Nicki Minaj volta ao básico com elegância em “The Pinkprint”

Cover CD Nicki Minaj The PinkprintNicki Minaj é um dos nomes mais bombados do hip hop atual. Foi a rapper de origem trinitina que abriu a segunda leva de rappers femininas para o mainstream, e buscando expandir seus horizontes – ou seja, ampliar o seu público – acabou lançando materiais mais pop. Faixas como “Superbass” e “Starships” podem até ter alcançado um grupo grande de consumidores de música, mas acabou irritando os fãs mais antigos, que acharam que Nicki teria “se vendido” e se “popficado”.

Mas, a partir de mudanças no visual, que se tornou mais clean, e com o lançamento do lead single “Pills N Potions”, Nicki mostrou que queria voltar ao básico. E mesmo com a polêmica “Anaconda”, o objetivo de Onika Maraj (verdadeiro nome da rapper) é, ao mesmo tempo, reconquistar os fãs mais antigos e mostrar um trabalho interessante o suficiente para manter os fãs mais novos.

A pergunta é: será que ela conseguiu agradar aos dois grupos com o “The Pinkprint“? Confira no track-by-track da versão standard.

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Grammy 2015 – Indicados a Gravação do Ano

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A premiação de “Gravação do Ano” faz parte do Big Four, as quatro categorias “nobres” do Grammy (junto com Canção do Ano, Artista Revelação e Álbum do Ano). Os vencedores desse prêmio são o artista, o produtor e o engenheiro/mixador de som – ou seja, o foco desse prêmio são os aspectos de produção da música. Normalmente os grandes sucessos do ano entram aqui – assim como músicas icônicas na cabeça de qualquer pessoa que já tenha ouvido uma canção na vida.

Entre os vencedores antigos mais famosos estão Simon & Garfunkel, com “Mrs. Robinson (aquela mesma do filme “A Primeira Noite de um Homem”), Roberta Flack com “Killing Me Softly With His Song”, The Eagles com “Hotel California”, Billy Joel com “Just The Way You Are” (aquela que muita gente conhece na voz do Barry White) e Christopher-fucking-Cross com “Sailing”.

Entre a turminha mais recente, Amy Winehouse levou com “Rehab”, Lady Antebellum foi premiado com “Need You Now”, Adele se consagrou com “Rolling In The Deep” e este ano, “Get Lucky” do Daft Punk foi a escolhida.

Para a edição de 2015 do Grammy, os indicados para levar o prêmio vêm de uma lista muito diversa. Muita gente esperava a versão live de “Happy”, ou “Let It Go” ou “Drunk In Love” no corte final. Mas os votantes optaram por mesclar os principais hits do ano com entradas de última hora que deixaram a categoria com a sensação de “mas o que essas intrusas estão fazendo aqui”, ao mesmo tempo que fecha o favoritismo com uma atração vinda lá da terra da Rainha.

Primeiro, os indicados
Iggy Azalea featuring Charli XCX, “Fancy”
Sia, “Chandelier”
Sam Smith, “Stay With Me” (Darkchild Version)
Taylor Swift, “Shake It Off”
Meghan Trainor, “All About That Bass”
Agora as análises… Continuar lendo

A idade atrapalha o sucesso? Um estudo de caso estrelando Fergie e Gwen Stefani

FergieNum 2014 dominado pela surpresa do álbum surpresa-evento da Beyoncé e por Taylor Swift e seu “1989”, o espaço para as outras divas (ou aspirantes a diva) pop é pequeno. Ou você lança singles catchy de seu álbum repleto de potenciais hits (oi Ariana) ou aproveita para sugar tudo o que pode de seu álbum meeiro (oi Katy) ou simplesmente vê tudo de uma janelinha, enquanto espera o momento de voltar a brilhar (inclua aqui a diva que veio à mente). Ou lança um material bem inferior ao que te consagrou no passado – o que é um mau movimento se você é uma cantora icônica da década passada que ficou de molho nesses anos todos enquanto a caravana pop passava.

Gwen Stefani e Fergie são dois dos nomes mais importantes do pop Gwen Stefaninos anos 2000. Ambas sassy, divertidas, inteligentes e com boa noção de cultura pop, ambas vindas de grupos bem sucedidos em seus gêneros (Gwen, vocalista do No Doubt, que tocava uma mistura de pop e rock; Fergie, membro mais conhecido do Black Eyed Peas, grupo de hip hop que estourou mesmo na metade da década) e com álbuns bem sucedidos e que pautaram muito do que o pop passou a realizar em seguida. As duas voltaram depois para seus grupos de origem, com desempenhos diferentes em seus trabalhos, mas a mosquinha da carreira solo voltou a picar, e a dupla de loiras preparou seu comeback.

… Você sabia que Fergie e Gwen Stefani lançaram singles?

Os trabalhos de ambas estão oscilando no iTunes, entre modesto e flop. Nas rádios, a situação não muda muito – pior, as duas penam para ao menos tentarem subir na audiência. E tanto Fergie quanto Gwen cantaram em programas de impacto – Fergie Ferg cantou o lead single “L.A. Love (La La)” no American Music Awards; e Gwen performou o single “Spark The Fire” no The Voice, onde é jurada.

Mas por que os singles das duas não vem acontecendo? Será que é por conta das músicas? Ou a idade estaria afetando o consumo do trabalho delas?

Esse é o ponto da discussão que o blog vai colocar hoje: como a idade de Fergie e Gwen Stefani está afetando a recepção de seus trabalhos por parte do público médio americano.

Porque essa resistência aos trabalhos de mulheres maduras dentro da música pop não vem de 2014…

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Grammy 2015 – indicados a Performance Pop por Duo ou Grupo

Banner Performance Pop A categoria de “Melhor Performance Pop por Duo Ou Grupo” é sempre uma das mais disputadas do Grammy, desde a junção das falecidas “Performance Pop por um Duo ou Grupo” (que premiava apenas bandas) e a “Melhor Colaboração Pop” (que seriam os duetos, featurings e afins). Uma categoria que sempre inclui os hits do ano nos indicados (até LMFAO já teve chance de levar um Grammy!), existe desde 2012, e teve como vencedores em edições anteriores Tony Bennett e Amy Winehouse, Gotye e Kimbra e Daft Punk com Pharrell e Nile Rodgers. Agora é hora de conhecermos um novo vencedor, que pode vir de um grupo bem interessante de indicados, mesmo que os prováveis vencedores estejam bem à vista…

“Fancy,” Iggy Azalea ft. Charli XCX
“A Sky Full of Stars,” Coldplay
“Say Something,” A Great Big World ft. Christina Aguilera
“Bang Bang,” Ariana Grande, Jessie J & Nicki Minaj
“Dark Horse,” Katy Perry ft. Juicy J

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E começa a corrida para o Grammy 2015!

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Agora que todos os indicados para o Grammy 2015 (cuja premiação está marcada para o dia oito de fevereiro) já foram revelados, é hora de fazer uma análise geral das tendências da Academia – ou a mensagem que os votantes querem passar para crítica e público com esses indicados.

O foco das análises do blog será no General Field (Álbum do Ano, Canção e Gravação do Ano – exceto Artista Revelação) e nas categorias pop (Melhor Álbum Pop, Performance Pop Solo e Por Duo ou Grupo).

Em primeiro lugar, confira os indicados:

ÁLBUM DO ANO

“Morning Phase”, Beck
“BEYONCÉ”, Beyoncé
“In The Lonely Hour”, Sam Smith
“G I R L”, Pharrel Williams
“x”, Ed Sheeran

CANÇÃO DO ANO

“Chandelier,” Sia
“All About That Bass,” Meghan Trainor
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Stay With Me (Darkchild Version),” Sam Smith
“Take Me to Church,” Hozier

GRAVAÇÃO DO ANO

Iggy Azalea featuring Charli XCX, “Fancy”
Sia, “Chandelier”
Sam Smith, “Stay With Me”
Taylor Swift, “Shake It Off”
Meghan Trainor, “All About That Bass”

MELHOR ÁLBUM POP

Coldplay, “Ghost Stories”
Miley Cyrus, “Bangerz”
Ariana Grande, “My Everything”
Katy Perry, “PRISM”
Ed Sheeran, “X”
Sam Smith, “In the Lonely Hour”

ARTISTA REVELAÇÃO

Bastille
Iggy Azalea
Brandy Clark
Haim
Sam Smith
MELHOR PERFORMANCE POP POR DUO OU GRUPO

“Fancy,” Iggy Azalea ft. Charli XCX
“A Sky Full of Stars,” Coldplay
“Say Something,” A Great Big World ft. Christina Aguilera
“Bang Bang,” Ariana Grande, Jessie J & Nicki Minaj
“Dark Horse,” Katy Perry ft. Juicy J
MELHOR PERFORMANCE POP SOLO

“All of Me (live)”, John Legend
“Chandelier,” Sia
“Stay With Me,” Sam Smith
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Happy (live)”, Pharrell Williams

A Academia não surpreendeu muito este ano. Primeiro, as indicações, especialmente no field pop, não fugiram muito do que as apostas sugeriam. “All Of Me” e “Happy” foram indicados em suas versões “live” (uma trucagem das gravadoras, quando hits do ano não podem ser indicados por estarem fora do período de eligibildiade), o que ao mesmo tempo pode ser bom – porque mantém vivas as chances dessas músicas em ganharem o Grammy – pode ser muito ruim, porque as versões ao vivo não tem a mesma força das faixas em estúdio – o que pode dar o prêmio para outra canção (e no caso de Performance Pop Solo, o Grammy tá correndo muito para os lados da Inglaterra…).

Em Performance Pop por Duo ou Grupo, os hits do ano entraram, claro. Não fiquei surpresa por “Bang Bang” ter sido indicada – já tinha colocado a faixa como wild card na minha última análise, lá em setembro; apenas achei curiosa a entrada do Coldplay, mas como a banda tinha submetido as músicas do álbum no field pop, a banda de Chris Martin tem muita força entre os votantes. Mas não vejo “A Sky Full Of Stars” como vencedora aqui. Percebendo os indicados, continuo com as minhas desconfianças de setembro.

Curiosa é a estruturação de Álbum Pop. Não pelo Coldplay, já que eles foram submetidos em Pop, mas pela lembrança de “Bangerz” na categoria. Eu tinha comentado sobre as possibilidades do álbum da Miley na minha primeira análise de previsões, lá em julho, e achado que o hype dela tinha esfriado (por ser um álbum muito antigo e por toda a polêmica envolvendo a Miley no ano passado, e que normalmente não é bem vista pelos votantes mais conservadores), mas é interessante como esse CD teve força pra aguentar até aqui. Não vejo como vencedor, mas foi uma bola dentro da Academia. No geral, as indicações seguiram a tendência dos sucessos do ano ou de álbuns com músicas ou artistas que tiveram impacto na indústria. A ausência de Sia com o “1000 Forms of Fear” pode ser até questionada – principalmente porque ela emplacou indicação em Pop Solo, mas as indicações ao Grammy são conectadas. Apesar dela ter conseguido indicações em Canção e Gravação do Ano, o Grammy pode ter dito apenas que Sia se destacou com uma música, e não com o pacote completo.

No entanto, o Grammy deixou muita gente chateada e surpresa com as indicações de Canção e Gravação do Ano. Primeiramente, pela presença de hits – especialmente em canção, que premia a letra (“Shake It Off” e “All About That Bass” dizem olá) – assim como a ausência de Beyoncé nessas duas categorias (o que só fui me atentar um bom tempo depois). Isso pode não significar nada em primeiro plano, mas é importante ressaltar que, entre os trabalhos do mainstream que ganham ou são indicados ao Grammy de Álbum do Ano (não falo dos álbuns indies/alternativos), os artistas pelo menos conseguem indicação em Canção ou em Gravação. Não duvido da vitória do “BEYONCÉ” em Álbum do Ano, mas caso ocorra a derrota, o caminho para entendê-la pode estar aí.

Já em Álbum do Ano, a surpresa geral foi a indicação de Beck com o “Morning Phase”. Na maior parte das listas de previsões que andei lendo, o álbum dele não estava nem entre os mais cotados para entrar no corte final. O Grammy gosta de uma surpresa, e talvez essa indicação entre como “olha, não nos preocupamos apenas com os grandes nomes e os charts”. Entre as ausências sentidas, acho que “Frozen” podia ter entrado no lugar do álbum do Pharrell, o “G I R L”. A trilha sonora da animação vendeu como água e teve um grande impacto – é uma das trilhas sonoras mais vendidas de todos os tempos. O “G I R L” está aí pela esteira de “Happy”, que não emplacou nem no GF (se bem que “Let It Go”, que eu dava como certa no General Field, passou em branco).

Quanto às indicações de Taylor Swift com “Shake It Off”, ela está fazendo a “Roar” de 2015 – uma indicação de um hit forte do ano, mas que abre espaço para uma possível indicação com os outros singles e o álbum em 2016 (o que, evidentemente, vai acontecer). Além disso, Tay-Tay é queridíssima do Grammy – não se esqueçam de que ela é a pessoa mais nova a ganhar um gramofone de Álbum do Ano. Essa indicação é como se fosse pra “compor”.

Mas as análises aqui são bem gerais. Aos poucos, o blog vai realizar análises específicas de todos os indicados ao Grammy no General Field e no Pop. A ideia é falar de cada música/álbum indicado, suas possibilidades e por fim, quem eu acho que vai ganhar, quem eu gostaria que ganhasse; e alguma vitória surpresa.

As análises começam com Performance Pop por Duo ou Grupo, categoria que eu classifico como um duelo de cartas marcadas e fortíssimas, que pode significar o retorno de uma diva ou o primeiro Grammy de uma estrela. Até lá!

Indicados ao Grammy + Retrospectiva Grammy Nominations Concert [6]

grammy-nominations

E começaram a sair os indicados ao Grammy 2015, com surpresas incríveis entre os indicados (além de alguns acertos por parte da pessoa que vos escreve). Por isso, vou adiantando logo alguns fields + terminar a retrospectiva do “Grammy Nominations Concert”, que este ano é o especial de Natal “A Very GRAMMY Christmas“.

ÁLBUM DO ANO

“Morning Phase”, Beck
“BEYONCÉ”, Beyoncé
“In The Lonely Hour”, Sam Smith
“G I R L”, Pharrel Williams
“x”, Ed Sheeran

GRAVAÇÃO DO ANO

Iggy Azalea featuring Charli XCX, “Fancy”
Sia, “Chandelier”
Sam Smith, “Stay With Me”
Taylor Swift, “Shake It Off”
Meghan Trainor, “All About That Bass”

MELHOR ÁLBUM DE URBAN CONTEMPORÂNEO
Jhené Aiko, “Sail Out”
Beyoncé, “BEYONCÉ”
Chris Brown, “X”
Mali Music, “Mali Is”
Pharrell Williams, “G I R L”

MELHOR ÁLBUM POP
Coldplay, “Ghost Stories”
Miley Cyrus, “Bangerz”
Ariana Grande, “My Everything”
Katy Perry, “PRISM”
Ed Sheeran, “X”
Sam Smith, “In the Lonely Hour”

MELHOR ÁLBUM COUNTRY
Dierks Bentley, “Riser”
Eric Church, “The Outsiders”
Brandy Clark, “12 Stories”
Miranda Lambert, “Platinum”
Lee Ann Womack, “The Way I’m Livin'”

ARTISTA REVELAÇÃO

Bastille
Iggy Azalea
Brandy Clark
Haim
Sam Smith

CANÇÃO DO ANO

“Chandelier,” Sia
“All About That Bass,” Meghan Trainor
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Stay With Me (Darkchild Version),” Sam Smith
“Take Me to Church,” Hozier

MELHOR ÁLBUM DE RAP

The New Classic, Iggy Azalea
Because the Internet, Childish Gambino
Nobody’s Smiling, Common
The Marshall Mathers LP2, Eminem
Oxymoron, ScHoolboy Q
Blacc Hollywood, Wiz Khalifa

MELHOR PERFORMANCE POP POR DUO OU GRUPO

“Fancy,” Iggy Azalea ft. Charli XCX
“A Sky Full of Stars,” Coldplay
“Say Something,” A Great Big World ft. Christina Aguilera
“Bang Bang,” Ariana Grande, Jessie J & Nicki Minaj
“Dark Horse,” Katy Perry ft. Juicy J

MELHOR PERFORMANCE DE RAP

“305,” Childish Gambino
“0 to 100/The Catch Up,” Drake
“Rap God,” Eminem
“i,” Kendrick Lamar
“All I Need Is You,” Lecrae

MELHOR ÁLBUM DE ROCK

Ryan Adams, Ryan Adams
Morning Phase, Beck
Turn Blue, The Black Keys
Hypnotic Eye, Tom Petty & the Heartbreakers
Songs of Innocence, U2

MELHOR CANÇÃO DE ROCK

“Ain’t It Fun,” Paramore
“Blue Moon,” Beck
“Fever,” The Black Keys
“Gimme Something Good,” Ryan Adams
“Lazaretto,” Jack White

MELHOR CANÇÃO COUNTRY

“American Kids,” Kenny Chesney
“Automatic,” Miranda Lambert
“Give Me Back My Hometown,” Eric Church
“I’m Not Gonna Miss You,” Glen Campbell
“Meanwhile Back at Mama’s,” Tim McGraw ft. Faith Hill

MELHOR PERFORMANCE SOLO COUNTRY

“Give Me Me Back My Hometown,” Eric Church
“Invisible,” Hunter Hayes
“Automatic,” Miranda Lambert
“Something In the Water,” Carrie Underwood
“Cop Car,” Keith Urban

MELHOR ÁLBUM DE TRILHA SONORA

American Hustle
Guardians of the Galaxy
Frozen
Get On Up: The James Brown Story
The Wolf of Wall Street

MELHOR VÍDEO

“We Exist,” Arcade Fire
“Turn Down for What,” DJ Snake & Lil Jon
“Chandelier,” Sia
“Happy,” Pharrell Williams
“The Golden Age,” Woodkid ft. Max Richter

MELHOR PERFORMANCE POP SOLO

“All of Me,” John Legend
“Chandelier,” Sia
“Stay With Me,” Sam Smith
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Happy,” Pharrell Williams

MELHOR ÁLBUM POP TRADICIONAL

Cheek to Cheek, Lady Gaga & Tony Bennett
Sending You a Little Christmas, Johnny Mathis
Nostalgia, Annie Lennox
Partners, Barbra Streisand
Night Songs, Barry Manilow

MELHOR PERFORMANCE DE ROCK

“Gimme Something Good,” Ryan Adams
“Do I Wanna Know?”, Arctic Monkeys
“Blue Moon,” Beck
“Fever,” The Black Keys
“Lazaretto,” Jack White

e no twitter do Grammy os indicados vão saindo aos poucos. Como já dito, a cereja do bolo – Álbum do Ano – só sai no show desta noite. Por isso, para animar os dignos leitores com o último vídeo do esquente do Grammy Nominations, hora de mostrar uma apresentação do show do ano passado.

 Lorde, “Royals” (2013)

A neozelandesa que tomou o mundo de assalto com o hino anti-consumismo “Royals” e o guia adolescente “Pure Heroine” passou a ficar mais cotada após as indicações ao Grammy. A jovem de 16 anos ainda era um enigma para muitos, que conheciam apenas a sua música e as declarações chocantes – a menina era uma metralhadora giratória! Na apresentação de “Royals” no Grammy Nominations Concert de 2013, Lorde mostrou uma presença de palco diferente das outras estrelas pop, uma timidez à toda prova na saída do palco e muita atitude numa apresentação marcante do seu grande sucesso.

Curiosidade: Lorde conseguiu quatro indicações no último Grammy (Gravação e Canção do Ano; Melhor Performance Pop Solo e Melhor Álbum Pop), levando Performance Pop e o prestigiado Canção do Ano. Afinal de contas, o prêmio, dado aos compositores, consagrou uma adolescente como uma das grandes vencedoras do prêmio, algo que muitos críticos estavam divididos em relação a uma provável vitória.

Logo logo volto com a lista completa de indicados – e o principal, as análises gerais sobre os indicados aos prêmios nos field pop e no Big Four. Até já!

Retrospectiva Grammy Nominations Concert [5]

grammy-nominations A tensão aumenta à medida em que se aproxima o “A Very GRAMMY Christmas“, especial de natal preparado pela Academia no mesmo dia em que serão revelados os 82 indicados ao prêmio que é considerado o Oscar da Música. A cereja do bolo, ou seja, os indicados ao prêmio de Álbum do Ano, serão divulgados na hora do show, que vai contar com a presença de pesos pesados da indústria como Mary J. Blige, Tim McGraw, Pharrell Williams, Maroon 5, além de estrelas ascendentes como Sam Smith e Ariana Grande (junto com o namorado Big Sean).

E para continuar o esquente até amanhã, o grande dia em que forninhos cairão e as casas de apostas começam a fazer suas jogadas, vamos continuar falando sobre Grammy e introduzindo vocês ao mundo mágico e confuso da luta pelo gramofone, em especial, quatro prêmios que qualquer um deseja ter em casa, o tradicional “Big Four“.

Eu andei falando de “Big Four” desde o início desta retrospectiva, e até falei o que era, mas hora de entender a importância destes quatro prêmios: o “Big Four” compreende os prêmios de Canção do Ano, Gravação do Ano, Artista Revelação e Álbum do Ano. É o que chamam de “General Field”, já que essas categorias não estão incluídas em nenhum nicho (como os gêneros pop, rock, R&B e todo o resto). O prêmio de Canção do Ano vai apenas para os compositores da música. Anteriormente, canções que possuíam samples ou interpolações não eram elegíveis; mas a partir do Grammy 2015, essa regra caiu. (fonte).

Nem sempre os indicados a Canção do Ano também são indicados em Gravação do Ano; e quando a mesma canção é indicada para as duas categorias, não é certo que se a faixa vencer em uma, vence na outra. 28 músicas vencedoras em Canção também levaram Gravação do Ano; em 17 casos, os compositores eram também os cantores (nessa lista estão gente como Paul Simon, Christopher Cross, Michael Jackson, Eric Clapton, Seal, U2, Amy Winehouse, Coldplay, Adele e a última vencedora deste ano, Lorde). Aliás, Christopher Cross (do clássico “Sailing” e do que-não-envelheceu-tão-bem “Arthur’s Theme“) foi o primeiro artista a receber o Grammy de Canção do Ano, assim como Gravação, Álbum do Ano e Artista Revelação na mesma noite. Zerou a vida. Já Adele também aprontou das suas: ela também ganhou todos esses prêmios, só que não de forma consecutiva.

Ainda falando dessa pequena lista de notáveis, apenas quatro artistas ganharam o prêmio de Canção do Ano e Artista Reveação no mesmo ano: Christopher Cross (que novidade, em 1981), Alicia Keys (em 2002), Amy Winehouse (em 2008) e o fun. em 2013. Agora, Adele e… boom, Christopher Cross são os únicos que tem o Big Four. (Esse recorde a Beyoncé não vai poder superar.) Entre os maiores vencedores de Canção do Ano estão Henry Mancini, James Horner e o U2, que venceram essa categoria duas vezes.

O prêmio de Gravação do Ano é dado para o artista, o produtor, o engenheiro de som e o engenheiro de produção. Esse prêmio é mais bacaninha pra muitos cantores que não são compositores, porque é a oportunidade de levar um prêmio no General Field, além de, em alguns casos, ter músicas mais famosas/bombadas entre os indicados, o que dá chance para os hits do ano terem uma chance no Grammy.  O maior vencedor em Gravação do Ano é Paul Simon, com três vitórias. Com duas vitórias estão Henry Mancini (olha nós aqui outra vez!), The Fifth Dimension, Eric Clapton e Norah Jones. Já Roberta Flack e U2 são os dois únicos artistas que venceram Gravação do Ano em dois anos consecutivos. O U2 é mais recordista ainda, porque Bono e sua turma levaram com gravações do mesmo álbum.

E naquela listinha marota de notáveis, apenas cinco artistas levaram Gravação do Ano e Artista Revelação na mesma cerimônia – Bobby Darin, Christopher Cross, Sheryl Crow, Norah Jones e Amy Winehouse. O terceiro membro do “Big Four” é o prêmio de Artista Revelação. Como o próprio nome já diz, premia os novatos no jogo, aqueles que se destacaram o suficiente no período de eligibilidade para os membros do Grammy prestarem atenção no seu trabalho. Importante ressaltar que esse destaque deve ser a primeira gravação que estabelece a identidade pública do artista – tipo, o primeiro momento em que o público vê esse artista – que não necessariamente é o primeiro álbum lançado por esse artista (ver: fun.)

Essa categoria é uma faca de dois gumes: os premiados podem ser extremamente bem sucedidos quando premiados (tipo Beatles, The Carpenters, Mariah Carey, Christina Aguilera, Alicia Keys, Maroon 5, John Legend, Amy Winehouse – in memorian – e Adele) enquanto outros podem sumir igual poeira do deserto após o Grammy. Ou você já ouviu falar de A Taste Of Honey, Jody Watley ou… (eu ia dizer Christopher Cross, mas o cara meio que tá dominado essa conversa, então esqueça)… Starland Vocal Band? Para completar o caráter nervoso dessa categoria, Artista Revelação é a única categoria em que tem um Grammy vago. Foi na premiação de 1990, quando os vencedores revelaram que não cantavam no próprio CD. Os nomes? Milli Vanilli.

Girl you know It’s true!

Lista de notáveis: só quatro artistas levaram Artista Revelação e Álbum do Ano na mesma noite: Bob Newhart (1961), Christopher-fucking-Cross (1981), Lauryn Hill (1999) e Norah Jones (2003).

(esse recorde Adele não vai pegar)

E o melhor, o último e o mais importante, é o Álbum do Ano. Quem recebe o prêmio é o artista, o produtor, o engenheiro ou o mixador, além dos artistas que podem ter participado como featurings do álbum. Os maiores vencedores foram Frank Sinatra, Stevie Wonder, Paul Simon e Daniel Lanois (como produtor), com três vitórias. Norah Jones é a mulher com mais vitórias em Álbum do Ano: um com o próprio álbum, “Come Away with Me”, e mais três como artista participante – “Speakerboxxx/The Love Below” do Outkast, “Genius Loves Company”, do Ray Charles, e  “River: The Joni Letters”, do Herbie Hancock. A pessoa mais nova a ganhar um Grammy foi a MULHER DO ANO Taylor Swift, com 19 aninhos pelo “Fearless” em 2010. Já as pessoas mais novas creditadas num álbum do ano são as The Peasall Sisters, Sarah, Hannah and Leah por suas contribuições na trilha sonora do filme “E aí Meu Irmão, Cadê Você?” com 13, nove e sete anos, respectivamente.

Nessa idade eu ainda brincava de boneca.

Depois dessa intro bem grande sobre o “Big Four”, vamos fazer a retrospectiva do show dos indicados ao Grammy com um vencedor do Big Four. Quem é?

Maroon 5, “Moves Like Jagger/One More Night” (2012)

Os californianos do Maroon 5 estavam num grande ano em 2012. O “Overexposed” trouxe hits e muito mais fãs do que Adam Levine e sua turma jamais poderiam imaginar; a exposição no The Voice fez bem à banda; e claro que a organização do Grammy tinha que aproveitar o hype do grupo para colocá-los no show, não é? Por isso, além da banda ter performado “Payphone”, lead single do álbum, e um pout-pourrit de “Moves Like Jagger” e “One More Night”, também realizou um show para o público em Nashville, como parte da programação do Grammy Nominations Concert daquele ano. Consegui achar a segunda apresentação com muito custo, então clique e aproveite! (principalmente o gostoso do Adam em boa qualidade!)

Curiosidade: como eu tinha dito, o Maroon 5 tem um dos prêmios sonhados do General Field: o de Artista Revelação, vencido em 2005. Eles tem mais dois gramofones em casa: ambos pela extinta “Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocais” – uma em 2006, pela versão ao vivo de “This Love” (ou seja, trucagem haha) e outra em 2008 por “Makes Me Wonder”. Saudades Grammy hein?

E tá chegando a hora da verdade! O que será que vai acontecer nesta sexta-feira, em que finalmente os indicados ao Grammy serão revelados? Ainda dá tempo de esquentar os tambores, ao menos para 2013!