy Winehouse teve um álbum aclamadíssimo antes do Back to Black, o “Frank”, que tem uma pegada de jazz, soul e até bossa nova, ganhou prêmios na Inglaterra mas ignorado pelo mercado americano. Ela só foi “estourar” mesmo para os americanos (e é como se estourasse para o mundo, no segundo álbum. A cabeça deles funciona assim e a gente se condiciona a pensar assim mesmo.

      (se vc analisar todas as voltas que eu dou pra falar do medo de “Despacito” ou ser ignorado ou ser indicado e não ganhar nada, é compreensível. Portorriquenho é cidadão americano, mas para os conservadores, falou espanhol é tudo estrangeiro)

      Dessa turma toda que você comentou, quem podia ter sido lembrado há algum tempo eram as meninas do Little Mix, que já vem fazendo álbuns consistentes e tem uma personalidade bem definida. Já para este ano, o Clean Bandit submeteu errado – “Rockabye” tá submetida em Pop Duo que tá cheio, enquanto Gravação Dance pode garantir até Menina Selena no páreo, porque os nomes mais fortes foram pro Pop Field.

      Outra que eles poderiam dar uma vaga é a Dua Lipa. “New Rules” tá acontecendo e é uma ótima música pop, fresh mas diferente do que tá tocando por aí. Mas não “estourou” apropriadamente na “América” (ver: Sam Smith, Adele, Amy), pra eles não aconteceu.

    • O vídeo foi muito bem produzido, mas a música não fez O sucesso como se esperava. Geralmente quem ganha aqui são megahits ou músicas com impacto cultural absurdo – nos últimos anos, Formation, Happy, Rolling in the Deep, Bad Blood, We Found Love, Suit & Tie e Bad Romance foram premiadas.

      A Katy não tem esses elementos a favor.

  6. melhor momento do ano é o das previsões omg te amo

    Achei seus palpites extremamente bem fundamentados, mas ainda tenho certo ceticismo em relação a alguns pontos:

    -Não acredito que “1-800-273-8255”, “Praying” ou “Too Good At Goodbyes” sejam substituídas por “Green Light”. A Lorde é, fatalmente, uma artista de enorme praise da crítica, mas o Grammy não estaria substituindo outras canções de puro apelo comercial pelo sweetnominee que seria – TGAG dividiu opiniões, mas as duas primeiras também foram extremamente bem recebidas e acredito que, mesmo com todo o hype que a Lorde recebeu com o último lançamento e com toda a simpatia da crítica, é muito mais fácil que reconheçam mais o próprio conjunto da obra – o “Melodrama” como AOTY ou BPVA – do que uma canção liricamente mais fraca em relação ao que ela já foi submetida e lançou anteriormente, e também sem impacto comercial.
    Acho que é muito mais conivente apostar em “Praying”, que é motivada tanto pela qualidade da música quanto por todos os fatores envolvidos – comeback, Dr. Luke… – e pela qualidade do “Rainbow”, além do renascimento da Kesha como artista (que acho que o Grammy, se fizer com a Gaga, pode valorizar).
    Também não aposto muito na indicação do Old Dominion. Soa como se, especialmente nos últimos anos e com todas as mudanças da indústria, alguns estigmas-chave da Academia também estejam se diluindo e isso inclui deixar panelinhas p\ os fields em CADA uma das categorias. Eu não deixaria uma canção fortíssima como *número de telefone* ou até TGAG, de um vencedor anterior, serem ignoradas apenas pelo costume da tradição.

    -Como eu já disse anteriormente, podem preferir indicar a Lorde mais pelo conjunto da obra do que pelos singles, e isso implicaria em “Green Light” ficar de fora e com “Issues” no lugar. A Julia pode ter ficado bem apagada, mas acho que não exclui certo mérito da música e também tem todo o mérito em torno da guria com a bancada.

    -A indicação do Bob Dylan em AOTY ainda me parece bem indeterminada…eu preferiria apostar no “Melodrama”, o que compensaria a certa esnobada que a Academia daria em “Green Light”.

    -Acho que estamos todos subestimando muito a Taylor…a menos que a Academia decida deixá-la como vencedora em BMV com LWYMMD e Música p\Mídia Visual com IDWLF, enrustindo a falta de praise com a nova era enquanto ela sai com mais dois prêmios.

    • Eu tenho uma certa preocupação com as indicações ou esnobadas da Lorde porque o momento dela foi muito no primeiro semestre – e você precisa ser muito A-List, muito abrangente, pra segurar o interesse da academia por tanto tempo (ou teu single ter sido um hit massivo).

      Eu ainda me guio muito nas indicações de fields porque o Grammy tem essa mania de “cobrir um santo e descobrir o outro” – indica uma faixa ou artista super fora daquilo que a Academia costuma se pautar (All About that Bass tem composição e produção espertas, mas parece indicação de VMA que Grammy) enquanto consegue indicar diversas coisas “com cara de Grammy” (Need You Now, mais MOR que isso, impossível), mas acaba sempre sendo fiel aos fields e sempre agradando determinados comitês, como o Country.

      Se a Taylor for indicada, não seria surpresa; mas não ficaria chocada se entrasse no corte final de premiações mais “laterais” como Mídia Visual. Não vejo ela repetindo o que fez com “Shake it Off” porque o momento da Taylor não é o mesmo – e nem os artistas com chance de indicação.

  7. Será que a Katy Perry não consegue emplacar Chained to the Rhythm em Melhor Performance Pop por Duo ou Grupo e Witness em Melhor Álbum Pop? Por mais que não tenha agradado a crítica especializada no geral, o Grammy tem aquilo de “antiguidade é posto”.

    • Se em algum momento a Katy Perry tivesse ganhado algum Grammy, eu apostaria pelo menos Pop Duo… Mas eu sempre vi as indicações da Katy muito mais por “vamos indicar ela porque o álbum/single é um hit” do que a bancada ver qualidade no material (eu discordo de que o material da Katy padeça de qualidade, mas é a impressão que me passa as indicações e derrotas da Katy)

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