Design de um top 10 [6] – Cheiro de one hit wonder no ar?

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Hoje o “Design de um Top 10” estreia um banner em sua versão beta (haha, um dia eu acerto o tamanho completo, prometo) e comenta sobre as novidades do auge do verão americano. Dá pra notar algumas mudanças desde a última vez que postei uma análise sobre as dez mais tocadas nos charts dos EUA – tirando, claro, o primeiro e segundo lugares, que continuam reinando há mais de um mês: “Fancy” e “Problem”. Quem acompanha o iTunes e o Mediabase sabe que o huge hit da Iggy Azalea já começa a diminuir suas subidas nas rádios e já não é mais o primeiro no chart digital (aliás, o primeiro lugar é de um teenager chamado Shawn Mendez com “Life Of The Party”. Essas adolescentes…), mas Ariana Grande ainda tem chances de alcançar a primeira posição na Billboard porque “Problem” já começou a tocar nas rádios urban e ganhou sobrevida no Mediabase.

Mas hoje não vou falar delas… e sim deles… Porque se ano passado o verão foi masculino, com Robin Thicke e Daft Punk dominando a cena, os homens estão interessados em melar o girl power também em 2014.

Top 10 Hot 100 Billboard (02/07/2014)

#1 Fancy – Iggy Azalea feat. Charli XCX
#2 Problem – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
#3 Rude – Magic
#4  Am I Wrong – Nico & Vinz
#5  Stay With Me – Sam Smith (peak)
#6 Wiggle – Jason Derulo feat. Snoop Dogg
#7 All Of Me – John Legend
#8 Summer – Calvin Harris
#9 Turn Down for What – DJ Snake feat. Lil Jon
#10 Happy – Pharrell Williams

 

Calvin HarrisE a dominação dos DJs continua! Calvin Harris colocou “Summer” na oitava colocação, uma música bem óbvia pra estação, apesar da letra melancólica. Mas você lá quer saber de letra quando se pega dançando com o batidão EDM da faixa, né? A faixa está na 12ª colocação no iTunes e já chegou no top 10 do Mediabase. Subiu aos poucos nos EUA, mas foi lançado anteriormente no Reino Unido, onde chegou à primeira posição. É música “pro verão”, e tem seus méritos, principalmente num ano que anda torcendo tanto o nariz pra EDM. Acho que o peak de “Summer” pode ficar por aí mesmo, oitavo, sétimo, não vai fugir muito disso. Há canções mais fortes nessa luta.

 

 

 

 

A gente discutindo aqui qual o batidão urban mais nervoso que ia estourar no verão quando os canadenses do Magic! me aparecemMagic com um reggaezinho gostoso, com direito a um solinho de guitarra e uma letra marota sobre um cara pedindo a um pai bravo a mão da filha em casamento. Essa é “Rude“, que conseguiu tirar “Problem” de seu berço esplêndido no iTunes em Junho (antes de ser substituído pelo viral teen) e está na segunda posição no chart digital, além de subidas generosas nas rádios. A música é catchy, gostosa, boa pra dançar e a letra é muito legal. O que é engraçado é o fato de, após “Rude” (que é de 2013, alcançou top 10 na Austrália e na Nova Zelândia antes de estourar nos Estados Unidos) começar a ter destaque, uma segunda música com pegada reggae foi lançada na esteira do verão (oi “Maps”, tô falando com você!). Não que eu esteja dizendo que o verão será reggae – o verão americano continua sendo urbanzão, mas como atualmente o Maroon 5 anda se guiando pelos ventos do que faz sucesso e é radio-friendly… A pergunta é: será que o Magic! sobrevive ao verão ou fará companhia à sua conterrânea Carly Rae Jepsen?

 

 

Nico & VinzVamos agora aos peaks: Nico e Vinz (que eu já tinha comentado aqui no “Design” anterior) chegou à quarta colocação, subindo três casas até o panteão do #1, com “Am I Wrong”. A faixa, um pop com essa guitarra gostosíssima, percussão marcada meio afropop e a letra filosófica, já possui as maiores subidas nas rádios e está na quinta posição do iTunes. A música tem chances reais de ser #1 (não sem antes “Problem” alcançar o topo, o que os mais entendidos de charts já andam cravando); mas o que me deixa curiosíssima é sobre o que eles vão apresentar como próximo single – será “In Your Arms” (que aliás, é ótima, bem catchy e com a percussão marcada, lembrando vagamente o breakthrough single), já lançado no país natal da dupla, a Noruega? Ou eles farão algo para o mercado americano?

 

 

 

 

Outro peak da semana foi “Stay With Me”, do Sam Smith. Não, não recebi jabá da Capitol por conta dos três posts consecutivos Sam Smithsobre o rapaz. Mas não dá pra negar que há um hype em torno do britânico e seu CD bem recebido, suas músicas confessionais e a voz sensacional do moço. E o single que fez com que Smith estourasse nos EUA já chegou à quinta posição, com chances de subir ainda mais. Eu não posso dizer “duvido que seja #1” porque “All of Me” foi em pleno estouro do verão e o desempenho da música nas rádios é monstruoso – atrás apenas da dupla aí de cima – mas acho que a música pode chegar a um top 3 pra coroar o início de uma carreira bem interessante para o jovem cantor-compositor. Mas se chegar à primeira colocação nessa briga louca pelo hit do verão, eu vou ficar bem impressionada e feliz.

 

 

 

 

 

Você já ouviu alguma dessas músicas? Acha que Magic! e Nico & Vinz sobrevivem ao próximo verão americano ou vão voltar aos países de origem?

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Corre pra ouvir um dos melhores álbuns do ano! Sam Smith, “In The Lonely Hour”

Cover CD Sam Smith In the Lonely HourAfinal de contas, o que tem na água da Inglaterra? Os charts americanos estão recebendo outra dose de talento bruto vindo da terra da Rainha, pela voz cheia de soul do cantor-compositor Sam Smith, com os singles do seu debut álbum “In The Lonely Hour”. O branco-com-voz-de-negro e suas letras confessionais e autobiográficas já vem crescendo em popularidade tanto nas rádios e nos charts, fazendo com que muita gente pense que ele é a “Adele de calças”. Será?

Confira no track-by-track do álbum (a versão standard)

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Quero meu Maroon 5 de volta! A banda volta com “Maps”

Cover Maroon 5 MapsApós uma era bem sucedida com o álbum “Overexposed”, que contou até mesmo com uma apresentação bem recebida no Rock in Rio 2011 e uma turnê no Brasil um ano depois, é hora do Maroon 5 voltar ao radar das rádios e charts digitais com um novo álbum, intitulado “V”. E para dar início aos trabalhos, foi lançado hoje o primeiro single, “Maps“.

A canção, composta por Adam Levine junto com um grupo de hitmakers como Benny Blanco e Ryan Tedder, é um midtempo puxado pra uptempo com uma levadinha verão guiada por uma guitarra bem gostosa e oitentista (algo bem The Police), com ecos bem tropicais (tanto que eu pensei que no refrão ele ia se jogar num reggae + synth como em “One More Time”). A música, que trata da procura do rapaz por uma garota que não esteve com ele nos momentos de tristeza dele, é bem catchy e cresce a cada ouvida, principalmente por conta do refrão repetitivo.

É uma música feita e moldada para explodir nas rádios e ser ouvida até cansar no Spotify, e ser #1 na Billboard, mas a impressão que fica no fim das contas é que o Maroon 5 se entregou ao pop puro pelo sucesso. Sinceramente, esse é o tipo de single que poderia ser gravado por qualquer artista comum. Em nada tem a ver com os trabalhos anteriores da banda, com a vibe pop/rock/R&B/funk que marcou os singles e a personalidade da banda dentro do cenário pop. Só não consegue ser pior primeiro single da banda porque “Payphone” é muito ruim (parece um rascunho barato de um terceiro single dispensado pelo Bruno Mars no primeiro CD). Fica ainda mais evidente que o Maroon 5 se tornou “Adam Levine e amigos” e não um grupo coeso.

Onde foi parar a potência de “Makes Me Wonder”? Ou o groove de “Misery”? Ou até mesmo o pop rock decente de “Harder to Breathe”? Parece que tudo isso ficou pra trás em nome de mais um #1 ou recordes nas rádios.

Uma pena, porque se torna menos empolgante a espera pelo “V”. E você, o que achou de “Maps”?

Cortem as pílulas: Nicki Minaj – Pills N Potions

Nicki Minaj Pills n Potions video

Nicki Minaj lançou hoje o clipe para o lead single do “The Pink Print”, “Pills N Potions”. A faixa, que eu já tinha resenhado neste humilde blog, ganhou um vídeo de produção minimalista – tal qual a música – com efeitos visuais interessantes e uma Minaj mais bonita do que nunca.

Sem as perucas, as roupas extravagantes e o exagero visual, Minaj é muito bonita, e sua expressividade provocada pela pouca maquiagem (apenas o lápis ressaltando os olhos puxados) é um plus para o vídeo, que mostra cenas de conflito entre ela e seu boy tatuado, num relacionamento aparentemente deteriorado. Daí vem o “overdosing” representado pelas pílulas e os efeitos visuais que parecem refletir o desgaste dessa relação entre os dois, mesmo que ele esteja lutando para manter esse amor.

O clipe complementa bem o conceito da música; no entanto, o grande defeito do vídeo é que ele não faz com que a gente veja novamente “Pills N Potions”. Não há um grande momento, uma grande explosão, um clímax – assim como a faixa, que apesar de ser uma escolha madura de lead single, não é bombástica e marcante o suficiente para hitar e ser #1. Ainda aposto naquele top 20, não tanto o top 10 (apenas com uma performance arrasadora num award). Os coelhinhos que se balançam ao som da batida até teriam capacidade de viralizar, se a música fosse outra.

Será que o vídeo fará efeito no iTunes ou nas rádios? O tempo dará a resposta.

E você, o que achou da Minaj clean?

Vai bombar no seu celular [1] Charli XCX e Sam Smith

Quando você pensa no que bombou na música pop em 2014, você já lembra logo do Pharrell Williams e sua onipresente “Happy”, que rompeu o ano com sucesso; “Dark Horse” mostrando o poder de hitmaker de Katy Perry; e o estouro de Iggy Azalea e “Fancy”. Mas tem alguns nomes rodando na popsfera já mostrando seu trabalho – mas não com a massificação dos nomes aí de cima – que podem se tornar conhecidos worldwide  – mesmo que eles já tenham um caminho consolidado em outros mercados, ou estejam ainda construindo sua história na música.

Pensando nestes nomes que a gente sempre fala “ah que música legal” mas não sabemos bem seus nomes, criei o “Vai bombar no seu celular”, uma seção do blog que falará daqueles artistas pop com certo reconhecimento, mas que faltava um empurrãozinho no chart digital ou aquele featuring bacana pra realmente se tornarem conhecidos do grande público.

 

1. Charli XCX

Charli XCXA inglesa Charlotte Emma Aitchison aka Charli XCX é uma cantora e compositora de 22 anos que já é conhecida por quem curte música pop. Já tem dois álbuns lançados e algumas músicas que fizeram certo barulho com o público, mas nunca alcançaram de fato grande sucesso. A primeira vez que o nome dela ficou mais na boca do povo foi com o hit “I Love It”, da dupla sueca Icona Pop, um top 10 da Billboard em 2013 (sétimo lugar) e em primeiro nos charts ingleses no mesmo ano. Charli escreveu a canção e está creditada também como featuring.

Já a segunda vez em que a inglesa deu as caras nos charts de forma massiva foi com “Fancy”, o hit do verão americano da rapper Iggy Azalea, onde Charli XCX canta o refrão mais repetido nas rádios. A música chegou à primeira posição no Hot 100, e deu esse top para as duas artistas, colocando os olhos do grande público sobre a jovem cantora-compositora, que agora começa a desfrutar do sucesso com a faixa “Boom Clap”, parte da trilha sonora do filme “A Culpa é das Estrelas”.

A faixa tem uma pegada synth 80’s bem bacana, principalmente com a voz da Charli que alterna entre a leve rouquidão nos tons mais baixos e o refrão animadinho a la Madonna no início da carreira. Aliás, o refrão é bem catchy, e aliado a uma trilha sonora de um filme de sucesso, fato que a música tem grandes chances de bombar.

Charli XCX já está trabalhando no novo álbum, e a depender da continuidade da boa recepção que anda tendo, podemos esperar outra britânica de sucesso nos charts americanos – e no seu celular também.

 

2. Sam Smith

Também vindo diretamente da terra da Rainha, Sam Smith já tem lá na Inglaterra dois prêmios importantes: a Escolha dos Críticos Sam Smithdo BRIT e o BBC Sound of 2014. Apareceu nas rádios fazendo featuring na canção “Latch”, do Disclosure, e ainda em 2013 chegou à primeira posição no UK Charts sendo artista convidado na canção “La La La”, do Naughty Boy. Agora, com o primeiro CD já lançado, “In The Lonely Hour”, e três singles já lançados, é hora de Smith alçar voos mais altos no outro lado do Atlântico – e o grande público está abraçando alegremente a terceira música lançada pelo cantor-compositor: “Stay With Me”.

A balada soul é pungente e elegante, com esse coral gospel pontuando o refrão. A voz de Smith é maravilhosa, impecável, mais um caso do branco-com-voz-de-negro que parece brotar da terra na Grã-Bretanha (oi Amy, olá Adele) cantando uma música facilmente relatável com o grande público. Música que consegue unir qualidade e apelo comercial, está fazendo um grande sucesso nas rádios e está em quarto lugar no chart digital nos EUA, pode colocar Smith em outros patamares, já que com boas críticas, pode dar as caras no ano que vem numa certa premiação que dá um gramofone dourado aos vencedores…

Já conhecia os dois? Ainda não? Se conhecia, gostou do material que está levando Charlie e Sam ao sucesso? Deixe sua resposta nos comentários!