O que Madonna estará preparando?

MadonnaMadonna não dá ponto sem nó. Senão, não seria a Rainha do Pop, influenciando e provocando as novatas até hoje. Por isso, enquanto as outras divas pop se engalfinham em busca de #1 e vendas altas de álbuns, Madge está trabalhando silenciosamente – Diplo, Natalia Kills, Alicia Keys e Avicci estão entre os nomes envolvidos no seu próximo álbum, ainda sem título.

No entanto, algum hacker engraçadinho e fã de música decidiu deixar a internet em polvorosa neste sábado, vazando duas faixas que podem entrar para o novo CD da Madge: “Rebel Heart” e “Wash All Over Me”. As duas músicas têm produção do Avicci, e são um pop que flerta com o eletrônico, mas de uma forma mais orgânica. Ambas fogem do binômio “festa festa festa pegação” e mostram uma Madonna contemplativa e reflexiva. (e talvez uma base para o próximo trabalho da Rainha)

“Rebel Heart” (ouça) é mais pop que eletro e tem violões conduzindo a música, numa pegada meio country (o que o Avicci mostrou em seus trabalhos mais recentes). A letra é confessional e autobiográfica, como se estivesse contando a trajetória da vida da cantora, e o trabalho vocal da Madge aqui é muito bom, com destaque para as notas mais graves. É uma música com grande potencial. “Wash All Over Me” (ouça) é puxada mais para o eletrônico, com direito a break, mas tem uma organicidade mais “retrô”, lembrando algo mais anos 70, meio ABBA, com outra letra reflexiva, sobre se deixar levar num mundo em conflito. Outro trabalho vocal muito bom da Madonna aqui, numa faixa que apesar de não ter pinta de hit, é bem feita. Também tem dedo do Avicci, mas lembrando que essas faixas ainda são versões demo – ou seja: não chegaram à sua versão final e podem ter passado por vários produtores além do DJ.

O que podemos esperar através dessas duas faixas? Bem, não sabemos sequer se elas vão passar pelo corte final – como “Rebel Heart” e  “Wash All Over Me” vazaram bem antes do tempo, e o empresário da Madonna está bem furioso com esse vazamento. As faixas, como eu tinha dito, ainda não estão finalizadas, mas se o resto do álbum seguir essa linha menos fútil (como acabou sendo com “Hard Candy” e “MDNA”) e buscando conceitos mais próximos a uma de suas obras primas (“Ray of Light”, mesmo que a sonoridade não seja a mesma), acho que temos uma vitória para Madge por aí.

E você, o que achou?

Retrospectiva Grammy Nominations Concert [1]

grammy-nominations

Eita que daqui a uma semana vamos descobrir os indicados ao maior prêmio da música, o Grammy! Será que Beyoncé levará todos os prêmios? Será que Iggy Azalea vai ser a Macklemore de 2014? Será que finalmente Katy Perry leva o primeiro gramofone? Ou Frozen vai dar uma rasteira em todo mundo e ficar com o Álbum do Ano? Muitas perguntas, cujas respostas começam a aparecer no dia cinco de Dezembro, quando for exibido o “A Very GRAMMY Christmas“, um especial misturando Natal e indicações ao Grammy – e que será a versão 2014 do “Grammy Nominations Concert” – que até o ano passado, era show especial em que os nomes mais bombados do ano se apresentam, enquanto são revelados os indicados para os principais prêmios do Grammy (e mais um ou dois à sua escolha).

Normalmente, são revelados os nomes que vão disputar o “Big Four” (Artista Revelação, Gravação e Canção do Ano, além de Álbum do Ano) e pelo menos duas listas de indicados de outros fields (ou categorias), como pop e rock. As outras indicações (não se esqueça de que o Grammy tem 83 premiações) são reveladas no próprio site do Grammy.

*bom vocês se acostumarem a esses nomes (como “Big Four” e “field”) porque após a divulgação dos indicados, este blog fará a análise dos principais prêmios. 

Excepcionalmente neste especial, serão revelados apenas os indicados ao Álbum do Ano; no entanto, no mesmo dia cinco, um pouco mais cedo, saberemos os indicados para os outros prêmios.

Vamos aproveitar o ensejo e fazer um esquente de shows anteriores do Grammy Nominations Concert, só pra você sentir a qualidade e o naipe dos artistas que se apresentam nesse show.

Christina Aguilera, “I Loves You Porgy” (2008)

Xtina é um nome querido do Grammy. Sempre se apresentando desde o início da carreira, a loirinha sempre rouba a cena com a presença e o vozeirão, e tem seu nome na lista das performances mais icônicas da premiação com a espetacular “It’s A Man’s World” (se nunca viu, CLIQUE AQUI pra assistir, seu herege!). E a organização  do Grammy aproveitou para trazer a Baby Jane pra cantar “I Loves You Porgy”, do musical “Porgy and Bess” da Broadway. Mostrando controle e técnica vocal, além de um registro grave fabuloso, claro que Christina não poderia deixar de soltar suas notas mais altas; mas no geral, a apresentação foi perfeita e elegante. #voltaXtina

Curiosidade: Christina Aguilera tem quatro Grammies: Artista Revelação (superando sua arquirrival Britney Spears), Melhor Performance Pop Feminina (por “Beautiful” em 2004 e “Ain’t No Other Man” em 2007 ) e Melhor Colaboração Pop (por “Lady Marmalade” em 2002) além de um Grammy Latino por Melhor Álbum Pop Feminino pelo debut em espanhol “Mi Reflejo” – basicamente uma jogada da gravadora, lançando músicas novas e fazendo versões em espanhol para as faixas do debut em inglês da moça, aproveitando o boom latino do fim da década de 90/início de 2000.

Não é pra menos: para quem não sabe, o sobrenome Aguilera vem do seu pai, que é equatoriano.

Na nossa próxima retrospectiva, trago um destaque do show de indicados relativo ao ano de 2009. Não perca!

Vencedores e performances do American Music Awards 2014

Na noite de domingo aconteceu uma das premiações mais importantes da música americana, o American Music Awards. Criado como uma resposta da ABC ao Grammy, atualmente é conhecido pela série de performances marcantes e por dar uma bela ajuda no desempenho dos artistas nas vendas digitais.

E ontem, a situação não foi diferente: os artistas que se apresentaram no AMA já sentem no iTunes os efeitos de suas apresentações: Selena Gomez, Fergie, Taylor Swift são apenas algumas das artistas que ganharam apoio após suas performances na premiação.

Mas existe uma premiação nisso tudo, e uma premiação tradicional – que já consagrou nomes como Michael Jackson e Whitney Houston. Por isso, antes de mostrar os destaques, hora de falar dos vencedores…

Artista do Ano
One Direction
Iggy Azalea
Beyonce
Luke Bryan
Katy Perry

Artista Revelação
5 Seconds of Summer
Iggy Azalea
Bastille
Sam Smith
Meghan Trainor

Artista Masculino de Pop/Rock
Sam Smith 
John Legend
Pharrell Williams

Artista Feminina de Pop/Rock
Katy Perry 
Iggy Azalea
Lorde

Banda/Duo de Pop/Rock
Imagine Dragons
One Direction
OneRepublic

Álbum de Pop/Rock
Pure Heroine – Lorde
Midnight Memories – One Direction
Prism – Katy Perry

Arista Masculino de Country
Jason Aldean
Luke Bryan
Blake Shelton

Artista Feminina de Country
Miranda Lambert
Kacey Musgraves
Carrie Underwood

Arista de Rap/Hip Hop
Iggy Azalea
Drake
Eminem

Single of the Year
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“All of Me” – John Legend
“Rude” – Magic!
“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Happy” – Pharrell Williams

Prêmio Especial Dick ClarkTaylor Swift

(LISTA COMPLETA)

Agora vamos mostrar alguns destaques da noite de ontem, como a primeira apresentação para a TV americana de “Booty”, o sexy single de Jennifer Lopez que ganhou um remix-pra-hitar com Iggy Azalea, que levou dois AMAs pra cara (Artista de Hip Hop e Álbum de Hip Hop). A apresentação recebeu certa dose de preocupação por parte da ABC, uma TV conhecida por ser “família”, e aparentemente, a dupla recebeu o recado. Cheio de luzes e imagens que apareciam pelo corpo da dupla, a performance mais sugeriu que mostrou, e com direito a remix-do-remix cheio de latinidade, J-Lo mostrou porque ainda coloca muitas novinhas no chinelo.

Sam Smith continuou sua dominação cantando “I’m Not The Only One”, uma das highlights do seu álbum cheio de highlights, “In The Lonely Hour”. O britânico foi acompanhado por A.$.A.P. Rocky (e um imenso cachecol) na apresentação, a mais classuda da noite. E esse vocal, hein? Qualidade de estúdio!

Ariana Grande vem tendo um grande ano; e para coroar, claro que a neodiva fez uma apresentação incrível. Vocais on point (apesar da dicção esquisita) e versões mais intimista de “Problem” e “Break Free”, encerrando com o dueto com The Weeknd, “Love Me Harder”, e a química explodindo na tela. (aliás, só eu achei o áudio do microfone dos dois bem mais alto que o da banda?)

Outra que surpreendeu todo mundo foi Selena Gomez. Mostrando controle vocal e uma performance sentimental, com direito a imagens fortes e melancólicas ao fundo, a cantora fez talvez a performance mais instigante e emocionada da noite – afinal de contas, não é o que se espera de Selena Gomez baladinha triste e autobiográfica de fim de ano. No entanto, “Heart Wants What It Wants” é a baladinha de fim de ano, e composta pela própria Selena, mostra uma maturidade admirável sobre a sua relação com Justin Bieber.

Lorde maravilhosa arrasou com “Yellow Flicker Beat”, da trilha sonora de “A Esperança – Parte 1”, mostrando que, mesmo amiga das famosas e com todos os olhos em torno dela, continua a mesma artista que conquistou todo mundo com seu jeito fora dos padrões. Esquisito para muitos, único para vários. Talvez a performance mais artística da noite. (com direito a retirada do batom roxo dos lábios)

E a Taylor Swift que abriu a premiação com uma versão hiperbolizada do vídeo de “Blank Space”? Dá pra sentir um playback no ar, mas a performance super teatral divertiu e serviu como uma boa abertura para o AMA. Mas a performance de T-Swift foi bem melhor na plateia, dançando e cantando como se houvesse amanhã”! 😉 essa é a Taylor que amamos!

Outros artistas que se apresentaram no AMA foram Fergie, Imagine Dragons, MAGIC! com Wyclef Jean, e One Direction

E você, o que achou do American Music Awards este ano? Aprovou os premiados?

Beyoncé quer viralizar em “7/11”

Beyoncé 7 11 video

Após deixar o mundo embasbacado com o lançamento do sensacional BEYONCÉ, uma experiência literalmente audiovisual, com músicas de altíssima qualidade e clipes incríveis, Beyoncé decidiu ampliar os horizontes dos fãs com o lançamento da edição Platinum do álbum autointitulado, que chega às lojas agorinha, segunda-feira (24). Além das 14 músicas e dos 17 vídeos, tem também duas músicas novas – “Ring Off” (uma faixa com influências meio caribenhas, meio R&B) e “7/11” e quatro remixes. Além disso, os fãs podem conferir um DVD Ao vivo contando com 10 apresentações ao vivo da “Mrs. Carter Show World Tour” com comentários do artista e um encarte, e o mini-calendário oficial de 2015 da Beyoncé.

Ou seja, quem quiser comprar vai ter que coçar um pouco o bolso pra ter uma experiência completa com a Sra. Carter.

E aproveitando que o relançamento do CD ta aí na porta, Beyoncé lançou na sua página pessoal do Youtube e no site oficial, um clipe simplão para a faixa “7/11”, um batidão nervoso urban pra rebolar nas boates e fazer twerk como se não houvesse amanhã. “Simplão” porque vemos uma Beyoncé sem superprodução, sem maquiagem, sem cenários extravagantes, apenas ela, as amigas dançarinas, a filha Blue Ivy escondidinha na cama do quarto da mamãe, e muitas coreografias que a galera vai imitar nas versões “de segunda linha” do vídeo. A trollação não perdoa nem os presentes de natal de Beyoncé!

A música é visivelmente para aproveitamento para os fãs, porque não tem cara de hit crossover. É urban demais, nada radio-friendly e nem tem um refrão claro e manifesto pra gente se guiar. Se, por algum milagre dos streamings, a faixa fizer sucesso, será pelo nome Beyoncé e pela capacidade desse vídeo viralizar. Porque tem chances de viralizar – é fácil de ser reproduzido por qualquer fã: basta uma câmera estática, você e suas cinco amigas sem medo do ridículo e muitas coreôs imitadas com perfeição.

Agora, no geral, mesmo com potencial de ser um sucesso na internet, o clipe em si não é tão bom. Não por parecer low-budget, e sim por uma impressão pessoal de que a Beyoncé, uma grande controladora de todos os aspectos de sua carreira, não parece totalmente confortável fazendo a simples, festeira e bagunçada no quarto do hotel. Essa imagem está tão entranhada na minha cabeça que qualquer coisa que fuja desse conceito de “Beyoncé, a mulher no controle de tudo” soa fora de lugar, o que torna o vídeo artificial, como se ela tentasse passar uma imagem de “gente como a gente”, o que evidentemente nunca esteve associado a Beyoncé. Mas talvez seja algo apenas meu, porque a maioria das opiniões é extremamente positiva sobre o novo vídeo da Bey.

E aí, gostou? Acha que “7/11” tem chance de sucesso nos charts ou será um grande viral de internet?

Design de Um Top 10 [9] Três novos moradores no top 10

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Voltamos à nossa programação normal com mais um Design de Um Top 10, primeiro falando da mulher do ano, Taylor Swift. Além da loirinha ter conseguido manter o primeiro single, “Shake It Off”, no top 3 da principal parada de singles americana, ela ainda conseguiu um novo #1, com “Blank Space”. Será que o “1989” será o “Teenage Dream” da Taylor?

Mas o top 10 também é feito de novidades: além de BS, outras duas músicas estão estreando no top 10. E como estamos chegando ao final do ano, os grandes hits do verão começam a se despedir da parada (bye bye “Bang Bang”) enquanto midtempos começam a aparecer com força nos charts.

 Top 10 Billboard Hot 100 (29/11/2014)

1. Taylor Swift – Blank Space

2. Meghan Trainor – All About That Bass

3. Taylor Swift – Shake It Off

4. Maroon 5 – Animals

5. Tove Lo – Habits (Stay High)

6. Hozier – Take Me To Church

7. Bobby Shmurda – Hot Boy

8. Jessie J, Ariana Grande & Nicki Minaj – Bang Bang

9. Sam Smith – I’m Not The Only One

10. Nick Jonas – Jealous

 

Taylor SwiftPrimeiro é hora de falar de Taylor Swift. Com “Blank Space”, a cantora-compositora alcança mais um recorde na Billboard: ela é a primeira mulher a se substituir no topo da parada – o lead single “Shake It Off” era o #1 anterior. Nada mais óbvio, já que a faixa, uma das mais bem criticadas do álbum “1989”, ganhou um excelente clipe (que teve recorde de visualizações, mesmo tendo vazado antes do tempo – e você sabe, visualizações = streams = pontos para o chart), e mesmo sem o apoio do Spotify, a faixa é uma das que mais cresce nas rádios e está em primeiro lugar no iTunes. E pra completar, a Taylor será uma das performers do American Music Awards, a segunda premiação mais importante da música americana – atrás apenas do Grammy – e conhecida por ter performances de altíssima qualidade. Com certeza a Taylor vai se manter muito tempo no topo…

 

 

 

 

A invasão britânica continua, e agora os homens é quem mandam! Sam Smith colocou mais uma faixa do elogiado álbum de estreia “In The Sam SmithLonely Hour” no top 10 – e desta vez é a mid “I’m Not The Only One“. Após o estrondoso sucesso de “Stay With Me” e a boa repecurssão de “Latch”, faixa do Disclosure que tinha os vocais do britânico como featuring, é claro que as pessoas logo iam pensar: “será que Sam Smith seria apenas chuva de verão ou vai dar liga?”. Pois é, parece que o Sam está seguindo direitinho os passos da conterrânea Adele (com quem é constantemente comparado) e está emplacando mais uma música na Billboard! Em sétimo lugar no iTunes, subindo nas rádios feito um furacão e em terceiro lugar nos charts semanais do Spotify (lembre-se de que Taylor Swift não está com o catálogo no serviço), a música é mais um hit para a coleção do rapaz. Outra música sensacional do ano, o nono lugar no Hot 100 é apenas o mérito por um trabalho bem feito e a atenção do público americano para as letras confessionais do Sam. E ele vai participar do AMA, hein…

 

 

 

 

Nick JonasA surpresa do top 10 atende pelo nome de Nick Jonas e sua “Jealous”. Quem imaginava que o ex-Jonas Brothers, sumido da mídia, retornaria com um álbum tão bom e um hit nas mãos? A faixa teve uma bela subida (pulou 13 posições para chegar à décima colocação), graças a subidas constantes nas rádios, no iTunes, além de apresentações certeiras nos principais programas, um remix delicioso com a Tinashe e entrevistas saidinhas (“Nick cresceu e deixou de usar o anel da castidade!”; “Nick Jonas sem roupa”). A música é muito boa, mas com um marketing agresssivo desses, não tem quem não se interesse em saber se o material novo do cantor faz jus à sua nova persona sexualmente ativa. Nick Jonas não vai se apresentar no AMA, mas não duvide de que o rapaz consiga algum “Today Show” ou “Good Morning America” daqui até o final do ano e esse décimo lugar não será o peak.

 

 

 

 

E aí, o que achou do top 10 de hoje e de seus novos moradores?

Guia Básico de Não Ser Uma One Hit Wonder – estrelando Meghan Trainor

Meghan TrainorMeghan Trainor surgiu como um furacão no finalzinho do verão americano com seu hit viral “All About That Bass”, uma mistura fofa de pop e doo-wop com uma letra de autoafirmação das gordinhas que gerou polêmica e colocou os olhos de crítica e público sobre o que a loirinha ia fazer após o sucesso da faixa, que passou oito semanas em primeiro lugar na Billboard, destronando a “mulher do ano” Taylor Swift.

Para mostrar que Meghan não é apenas um hit de verão, a Epic decidiu adiantar logo o lançamento do primeiro álbum, chamado “Title” (inicialmente, a jovem só lançaria um EP, também chamado “Title” – que aliás, foi lançado – e bem depois eles lidariam com um futuro debut) e investir no segundo single, a grudenta “Lips Are Movin'”.

Espertamente, Meghan e sua equipe estão acertando em tudo num guia básico de “Como Não Ser Uma One Hit Wonder” e não virar apenas motivo de riso num flashback futuro. (take notes, Carly Rae Jepsen!)

1. Segundo single bem catchy e de estrutura parecida com o grande sucesso.

“Lips Are Movin”” é igualzinho a “All About That Bass”. Se as letras não são iguais, a estrutura é extremamente similar – LAM é mais rápida. Se a melodia não é tão parecida, o fato das duas batidas se assemelharem já deixa nos ouvidos do público a sensação de familiaridade – mesmo que alguns digam “putz, mas a música é igualzinha, que falta de criatividade!”. As duas músicas tem até raps! Eu até entendo a crítica, mas às vezes, quando você é um hit de verão, precisa jogar com as cartas que tem. E ao menos “Lips Are Movin” é uma boa música.

2. Um clipe similar ao de estreia, mas com uma “marca”

Você já sabe o que esperar de Meghan Trainor: uma música pop catchy, com influências retrô – tanto no som (soul, doo-wop), bom humor e figurino vintage. Por que não repetir a dose nos clipes? Se o primeiro vídeo tinha tudo isso, o segundo tem a mesma pegada retrô e divertida – o clipe de “Lips Are Movin” é o making of de um clipe, com direito à arrumação dos cenários e cenas dentro das cenas. Se parece com “All About That Bass”, mas como eu já disse aqui, semelhança traz familiaridade com o público. E o clipe tem mó cara de que também vai viralizar.

Confira aqui (o vídeo não pode ser incorporado, então basta clicar na imagem)

Meghan Trainor Lips Are Movin video

3. Bom timing

O vídeo de LAM foi lançado hoje, num momento em que a faixa cresce muito no iTunes (está atualmente em décimo-oitavo lugar) e tem boas subidas nas rádios. A faixa até demorou um pouco pra emplacar, mas agora acho que tem chance de estourar, principalmente porque o clipe promete ter boas visualizações no Youtube (que contam para a Billboard como stream). Se a equipe de Meghan conseguir ainda um espacinho no American Music Awards ou no show dos indicados ao Grammy, a faixa vai para as cabeças.

E você, o que acha de “Lips Are Movin”, tanto música quanto clipe?

Ficar parado é a última coisa que Mark Ronson e Bruno Mars fazem no vídeo de”Uptown Funk”

Mark Ronson and Bruno Mars Uptown Funk video

Num mundo essencialmente pop, sempre bom tem um pouco de groove pra contrabalançar, não é? E é isso que o produtor britânico Mark Ronson (o homem por trás do icônico “Back To Black” da eterna Amy Winehouse, além de ter trabalhado com nomes como Lily Allen, Robbie Williams e Christina Aguilera) está apresentando no primeiro single de seu novo álbum “Uptown Special” (para quem não sabe, ele tem três álbuns lançados), o funk-soul nervosíssimo e cheio de ginga “Uptown Funk”, com participação especial de outro parceiro musical, Bruno Mars.

Para quem não sabe, os dois trabalharam juntos na produção do segundo álbum do havaiano, “Unorthodox Jukebox” (que levou o Grammy de Melhor Álbum Pop em 2014) – aquele álbum espetacular que mesclou os anos 70 e 80 melhor que muito cd inspirado nos anos 80 por aí – e como a química bateu, Bruno tem créditos de participação em outra faixa do álbum de Ronson, que está previsto para ser lançado em 2015. Mas primeiro, vamos começar com esse petardo incrível que é “Uptown Funk” – uma música completamente diferente do que tá rolando por aí, mas com uma capacidade radio-friendly incrível, graças à qualidade da faixa e a voz moldada para o grande público que é a do Bruno Mars, mas com um pouco mais de agressividade e força que viriam bem também à sua pequena discografia.

O novo álbum de Mark Ronson também conta com participações de Kevin Parker do Tame Impala, Andrew Wyatt, e do produtor Emile Haynie, além de outros nomes. E pode-se esperar uma abordagem bem setentista e cheia de ritmo no CD, assim como o lead single “Uptown Funk”, que muitos críticos dizem ter influência de Prince, outros de Michael Jackson, e eu vejo um pouco de James Brown, principalmente na parte final da música.

E com a música já estourada nos charts (subindo velozmente nas rádios, em primeiro lugar no Chart Viral do Spotify e em vigésimo-segundo no iTunes), é claro que a nova dupla dinâmica da música ia lançar o clipe do single, que segue na mesma vibe da música. Um clipe cool e descolado, com muitas cores, dancinhas charmosas do Bruno e os Hooligans (além da participação bem cool do Mark Ronson balançando a cabeça) e um dos momentos mais bizarramente divertidos do mês: uma sequência de Bruno e Mark num cabeleireiro, com bobs na cabeça, cruzando as pernas e – claro – balançando a cabeça ao som do ritmo impecável de “Uptown Funk”.

Eu ouvi hit? Eu ouvi viral? Confira o elétrico vídeo!