Vencedores e perdedores de 2017 [primeiro semestre]

O ano de 2017 chegou à metade e sempre é bom ver, em retrospecto, as coisas que deram certo ou não dentro do pop – especialmente quando estamos num dos anos mais curiosos dentro do mainstream: com a ascensão quase dominante dos streams como determinante para o sucesso de uma faixa (ou de um estilo), muitos artistas e gêneros estão padecendo para se inserir numa nova cultura de consumo – e atingir o público que lá está, enquanto outros conseguiram o segredo para um hit, um viral, e execuções certeiras no Spotify.

Ao mesmo tempo em que veteranos e novatos lutam para entender e se adequarem à nova ordem da indústria, podemos dizer que a “guerra dos sexos” dentro do mundo pop hoje está com os homens ganhando de goleada. Eles estão com os álbuns mais bem recebidos, singles de sucesso e parcerias que deram certo – além dos gêneros que dominam as rádios e streams atualmente serem justamente aqueles onde os male acts dominam. E o pop, que durante toda a primeira metade da década foi uma festa feminina, hoje se tornou um clube do Bolinha.

Pensando nestes encontros e desencontros é que eu trago uma lista de vencedores e perdedores no pop de 2017, cobrindo o primeiro semestre. Lá no final do ano, eu retomo essa mesma lista com os destaques do ano em geral, e perspectivas para 2018. Por isso, coloque os headphones, aperte play na “Today’s Top Hits” do Spotify e continue lendo!

Kendrick Lamar

Mas é evidente que K-Dot (cuja resenha do novo álbum estou devendo ainda) tinha que estar na lista! “DAMN.” foi uma estreia assombrosa do rapper, que tem três álbuns com nota maior que 90 no Metacritic, colocou o moço entre lendas e ainda deu um #1 merecidíssimo a “Humble” no Hot 100. Apesar de não ter sido o cultural juggernaut que “To Pimp A Butterfly” foi, gerou discussões, aquela polêmica, mostrou que álbuns podem ser comerciais e muito bons ao mesmo tempo e ainda nos legou um lock entre os indicados a Álbum do Ano para o Grammy de 2018.

Justin Bieber

O rapaz virou o midas do Pop: tudo em que toca vira hit, desde o remix de “Despacito” que chegou ao #1 na Billboard e lá está até agora (sendo a primeira música em espanhol a chegar ao topo das paradas desde a “Macarena” há 20 anos!!), assim como “I’m the One” do DJ Khaled (outro #1); e se tiver alguma música do Diplo pra lançar, garanto: Bieber estará lá. Apesar da personalidade arrogante e da facilidade que tem em ser perdoado por várias besteiras que já fez, o moço conseguiu se tornou um artista crossover. Hoje, não é vergonhoso ouvir Justin Bieber. É cool.

Ed Sheeran

O ruivo cumpriu o que prometeu: ter um hit e fazer muito sucesso – e “Shape of You” é a prova disso. Um dos maiores smashes do ano, com 12 semanas em #1 na Billboard (não consecutivas), álbum lançado com recordes no Spotify (até o monstruoso Kendrick aparecer) e um verdadeiro gigante nos streams, Ed Sheeran é um dos símbolos da dominação masculina em 2017: com uma música simples (para não dizer “Cheap Thrills” parte 2), apresentações igualmente simples mas efetivas e divulgação massiva (se bobear ele tocou até no dogão daqui da praça), o rapaz vendeu o peixe e recebeu sucesso estrondoso em troca – e com certeza indicações às pencas para o Grammy 2018. Às vezes, o feijão com arroz é o que rende.

Lady Gaga

Como Lázaro, Gaga voltou à vida e mostrou que ainda é uma artista de impacto (e de massa) após o excelente desempenho no Superbowl, onde trouxe audiência recorde e ainda emplacou um hit real do “Joanne”, a balada “Million Reasons”, que peakou em #4 na Billboard – mesmo com aquele clipe horroroso. Curiosamente, logo depois Gaga lançou o single “The Cure”, faixa pop-EDM sem graça nenhuma para os padrões da artista, mas com um objetivo claro: fazer com que ela ganhe estofo nos streams, plataforma onde Gaga vem sofrendo há algum tempo. De uma coisa é certa: com “Million Reasons”, Gaga conseguiu mais uma indicação ao Grammy pro ano que vem.

Bruno Mars

O homem não está morto nem um pouco: outro artista que vem se provando crossover, com apelo geral, após o desempenho moderado de “24k Magic”, lead single do terceiro CD (moderado porque ele não chegou ao #1, “apenas” ao #4), Bruno conseguiu um belo viral com “That’s What I Like”, o sétimo #1 na carreira e a prova de que tem uma das trajetórias mais consistentes do pop. Com uma turnê bombando e o álbum vendendo muito bem, com boa estabilidade, o havaiano com certeza é um dos nomes que mais vão aparecer no Grammy do ano que vem. O problema é: em que field?

“Despacito” (e talvez a música latina)

“Despacito”, parceria de Luis Fonsi e Daddy Yankee (dois nomes famosos dentro da música latina) já era um hit mundial e crescia bem nos charts americanos. Justin Bieber e seu star power trouxeram o #1 e a constatação de que a música era um sucesso assombroso que todo mundo foi cantando junto mesmo não sabendo espanhol. A música aparentemente tem chances de sobreviver ao verão americano, e a escriba que vos fala arrisca voos mais altos para a faixa (*fingers crossed*) mas uma consequência interessante pode ser a urgência de outros artistas latinos em lançarem material que tenha potencial crossover para as rádios em inglês (no ritmo de reggaeton, que foi o estilo que levou “Despacito” ao topo) – ou a chegada de sangue novo para assumir esse mercado cantando em espanhol (eu ouvi um Anitta?)

O gênero urban

Com a urgência dos serviços de stream e o domínio do Spotify como o indicador do que é sucesso nos charts, um gênero acabou ressuscitando dos mortos (é impressão minha ou 2017 é o ano dos walking deads?): o urban, que após o boom eletropop no final da década de 2000 ficou relegado ao nicho, já que até os artistas R&B/urban oriented estavam fazendo farofa (oi Usher, tudo bem?). Desde 2015-16, parece que o jogo virou: o stream virou o local de nascimento de vários rappers que estouram com faixas virais e se tornam queridinhos dentro da cena – e entre artistas pop buscando uma parceria “edgy” pra atingir os streams (Quavo do Migos é o maior exemplo disso em 2017). Com batidas viciantes, versos que se repetem pra grudar na cabeça e temas que oscilam entre o criativo, dark, clichê e dançante, as músicas com influência urban que estouraram este ano nada tem a ver com o urban do mid-2000, mas o sucesso encontra a mesma dominância,  com um adendo: a maioria absoluta dos acts que estouram são homens.

Os meninos do One Direction que não são o Zayn

Enquanto Zayn Malik lançou aquela leftover do Drake sem graça de todo, tirando toda a personalidade e fator surpresa do debut solo “Mind of Mine”, os outros meninos do One Direction mostraram direcionamentos diferentes e interessantes em maior ou menor grau em 2017. O grande boom, evidentemente, foi Harry Styles com seu debut, uma homenagem incrível ao rock setentista com inspirações no David Bowie e no Elton John (ouçam! e eu vou resenhar logo também), que pegou todo mundo de surpresa com o conteúdo e a qualidade do material. Mas o Niall Horan surpreendeu muito com um material pop adulto bem gostosinho, agradável e fácil de ouvir (“Slow Hands” é um hininho e merece mais reconhecimento). Apesar de derivativo e clichê, “Strip That Down” do Liam Payne tá começando a acontecer (e não duvide de que toque muito no verão americano). Ou seja, se o seu nome não for Zayn, seu 2017 está indo muito bem, obrigado.

Quem ficou na mesma em 2017

Miley Cyrus

O comeback feminino até agora mais bem sucedido foi com a Miley, que deixou a persona “ratchet-de-telão” e “hippie-de-Taubaté” para uma vibe mais folky/country/voltei às raízes com “Malibu” e algumas declarações de gosto duvidoso que a colocaram como alvo de críticas de parte da imprensa e da comunidade negra americana. Mas o retorno da Miley não foi exatamente aquele grande momento pop como foi em 2013 com o “Bangerz”: foi um sopro, apenas: com peak de #1o na Billboard, a faixa parece que foi lançada, fez um barulhinho mínimo e passou. No entanto, como a moça vem divulgando bastante, pode esperar um desempenho respeitável do CD no futuro.

Drake

O outro canadense bem sucedido em 2017 não teve um ano absolutamente insano como em 2016, quando “Work” e “One Dance” foram as trilhas sonoras de muitas festas por aí. No entanto, a playlist que o rapaz lançou, “More Life” (CD? é o que, é de comer?), foi melhor recebida criticamente que o álbum anterior (o modorrento “Views”) e ainda quebrou vários recordes de streaming. Apesar do sucesso, Drake não esteve exatamente na boca do povo em 2017, mas o fato é que ele alcançou um feito que só os grandes conseguem: qualquer lançamento dele é esperado como algo eletrizante – e que pode mudar o jogo. Isso já basta.

The Weeknd

O outro canadense de sucesso teve um fim de ano absurdo com o “Starboy” – música em #1, álbum lançado com quase 350 mil cópias na primeira semana e boas reviews – mas depois do primeiro single, “I Feel It Coming” até chegou ao top 10 (peakou em #4), mas a era não vem sendo aquele estouro como foi no período de “Beauty Behind the Madness”, em que havia uma obsessão pelo Abel. Hoje, a grande obsessão das pessoas com o rapaz é o fato dele ser a outra metade de um dos casais 20 do showbiz atual, junto com a Selena Gomez (que aliás, cadê a divulgação de “Bad Liar”?). Mas isso não vai tirar do cidadão uma penca de indicações ao Grammy do ano que vem.

Parcerias EDM com cantoras

Juntar um DJ com uma jovem cantora é uma trend antiga do EDM-pop, mas em 2017, parece que todas as jovens cantoras pop que não estavam conseguindo um top 10 solo acabaram conquistando uns streams a mais fazendo featuring em faixas de DJs (até tentando repetir o sucesso absurdo de “Closer”, que realmente colocou a Halsey no mapa do pop mainstream). Foi “Stay” do Zedd com a Alessia Cara (que conseguiu um #7 na Billboard); “It Ain’t Me”, do Kygo com a Selena Gomez (#10); “No Promises” do Cheat Codes com a Demi Lovato (por enquanto, #74); sem contar as parcerias da Camila Cabello e da Ariana Grande com o Cashmere Cat. Pode ser que a estratégia não gere grandes dividendos, mas mantém o nome das artistas na boca do grande público e a imagem fresca para a futura era solo.

Nicki Minaj

Após Remy Ma balançar as estruturas da rap scene com a diss track contra Nicki Minaj “Shether”, a trinitina trouxe uma resposta à diss (com o apoio de Drake e Lil Wayne), além de mais duas faixas, que funcionam como um “esquenta” para o lançamento de seu novo CD. Das três músicas, a mais bem sucedida foi justamente a diss da diss, “No Frauds”, que chegou a #14 na Billboard – mas no geral, apesar do buzz da treta, as faixas lançadas pela Nicki foram recebidas de maneira bem morna por crítica e uma parte do público (e há uma discussão sobre a resposta da Nicki ter sido muito depois da diss da Remy). A rapper ainda tem grande público e sabe como tomar as atenções para si, mas espera-se que no próximo álbum o material venha minimamente interessante.

Katy Perry

Num ano em que o pop feminino vem sofrendo para conseguir o topo, Katy Perry era uma das poucas esperanças de brilho. Uma das grandes hitmakers da década, com faro para sucessos, chegaria à nova era com um “pop com propósito”, mais politizada e madura. O que se seguiu foram três singles mal-sucedidos (o lead, “Chained to The Rhythm”, peakou em #4, mas sumiu como poeira no deserto), má recepção da mídia ao material (com alguns veículos visivelmente exagerando na dose com as críticas à Katy – provando que ela é o alvo do momento para uma indústria sedenta pela próxima derrocada), e as primeiras críticas ao novo CD já chegando com reviews bem ruins. Enquanto outros álbuns, como o “PRISM” e o “Teenage Dream”, também tiveram reviews negativas, isso era eclipsado pelos sucessos e um público ao lado de Katy. Hoje…

Zayn

Enquanto Harry, Niall e Liam estão lançando seus materiais, com diferentes níveis de aclamação, mas encontrando um bom sucesso e boa recepção do público, Zayn – que surpreendeu a todos com o maduro “Mind of Mine” após sair do One Direction – estava com boas chances de uma segunda era bem sucedida (participou de um single de sucesso com a Taylor Swift para a trilha de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, que chegou à 2ª posição no Hot 100, então o nome estava quente), mas colocou tudo a perder com aquela leftover do Drake, “Still Got Time”. A música sequer aconteceu no iTunes, rádios ou streams, e Zayn sumiu de circulação. E com os problemas de ansiedade do rapaz, torna-se ainda mais difícil fazer uma música tão derivativa e sem graça render – logo Zayn que trouxe um material tão instigante no debut album.

Iggy Azalea

Talvez o maior fall from grace dos últimos anos, Iggy Azalea foi literalmente One Album Wonder. Considerada a maior revelação pop (e do rap) em 2014, hoje a mulher está tentando emplacar o terceiro single de um álbum que já foi meio vazado por falta de divulgação da Def Jam. “Team” passou em brancas nuvens; “Mo Bounce” tentou viralizar, sem sucesso; e “Switch” só trouxe dividendos mesmo pra Anitta, que começou a sua dominação mundial. Para completar a eterna má fase da australiana, não foi apenas queda nos charts – as músicas também caíram de qualidade. Se nas mixtapes antes de “The New Classic” e no primeiro CD ainda haviam faixas interessantes e que tinham o toque da Iggy – fazer pop com pegada rap e vice-versa – agora são várias tentativas de hitar com algum viral e uma batida qualquer com versos cansados de “bragging” (e repetitivos, já que a Iggy é muito limitada nesse aspecto). Melhor repensar toda a carreira ou voltar pra Austrália.

Cantoras novatas

2017 é mais um ano em que as cantoras promessa de se tornarem sensação do pop simplesmente não rendem o esperado. Com debuts pelo menos respeitáveis na Europa, Dua Lipa e Zara Larsson simplesmente não estouraram nos EUA; Bebe Rexha nadou nadou e ainda nem na praia chegou (alguém entendeu esses lançamentos em EPs da moça?); e entre as novatas, só a Julia Michaels fez um barulhinho com “Issues” – mas nem dá pra arriscar algo pro futuro da moça, apesar de seu debut em awards no Billboard Music Awards ter sido muito bem recebido. Outra que tá tentando se lançar é a Hailee Steinfeld, ótima atriz, e que já lançou umas faixas como cantora, mas tudo sem sal e sem personalidade. O que talvez represente bem a situação das acts pop novatas na indústria: boas, mas sem nenhum diferencial e facilmente intercambiáveis umas pelas outras.

O pop feminino

E por falar nas dificuldades das acts pop femininas novatas em estourar, está difícil para o pop feminino em geral neste ano. Os motivos são vários – seja o ano fraco de lançamentos femininos e comebacks que não deram certo; muitas das A-lists não divulgam tanto, ou estão apenas em frente ao celular tirando fotos no Instagram, dando o hit como garantido (ao contrário de muito male act que divulga o single até no ônibus); os gêneros bem sucedidos atualmente são male-driven (como o urban/hip hop e o EDM “orgânico” a la Chainsmokers)… Há várias razões que vem tornando o pop atualmente uma grande festa do bolinha, e para além de questionarmos as razões para esta situação de momento, é torcer que o segundo semestre tenha maior presença feminina e um equilíbrio de forças no pop, com acts femininas vendendo bem, subindo nos charts, divulgando maciçamente e trazendo coisas bacanas ao jogo.

 

E vocês, quem acham que foram os grandes vencedores e perdedores de 2017 até agora?

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4 comentários sobre “Vencedores e perdedores de 2017 [primeiro semestre]

  1. Maldade colocar a Katy nessa listinha negra, hahaha.

    Gostei muito do Witness! É um album que, apesar de ter muitas falhas, mostra uma maturidade bem vinda. Você acha que ela pode ter um grande hit nessa era? E indicações ao grammy (vitórias). O que acha?

    Beijos

    • HAHAHA Eu acho que hit hit, só se ela divulgar muito bem a faixa título, talvez Roulette… Mas não sei como o público tá reagindo à Katy, espero que essa divulgação da live no Youtube esteja ajudando, porque o “Witness” tem poucas chances de emplacar… Se alguma música tiver alguma chance, alguma mesmo, é com o lead em Colaboração Pop, porque foi o único hit e a música melhor recebida do CD (até porque essa categoria não tá muito disputada, se minha memória não falha).

      Valeu pelo retorno!

  2. Oi Marina! Tudo bem?
    Belo post! Gostaria muito de ver coisas mais espontâneas como essa por aqui.
    Ouvi o CD da Katy e se tornou mais um na pilha de descartáveis pop que estou colecionando esse ano. Fora uma ou outra exceção, estou muito decepcionado com os álbuns pop de 2017 até agora, sendo o melhorzinho que ouvi o Hopeless Fountain Kingdom da Halsey.
    O pop feminino então tem me deixado cada vez mais decepcionado. Katy Perry, Lorde, Nicki Minaj, Fifth Harmony, Lady Gaga… Nenhuma lançou um material que me fez saltar de alegria no último semestre. No entanto, não perco minhas esperanças para esse ano, tendo em vista que estou muito ansioso para os próximos lançamentos de:
    A) Miley Cyrus, que pra mim está caminhando numa direção bastante gostosa a julgar por Malibu;
    e
    B) Selena Gomez, que está apresentando uma evolução sonora bem gratificante desde o Revival e que só se prova cada dia maior com Bad Liar.
    E falando nessas ex-Disney, responda-me Marina: qual o CD/próximo passo que você está mais animada pra ver dessas duas? Tem fé de que rola ou acha que elas deixarão passar?

    Boa sorte com o blog!

    • Obrigada pelo retorno!
      Eu até achei que o CD da Katy seria uma bela bomba, mas fiquei surpresa com o resultado (na verdade, é um álbum que com um bom recut, ficaria mais interessante – 15 músicas é um absurdo com tanto filler), mas das ex-Disney, eu não sei o que achar. A Selena tem cara de que pode trazer algo mais “fora da caixa” a julgar por “Bad Liar” – mas do jeito que ela lançou a música e simplesmente não ligou a mínima, eu fico resistente; e a Miley, apesar das minhas restrições a “Malibu”, pode trazer um trabalho mais real, mais a cara dela, com essa pegada country. Eu acho o The Backyard Sessions uma das coisas mais legais que ela já fez em toda a carreira (se não a mais legal).

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