Katy Perry erra a mão em “This Is How We Do”

Katy Perry This Is How We Do Video“This Is How We Do”, quinto single do “PRISM”, é uma daquelas músicas com cheirinho de filler. Pop despretensioso inspirado nos anos 90, não parece uma escolha segura de single para uma hitmaker com faro pro sucesso como Katy Perry. E num CD que precisa de bons clipes para acompanhar músicas que não são tão interessantes, a impressão que fica é de que Katy anda perdendo a mão para 1. escolher boas músicas como single; 2. fazer um bom clipe.

O “PRISM” já não é um bom CD, em relação ao “Teenage Dream”. Tem algumas músicas boas – justamente os quatro primeiros singles e “Walking On Air” – e muitos fillers. É um álbum cansativo e que se pretende mais “orgânico” que o dance-pop do TD, mas soa como 40 minutos da mesma música. A escolha dos singles foi boa até o momento, mas a ordem não: após “Roar”, Katy deveria ter lançado “Dark Horse” e cedido aos apelos do público, que preferia essa a “Unco”, que é uma música belíssima, mas com jeito de single de fim de ano/janeiro-fevereiro. “Birthday” poderia ser um single de fim de verão (no lugar de “TIHWD”) e “Walking On Air” (um dance noventista com personalidade e com jeito de que faria muito sucesso nas boates). Mas as escolhas de Katy e da gravadora nesta era são esquisitas, e tudo culmina com um clipe sem graça e sem inspiração como “This Is How We Do”.

Pra salvar uma música tão ruim, com uma letra tão boba (que lembra, na primeira hora, “Last Friday Night”, mas aquela tinha uma historinha com a qual qualquer um se identificava; aqui nem isso), o clipe tem que elevar a música. Mas o vídeo é tão entediante e modorrento, e a escolha em pegar a letra da música de forma literal e traduzir de forma cool e descoladinha não ficou bacana. Podia usar a letra e fazer um clipe mais simples, uma noite com as amigas, pra aproximar o vídeo do público e fazer a música viralizar. Apesar do colorido, da beleza da Katy e da excelente fotografia (uma das melhores em clipes pop ultimamente) e edição, não funciona como possível viral, não tem apelo pra se ver de novo. Nem engraçada a Katy se apresenta no vídeo; e as animações de docinhos e frutas até poderiam ser divertidos, mas não salvam o vídeo (nem a referência à Mariah Carey).

“This Is How We Do” traz problemas pra era PRISM. Além dos erros no lançamento de singles, o terceiro álbum traz uma videografia mais problemática para uma artista que só viu evolução desde o primeiro CD. Enquanto “Roar” é bem feito, divertido (apesar de infantil demais) e acompanha um smash hit; “Unconditionally” é artístico, adulto e parece um quadro em movimento – mesmo com uma música de desempenho just ok; “Dark Horse” é um passo em falso na videografia impecável para um hit massivo; e “Birthday” é um single que passou em branco com um clipe que mostra o melhor da Katy divertida e trash (apesar de muita gente não ter gostado). E agora se completa com outro vídeo que arranha mais o trabalho visual da Katy.

 

E você, o que achou do clipe?

Selo “hit” de qualidade: Jessie J, Ariana Grande & Nicki Minaj – Bang Bang

só não há condição pra essa capa né gente
só não há condição pra essa capa né gente

Após o desempenho apagado dos singles do “Alive”, Jessie J parece ter preparado o comeback para o terceiro álbum disposta a arrasar nos dois lados do Atlântico. A cantora e compositora britânica parece ter se encontrado no lead-single, “Bang Bang”, do novo álbum ainda sem nome – um pop uptempo com uma pegada R&B e um som meio vintage, com a batida algo de uma girl band dos anos 60, mas com o frescor de uma faixa moderna. Mas para hitar de fato, Jessie foi atrás de parceiras bem distintas, Ariana Grande (golden girl de 2014) e Nicki Minaj, que sempre é uma presença marcante em featurings. O que aparentemente poderia ser uma bagunça, acabou se tornando uma faixa interessante, grower, apesar de uma ou duas coisinhas que são culpa, na verdade, da artista principal.

A letra é ótima – basicamente uma bad girl mostrando pro interesse amoroso que ela é a pessoa, melhor que as good girls – com direito a um refrão que indica exatamente o que significa “bang bang”. Os versos da Nicki são ótimos – são fresh e badass, com o clima da música. Ainda sobre o refrão, apesar dele ser bagunçado numa primeira ouvida, à medida em que se ouve a canção você já começa a se ouvir cantando o primeiro “bang bang” e balançando os ombrinhos com a batida. Ariana traz aquela habilidade de quem sabe se enquadrar em qualquer canção – a beleza das principais intérpretes, e Jessie J apresenta uma ótima performance vocal, de quem sabe cantar e tem potência, mas em alguns momentos esse “showing” todo cansa, principalmente quando você tem uma música que tá sempre up, sempre em potência máxima – nunca tem um momento de descanso, o que pode cansar alguns ouvidos. Esse equilíbrio entre o talento vocal dela e o saber controlar esse vozeirão numa faixa é o que ainda falta à Jessie.

Mas no geral, a música é ótima, e tem a capacidade de hitar nos Estados Unidos e na Inglaterra, além de fazer um bom barulho WW. Se ainda não ouviu, pode dar play em “Bang Bang”:

 

Será que ainda há espaço para Hilary Duff na popsfera? Veja o vídeo de “Chasing The Sun”

Hilary Duff Chasing The Sun VideoHouve um tempo – mais ou menos dez anos – em que a grande rivalidade teen era entre Hilary Duff e Lindsay Lohan. Ambas bonitas, adolescentes com boa imagem, faziam filmes da Disney e lançavam CDs destinados ao público mais jovem. As duas disputaram até um namoradinho (Aaron Carter, irmão de Nick, dos Backstreet Boys, e uma espécie de Justin Bieber da época).

O tempo passou, e enquanto Lindsay se tornava habituée das páginas policiais e se tornou uma caricatura da atriz talentosa e jovem estrela com grande potencial, Hilary conseguiu se estabilizar na carreira. Mesmo que a maioria dos seus álbuns fossem massacrados pela crítica – exceto o “Dignity” (2007), que pode ser considerado um dos primeiros álbuns a trazer o dance-pop/eletropop pro cenário – os CDs eram largamente vendidos, e a loirinha tem uma vida pessoal estabilizada. E agora, Hilary retorna à cena, com um novo álbum, nova gravadora (RCA) e um single novinho, “Chasing The Sun”, que já vazou – mas hoje foi lançado o vídeo bem divertidinho. Confira aí:

 

Os mais afoitos podem pensar: “mas isso não é algum cover de uma música da Colbie Caillat?”. Mas não é um cover, já que a Colbie é uma das compositoras da canção, que tem essa pegada meio reggae, meio tropical. Um pop simples, adequado para o vocal limitado de Hilary, é até uma música agradável, com jeitinho de praia e verão, assim como o clipe bem humorado em que Hilary está com tanta vontade de ir à praia e tirar umas férias que acaba confundindo diversão com trabalho. Aliás, o clipe é bem dirigido e tem um certo frescor (destaque para a fotografia).

Mas, apesar da música ser gostosinha, será que “Chasing The Sun” é a canção perfeita para o comeback de uma cantora que não está na cena há seis anos (o último single oficialmente lançado por Hilary foi o eletropop “Reach Out”, em 2008)? Acredito que Hilary e os produtores acertaram num alvo mais “safe” (uma música mais verão, dentro da época do lançamento), mas se é pra retornar aos charts com fôlego, seria mais interessante mesmo um pop mais uptempo – não algo puxado pro EDM, por estar em decadência – mas um pop puro, com alguma influência percussiva e as baterias mais marcadas, algo mais puxado pra um Ryan Tedder; e se fosse pra manter o reggae, deixava essa guitarrinha – não sei, eu pensei em “Maps” do Maroon 5, só que adequado à voz da Hilary, sem muitos falsetes e um refrão bem grudento e repetitivo.

“Chasing The Sun”, por fim, não tem cara de lead single de álbum, e sim aquele quarto single que a cantora lança só pra fechar os trabalhos do CD. Mas talvez possa fazer um barulho por causa do retorno da Hilary aos charts, mas não vejo um futuro brilhante pra música.

E você, o que achou da música e do clipe?

Vamos falar sobre o Video Music Awards 2014!

VMA 2014

A premiação mais pop da música está chegando, e nesta quinta-feira a MTV revelou os indicados ao Video Music Awards 2014. Como esperado, Beyoncé com seu álbum visual papou a maioria das indicações – com oito possibilidades de vitória; Eminem e a it-girl do ano, Iggy Azalea, têm sete indicações cada – e a australiana concorre em dose dupla, por “Fancy” e “Problem”.

Mas isso você já sabe, claro! É sempre bom recapitular as indicações, mas depois a gente vai falar um pouquinho do que faltou, das possibilidades de cada um e brincar de adivinhar os vencedores do Moonman em 2014.

Os indicados (divididos em categorias com escolha do público e categorias técnicas) são:

VOTAÇÃO DO PÚBLICO

Vídeo do Ano
“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Wrecking Ball” – Miley Cyrus
“Happy” – Pharrell Williams
“Chandelier” – Sia

Melhor Vídeo Feminino
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Partition” – Beyoncé
“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Royals” – Lorde

Melhor Vídeo Masculino
“Sing” – Ed Sheeran feat. Pharrell Williams
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“Happy” – Pharrell Williams
“All Of Me” – John Legend
“Sam Smith” – Stay With Me

Melhor Vídeo Hip-Hop
“3005″ – Childish Gambino
“Hold On (We’re Going Home)” – Drake
“Berzerk” – Eminem
“Black Skinhead” – Kanye West
“We dem boyz” – Wiz Khalifa

Melhor Colaboração
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Loyal” – Chris Brown Feat. Lil Wayne & Tyga
“Timber” – Pitbull Feat. Ke$ha

Melhor Vídeo Pop
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Talk Dirty” – Jason Derulo Feat. 2 Chainz
“Happy” – Pharrell Williams
“Wake Me Up” – Avicii feat. Aloe Blacc

Melhor Vídeo com Mensagem
“Battle Cry” – Angel Haze feat. Sia
“Hey Brother” – Avicii
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“One Voice” – David Guetta feat. Mikky Ekko
“Crooked Smile” – J. Cole feat. TLC
“Dirty Laundry” – Kelly Rowland

Cubland Award
“Summer” – Calvin Harris
“Grab Her!” – Disclosure
“Turn Down for What” – DJ Snake feat. Lil Jon
“Animals” – Martin garrix
“Stay The Night” – Zedd feat. Hayley Williams

Melhor Vídeo de Rock
“Do I Wanna Know” – Arctic Monkeys
“Fever” – Black Keys
“Royals” – Lorde
“Demons” – Imagine Dragons
“Until It’s Gone” – Linkin Park

Artist To Watch (Revelação)

5 Seconds Of Summer
Charli XCX
Fifth Harmony
Sam Smith
Schoolboy Q

CATEGORIAS TÉCNICAS

Melhor Cinematografia
“City Of Angels” – 30 Seconds to Mars
“Afterlife” – Arcade Fire
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“Hate or Glory” – Gesaffeslstein
“West Coast” – Lana Del Rey

Melhor Coreografia
“Partition” – Beyoncé
“Talk Dirty” – Jason Derulo feat. 2 Chains
“Hideaway” – Kiesza
“Love Never Felt So Good” – Michael Jackson & Justin Timberlake
“Good Kisser” – Usher
“Chandelier” – Sia

Melhor Direção de Arte
“Reflektor” – Arcade Fire
“Turn Down for What” – Dj Snake & Lil Jon
“Rap God” – Eminem
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Tamale” – Tyler, The Creator

Melhor Edição
“Rap God” – Eminem
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“The Walker” – Fitz and the Tantrums
“Your Life is a Lie” – MGMT
“Stay The Night” – Zedd feat. Hayley Williams

Melhor Direção
“Pretty Hurts” – Beyoncé
“Turn Down for What” – Dj Snake & Lil Jon
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“Wrecking Ball” – Miley Cyrus
“The Writing’s On the Wall” – OK Go

Melhor Efeitos Visuais
“Turn Down for What” – Dj Snake & Lil Jon
“The Monster” – Eminem Feat. Rihanna
“The Writing’s On the Wall” – OK Go
“Lazaretto” – Jack White
“Grab Her!” – Disclosure

Agora é a hora da análise! Há muitos anos o VMA deixou de premiar clipes bons de fato para premiar sucessos – principalmente após abrir a votação para o público (e deixar a premiação mais importante do canal se resumir a stanwars ridículas). Mas acho que neste ano, especialmente, a audiência estará realmente conectada aos bons vídeos que foram lançados em 2013-14, e os melhores clipes podem ser valorizados.

Claro que alguns artistas foram sumariamente ignorados na premiação deste ano, mas vamos analisar com frieza: por mais que “Work Bitch” da Britney Spears seja um bom vídeo, bem dirigido e editado, não é tão marcante e a música nem foi tão bem sucedida nos charts quanto a lista de indicados a Vídeo do Ano, por exemplo. Ou “Applause”, da Gaga, que é tecnicamente melhor do que todos os vídeos dela na Born This Way era, mas pra quem entregou ao mundo pop a trindade “Paparazzi”, “Bad Romance” e “Telephone”, o lead-single do “ARTPOP” é um pouco decepcionante e nada “pop” em seu resultado final.

O fato é que os principais vídeos indicados têm algo em comum – são bons. Um ou outro miss aqui (“Problem” foi opinião dividida desde o início; “Dark Horse” também dividiu opiniões e “Timber” não é vídeo nem pra ser indicado a VMA né) e “Royals” ainda rendendo (também em clipe rock????? Coisas que jamais entenderei), mas no geral, os vídeos indicados foram de sucessos (alguns estrondosos) e muito bem feitos. O “BEYONCÉ” não tem um clipe ruim, todos de muito bom pra cima, e os clipes escolhidos pra concorrer são impecáveis (o meu favorito é “Pretty Hurts”, aliás); “Fancy” é o clipe pop do ano, com as referências a “Clueless” e toda a viralização que se seguiu ao lançamento da música; e “Chandelier” hitou pelos próprios méritos (juro que não acreditava no sucesso da música, mas olha a Sia bombando!) com a bailarina mirim mais carismática do pop fazendo a Sia, com direito a peruca loiro-branco e tudo. Sem contar com o polêmico – mas tecnicamente impecável – vídeo de “Wrecking Ball” da Miley, “Happy”, do Pharrell, um dos mais bacaninhas-cool do ano, e “Sing” do Ed Sheeran, outra produção divertida que até me surpreendi por ter sido inclusa na lista da MTV (mas aí me lembrei que o ruivinho tá hypadíssimo este ano nos EUA).

Alguns fãs vão se sentir incomodados por certas ausências, isso é claro, mas acho a lista bem equilibrada em relação a anos anteriores, e os clipes são realmente bons – o que torna a disputa mais equilibrada.

Eu vou falar um pouquinho das indicações nos próximos posts do blog, analisando cada clipe e suas possibilidades de vitória. O primeiro da lista será “Melhor Colaboração“, onde provavelmente o duelo será entre a Mrs. Carter x as Problemáticas. Não perca!

Previsões para o Grammy 2015

update: as previsões atualizadas sobre os palpites dos indicados ao Grammy estão aqui: https://duastintasdemusica.wordpress.com/2014/09/30/previsoes-para-o-grammy-2015-o-que-pensar-apos-30-de-setembro/

Pode parecer muito, mas muito cedo pra especular sobre o Grammy do ano que vem, mas tem jornalista americano que faz essas previsões por agora, em Julho/Agosto – e já temos um material bem vasto lançado desde 1º de Outubro de 2013 – lembrando que o período de elegibilidade para o Grammy vai até o dia 30 de Setembro. Por isso, até a data-limite, a possibilidade é alta de que muita gente poderosa lance álbum (ou no máximo single) pra aproveitar a chance de beliscar uma indicaçãozinha.

Mas neste período, foram tantos os lançamentos e gente boa fazendo sucesso com um bom material, que eu acredito que uma boa parte dos indicados – ao menos no pop field, que é onde serão a maioria das minhas análises – já estejam definidos. Claro, isso depende muito também do que a gravadora vai mandar – e em que categoria.

Quer saber pra quem você já pode torcer por antecipação? Clique em “continuar lendo“!

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Ariana Grande e EDM? Ouça “Break Free” (featuring Zedd)

ariana-grande-break-freeEsta semana vem sendo dominada por notícias de Ariana Grande e seu esperado novo CD, “My Everything”, que já tem capa e tracklist cheia de featurings, incluindo a já mandatória participação de Big Sean, e as presenças de Childish Gambino e The Weeknd. Mas o segundo single tem um featuring mais eletrônico, do DJ Zedd, produtor da faixa “Break Free” – uma música EDM, estilo que já tinha sido apresentado na faixa “Better Left Unsaid”, do “Yours Truly” (música essa um primor de produção amadora), mas que agora é lançado como música de trabalho nas mãos de um DJ bombado.

A faixa é meio que um choque, depois do R&B/pop throwback 90’s do primeiro álbum, e pra completar, tem um ar de datado (o que é uma contradição absurda pra quem lançou um CD numa pegada retrô mas com faixas bem moderninhas e atuais).  Lembra alguma coisa feita entre 2011 e 2013, e o break final é algo que a Gaga mataria pra por no “ARTPOP”, mas o refrão tem algo grower, e mesmo que você torça o nariz na primeira ouvida, acaba se rendendo e ouve outra vez – além de ficar com a parte do “This is the moment I say I don’t want it” na cabeça. Se torna um guilty pleasure, e às vezes os guilty pleasures se tornam sucesso porque você ouve com culpa, mas ouve.

Eu particularmente prefiro (e me apaixonei pelo som da) Arianinha no R&B/hip hop/pop, porque eu vejo nela um diferencial e um tchan na qualidade das músicas e na escolha dos produtores que eu não consigo observar nas peers teens do momento, além do som que ela apresentou no “Yours Truly” se relatar a várias demografias de ouvintes, mas “Break Free” tem seu mérito, principalmente pelo apelo comercial. E como ela tem uma base de fãs fanática e muita gente que começou a curti-la por causa de “Problem” (aí sim uma música que tem mais a cara da Ariana), a canção pode fazer o maior sucesso.

Se “Break Free” será finalmente o #1 da moça? Não sei, porque justamente o estilo urban que ajudou a trazer de volta é o que está bombando, e EDM está em visível decadência. Mas o nome dela começa a juntar olhares, e talvez ela possa agarrar seu topo na Billboard… Isto é, se Ariana não quiser tornar as coisas mais “problemáticas” com um vídeo divisivo.

Já ouviu a música? Gostou? Confira aqui “Break Free”!