Maroon 5 – V

Cover CD Maroon 5 V

Maroon 5 lançou nesta sexta o quinto CD de estúdio do grupo californiano, “V”, num momento de sua trajetória artística que deve ser discutido com atenção.

A banda sempre se distinguiu com um som bem próprio, um pop com influências claras do R&B, funk, jazz e rock, sempre guiados por baterias com um certo groove, mas também com peso, além das guitarras bem marcantes. No entanto, a seara de sucessos teve uma queda após o lançamento do “Hands All Over”, e o ressurgimento comercial do Maroon com “Moves Like Jagger”, um pop mais puro (só que ainda com certa “identidade” da banda) acabou encaminhando o grupo para um som mais distante daquilo que eles foram conhecidos. 

O “Overexposed” deu sucesso comercial, já que o CD teve um grande número de produtores pesos-pesados da indústria (como Max Martin, Ryan Tedder, Shellback e Benny Blanco), ao contrário de suas empreitadas anteriores, e uma nova leva de fãs (vindos principalmente do The Voice, reality show musical onde o vocalista-muso Adam Levine é um dos jurados), mas muitos fãs antigos torceram o nariz pro material, que falando francamente, estava muito aquém do que o M5 já tinha feito antes. E pior, o “Over” tinha um problema sério: a sucessão de músicas similares, que fazia com que a gente parecesse estar ouvindo um CD de uma música só. 

Com o “V”, a banda californiana continua com a sucessão de produtores A-List num CD com problemas, mas o M5 conseguiu entregar ao público um CD mais audível que o anterior. 

Confira o track-by-track a seguir:

obs:  a resenha do álbum é da versão standard

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Confira os vencedores e performances do Beyoncé Music Awards 2014

VMA 2014

O Video Music Awards 2014 foi um grande pré-show para a apresentação de Beyoncé e seu self-titled. Fierce, profissional e com fôlego de leão, Queen B levou 16 minutos pra reordenar os continentes e deixar apenas destroços das basics, numa apresentação sensacional das músicas do álbum visual, com direito a gifs lindos da Blue Ivy dançando ao som de “***Flawless”.

Mas, como você sabe, teve uma apresentação antes, e apesar do VMA neste ano não ter sido tão cheio de basfonds e baixarias como ano passado, ao menos as apresentações foram muito bem produzidas e os artistas deram seu melhor (com aquelas reações da plateia que já viraram uma marca do award).

Primeiro, se você não sabe, conheça os vencedores são:

VOTAÇÃO DO PÚBLICO

Vídeo do Ano
“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Wrecking Ball” – Miley Cyrus
“Happy” – Pharrell Williams
“Chandelier” – Sia

Melhor Vídeo Feminino
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Partition” – Beyoncé
“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Royals” – Lorde

Melhor Vídeo Masculino
“Sing” – Ed Sheeran feat. Pharrell Williams
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“Happy” – Pharrell Williams
“All Of Me” – John Legend
“Sam Smith” – Stay With Me

Melhor Vídeo Hip-Hop
“3005″ – Childish Gambino
“Hold On (We’re Going Home)” – Drake
“Berzerk” – Eminem
“Black Skinhead” – Kanye West
“We dem boyz” – Wiz Khalifa

Melhor Colaboração
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Loyal” – Chris Brown Feat. Lil Wayne & Tyga
“Timber” – Pitbull Feat. Ke$ha

Melhor Vídeo Pop
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Talk Dirty” – Jason Derulo Feat. 2 Chainz
“Happy” – Pharrell Williams
“Wake Me Up” – Avicii feat. Aloe Blacc

Melhor Vídeo com Mensagem
“Battle Cry” – Angel Haze feat. Sia
“Hey Brother” – Avicii
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“One Voice” – David Guetta feat. Mikky Ekko
“Crooked Smile” – J. Cole feat. TLC
“Dirty Laundry” – Kelly Rowland

Cubland Award
“Summer” – Calvin Harris
“Grab Her!” – Disclosure
“Turn Down for What” – DJ Snake feat. Lil Jon
“Animals” – Martin garrix
“Stay The Night” – Zedd feat. Hayley Williams

Melhor Vídeo de Rock
“Do I Wanna Know” – Arctic Monkeys
“Fever” – Black Keys
“Royals” – Lorde
“Demons” – Imagine Dragons
“Until It’s Gone” – Linkin Park

Artist To Watch (Revelação)

5 Seconds Of Summer
Charli XCX
Fifth Harmony
Sam Smith
Schoolboy Q

CATEGORIAS TÉCNICAS

Melhor Cinematografia
“City Of Angels” – 30 Seconds to Mars
“Afterlife” – Arcade Fire
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“Hate or Glory” – Gesaffeslstein
“West Coast” – Lana Del Rey

Melhor Coreografia
“Partition” – Beyoncé
“Talk Dirty” – Jason Derulo feat. 2 Chains
“Hideaway” – Kiesza
“Love Never Felt So Good” – Michael Jackson & Justin Timberlake
“Good Kisser” – Usher
“Chandelier” – Sia

Melhor Direção de Arte
“Reflektor” – Arcade Fire
“Turn Down for What” – Dj Snake & Lil Jon
“Rap God” – Eminem
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Tamale” – Tyler, The Creator

Melhor Edição
“Rap God” – Eminem
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“The Walker” – Fitz and the Tantrums
“Your Life is a Lie” – MGMT
“Stay The Night” – Zedd feat. Hayley Williams

Melhor Direção
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“Turn Down for What” – Dj Snake & Lil Jon
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“Wrecking Ball” – Miley Cyrus
“The Writing’s On the Wall” – OK Go

Melhor Efeitos Visuais
“Turn Down for What” – Dj Snake & Lil Jon
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“The Writing’s On the Wall” – OK Go
“Lazaretto” – Jack White
“Grab Her!” – Disclosure

Agora é hora das apresentações! A premiação começou em clima de girl power, com Ariana Grande e a primeira performance televisionada de “Break Free”, o segundo single do “My Everything”, seguido do momento bundas com “Anaconda” e uma Nicki Minaj deixando todo mundo com a boca aberta; encerrando com Jessie J e o smash “Bang Bang”, com direito a wardrobe malfunction de Onika e um final até anticlimático – que aliás, provou o “featuring de aluguel” da faixa pela falta da química no palco que exalava no estúdio. Mas pelo menos teve algum burburinho, em relação à abertura chatinha com Lady Gaga ano passado.

 

Taylor Swift estreou sua persona pop performando “Shake It Off” num estilo meio “Broadway” com muitos dançarinos, roupa meio charleston e algum charme. A música é um hit pronto, mas brilha muito mais em versão de estúdio do que na versão ao vivo, onde a voz da T-Swift está basicamente irreconhecível.

 

Usher mostrou o novo single “She Came To Give It To You”, brincou de tocar baixo e Nicki Minaj apareceu com seu featuring rápido e agora com o zíper fechado. Nunca tinha ouvido a música, mas achei algum lado B que um imitador do Michael Jackson recusou no início dos anos 80 tão ruim que era. E depois de todo mundo no pop fazendo disco-funk, Usher aparece com o exemplo mais genéricozinho. E ainda teve um jeito de apresentação fim-de-carreira.

 

Sam Smith pode não ter ganhado nenhum Moonman, mas está em nossos corações com essa apresentação linda de “Stay With Me” e um dos melhores vocais da noite. A apresentação com menos showmanship e mais técnica, mostrou porque é uma das revelações do ano – e porque a Inglaterra tem tanto cantor bom. Até as Kardashians estavam fangirlin’!

http://on.mtv.com/1zqVE3S

 

Talvez o low point do VMA foi a apresentação do 5 Seconds of Summer com “Amnesia”. Os meninos não são bons cantores, a música é genérica e sem graça. Até os Jonas Brothers que malhávamos tanto tinham músicas com produção mais apurada – e Nick é um cantor talentoso.

http://on.mtv.com/1zqWiy9

 

Iggy Azalea se uniu com Rita Ora pra cantar o hit “Black Widow”. Eu achei essa a melhor produção da noite: a banda, o cenário, o clima dark-misterioso-sexy sem ser pedante, as bailarinas, e a dupla Iggy/Rita estava bem carismática. A voz da Rita estava no ponto, e a rapper não perdeu o fôlego em momento algum da apresentação. Com um material melhor e que represente com clareza sua identidade, Iggy tem um grande futuro pela frente.

 

Eu não sou uma das maiores fãs de “Maps”, mas a música é catchy e grower. A canção não foi o BOOM nas rádios e iTunes como se esperava, mas ao vivo o lead single do Maroon 5 funciona bem. Não dá pra julgar bem apresentações fora do palco da premiação, mas tinha espaço para a banda – ao menos no lugar do 5 Seconds. E Adam Levine nunca é demais, né? 🙂

 

Mas como eu disse, todas as atrações anteriores eram apenas pré-show para o Beyoncé Music Awards, o momento em que se separam as meninas das mulheres, as basics das divas. Beyoncé fez tudo aquilo que se esperava dela: carão, cabelo pro lado, coreografias fierce e vocal poderoso e no ponto, mas com um repertório formado pelas músicas do “BEYONCÉ”, com transições sensacionais que não perdiam o ritmo das músicas, empowernment e fôlego para poucas, além de uma presença de palco absurda, Beyoncé dominou o palco e mostrou quem é a grande performer da música atual – e por que mereceu o Vanguard Award (apenas o impacto visual e cultural de “Single Ladies” já valia concorrer ao prêmio, depois do álbum visual…)

 

E você, o que achou do VMA este ano? Quer dizer, do BeyMA?

Ariana agora é gente Grande com “My Everything”

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Muitas pessoas conheciam Ariana Grande como a Cat da série “Victorious”, exibida na Nickelodeon, principalmente o público adolescente. Após um debut que passou despercebido (a faixa teen-pop “Put Your Hearts Up”), a jovem cantora decidiu voltar ao estúdio e trabalhar em algo mais parecido com o que ela gostava realmente de ouvir – o R&B dos anos 90 misturado com o doo-wop dos anos 50 (que fazia parte do projeto inicial de seu primeiro álbum). O resultado foi um single que chegou ao topo do iTunes como um furacão (“The Way”, com Mac Miller), e um álbum que recebeu praise da crítica e um debut histórico (“Yours Truly”, que colocou Ariana na lista de 15 cantoras que lançaram seu álbum de estreia em primeiro na Billboard 200).

Agora, um nome mais conhecido tanto entre o público adolescente, já que Ariana tem uma fã-base muito grande, que a apoia e coloca suas músicas sempre nas primeiras posições do chart digital; e entre o grande público, a jovem de 21 anos dá o passo seguinte para se tornar uma estrela pop. Com “My Everything“, Ariana se une com um time poderoso de compositores e produtores (Max Martin, Ilya, Ryan Tedder, David Guetta, Zedd, Savan Koetcha) e featurings bem escolhidos num álbum que é mais atual que o seu charmoso debut; mas que, apesar desse grupo de produção, não tira a identidade da artista, calcada no pop/R&B. Além disso, a voz de Ariana é um verdadeiro instrumento musical que, com habilidade, consegue transitar pelas mais diversas canções que estão no CD, um dos melhores do pop em 2014

Confira aqui o track-by-track!

obs:  a resenha do álbum é da versão deluxe

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NÃO ABRA NO TRABALHO: Nicki Minaj – Anaconda

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Eu devo ter falado algo no “about me” do blog, mas para quem nunca leu, eu trabalho numa rádio de Salvador. O blog é um interesse pessoal que eu quero levar para voos mais altos. Às vezes, pela necessidade de ter que escrever rapidamente sobre um lançamento, eu aproveito meu tempo livre no serviço pra escrever aqui no “Duas Tintas de Música”, mas normalmente as faixas são mais seguras de serem ouvidas (e principalmente vistas).

Por isso, eu recomendo: NÃO ABRA O VÍDEO DE “ANACONDA” NO TRABALHO! Sério, como você pode assistir com tranquilidade a um vídeo da Nicki Minaj balançando seu big fat ass diante da câmera, twerkando for real e expondo toda a sua ghetto sassy na medina quando o local onde você trabalha tem janelas de vidro que dão pro corredor? “Anaconda” nem é apropriado pra menores, nem para pessoas sensíveis!

Mas isso significa que seja um clipe ruim? PELO CONTRÁRIO! Com certeza “Anaconda” é um  dos vídeos mais divertidos do ano, com uma música absolutamente grower (na primeira ouvida eu achei meio méh, mas o sample de “Baby Got Back” do Sir Mix-A-Lot deixa a faixa com um ar “throwback” que é muito, mas muito grudento. O refrão tá na minha cabeça até agora) e a Minaj sendo trasheira é melhor que a séria-e-pedante de “Pills n’ Potions”. Nesse vídeo, Onika twerka na selva com as amigas, joga chantily no corpo, pega “peso” na academia com figurinos que deixariam Miss Bumbum corando de vergonha e ainda encerra expondo seus atributos na frente de um Drake que não sabe o que fazer com tamanha abundância. Você não sabe se ri, se dança ou se fica hipnotizada pela overdose de bundas hahaha

É aquele vídeo que dá vontade de ver várias vezes, seja pela música – que é ótima e merecia mais sucesso – seja pelo choque de bundas na tela ou pra captar mais do duplo sentido nada sutil do vídeo, com bananas, leite de coco, garrafas geladinhas e chantily.

Aqui está “Anaconda”:

 

Mas recomendo, não abra no trabalho!!!!

Taylor Swift finalmente se assume pop em “Shake It Off”

Taylor Swift Shake It Off Video

Taylor Swift é um caso curioso na indústria. Surgida como uma jovem cantora/compositora de música country, que relatava seus dramas, dores, romances e experiências na música, alcançou aos poucos respeito de público e crítica, além de sucessos que ultrapassavam a barreira do country e passavam a tocar nas rádios pop. Após entrar na cultura pop naquele VMA de 2009 com o “imma let you finish” do Kanye West e conseguir um Grammy de Álbum do Ano com o segundo CD, “Fearless”, todo mundo queria saber o que a loirinha aprontaria em seus próximos passos.

Após dois álbuns bem recebidos (“Speak Now” ainda country; e “Red”, já mostrando uma transição entre o country-pop e o pop puro, com produtores da moda) e muitas notinhas em tabloides sobre os namoros, é hora de Taylor finalizar a passagem de jovem cantora e compositora de country para pop diva. E ela escancara as portas lançando single e clipe do lead single “Shake It Off” nesta segunda-feira, já revelando também o nome do novo álbum (“1989”) e que este será o primeiro álbum totalmente pop em sua carreira. E a julgar pela música de trabalho, o que Taylor quer mesmo é se firmar no difícil jogo das estrelas pop… Mas a que custo?

Não dá pra negar que “Shake It Off” é uma música bonitinha e catchy. Com versos fáceis e refrão grudento, a música é basicamente um mini-hino de autoestima da própria Taylor com direito a alguns shades aos odiadores e invejosos. A batida lembra muito “Happy” do Pharrell misturado com música de cheerleader (não é uma coincidência a bridge ser falada como se fosse um grito de guerra) e o clipe tem uma boa fotografia e um certo senso de humor awkward, que a Taylor já mostrou em outros vídeos ter de sobra – e soa natural nela – com direito a referências a Cisne Negro e Lady Gaga. No entanto, algumas impressões ficam na música que me incomodam um pouco.

Pra começar, na primeira ouvida, eu não consegui reconhecer a voz da Taylor. Se eu ouvisse na rádio sem saber de quem se trata, juraria que era alguma cantora nova na cena. Aquele timbre característico, não-tão-country-roots mas também não-tão-pop sempre foi um dos charmes dela, e meio que se diluiu na música, o que a torna pra mim meio como se ela tivesse se adequado à canção sem por nada de seu, nada que a caracterizasse na música. Segundo, apesar do “Red” ter nos apresentado essa faceta mais pop da T-Swift, é ainda meio chocante vê-la numa música que aparentemente, nada tem a ver com ela. Não sei como os fãs mais antigos vão lidar com a canção – e até mesmo admiradores ocasionais vão ter que ouvir algumas vezes pra se acostumar (ou não). 

Tem cara de hit? Com certeza, com a mão do produtor do ano – Max Martin e seus smash “Problem” e “Bang Bang” – é hit na certa e já está fazendo boa figura no chart digital (neste momento está em segundo lugar no iTunes, mais de três horas após o lançamento) – mas sacrificando a identidade da artista?

 

Ou será que isso foi sempre o que Taylor Swift quis fazer?
Veremos nos próximos capítulos.

Sci-fi de segunda (e isso é uma boa coisa) – Ariana Grande e o vídeo de Break Free

Ariana Grande Break Free Video

O segundo single do “My Everything” já tem seu clipe! “Break Free”, pop/EDM com featuring do DJ Zedd traz uma Ariana Grande inspirada em Jane Fonda em “Barbarella” (quem acompanha o Instagram da moça sabe que ela andava postando fotos da atriz durante a produção do vídeo), vivendo uma heroína intergalática num cenário meio trash e com uma boa dose de humor involuntário, cortesia do diretor do vídeo, Chris Marrs Piliero.

Alguns podem achar o clipe uma boa porcaria, mas eu particularmente gostei bastante. Sou fã de uma coisa trash com (d)efeitos especiais, e a pegada meio filme B de sci-fi meets Star Wars meets Barbarella caiu bem com a música mais eletrônica. E em época de “Guardiões da Galáxia” bombando nos cinemas, o timing de lançamento de um vídeo tendo o espaço como pano de fundo foi bem interessante.

Acredito até mesmo que deu uma melhorada na música, que não é uma das melhores do catálogo da Ariana – mas é catchy. Critiquei quando foi lançada, mas hoje ouço sempre e sei cantar todinha! O vídeo pode até soar divisivo (mais uma vez) para os fãs de música pop e grandes produções, mas acho que essa pegada “vintage-tosca” caiu bem à música e à própria expressão da Ariana no clipe, que pareceu bem mais confortável.

Dá pra ver que preferi o vídeo de “Break Free” ao de “Problem”, né? Mas como música, o lead-single ainda é bem melhor.

Tire suas conclusões assistindo ao vídeo aqui:

Design de um top 10 [7] Hoje é dia de reggae, de pop, de girl power

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Após o reinado de “Fancy” na primeira posição do Hot 100, o reggae engraçadinho do Rude chega à quarta semana em primeiro lugar na Billboard. A construção do top 10 está bem diferente da nossa última análise, e por isso, o “Design de um Top 10” mostra as novidades deste mês de agosto na principal parada americana. Afinal de contas, o verão por lá ainda não acabou e tem muita água pra rolar debaixo dessa ponte!

 Top 10 Billboard Hot 100 (13/08/2014)

#1 MAGIC! – Rude
#2 Sam Smith – Stay With Me
#3 Iggy Azalea – Fancy (feat. Charli XCX)
#4 Nico & Vinz – Am i Wrong
#5 Ariana Grande – Problem (feat. Iggy Azalea)
#6 Jessie J, Ariana Grande & Nicki Minaj – Bang Bang
#7 Maroon 5 – Maps
#8 Meghan Trainor – All About That Bass
#9 Sia – Chandelier
#10 Disclosure – Latch (feat. Sam Smith)

 

MagicComeçamos, claro, falando dos primeirinhos. Atualmente, os canadenses do MAGIC! já não estão liderando o chart digital e as subidas deles não são as maiores das rádios, mas o grupo pode se orgulhar de ter “Rude” como uma das músicas do verão em 2014 segurando hits como “Problem” e “Maps”. A música, um reggae-pop divertidinho sobre um cara pedindo a mão da namorada em casamento para um sogro meio ameaçador, pode até deixar a primeira posição na semana que vem (o que me parece bem provável, observando os movimentos do iTunes e das rádios), mas deu uma boa visibilidade para o grupo. Ainda não ouço os sons de um próximo single nos EUA no horizonte; por isso, os riscos do MAGIC! ser mais um one hit wonder na terra do Tio Sam são grandes.

 

 

 

 

Maroon 5Enquanto isso, o Maroon 5 segue lucrando com o lead-single do “V”, “Maps“. A música, que teve seu peak semana passada – uma sexta posição, não prosseguiu com sua curva ascendente por algumas razões, incluindo 1. o fato de não ter sido um single estourado de cara (em relação aos leads anteriores) – o que pode ser compensado pela apresentação no VMA, dia 24, já marcada; 2. a estreia explosiva do single girl-power do ano, “Bang Bang“, da Jessie J com featuring de Ariana Grande e Nicki Minaj. O trio parada dura estreou em sexto no Hot 100 e tem grandes chances de subir. Além disso, a estreia de BB foi um momento importante para as três Jessie Jartistas: é o peak da britânica na parada americana – igualando o pico da Jessie com “Domino”, no já distante 2012; marca mais um top 10 da Miss Grande, colocando a jovem com duas músicas no top 10; e é o décimo Top 10 da Minaj, colocando a trinitina como a rapper feminina com mais top 10 na história do Hot 100. O que é um peak na vida de três pessoas…

 

 

 

 

Sam SmithE por falar em peaks, Sam Smith vem tendo um 2014 maravilhoso. Com duas músicas no top 10 do Hot 100 (além de “Stay With Me”, o britânico é feautring em “Latch“, do Disclosure), Sam conseguiu o pico em #2 com SWM, e a faixa tem grandes chances de conseguir o topo. Liderando o Mediabase e em sexto no iTunes, está em crescimento nas rádios e nos streamings enquanto a faixa do MAGIC! está começando a curva descendente. Ele merece ser reconhecido pelo bom trabalho; além disso, o álbum debut do rapaz, “In The Lonely Hour”, é um encanto.  E as chances de aparecer no Grammy aumentam ainda mais…

 

 

 

 

 

Meghan TrainorJá na categoria “possíveis one hit wonders”, você pode escrever na sua caixinha de memórias da década de 10 do século XXI o nome de Meghan Trainor. A gente não pode adivinhar o futuro, mas o cheirinho de sucesso passageiro emana da jovem cantora-compositora, que chegou ao seu pico momentâneo no hot 100 com a faixa divertidinha de autoestima “All About That Bass“, na oitava posição. Momentaneamente, a faixa superou “Bang Bang” e “Anaconda”, segundo single da Nicki Minaj, e está em primeiro no iTunes, após remar muito e conquistar muita gente com a música, um pop meio retrô com batidas doo-wop. A faixa saltou vinte posições, graças também aos streamings conquistados pelo clipe e o impulso dado pelas rádios, que começaram a abraçar a música. Será que Meghan pode beliscar esse topo? Será que ela tem chances de sobreviver até o próximo verão? Só o tempo dirá…

 

 

 

E aí, o que você achou do Top 10 desta semana?