Música pop no Oscar – como chegamos até aqui? [1]

No auge do sucesso da música-tributo “See You Again”, parte da trilha sonora de “Velozes e Furiosos 7”, este humilde blog trouxe um post sobre a nova invasão das soundtracks nos charts e como isso poderia influenciar o retorno de músicas pop à grandes premiações como o Oscar e o Globo de Ouro.

Já que a faixa em questão – e a amiga “Love me Like You Do”, de “Cinquenta Tons de Cinza” – estão na lista de indicadas ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original, e a música de Wiz Khalifa e Charlie Puth com boas chances de vitória, é hora de retomar a discussão sobre as músicas pop nas trilhas sonoras dos filmes; desta vez, falando sobre as canções indicadas e vencedoras do Oscar de Melhor Canção Original.

Eu selecionei como corte temporal o Oscar relativo ao ano de 1969, onde temos um vencedor até hoje marcante, uma faixa escrita por uma das duplas de compositores mais importantes da música – Burt Bacharach e Hal David. Continuar lendo

Indicados ao Grammy 2016 [3] – Gravação do Ano

Banner Gravação 2016

A categoria de Gravação do Ano do Grammy faz parte do Big 4 (os quatro prêmios mais importantes da Academia, incluindo Artista Revelação, Canção do Ano e Álbum do Ano), e contempla o performer da música, o produtor, e os engenheiros/mixadores da faixa. O Grammy de Gravação do Ano traz respeitabilidade ao artista, já que o foco aqui é na valorização de uma produção bem-feita juntamente com a interpretação do cantor/grupo – e artistas que não compõem o próprio material geralmente se dão bem por aqui, incluindo aqueles hitmakers, já que a maioria dos indicados aqui são os grandes sucessos do ano.

Na atual década (contando com 2010), os vencedores foram músicas marcantes, como “Use Somebody” do Kings Of Leon (2010), que chegou à quarta posição no Billboard Hot 100, posição pouco usual para canções de rock nos últimos anos; “Need You Now”, do Lady Antebellum, em 2011, a música que colocou o trio country como um dos grandes nomes do estilo nos EUA (#2 no Hot 100); “Rolling in the Deep” em 2012, que dispensa maiores comentários (#1); “Somebody That I Used To Know (2013), vencedora num ano especialmente difícil – mas as oito semanas no topo da Billboard e aquela premiação do Grammy ter sido bem indie-driven devem ter influenciado na decisão dos votantes.

2014 teve como vencedora “Get Lucky”, do Daft Punk, uma das faixas mais representativas da throwback disco-funk que rolou em 2013 (e um absurdo sucesso, com #2 no Hot 100). O último vencedor nessa categoria foi o britânico Sam Smith com “Stay With Me”, a óbvia vencedora num ano que, em retrospectiva, não estava muito complicado para ele levar – sem contar a igualmente óbvia qualidade da música – que aliás, chegou à segunda posição no Billboard Hot 100.

E agora, com uma série de hits entre os indicados – sem contar com um concorrente surpresa aqui – como a bancada do Grammy vai pensar?

D’Angelo and the Vanguard, “Really Love”
Mark Ronson feat. Bruno Mars, “Uptown Funk”
Ed Sheeran, “Thinking Out Loud”
Taylor Swift, “Blank Space”
The Weeknd, “Can’t Feel My Face”

Continuar lendo

Indicados ao Grammy 2016 [2] – Performance Pop Solo

Banner Performance Pop Solo 2016

A categoria de Melhor Performance Pop Solo é outra que surgiu após a monstruosa “enxugada” de 2011. Anteriormente, haviam três categorias que premiavam as performances, duas de gênero e uma de instrumental. Por isso, a Pop Solo trabalha com performances de artistas solo, não importando gênero ou se a performance é vocal ou não (daí a ausência do “vocal” ou “instrumental”).

A primeira vez em que houve premiação sob “nova direção” foi em 2012, quando Adele levou por “Someone Like You”. A britânica repetiu a dose no ano seguinte, com a versão live de “Set Fire to The Rain” (truqueirésima); em 2014 Lorde levou o prêmio para a Nova Zelândia com “Royals”, enquanto neste ano Pharrell e seu chapéu deixaram muitos narizes tortos levando o Grammy com “Happy” ao vivo (affe).

Pois bem, este ano, temos um espectro interessante de indicados – em sua maioria hits, e com a emergência de um act no segundo semestre, é o rival que pode dar trabalho ao até então inabalável favorito.

E tem a Kelly Clarkson também…

Kelly Clarkson, “Heartbeat Song”
Ellie Goulding, “Love Me Like You Do”
Ed Sheeran, “Thinking Out Loud”
Taylor Swift, “Blank Space”
The Weeknd, “Can’t Feel My Face”

Continuar lendo

Indicados ao Grammy 2016 [1] – Performance Pop por Duo ou Grupo

Banner Performance Pop Duo Grupo 2016

A categoria de Performance Pop Por Duo ou Grupo tem origem recente – fez parte da grande “enxugada” que o Grammy realizou em 2011 e que passou a valer para o award do ano seguinte. Essa categoria em questão juntou três prêmios – Melhor Colaboração Pop com Vocais, Melhor Performance por um Duo Ou Grupo com Vocais e Melhor Performance Pop Instrumental. Ou seja, geralmente os indicados nessa categoria são featurings, faixas lançadas por bandas e músicas instrumentais.

Exceto por 2012, só os grandes hits foram indicados e venceram nessa categoria. No ano inaugural (2012), a vitória ficou com Tony Bennett e Amy Winehouse, por “Body and Soul”, acredito eu por conta da gravação dela ter sido a última antes de morrer (e o primeiro lançamento após seu falecimento), além da música ser bonita, elegante e bem produzida.

As vencedoras nos anos seguintes foram “Somebody That I Used To Know” (2013), “Get Lucky” (2014) e “Say Something” (2014). Já neste ano, os indicados continuam na mesma linha de grandes hits, com destaque para os dois dos maiores hits do ano, em charts e impacto.

Primeiro, os indicados

Florence + the Machine, “Ship to Wreck”
Maroon 5, “Sugar”
Mark Ronson feat. Bruno Mars, “Uptown Funk”
Taylor Swift feat. Kendrick Lamar, “Bad Blood”
Wiz Khalifa feat. Charlie Puth, “See You Again”

Agora uma análise da chance de cada música (clique em continuar lendo)

Continuar lendo

Hora de falar dos indicados ao Grammy 2016

58th-Grammy-feature

A premiação do Grammy 2016 está marcada para o dia 15 de fevereiro – uma segunda-feira – e as categorias já foram reveladas. Como sempre, a bancada misturou os nomes mais bem sucedidos do ano com os acts respeitados pela crítica, criando uma tentativa de equilíbrio que traz problemas – porque nem sempre os nomes aclamados foram lembrados e quem passou despercebido acaba recebendo uma indicação que ninguém espera.

Geralmente, é uma mensagem que a Academia passa, quando ela estrutura os indicados – especialmente no Big Four. Mas este ano, sinceramente, eu não sei o que ela quer dizer haha

Lembrando sempre que, assim como fiz nas previsões (onde vocês podem ver o primeiro e segundo posts dedicados a isso, pra ver o quanto errei ou não 😉 ), o foco das análises do blog será no General Field (Álbum do Ano, Canção e Gravação do Ano – exceto Artista Revelação) e nas categorias pop (Melhor Álbum Pop, Performance Pop Solo e Por Duo ou Grupo).

Primeiro, os indicados:

ÁLBUM DO ANO

Alabama Shakes, “Sound and Color”
Kendrick Lamar, “To Pimp a Butterfly”
Chris Stapleton, “Traveller”
Taylor Swift, “1989”
The Weeknd, “Beauty Behind the Madness”

CANÇÃO DO ANO

Kendrick Lamar, “Alright”
Taylor Swift, “Blank Space”
Little Big Town, “Girl Crush”
Wiz Khalifa feat. Charlie Puth, “See You Again”
Ed Sheeran, “Thinking Out Loud”

GRAVAÇÃO DO ANO

D’Angelo and the Vanguard, “Really Love”
Mark Ronson feat. Bruno Mars, “Uptown Funk”
Ed Sheeran, “Thinking Out Loud”
Taylor Swift, “Blank Space”
The Weeknd, “Can’t Feel My Face”

MELHOR ÁLBUM POP

Kelly Clarkson, “Piece By Piece”
Florence + the Machine, “How Big, How Blue, How Beautiful”
Mark Ronson, “Uptown Special”
Taylor Swift, “1989”
James Taylor, “Before This World”

ARTISTA REVELAÇÃO

Courtney Barnett
James Bay
Sam Hunt
Tori Kelly
Meghan Trainor
MELHOR PERFORMANCE POP POR DUO OU GRUPO

Florence + the Machine, “Ship to Wreck”
Maroon 5, “Sugar”
Mark Ronson feat. Bruno Mars, “Uptown Funk”
Taylor Swift feat. Kendrick Lamar, “Bad Blood”
Wiz Khalifa feat. Charlie Puth, “See You Again”
MELHOR PERFORMANCE POP SOLO

Kelly Clarkson, “Heartbeat Song”
Ellie Goulding, “Love Me Like You Do”
Ed Sheeran, “Thinking Out Loud”
Taylor Swift, “Blank Space”
The Weeknd, “Can’t Feel My Face”

Enquanto no ano passado a bancada rejuvenesceu, indicando acts bem mais jovens para os principais prêmios, ela “chegou à idade adulta” para o Grammy 2016. Para além dos suspeitos de sempre – Kendrick, Taylor, The Weeknd – entraram players interessantes que já eram ventilados, como a própria Florence, além dos megahits do ano “Uptown Funk” e “See You Again” indicados de forma justa nas categorias a qual pertencem. Aliás, uma palavra que define as indicações este ano foi “justiça”.

Antes que as críticas comecem a pipocar, eu ressalto que o Grammy é um prêmio da indústria. Pode premiar o melhor ou o mais bem sucedido entre os indicados, mas a bancada atende a determinados requisitos que mantem esse equilíbrio relativo entre arte e comércio – porque os “blockbusters musicais” precisam ser premiados para o dinheiro continuar a rodar; e os “álbuns de arte” devem ser consagrados para que a criatividade e a identidade desses artistas seja recompensada – e o “indie” continue influenciando o mainstream. Agora, se tivermos um “álbum de arte” que seja um “blockbuster musical”… Esse é o melhor dos dois mundos.

Voltando ao assunto, é por isso que, quando a gente tenta pensar em prováveis indicados, a gente sempre entra na lógica do álbum pop bem sucedido + álbum alternativo safe choice + álbum de R&B + álbum de hip hop + álbum de country (o que aliás deu exatamente a tônica este ano, com a sensação Chris Stapleton entrando aos 45 do segundo tempo com o “Traveller”). Atende a todos os votantes, todos os fields e deixa bastante buzz para a premiação televisionada ano que vem.

No entanto, a discussão entre arte x mercado que está no fundo de todas as lógicas do Grammy ainda lida, este ano, com a influência que os álbuns tiveram num espectro externo. “To Pimp A Butterfly”, do Kendrick Lamar, é uma aula de história, de empoderamento negro, de resistência e a biografia em rap de um homem procurando um caminho a seguir, tendo que exorcizar seus demônios para sobreviver. Se tornou hit em protestos da população negra americana contra ações policiais, foi objeto de aulas nas escolas e virou um ícone cultural. Já “1989”, da Taylor Swift, além de ter quebrado recordes e mais recordes nas vendas de álbuns, também foi o centro da discussão sobre consumo de música na atualidade – Swift defende a valorização monetária da arte, passando pelos streams pagos, gerou muita briga com o Spotify e uma discussão sobre a relevância na atualidade das vendas físicas. Um álbum que mexeu com o mercado, mas também com os nossos hábitos de consumo.

São dois álbuns que representam a discussão entre arte x mercado de uma forma interessante – e que polarizam as discussões sobre quem deve ser o “Álbum do Ano” pelo impacto que cada um teve dentro do espectro onde se encontraram.

Mas vou deixar essa discussão específica para um outro post e continuar com as impressões.

Em Pop Solo, estou bem contente de ter acertado quatro de cinco indicações. Curiosamente, Meghan Trainor, que o Grammy está indicando como Melhor Artista Revelação, não foi indicada a mais nada para 2016 (a novata mais bem sucedida de 2015 e a melhor vendedora feminina de álbuns deste ano – até chegar a Adele), e teve seu nome substituído pela Kelly Clarkson, um movimento da bancada que só classifico como “antiguidade é posto”. Ao contrário da jovem cantora e compositora, que apesar de ter tido uma era bem sucedida, ainda é vista como novata e tem um retorno bem mixed de crítica, Kelly – que tem três Grammy nas costas, dois por Álbum Pop e é bem vista pela Academia, pegou uma vaga que ninguém lembrava de tê-la posto em previsões anteriores, justamente pela era “Piece By Piece” ter sido bem apagada.

A ideia de “antiguidade é posto” e ser “benquisto” pela bancada deve ter colaborado para um corte final de indicados a Álbum Pop menos “pop” ou “teen-oriented” que no ano passado. Além da Kelly, ainda tem o novo álbum do James Taylor que entrou na lista (aliás, tem tempo que um álbum pop de um act mais oldschool não era indicado numa categoria que não seja a “Tradicional Pop Album” – a última vez em que isso aconteceu foi no já distante 2009, em que Eagles e o próprio Taylor foram indicados, mas perderam para Duffy e o “Rockferry”). Os outros indicados também eram os suspeitos da categoria – Taylor, Florence, Ronson, o que torna uma decisão aparentemente lock em relação a “1989” uma caixinha de surpresas – já que as vitórias da KC em Álbum Pop são sempre surpreendentes – e ela tem ao todo quatro indicações nesta categoria.

Pop/Duo é outra categoria com indicados interessantes, e baseadas no sucesso das faixas – como também em como um álbum ou música podem puxar as indicações. Acredito que “Uptown Funk” carregou a indicação de Mark Ronson em Álbum Pop com o “Uptown Special”. No caso da Florence, foi o álbum “How Big How Blue How Beautiful” que deve ter conseguido levar tanto “Ship To Wreck” para a categoria Pop e “What Kind of Man” para o rock field. Aqui, a Academia continua fiel aos grandes hits, e creio que o duelo seja muito mais “Uptown Funk” x “See You Again”, com a Taylor de vela.

UF e SYA continuam merecendo as indicações onde foram destinadas – o primor de produção throwback de Mark/Bruno em Gravação do Ano e a simplicidade e identificação de Wiz/Charlie em Canção do Ano. Os outros indicados em ambas as categorias são fortes, o que torna a disputa nesses dois prêmios bem dura. No entanto, acho a vitória de “Uptown Funk” mais evidente que a de “See You Again”. As duas foram hits, mas UF foi um hit que quase bate um dos maiores recordes ainda existentes, foi viral praticamente o ano todo e ainda é uma grande música. “See You Again” pode enfrentar “Blank Space” e a polêmica “Girl Crush” (o meu azarão da categoria), mas as chances existem.

Já a decisão de Álbum do Ano, no entanto, não é mais no-brainer pra mim – pelo contrário, é aqui em que o equilíbrio pode ser colocado em xeque, ou simplesmente dar a lógica das premiações… Ou o Grammy assumir uma postura e reparar injustiças. Mas vou deixar isso, evidentemente, para os posts mais à frente.

Como dito anteriormente, as indicações do Grammy primaram pela justiça, e a busca pelo equilíbrio relativo entre arte e mercado. Por isso que Rihanna ficou de fora das indicações – nem a força de Kanye West e Paul McCartney foi suficiente para superar uma “era” arrastada e sem impacto (exceto pelo vídeo brilhante de “Bitch Better Have My Money”). Foi o fato de ser uma artista novata e sem o “respeito” da bancada (e por consequência do público) que Carly Rae Jepsen foi esnobada com o “EMOTION” – não adianta fazer um álbum aclamado se 1. ninguém ouviu; e 2. sua imagem está colada com a de uma One Hit Wonder.

Mas é hora de parar com as impressões! As análises categoria a categoria no Pop Field e no Big Four já vão começar, e a primeira é Performance Pop por Duo ou Grupo, o duelo de titãs do pop. Até lá!

Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [8]

O maior vencedor no geral do Grammy é o compositor Sir Georg Solti, um maestro que comandou a Orquestra Sinfônica de Chicago por 22 anos. O número de gramofones que o senhorzinho (falecido em 1997) levou foram 31. Nenhum artista, nem clássico nem popular, chegou a tantos.

Entre as mulheres, a maior vencedora no geral é Alison Krauss, cantora country e de bluegrass que ganhou 27 Grammy. 17 deles como parte do grupo Union Station. Ela é seguida de perto por Beyoncé, com 20 gramofones, e esse recorde tem chance de ser disputado, porque Krauss ainda está em plena atividade, e volta e meia é indicada (a última aparição da moça foi este ano, indicada a Best American Roots Performance).

Outros recordes bacanas são: o U2 é o grupo com mais prêmios, 22 Grammy; Quincy Jones REI é o produtor mais laudeado com um Grammy (tem 27 em casa, tanto como produtor, arranjador e artista principal); as pessoas mais novas a levarem um Grammy são as Peasall Sisters, creditadas na trilha sonora do filme “E aí, meu irmão, cadê você?”, vencedor do prêmio de Álbum do Ano em 2002 (Leah Peasall tinha sete anos, e suas irmãs Hannah e Sarah tinham respectivamente nove e 13 anos. Com essa idade eu ainda brincava de boneca). LeAnn Rimes, cantora country, é a pessoa mais nova a levar o prêmio de Artista Revelação, com 14 anos.

Já a pessoa mais idosa a ganhar um Grammy é Pinetop Perkins, que levou em 2011 o prêmio de Melhor Álbum de Blues Tradicional aos 97 anos. Será que nossas faves chegarão a esse nível de produtividade? Enquanto a pessoa mais nova a ganhar o Grammy de Álbum do Ano é Taylor Swift, com 20 anos de idade.

Após a introdução de alguns dos recordes do Grammy, é hora de falar de três momentos históricos da premiação – e especificamente de três recordistas.

Continuar lendo

Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [7]

O Grammy é a premiação das vitórias acachapantes, das consagrações esperadas, dos prodígios descobertos e dos experientes abraçados. Mas também é o award das surpresas estranhas, das vitórias fora da zona de conforto e das esnobadas históricas.

Quem não ficou de queixo caído com a Beyoncé perdendo o Grammy de Álbum do Ano pro Beck?

Ou não se revoltou pelo Kendrick Lamar ter sido ignorado em todas as categorias, e perdendo no rap field pro Macklemore & Ryan Lewis?

E quando o Grammy premiou como Artista Revelação Esperanza Spalding quando as pessoas achavam que Justin Bieber seria o vencedor? (sério que vocês acreditavam nisso? Eu estava apostando na Florence)

E a maravilhosa Amy Winehouse não ficou com o prêmio de Álbum do Ano, entregue ao Herbie Hancock. Nada contra o Herbie Hancock, mas a impressão que ficou foi que Grammy não quis dar a “cereja do bolo” pra uma “bad girl” e preferiu jogar no seguro.

Pois é, o tema do nosso esquenta de hoje serão os prêmios curiosos, esnobadas e algumas surpresas que sempre animam ou viram tema de treta nos anos seguintes à premiação.

Continuar lendo