Design de um Top 10 [19] Taylor Swift e mais 17 pessoas curtiram este post

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Um vídeo cheio de estrelas, de uma música que já tinha buzz desde antes de termos ouvido um acorde da canção, e que teve mais buzz ainda com todo o suspense com as participações especiais. Tudo isso não seria possível sem um vídeo extremamente bem feito, dirigido de forma magistral por um dos grandes videomakers da atualidade e com elementos importantes que fizeram de música/vídeo uma combinação excelente para superar um dos hits do ano, que era imparável há seis semanas.

Comemorem, Swifties: “Bad Blood” chegou à liderança na Billboard Hot 100! O nosso “Design” de hoje vai falar sobre como o quarto single do “1989” ascendeu ao topo e colocou Taylor Swift como a única mulher até agora a conseguir #1 em 2015.

 

Top 10 Billboard Hot 100 (06/06/2015)

1. “Bad Blood” – Taylor Swift (feat. Kendrick Lamar)
2. “See You Again” – Wiz Khalifa (feat. Charlie Puth)
3. “Trap Queen” – Fetty Wap
4. “Shut Up and Dance” – Walk the Moon
5. “Earned It” – The Weeknd
6. “Uptown Funk” – Mark Ronson (feat. Bruno Mars)
7. “Want to Want Me” – Jason Derulo
8. “Hey Mama” – David Guetta (feat. Nicki Minaj, Bebe Rexha e Afrojack) *
9. “Sugar” – Maroon 5
10. “Nasty Freestyle” – T-Wayne

 

Taylor SwiftCom um salto de 52 posições, Taylor Swift colocou o quarto single do seu aclamado álbum “1989” na primeira posição da Billboard, interrompendo com o que prometia ser mais uma longa jornada de um #1 no topo, com “See You Again”. O vídeo viral de “Bad Blood”, que trouxe um elenco estrelado e um remix que deu um belo up na música original, compensou a falta do material da Taylor no principal serviço que colabora com as pontuações de streaming na Billboard (o Spotify) – e um dos motivos pela liderança da música foi o número de visualizações no Youtube – que bateu o recorde das 24 horas, com mais de 19 milhões de views. Nos charts digitais, a música cresceu muito, especialmente após o lançamento no Billboard Music Awards, pulando da 26ª posição para a liderança, e com vendas de 385 mil downloads, ajudou a tirar a diferença de “See You Again”. Nas rádios, as subidas foram fortes (já tinham algumas execuções anteriores, mas com a versão solo), e apesar de ainda não ter chegado no top 10 no Mediabase, a faixa parecer ter uma certa longevidade nas rádios. Não vejo uma vida longa nos streams, contudo – mas acho que a música pode resistir pelo menos mais uma semana na primeira posição, e depois provavelmente SYA pode voltar por uma semana até outra música chegar à primeira posição (e não é a faixa que eu desconfiava nesses últimos dias).

Observação bacana: é o 4º #1 de Taylor Swift, e o primeiro de Kendrick Lamar, o que é merecidíssimo. Apesar de não ser de uma música própria do rapper, é importante para o grande público prestar atenção no grande trabalho do cara. VÃO OUVIR TO PIMP A BUTTERFLY!

 

Jason DeruloA subida meteórica de “Bad Blood” fez com que muitas canções sólidas no top 10 caíssem, como “Want To Want Me”, do Jason Derulo, que desceu uma posição – e agora está em sétimo no top 10. Mesmo assim, a faixa tem potencial de ser #1 na Billboard (poderia ser o segundo do cantor), nem que seja por uma semana. A faixa está muito bem nas rádios, com maior subida no top 10 do Mediabase, e no geral, apenas BB e a nova do Maroon 5 (“This Summer’s Gonna Hurt) estão subindo mais. A faixa está em sexto lugar no iTunes (se mantendo há semanas no top 10 com entradas e saídas de contenders do The Voice, awards e virais), e só está um pouco mais fraco nos charts de stream, onde está no top 20. Mas acredito que, com a força das rádios e o lançamento do álbum na próxima semana podem ajudar a música a crescer mais. Acho que dá.

 

 

David GuettaHora de falar de “Hey Mama” mais uma faixa top 10 de David Guetta. O DJ francês chamou Nicki Minaj, Afrojack e a cantora e compositora Bebe Rexha para seu novo hit, uma música que mistura bem o eletrônico com uma pegada meio urban, com uns ecos tribais. A trajetória da faixa vem sendo de crescimento sólido desde o início. Apesar de uma leve queda nos charts digitais nesta semana, a faixa está em sétimo lugar no Digital Songs; está no top dez das rádios e pertinho do top 10 dos charts de streaming. Ou seja, a música ainda está longe de seu peak – principalmente porque o verão já está na porta, e a faixa, com o refrão chiclete e a batida dançante que convida a #partyallthetime tem a cara dessa estação – e a música tem cara de que vai fazer moradia no top 10. Um #1? Não acredito muito, mas “Hey Mama” tem pinta de canção estável no chart.

(e por falar em refrão, a dona do refrão vibrante é Bebe Rexha, cantora/compositora que até então, não tinha sido creditada na música – apesar de ser uma das compositoras de “Hey Mama”. A moça declarou em entrevistas que a gravadora preferiu tirá-la do featuring porque aparentemente não seria “bom” pra canção ter tantas participações especiais, mas aparentemente os apelos posteriores da Bebe fizeram efeito e o nome dela já está em tudo que envolve a canção. Final feliz pra todo mundo – mas que história sem sentido)

E você, o que achou do novo #1 da Billboard Hot 100 hoje?

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Não vai mudar o mundo, mas é bem legal – “Everything is 4”, Jason Derulo

Cover CD Jason Derulo Everything is 4A minha impressão sobre a carreira de Jason Derulo sempre foi de alguns sucessos, mas de uma certa personalidade que mais parecia um lado B de outros artistas. Via o rapaz como um act substituto do Chris Brown, e ficava me imaginando porque mais um Chris Brown no mercado. No entanto, por conta das confusões deste último, e a estabilidade do Derulo durante sua trajetória – especialmente na Inglaterra, onde o cara tem vários #1 e excelentes peaks com outros singles, Jason se tornou um nome importante no cenário; especialmente após o sucesso viral de “Talk Dirty”, que foi hitar por último nos EUA e colocou o rapaz entre os hitmakers da atualidade.

Derulo conseguiu cumprir a lacuna que o Chris Brown deixou – daquele act R&B/urban/dançarino com forte apelo crossover e uma imagem mais agradável. No entanto, ao contrário de Brown, que de certa forma tem um apelo enorme entre o público urban, Jason Derulo tem apelo forte nas rádios pop, especialmente porque durante a carreira, os singles deles sempre tiveram essa identidade mais pop que o faz diferenciado dentro da cena masculina de black music. Ele não precisa “se entregar ao pop” – ele tem o pop em seu DNA.

Por isso que após o sucesso estrondoso dos singles “Talk Dirty” (que permitiu um relançamento do álbum “Tattoos” com faixas na pegada de TD) e “Wiggle” (do relançamento chamado “Talk Dirty”), o que se pensava era: o que Jason Derulo vai trazer? Um novo “Talk Dirty” ou algo diferente? Bem, com um hitaço como “Want To Want Me”, bem diferente dos singles mais urban do último álbum, o “Everything is 4”, seu novo álbum, está com boas expectativas. Previsto para lançamento dia dois de junho, vazou nesta terça-feira.

Será que Jason tem mais músicas com potencial neste CD? Confira no faixa-a-faixa!

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“Bad Blood” e as possibilidades de Taylor Swift

A essas alturas, todo mundo já deve ter visto milhares de vezes o clipe de “Bad Blood”, a diss (ou não) da Taylor Swift contra Katy Perry, e seu clipe estrelado.

O vídeo é do remix da música, que conta com o rap de Kendrick Lamar, de quem Taylor é fã, e deu um upgrade muito legal na música – além da batida ter ficado mais bem marcada com o remix. Apesar da canção ter ficado mais parecido com um (feat. Taylor Swift), o potencial pop de “Bad Blood” era claro desde o lançamento do “1989”. Apesar de ser uma música bem divisiva na preferência popular, o fato era que mais cedo ou mais tarde a faixa seria lançada, por todo o buzz envolvido antes do lançamento, com a revelação de que a música era sobre uma amiga que a havia traído.

E o buzz aumentou ainda mais, com os posters revelando as participações especiais do vídeo dirigido pelo gênio Joseph Kahn, em seu modo genial. Selena Gomez (como a “Bad Blood”), Cara Delevigne, Karlie Kloss, Ellie Goulding, Hayley Williams do Paramore, Zendaya, Jessica Alba, a musa Cindy Crawford e as estrelas da televisão americana Ellen Pompeo e Mariska Hargitay, além de outros nomes do mundo da moda e da TV fizeram parte de um vídeo brilhante, que mais parecia o trailer de um filme, com direito a treinamento numa base secreta super futurista, referências a filmes como “Tron”, “Clube da Luta”, “O Quinto Elemento” e uma homenagem ao icônico vídeo de “Toxic” (também dirigido por Kahn), que ajudaram a tornar “Bad Blood” o clipe do ano até agora, e um dos mais incríveis dessa primeira metade da década.

SÉRIO.

Além dos celebrados cameos e as referências, a edição, o trabalho de direção nas lutas coreografadas, a fotografia limpa e cinzenta em todo o vídeo, ao mesmo tempo em que o vídeo tem uma simplicidade na direção que não tira nada na sala de montagem nem inclui takes cortados de forma desnecessária, deixam o vídeo de “Bad Blood” uma delícia de assistir, com a sensação de quero mais.

(além disso, é notável o esforço da Taylor e de sua equipe em fazer um vídeo dessa magnitude, visivelmente caro e de produção esmerada, para o quarto single de um álbum – e considerando que a cantora já está em turnê. Ou seja, não teria a “necessidade”, mas no plano de dominação do pop pensado pela Swift, esse é um movimento para colocá-la no status de futuro ícone pop)

Taylor Swift Bad Blood Video

E o impacto do vídeo (lançado como abertura do Billboard Music Awards 2015, ocorrido no dia 17) foi tão grande que bateu o recorde de “Anaconda”, de Nicki Minaj, de vídeo musical mais visto no Vevo em 24 horas – com mais de 20 milhões de visualizações. Além disso, a música já voltou ao chart do Billboard Hot 100 em #53, e a expectativa é de que, com o apoio massivo das rádios, as vendas do remix – que chegou à primeira posição no iTunes, tirando a até então implacável “See You Again” da liderança; e a quantidade de streams recebida pela visualização dos vídeos (já que não tem Spotify nessa equação) pode colocá-la no top 3 na próxima semana. E as chances de #1 são reais – já que “See You Again” não está tão forte, mesmo com seis semanas em primeiro lugar no Hot 100, em comparação a “Uptown Funk season” no início do ano.

Pra quem pensava que seria uma nova canção de um outro artista a tirar a liderança de Paul Walker, parece que o topo vai voltar às mãos da Taylor Swift…

Uma ou duas coisas sobre o vídeo de “Pretty Girls”

, Los Angeles, CA - 04/9/2015 - Britney Spears and Iggy Azalea film a Music Video -PICTURED: Britney Spears and Iggy Azalea -PHOTO by: Vince Flores/startraksphoto.com -VIF32550 Editorial - Rights Managed Image - Please contact www.startraksphoto.com for licensing fee Startraks Photo New York, NY For licensing please call 212-414-9464 or email sales@startraksphoto.com Startraks Photo reserves the right to pursue unauthorized users of this image. If you violate our intellectual property you may be liable for actual damages, loss of income, and profits you derive from the use of this image, and where appropriate, the cost of collection and/or statutory damages.

Em primeiro lugar, desde o lançamento do novo clipe da Britney Spears, “Pretty Girls”, com participação da Iggy Azalea, que surgiu na popsfera ontem, eu sempre tiro um momento do dia pra assistir – seja no celular ou no notebook. O clipe é delicioso, divertido, despretensioso, trash na medida certa e mostra Brit Brit à vontade como há muito tempo a gente não tinha a chance de ver.

A história, inspirada no filme oitentista “Earth Girls Are Easy” (1988), conta as peripécias de uma alien interpretada pela Iggy, que acaba caindo na Terra, na casa de uma típica garota fútil (a Britney), que dá um banho de loja na extraterrestre e logo sai com ela pelas ruas de Los Angeles, com direito a product placement bizarro, Britney fazendo a sem noção e um break no meio da música pra gente lembrar dos bons tempos da princesa do Pop – a dança não é exatamente como antes, mas ela parece mais ativa e alegre que anos atrás.

A segunda coisa relativa a “Pretty Girls” é o impacto da faixa nos charts e a capacidade de se tornar viral. Em um dia, foram mais de três milhões de visualizações do clipe no Youtube, o que é considerado problemático em se tratando de um nome lendário como Britney (para efeito de comparação, nas primeiras 24 horas, o vídeo de “Anaconda”, de Nicki Minaj chegou a 19 milhões e 600 mil visualizações). O lançamento do vídeo até está ajudando na subida da música no chart digital, mas a música ainda não pode ser considerada um grande hit.

Esse hit, que eu estava prevendo pelo caráter radiofônico, atual, com um nome popular nos charts mas com o jeito da Britney, só seria possível, evidentemente, se a Britney realizasse performances nos lugares certos e lançasse através das plataformas certas, com o buzz necessário. No entanto, “Pretty Girls” (que terá sua primeira performance numa premiação bacana, o Billboard Music Awards), após o lançamento do single, ficou jogado no meio da guerra dos charts, sem o buzz devido – sem teasers do vídeo (que só apareceram praticamente um dia antes do lançamento do clipe), sem tweets pedindo que o público comprasse a música nem a famosa radio tour e as entrevistas nos programas.

É compreensível que Britney, neste momento, esteja envolvida na residência em Las Vegas, mas a esta altura do campeonato, após o flop monumental do “Britney Jean”, o que ela precisa é de exposição para fazer a música vender. Britney Spears está chegando naquela idade fatal para as mulheres na música pop – quando elas recebem resistência fortíssima das rádios e de um público desejoso de artistas cada vez mais jovens – e para quebrar essa resistência, o buzz e o viral (especialmente nas redes sociais, mais próximos do público jovem) são importantes. O vídeo de “Pretty Girls”, com o seu caráter retrô e divertido, chamou a atenção das redes sociais e dos sites de entretenimento, mas para quem veio de uma era extremamente problemática, apenas ser “Britney Spears” não é suficiente.

Exceto se é isso que ela realmente quer.

Design de um Top 10 [18] Enquanto “See You Again” domina os charts…

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A dominação de “See You Again” nos charts da Billboard continua. A pungente faixa em tributo a Paul Walker chegou à quarta semana seguida em primeiro lugar, ainda no auge das forças, liderando o chart digital, os charts de streaming e subindo na audiência das rádios – onde ainda não lidera, já que quem ocupa essa primazia é “Earned It”. Aparentemente, nem a estreia de “Pretty Girls” pode tirar a música de Wiz Khalifa e Charlie Puth do topo, e creio que pelo menos mais uma semana em primeiro está garantida.
No entanto, algumas curiosas (e já previstas) movimentações no chart podem surpreender o mais otimista dos fãs – e é sobre essa variação que o “Design de um Top 10” vai falar.
Top 1o Billboard Hot 100 (16/05/2015)
#1 See You Again – Wiz Khalifa feat. Charlie Puth
#2 Trap Queen – Fetty Wap
#3 Uptown Funk – Mark Ronson feat. Bruno Mars
#4 Earned It – The Weeknd
#5 Shut Up and Dance – Walk the Moon
#6 Sugar – Maroon 5
#7 Love Me Like You Do – Ellie Goulding
#8 Want to Want Me – Jason Derulo
#9 Nasty Freestyle – T-Wayne
#10 Thinking Out Loud – Ed Sheeran
Fetty Wap“Trap Queen”, do rapper novato Fetty Wap, já está aí, rondando a primeira posição. Em segundo lugar no Hot 100, também se encontra em segundo nos charts de streaming, e vem subindo nas rádios com consistência, sem a audiência gigante de “See You Again”, mas a promessa é de um belo acumulado no final do ano. A faixa está atualmente em sexto no iTunes, considerando as movimentações de The Voice e estreia da Britney Spears, é um grande feito para quem sequer tem uma performance num programa televisivo de grande impacto. Ou seja, a música já passou da fase de “apenas mais um viral” para hit certo de verão.

E se não fosse o buzz Paul Walker, talvez “Trap Queen” seria a música a destronar a “Uptown Funk season”? Mistérios…

 

 

Outra música mostrando a que veio é “Shut Up And Dance”, do Walk the Moon. O single subiu duas posições,Walk the Moon chegando ao quinto lugar e tem subidas fortíssimas no mediabase – só não supera, evidentemente, “See You Again”. Já com jeito de hit do verão, a música está em segundo no iTunes e com bom desempenho nos streams (a última fronteira, já que está crescendo muito nas rádios e no digital). Outra música que se manteve no top 10 do iTunes mesmo com as estreias e as “invasões” do The Voice, já podemos colocar como próximo hit do verão.

E acredito que, por causa do caráter mais “crossover” da música, acredito que “Shut Up and Dance” pode subir ao infinito e além em direção ao #1 na Billboard. (e se tiver uma apresentação num programa de impacto, melhor ainda).

 

 

Jason DeruloEntra ano e sai ano, Jason Derulo sempre hita alguma coisa dos seus álbuns (do debut, self-titled, ele botou três músicas no top 10: “Whatcha Say”, #1; “In My Head”, #5; “Ridin’ Solo, #9; do “Future History” nenhuma chegou ao top 10 – só “Don’t Wanna Go Home” peakou em #14; e do “Tattoos”/”Talk Dirty” , “Talk Dirty”, #3; e “Wiggle”, #5). Agora é o lead single do novo álbum, a grower as fuck “Want To Want Me”, que é a cara do verão, e com um jeito de R&B post-disco oitentista bem bacana, com direito a falsetes no refrão e muita sensualidade. Eu achava o refrão meio enjoado por causa desses falsetes, mas após duas ou três ouvidas, a música fica na cabeça, o que é impressionante.

Após subir duas posições, a faixa está na oitava posição no top 10, e desse ponto, a tendência é só subir. As músicas mais antigas até o momento estão em decadência (“Sugar”, “Love me Like You Do”, “Uptown Funk” e mesmo liderando nas rádios, acho que “Earned It” já chegou ao peak), e com o crescimento estável nas rádios – além do bom desempenho no chart digital (#3 no iTunes), acho que Derulo tem mais um hit do verão em mãos – e do tipo “Talk Dirty” de hit.

(P.S.¹: a minha visão do Jason Derulo hoje é um pouco diferente de quando ele começou. Lá atrás, em 2009, eu o via como uma versão B do Chris Brown, como um act R&B/urban que também dançava. Hoje, ele continua sendo esse act R&B/urban que sabe dançar, mas após os problemas pessoais, tretas e confusões do Chris Brown, é Derulo quem hoje cumpre a função do CB, sendo ainda por cima do tipo comportado – mesmo com o fim do noivado com a Jordin Sparks – e bem cool/crossover, com apelo geral – o que o Brown perdeu pós-agressão à Rihanna e todos os problemas posteriores)

(P.S.²: se você acha que Jason Derulo hita nos EUA, é porque não viu os peaks dele na Inglaterra. O cara domina por lá!)

 

Se “Trap Queen” já pode ser chamado de hit do verão, a cota viral do top 10 pode ser creditada a “Nasty T-WayneFreestyle”, do (outro) rapper novato T-Wayne. A música, que subiu oito posições na Billboard, chegando à nona posição no Hot 100, teve subida meteórica nos charts por causa de vídeos virais – que influenciaram nos streams e nas vendas digitais (#3 nos charts de streaming e#4 nos charts digitais). Como as rádios tiveram uma audiência pífia da música, elas não entraram na equação que levou o single ao top 10.

Mas “Nasty Freestyle” pode ser uma nova TQ – mais um rap no top 10, provável hit do verão – ou será mais um viral que vai e volta todos os anos? Olha, ouvindo a música, eu acho que será um viral mesmo. A música é basicamente um freestyle – T-Wayne versando por cima de uma batida pesada, sem refrão, por dois minutos e meio. Acho que sobrevive pelos virais, mas não sei se terá vida longa como “Trap Queen” (que é estruturada tradicionalmente como uma canção, tem refrão – e NF nem refrão tem).

 

 

E você? O que achou do top 10 da Billboard esta semana?

Um pouco mais de Charlie Puth no EP “Some Type of Love”

Sabe aquele rapazinho que canta o refrão de “See You Again”, o novo monster hit que destronou a “Uptown Funk season” e agora parece imparável em mais uma semana em #1? Pois é, o cantor e compositor Charlie Puth – que já pode colocar no seu currículo um dos primeiros lugares mais importantes de 2015 (porque é apenas a terceira música que chegou à primeira posição na Billboard Hot 100 este ano) – lançou no dia primeiro seu primeiro EP, “Some Type Of Love”, com quatro músicas que dão uma dica do som do rapaz e do que ele pode aprontar com um álbum completo.

Cover EP Charlie Puth Some Type of Love

Antes de falar das músicas em si, para quem acha que o Charlie caiu de paraquedas na música em 2015, ele foi revelado após gravar covers no Youtube e ser contratado em 2011 pela gravadora da Ellen Degeneres, a eleveneleven. No entanto, ele saiu do selo e assinou com a Atlantic Records, logo depois começando a compor para alguns artistas do meio R&B/urban, como Trey Songz, Lil Wayne e Jason Derulo. Algum tempo depois, durante a produção da trilha sonora do sétimo filme da franquia Velozes e Furiosos, Charlie foi chamado para compor uma música que seria como tributo a Paul Walker, um dos protagonistas da cinessérie. Inspirado no falecimento abrupto de um amigo, o cantor escreveu a música juntamente com o DJ Frank E, mas não esperava um retorno sobre se a faixa seria escolhida para o filme. O que houve depois podemos creditar ao destino – ou ao talento, já que a Universal (estúdio que produz a franquia), gostou do material e entregou para Wiz Khalifa fazer os versos.

Charlie não acreditava que a voz dele ficaria na versão final da música, mas a questão é que o estúdio gostou dele e “See You Again” foi gravado com os vocais do novato. O resto é #1 na Billboard e recordes pelo mundo.

Mas a verdade é que Charlie não é apenas “See You Again” – e sim um EP com quatro músicas com muito soul, Motown old school e boas inspirações, além de um featuring carismático e uma expectativa bem bacana sobre o que esse rapaz de 23 anos (que parece ter 16) pode aprontar para o resto de 2015.

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Britney Spears quer hitar e te divertir – e traz companhia em “Pretty Girls”

A Princesa do Pop está de volta com a missão de tirar o topo do Hot 100 do que pode se chamar de um oligopólio e roubar o verão para si! Após o flop monumental (e merecido) de seu último álbum, “Britney Jean” (porque o CD sofre de uma falta de inspiração patente), e uma temporada de shows bem sucedidos em Las Vegas, Britney Spears decidiu chamar a atenção do mercado e do grande público para si com um featuring bem esperto – Iggy Azalea, fresh e que chama hit, apesar das recentes controvérsias – e algumas fotos circulando pela net do vídeo clipe que parece ter uma estética oitentista bem marcante, trash e com tudo para viralizar.

Tudo isso para colocar todos os olhos e ouvidos sobre “Pretty Girls“, o lead single do novo álbum da loira. Mas será que desta vez, Brit Brit pode hitar? Cover Britney Spears Pretty Girls Primeiro, importante ressaltar que ao invés de investir em mais do mesmo, como as colegas em meio a comebacks andaram fazendo (oi Fergie! oi Gwen!), Britney olhou para o mercado e viu que o urban estava em alta, mas apesar da faixa ter uma pegada “Fancy” mais acelerada, o espírito fun da letra (“somos lindas, todos os caras estão atrás da gente”) e esse jeitinho meio 80’s (especialmente pelos sintetizadores) tornam a faixa vintage mas novinha aos ouvidos ao mesmo tempo. A produção do The Invisible Man, que não são exatamente as pessoas mais criativas do mundo, conseguiu entregar algo legal e que ao mesmo tempo te lembra outras faixas sem parecer que entregaram uma demo B pra Britney. E te pega de cara! O refrão é muito marcante e eficiente, com a vívida impressão de que ou a Charli XCX (fã declarada da Britney) ou a Gwen Stefani fizeram o backing de “Pretty Girls”.

(aliás, Gwen adoraria ter uma música como essa para o seu retorno solo)

O rap da Iggy não é exatamente um clássico, nem é tão marcante quanto sua participação em “Problem” da Ariana Grande, mas as respostas dela no pré-refrão são on point.

Esse é um single impactante não apenas porque é algo fora do que a Britney andava fazendo nos últimos anos (o EDM eletropop), mas também porque é algo facilmente identificável com o grande público. Todo mundo pode dançar e se divertir ao som da música, e tem todos os elementos de hit viral massivo de verão. Imagine os vines, snapchats e dancinhas virais no Youtube ao som do refrão, gente dublando no dubsmash… Ainda mais com as fotos que vem aparecendo há um mês do vídeo, com figurinos oitentistas, bem kitsch e exagerado, e uma Britney dançando aparentemente com mais vontade do que outras vezes.

Por fim, eu amei a música! Se for bem trabalhada (com performances nos lugares certos e lançando nas plataformas certas, sem esquecer digital ou streams), tem cara de #1 no Hot 100 com umas quatro semanas construindo morada no topo. O que seria maravilhoso para Brit Brit! A princesa merece um retorno à altura!

E você, se empolgou com “Pretty Girls”?