Janeiro mal começou e temos um candidato a pior álbum do ano

anti coverEu juro que tentei. Juro que fui de peito aberto, esperando que, mesmo com os adiamentos e a mudança no primeiro single, a Rihanna lançasse um ANTI que sobrevivesse à promessa de um grande álbum, de um diferencial na carreira de uma das maiores hitmakers do século XXI. Uma cantora que, após dez anos de uma carreira bem sucedida, decidiu sair da zona de conforto e experimentar, ousar mais em seu som.

Mas as previews tinham me desanimado completamente sobre o trabalho da Rihanna. Parecia tudo muito bagunçado e desinteressante, sem contar com a decepção proporcionada pela faixa lançada como verdadeiro primeiro single do “ANTI”, “Work”. E com o vazamento do CD nesta quarta-feira, a impressão de desinteresse aumentou e se ampliou para um total choque. Entenda o porquê neste track-by-track.

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Retrocesso: Rihanna feat. Drake, “Work”

Quando Rihanna foi lançando as faixas que supostamente seriam para o novo álbum da moça, o #R8 que na verdade era o ANTI (supostamente porque ninguém sabe mais se os três primeiros singles lançados ano passado entrarão na tracklist final do CD), as músicas transitavam entre o pop-folk-country simples e efetivo de “FourFive Seconds”, o urban pesadíssimo e viral de “Bitch Better Have My Money” e o pop etéreo de “American Oxygen”. Mesmo extremamente diferentes, havia uma estética não tão radiofriendly, que flertava com algo mais alternativo, mas com a marca da Rihanna e uma busca por experimentação que era bem vinda numa artista com mais de dez anos de carreira.

No entanto, aos poucos o que o público e crítica foram vendo foi uma série de adiamentos, falta de notícias e informações sobre quando aconteceria o lançamento do “ANTI”. Mesmo com uma capa revelada, apresentações foram canceladas e o que mais se ouviram foram relatos de que a Roc Nation não gostou do material, que Rih e Kanye West (antigo produtor executivo do CD) não estavam mais trabalhando juntos, que o CD vinha sendo adiado por causa da Adele, sem contar os vídeos “virais” nonsense para criar buzz em torno do “ANTI”… Enfim, quaisquer que sejam os motivos de tanta demora – já que provavelmente o álbum tinha que ter sido lançado em algum ponto de 2015 (suspeito que em maio ou junho, a julgar pelo lançamento dos dois primeiros trabalhos) – esta semana tudo indica que Rihanna vai lançar o oitavo álbum da carreira, acompanhado pelo real primeiro single do CD, “Work“, o retorno das atividades da barbadiana com o rapper Drake.

Cover Rihanna Work feat Drake

Achei legal. Legalzinha. Inha inha inha. A melodia é o que está bombando no momento – essa pegada reggae com forte influência do tropical house que o Bieber está fazendo no “Purpose”; e a repetição de palavras no refrão é construída para ficar na sua cabeça até o fim dos tempos, o que é meio caminho andado para o sucesso. Com produção de Boi-1da, a música é bem produzida, tem letra fácil e traz uma interpretação decente, lembrando a Rihanna adolescente dos tempos de “Music Of The Sun”. A participação do Drake é boa, mas pouco marcante em relação ao já clássico “What’s My Name”.

O problema é que, mesmo falando de aspectos positivos em “Work”, a impressão de meh fica por toda a música. Do tipo, é sério que a Rihanna retrocedeu tanto assim pra conseguir um grande hit e garantir boas vendas pro ANTI? Sério que ao invés de ser trend setter, de estar sutilmente soprando o vento pop (o EDM mais pesado de “We Found Love”, o urban nas faixas do “Unapologetic”, as próprias faixas mais dance-pop do “Good Girl Gone Bad” e o “Reloaded”), ela vai seguir as tendências pra hitar? Depois de ir experimentando e tentando se desafiar musicalmente, ela regrede com a faixa prontinha pro sucesso? Onde foi parar a ideia de “músicas timeless, que seriam lembradas sempre”? Pois “Work” parece uma música pra ouvir e esquecer nas próximas semanas. Nem as chamadas “farofas” que todo mundo criticava foram esquecidas. “Only Girl”, “We Found Love”, “Don’t Stop The Music” e várias outras do catálogo da RiRi serão lembradas sempre e estarão frescas em nossa memória afetiva. Mas essa música com cara de single pra fechar os trabalhos da Era? Quase um filler?

Como eu disse, a música já está prontinha pro sucesso, e o primeiro lugar no iTunes é uma prova disso. Nas rádios, não duvido de que a Rihanna seja muito bem recebida, já que a moça é uma das grandes recordistas de audiência em vários formatos. No entanto, os streams podem ser um problema, já que a faixa, até o momento, está disponível apenas no bendito TIDAL, de onde a barbadiana não larga nem que a vaca tussa. Joga no Spotify, minha senhora!

Quanto à força da música como um grande comeback (de uma artista que nem estava tão sumida)? “Diamonds” foi um soco no estômago bem mais certeiro…

E você, o que achou de “Work”?

Indicados ao Grammy 2016 [4] Canção do Ano

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A categoria de Canção do Ano premia os compositores das músicas – o que geralmente coloca diante dos holofotes quem está nos bastidores da construção da faixa. Por exemplo, em “What’s Love Got To Do with It”, o grande single comeback da Tina Turner, na verdade, foi composto pela dupla Graham Lyle e Terry Britten, que subiram ao palco em 1985 para pegar seus gramofones. Outro caso de compositor que não era o cantor foi em 1992, quando Alan Menken e Tim Rice levaram o Grammy de Canção do Ano por “A Whole New World”, tema principal do filme “Aladdin”, cantado na versão pop por Peabo Bryson e Regina Belle (escrevo isso ouvindo a música em minha mente, saudades infância).

Mas, quando o compositor da faixa também é o cantor, o ganho simbólico em respeitabilidade com o Grammy de Canção do Ano é alto. O que dizer de Billy Joel e a eterna “Just The Way You Are”, que levou o Grammy em 1979? A música foi composta pelo próprio artista e catapultou a fama dele para outros níveis, não apenas como um grande músico ou compositor, e sim como uma estrela A-List. Ou, em premiações mais recentes, Lorde – uma menina de 17 anos na época, subiu ao palco do Grammy para levar o seu prêmio, junto com o parceiro compositor Joel Little, por “Royals” em 2014? Logo a moça conseguiu a chance de curar a trilha sonora de um dos filmes da saga Jogos Vorazes e ganhar respeitabilidade.

Este ano, a lista de indicados é bem diversa e curiosamente, os favoritos não são tão favoritos. Músicas de sonoridades e temáticas variadas, que atendem a diversos públicos e tiveram impacto dentro e fora da indústria. Essa é uma categoria que além de ser especial (por ser do Big Four), teve uma lista de indicados final que de alguma forma, espelhou bem o período de elegibilidade, entre 2014 e 2015. No entanto, essa disputa pode ser decidida facilmente com o efeito Paul Walker. (especialmente após a esnobada da música nas últimas premiações de cinema)

Antes de explicar bem o que é isso, vamos primeiro aos indicados:

Kendrick Lamar, “Alright”
Taylor Swift, “Blank Space”
Little Big Town, “Girl Crush”
Wiz Khalifa feat. Charlie Puth, “See You Again”
Ed Sheeran, “Thinking Out Loud”

Agora é hora das análises!

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Design de um top 10 [28] Justin is not sorry

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O trono do Hot 100 mudou de mãos, desta vez para mãos masculinas e canadenses! Depois de muito tempo amargando a segunda posição, finalmente Justin Bieber tirou Adele do topo com “Sorry”. Foram oito semanas, sete delas consecutivas, na vice liderança do chart; mas o bad boy do pop chegou ao primeiro lugar na hora certa – Bieber já vinha tirando a diferença de Adele nos charts das plataformas, e “Hello” já tinha perdido a primazia no iTunes. Além disso, os charts de stream – que apoiam demais o Bieber – estão mantendo o rapaz no topo, especialmente com o terceiro single do álbum, “Love Yourself”.

Top 10 Billboard Hot 100 (23.01.2016)

#1 Justin Bieber Sorry
#2 Adele Hello
#3 Justin Bieber Love Yourself
#4 Drake Hotline Bling
#5 twenty one pilots Stressed Out
#6 Selena Gomez Same Old Love
#7 Shawn Mendes Stitches
#8 Justin Bieber What Do You Mean?
#9 Alessia Cara Here
#10 Meghan Trainor Like I’m Gonna Lose You feat. John Legend

Justin Bieber GIF

 

Repetindo o mantra do ano passado: “se não fosse a Adele, o comeback do ano seria o do Bieber”. E mesmo com as polêmicas e a já maçantes referências à ex Selena Gomez em entrevistas (supere!), o fato é que Justin trouxe um trabalho consistente, que recebe apoio do público-alvo dele e de outros perfis de ouvintes. Aos poucos, aquele ranço de “teen” parece estar passando – o público comprou o novo Justin e suas músicas.

“Sorry” é o segundo #1 do cantor, após “What Do You Mean?”, e se mantém em primeiro nos charts de streaming (no Spotify, é “Love Yourself” quem está na dianteira), assim como o segundo lugar nos charts de rádio (Adele ainda tem muito poder nesse formato, mesmo com “Hello” em decadência), e caiu para o terceiro lugar nos charts de música digital – mas aí não há muito problema porque quem está em primeiro é justamente LY. Ou seja, está tudo em casa. E aparentemente, as possibilidades do terceiro single do “Purpose” chegar em #1 são grandes. Não duvido de que Bieber se autosubstitua no topo.

twenty one pilots gifJá o twenty one pilots está numa espiral crescente e quase um foguete. Se na semana passada o duo de rock subiu quatro posições e chegou ao nono lugar na Billboard, a faixa “Stressed Out” já é top 5. Em crescente notável, enquanto faixas mais antigas como “What Do You Mean”, “Stitches” e “Hotline Bling” já se despedem das primeiras posições, o hino dos adultos está em quarto lugar no digital, décimo primeiro na rádio e deu um pulo para o #11 nos charts de streaming (no chart diário do Spotify está em quarto). A música, que continua liderando os charts de rock pela terceira semana, só tem a subir. Só não cravo um #1 porque “Love Yourself” está numa trajetória de hit (#1 no Digital, #4 no Streaming e #12 nas Rádios. Não diga que não avisei quando Bieber for destronado por ele mesmo no hot 100).

E por falar em hits, por que não abrir espaço para duas adições que prometi volta e meia aparecerem aqui? Uma delas é o “Essa é flop?” – um destaque para aquela música que prometeu muito mas não alcançou o sucesso. Foco nela!

“Focus” tinha jeito de hit, cheiro de hit, tudo pronto para ser mais um sucesso na conta da Ariana Grande. Mas o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e reciclar “Problem” tão pouco tempo depois do lançamento da faixa, sem contar o pouco descanso após o infame Donutgate foi bem ruim para Arianinha. Mesmo estreando em sétimo lugar na Billboard, o timing acabou sendo ruim pra moça – lançado na mesma semana do Adele Event, passou em branco pelos charts, caindo pelas tabelas, sem contar o próprio desinteresse do grande público em relação a esse material. Agora, a faixa (que chegou a ser performada num award de impacto, o American Music Awards), está por aí na 50º posição e Ariana vai mudar até o nome do CD (que ia se chamar “Moonlight”). Scooter Braun deve estar em polvorosa!

A outra faixa é a “#cheirinhodehit”: trata-se da faixa que ainda não chegou ao top 10 da Billboard, mas tem chances de fazer parte desse seleto grupo. Esta música em específico vai ter que remar muito, mas pode ser que se torne aquele sleeper hit que todo mundo ama. Lutar, ela sabe bem:

“Stand By You” é da mesma turminha de música com batidinha marcada – como a própria “Fight Song”, e outras canções me vieram à mente (como “Love Me Like You Do” nos primeiros acordes). É curioso como Rachel Platten consegue ser confortável nesse nicho mais pop adulto e a música funciona bem com o vocal dela, que tem personalidade, não dá pra confundir no meio da multidão. É um caminho bacana, que traz uma fatia de público fiel, que sempre vai comprar seus álbuns, a menos que você mude o estilo do nada. E a música é bem legal, sem contar com o vídeo simples e efetivo, que me deixou bem contente assistindo. A música subiu muito² nesta semana, pulando de #50 para #38, e apesar do desempenho tímido no Spotify (ainda), a música já cresce com certa consistência nas rádios e está em #15 no iTunes (tire as faixas do David Bowie que estão no top 10 a mulher fica em décimo primeiro, ou seja). Acho que pode até demorar (já que as views do Youtube também são poucas), mas “Stand By You” pode ser mais um hit na conta dessa artista que chegou como quem não quer nada.

E você, o que achou das movimentações do Hot 100 esta semana? Deixe sua resposta nos comentários!

Com informações do site billboard.com

 

Design de um top 10 [27] Adele X

Em primeiro lugar, feliz ano novo! Este é o primeiro post de 2016, mas aparentemente, 2015 não acabou – já que Adele ainda está em primeiro lugar na Billboard Hot 100, chegando às 10 semanas com “Hello”. O reinado da britânica parece não ter fim; e o Design de hoje vai falar um pouco sobre o porquê de Adele ainda se manter no topo dos charts, mesmo com Justin Bieber fortíssimo – com TRÊS músicas no top 10, além de falarmos de duas inclusões no top 10 que merecem sua atenção.

Top 10 Billboard Hot 100 (16.01.2016)

1. Hello – Adele
2. Sorry – Justin Bieber
3. Love Yourself – Justin Bieber
4. Hotline Bling – Drake
5. What Do You Mean? – Justin Bieber
6. Stitches – Shawn Mendes
7. Same Old Love – Selena Gomez
8. Here – Alessia Care
9. Stressed Out (+4)* – twenty one pilots
10. Like I’m Gonna Lose You – Meghan Trainor feat. John Legend

 

Adele GIFAdele chega às dez semanas em primeiro lugar batendo mais recordes! “Hello” é a primeira música de um act feminino solo desde Rihanna com “We Found Love” (2011, featuring com Calvin Davis) a chegar às dez semanas em primeiro lugar. Além disso, a música estreou no topo, e permaneceu lá desde então. Além dela, só outras três músicas que estrearam em primeiro conseguiram se manter mais semanas – “I’ll Be Missing You”, do Puff Daddy com Faith Evans e 112 (11 semanas em 1996); “Candle in the Wind/”Something About the Way You Look Tonight”, do Elton John (14 semanas entre 1997-98); e ela mesma, Mariah Carey junto com o Boyz II Men em “One Sweet Day” (16 semanas entre 1995-96). Muito dessa manutenção do poder da Adele vem dos Gift Cards (literalmente “cartão presente” que as pessoas podem usar para comprar músicas no iTunes) no final do ano, que fizeram grandes sucessos subirem nos charts, além de músicas bem vistas pelo público no período. A cantora lidera ainda a audiência das rádios, mas está na segunda posição dos charts de Stream (lembrando que o single pode ser ouvido no Spotify, por exemplo, ao contrário do álbum.

A pergunta que fica é: Adele consegue superar a marca histórica de Mariah? A música ainda continua forte, mesmo com o fator Bieber, mas pelo que deu pra observar nos charts das diversas plataformas, “Hello” começa a dar sinais de “goodbye”. Em segundo lugar no iTunes, a faixa já está um pouco abaixo nos charts de stream, que contam demais para o Bieber, um artista que depende muito dessa plataforma como forma de hitar. O canadense tem três músicas em primeiro lugar no chart do Spotify (o top 200, contando diariamente), enquanto Adele chega à quarta posição com “Hello” (se contar semanalmente “Hello” é terceiro). Além disso, a preocupação da gravadora agora é com o novo single, “When We Were Young”, atualmente na #47 posição. Acho que a música ainda aguenta mais umas semanas, mais como uma “See You Again” do que uma “Uptown Funk”, mas logo vai cair. Justin Bieber está esfomeado por esse #1 desde o ano passado – que foi logo ali.Justin Bieber GIF

E por falar no menino malvado de 2015, Justin Bieber, poderia ser o “combeack do ano” se não fosse o furacão Adele. Mas não acho que ele se importe muito, com os três singles no top 10 e o álbum “Purpose” vendendo feito água. O novo sucesso do rapaz é “Love Yourself”, aquela faixa que parece mais música do Ed Sheeran e veio crescendo também como um foguete. Vem subindo forte nas rádios (15º segundo a medição do Kworb), #1 no iTunes (já criando distância de “Hello”)e com um vídeo lançado, acho que esse pode ser o novo #1 do Bieber. E a música é bem bacana, merece o sucesso (mesmo não morrendo de amores pelo intérprete).

Um plus: a música é bem a cara do inverno americano, com essa batidinha no violão, mais downtempo, uma época em que geralmente o que faz sucesso são as faixas mais lentinhas, pra ouvir abraçadinho – mesmo que a música não tenha nada de romântica.

Além dessa disputa discreta nos charts entre Adele e Bieber, outra tendência que vimos no ano passado parece se repetir em 2016 – a chegada de artistas canadenses ao top 10. Depois de The Weeknd, Drake e o próprio Justin, é a vez de Alessia Cara se juntar esse grupo e continuar a “invasão canadense” nos charts americanos. O single “Here”, primeiro single do debut álbum da moça, “Know-It-All”, já tinha sido lançado em abril, mas só agora, após uma caminhada de formiguinha, chegou ao topo – o que é bem habitual de acts mais alternativos que vão ganhando reconhecimento após diversas ouvidas e a participação em lugares certos, além da identificação da faixa com o público comum (e o momento permitir, já que Alessia, apesar do R&B mais alternativo, vem na mesma linha “angústia adolescente” da neozelandesa Lorde). O peak da música foi #7, e esta semana caiu uma posição.

Alessia Cara GIFO hino dos antissociais que não curtem festas (cujo vídeo você pode ver aqui), neste momento, encontra-se no top 20 do iTunes, já em fase de decadência; encontra-se em#13 no chart diário do Spotify e nas rádios, já começa a decair. O hit subiu calmamente, e agora desce com a mesma calma, mas já fez seu trabalho – apresentar mais uma cantora nova na cena. Resta saber se Alessia terá fôlego para outros singles ou se estamos diante de outra one hit wonder.

(sdds Natalie La Rose)

“Stressed Out”, single da banda twenty one pilots, deu aquele pulo do gato, subindo de 13º para a nona posição, sendo o primeiro top 10 do duo rock. A faixa se mantém pela segunda semana no topo dos charts de rock, vem crescendo nos charts de stream (subiu para a oitava posição no Spotify Charts diário), e a música se mantém estável no iTunes, só esperando a queda de “Sorry” para subir. A chegada da música ao top 10 casou com o lançamento do álbum “Blurryface”, o primeiro do grupo a chegar ao primeiro lugar na Billboard, lá em junho. Geralmente os acts rock fazem um percurso mais longo pra chegar até o topo, e com uma fã-base fiel – sem contar com ouvintes casuais que podem curtir um som que seja mais “crossover”, mesmo de nicho, pode construir um hit improvável.twenty one pilots gif

E a música é esse som mais “crossover”, mesmo sendo pouco radiofriendly para ouvidos mais pop. A inspiração hip hop é bem bacana, e o refrão é bem legal; e enquanto a companheira de top 10 “Here” é uma música mais identificada com uma realidade adolescente, “Stressed Out” lida com a sensação de que o personagem da música – e por extensão o público que ouve a faixa – tem que lidar com a vida adulta e essa sensação é bem melancólica. Ou seja, consegue atrair uma gama mais extensa de ouvintes.

E você que achava 2015 um ano sem graça para a música? Um dos anos mais diversos!

Hora de encerrar o post com mais um pouco de “Stressed Out”: