Fun, fofinho e pop! Rita Ora quer encontrar seu caminho com “I Will Never Let You Down”

Aliás, bela capa!
Aliás, bela capa!

[Atualizado com o clipe mais preguiçoso do que qualquer outra coisa]

A britânica Rita Ora apareceu pro mundo musical em 2012, com o CD “Ora”, o hit “R.I.P”, uma ou duas comparações com Rihanna e muita atitude, com seu cabelo loiro, estilo bem street e um debut que, apesar de mixed, tem boas pérolas, e mostra uma intérprete com potencial para brilhar.

No entanto, o fato da jovem cantora lembrar outra estrela, já consolidada, acaba trazendo mais problemas do que repercussão positiva – e talvez, o lead-single de Rita para o seu novo álbum, seja o mais afastado possível de quaisquer comparações. Além disso, o mercado britânico é mais complicado até mesmo que o americano, já que cantoras pop surgem aos montes, estouram no primeiro CD, são consideradas a salvação da colheita musical; mas passam despercebidas na segunda (ou mesmo numa complicada terceira) incursão (Jessie J, Alexandra Burke, Leona Lewis, Pixie Lott, Duffy, presente?). Por isso, a escolha de Rita com a nova música (produzida pelo namorado, o DJ Calvin Harris), pode ser o diferencial para a cantora da Roc Nation fugir do estigma e encontrar um caminho próprio.

“I Will Never Let You Down” não é uma canção EDM – e sim uma sólida e orgulhosa pop song, que empresta inspirações e batidas da música pop feita ali no finalzinho dos anos 80. Não é uma instant crush como “R.I.P” ou “How We Do” (lead single americano do “Ora”, que mesmo assim, não é uma Brastemp), mas cresce à medida em que é ouvida. Passa longe de algo que a Rihanna faria (ou seja, as comparações podem parar logo por aí), e a voz da Rita mostra um volume e uma encorpada interessante. Tem uma pegada bem verão, colorida e fun – com grandes possibilidades de hitar agora em abril, maio. Nos Estados Unidos, a história é diferente, já que a luta pra fazer sucesso é um tantinho mais árdua. Mas com a divulgação certa, e lançada no tempo correto, essa pode ser a grande estreia da Rita na terra do Tio Sam – melhor ainda do que a formulaica “How We Do” – que apesar de deliciosa, não era muito diferente das party songs lançadas naquele ano.

Ouça “I Will Never Let You Down” e deixe suas impressões aqui!

https://soundcloud.com/ritaora/i-will-never-let-you-down

A voz de “Wake Me Up” mostra suas várias faces: Aloe Blacc, “Lift Your Spirit”

Um dos hits de 2013 foi uma estranha e bem-sucedida mistura entre eletro e country, a faixa “Wake Me Up”, do Avicii, tem composição e vocais do cantor soul Aloe Blacc – não creditado na faixa. Agora, em quinto lugar no iTunes com a música “The Man” e em nono na parada da Billboard, evidentemente todos os olhos estão virados para Egbert Nathaniel Dawkins III aka Aloe Blacc. Já com um contrato com a Interscope, dois CDs lançados e outras aparições em álbuns coletivos e EPs, o cantor não é novinho no jogo. Mas 2014 pode ser a grande oportunidade para Aloe Blacc hitar e se tornar um nome mais conhecido.

Hoje é hora de falar do terceiro álbum do moço, o in-crí-vel “Lift Your Spirit”, lançado nos Estados Unidos no início do mês. Um CD com uma mistura deliciosa e cheia de personalidade de soul, R&B e pitadas de country com reflexões sobre o amor, o mundo lá fora e um pouco de autoconfiança aqui e ali.

Aloe Blacc

Confira aqui um track-by-track do CD:

 

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Muito luxo, ostentação e revenge em “G.U.Y”, de Lady Gaga

Lady Gaga GUY print

Para delírio dos Little Monsters, a Mamãe está de volta! Lady Gaga, após sete meses sem um clipe, e com uma era cheia de situações confusas – o não lançamento de “Do What U Want”, parceria com R.Kelly, a indecisão sobre o terceiro single, declarações cheias de mensagens subliminares na rede social dedicada a ela e os LM – retoma os trilhos do “ARTPOP” com o vídeo suntuoso do terceiro single do álbum, “G.U.Y”.

O vídeo tem 11 minutos e 46 segundos, sendo quatro deles só os créditos finais, ao som de “MANiCURE” (Valesca Popozuda agradece), uma das faixas do CD, então, quando chegar o silêncio da canção, pode dar stop e pensar nas teorias do clipe 😉 Os sete primeiros minutos são compostos por uma intro com duas canções do “ARTPOP”: a faixa-título e “Venus”, o segundo single-que-foi-substituído-e-depois-seria-o-terceiro, enfim… A história começa com um bando de caras engravatados pegando dinheiro de todos os cantos, incluindo o de um anjo caído (Lady Gaga), tudo ao som de “ARTPOP”. Depois, ela chega até uma mansão, onde é resgatada e renasce das cinzas ao som de “Venus”, para depois arrebentar tudo com “G.U.Y.” e uma série de coreografias mais vistosas do que as que Gaga apresentou em “Applause”, seu lead single.

O que eu interpretei assistindo duas vezes ao vídeo é que Gaga está criticando a gravadora que, aparentemente, brigou com ela e encrencou com todas as ideias da Mother Monster durante a era. Ela teria sido sugada, destruída e explorada por aqueles que só queriam dinheiro dela e depois a cuspiram. Logo depois, resgatada num lugar que remete à arte (Hearst Castle, casarão que pertencia milionário William Randolph Hearst, onde tem grandes coleções de arte e antiguidades) e recuperada, ela parte para a vingança contra todos aqueles que queriam ela sendo uma “pop singer qualquer”, por isso ela retorna jogando dinheiro para cima e destruindo os executivos que tentaram matar sua arte. O caráter pop fica com Andy Cohen e as Real Housewives  de Beverly Hills fazendo cameos engraçadinhos no clipe – além da injeção artística que Gaga leva à indústria musical vir de Michael Jackson, Gandhi e Jesus Cristo.

O clipe foi um acerto da Gaga. O vídeo é bem dirigido, a imagem dela está mais agradável ao público e é melhor que Applause, que apesar do seu tempo “normal”, era esquisito e meio claustrofóbico. No entanto, achei bem desnecessária a inclusão de “ARTPOP/Venus” como introduções, já que esses momentos do clipe não ficaram tão interessantes e bem resolvidos como em “G.U.Y” – o clipe é bem dirigido a partir daí (tem um ponto em “Venus” no qual a filmagem mostra Gaga sendo levada pra piscina enquanto toca um ponto bem forte da música, enfraquecendo a sequência e a música utilizada).

Ao mesmo tempo, o terceiro single da Mother Monster é outro problema. “G.U.Y.” não é exatamente a música mais comercial do cd, e ainda soa datada para 2014, em que a configuração musical não está tão aberta ao eletropop.  A escolha mais safe seria “Gypsy”, com um caráter mais universal, lembrando um single querido de Gaga (“The Edge Of Glory”, de “Born This Way”) e sendo mais pop que eletro. Veremos como a canção vai se sair no iTunes e nas rádios – se o clipe dará o impacto que a música precisa – e principalmente, se o clipe vai viralizar, se tornar meme, como foi “Wrecking Ball”, “Happy” e “Blurred Lines” (o que eu acredito ser difícil para o público geral).

Por fim, acho que esse será o último clipe da era “ARTPOP”, antes dela sair em turnê. Há rumores de que Gaga lance a segunda parte do cd, o Act II, mas se essa nova leva de músicas for no mesmo estilo que o Act I, é melhor ela esquecer essa história e deixar pra lançar um novo álbum lá pra 2015.

Qual a sua teoria para “G.U.Y”, hein? Deixe seu relato nos nossos comentários!

Design do top 10 da Billboard [1]

O Hot 100 da Billboard é a parada musical mais disputada do mundo. Grandes sucessos, one-hit wonders e músicos consagrados passam por esse chart, que é sonho de dez entre dez artistas.

Acompanhar os ups and downs do Hot 100 é sempre uma diversão, e depois de alguns anos, vale a pena relembrar o passado e conferir que músicas estavam estouradas naquela época – além do principal: analisar o que o público ouvia numa determinada época, que sons influenciavam as mentes das pessoas, e quem estava na crista da onda neste período.

Pensando nisso, criei um post no blog chamado “Design do top 10 da Billboard”, com os destaques mais interessantes do top 10 da Billboard, o lugar em que todo cantor/grupo deseja estar, mesmo que seja por uma semana.

Top 10 Billboard Hot 100 (22/03/14)

1 1 10 Happy – Pharrell Williams
2 2 25 Dark Horse – Katy Perry Featuring Juicy J
3 4 22 All Of Me – John Legend
4 3 12 Talk Dirty – Jesun Derulo Featuring 2 Chainz
5 5 30 Pompeii – Bastille
6 6 24 Team – Lorde
7 7 12 Drunk In Love – Beyoncé Featuring Jay-Z
8 8 40 Couting Stars – One Republic
9 17 15 Let It Go – Indina Menzel
10 10 22 Timber – Pitbull Featuring Ke$ha

A parada continua sem grandes mudanças. Os suspeitos de sempre já fincaram suas raízes no top 10 (como Pitbull e o “country-eletropop” de “Timber”, One Republic e a “eterna” “Counting Stars”, Lorde e mais um hit – “Team”, além de Katy Perry segurando com honra a vice-liderança com “Dark Horse”), e “Let It Go”, vencedora do Oscar de Canção Original, ganhou um grande boost pós-premiação. Mas é hora de falar sobre quatro destaques importantes, e que podem revelar os próximos #1 na Bill… Ou não.

John Legend1. Se há uma canção que sofreu o maior apoio pós-Grammy (no já distante 26 de janeiro) foi “All of Me”, de John Legend. O cantor, que apresentou a baladinha ao piano na premiação musical, foi beneficiado pela exposição. A música subiu como um raio no iTunes, e atualmente está na segunda posição, bem atrás do megahit “Happy”. No hot 100, “All of Me”, uma elegante e sofisticada balada que continua a saga de baladas piano-driven bem sucedidas na Billboard (iniciada por Adele e sua “Someone Like You”, passando por Bruno Mars e “When I Was Your Man” e Rihanna com “Stay”), está em terceiro lugar; e as rádios vêm abraçando com força a canção, já que possui algumas das maiores subidas no Mediabase. Uma mostra de que os americanos estão com um gosto bem diverso ultimamente.

 

 

2. Uma das músicas mais sacanas do chart (no bom e no mal sentido), e de certa forma mais arriscada dentro do segmento a qual Jason Deruloela representa é “Talk Dirty”, de Jason Derulo. Uma preferência pessoal minha, desde que ouvi no finalzinho do ano passado pensei “essa é hit”. O fato é que, depois de fazer um bom sucesso na Europa, atingindo um surpreendente #1 nos charts britânicos (a segunda parada mais difícil do mundo), agora é hora de Derulo colocar todo mundo pra dançar nesse R&B/urban dançante, com os trompetes no pós-refrão sendo um dos charmes da música, nos Estados Unidos, terra natal do cantor. A música é outra com excelente desempenho no iTunes (quarto lugar), subidas sólidas no Mediabase (apesar de ter tido dias melhores) e conta até com um vídeo viral feito por celebridades. O #1 é algo bem possível.

 

 

 

Bastille3. A cota indie do top 10 da Billboard já está com a banda britânica Bastille. Uma das revelações do ano (tanto que foi indicada a British Single of The Year na edição 2014 do BRIT Awards), chegou de mansinho e agora faz morada no top 10 com o single “Pompeii”. O quarto single do álbum debut “Bad Blood” atualmente se encontra na quinta posição na parada americana; em oitavo no iTunes; e vem subindo também de forma constante nas rádios. A música (que tem uma percussão meio marcial, e um coral meio gregoriano-meio assustador que deixa a faixa com ar épico) é outro hit pouco usual por parte dos americanos, mais dados a músicas bem radio-friendly, mas mostra uma progressão de hits vindos de bandas e cantores alternativos (tendência que nos lembra de cara do Foster the People e “Pumped Up Kicks”, o megasucesso do Fun., a dominação de Gotye e sua “Somebody That I Used To Know” no verão (!) americano, sem contar a ascensão da Lorde). O indie continua sendo pop, no fim das contas.

4. Por fim, porque não destacar o hit do ano, até agora? “Happy”, de Pharrell Williams, é um feelgood song que faz parte da trilha Pharrell Williamssonora de “Meu Malvado Favorito 2”, mas que alcançou real sucesso depois de meses de lançamento do filme. Foi ganhando buzz nesse finzinho de 2013-início de 2014 e agora, ninguém mais segura Pharrell e seu chapéu. Não é uma das minhas preferidas, mas é catchy e deliciosa, com vocais que lembram soul artists dos anos 70, mas com um toque moderno (e as palmas ao fundo da música nos convidam a acompanhar a batida). Uma faixa com cara de verão, e que, pelo andar da carruagem (primeiro lugar no iTunes com folgas, provável recordista de audiência nas rádios americanas – pode superar “Blurred Lines”), pode chegar até lá facinho facinho…

 

 

 

E aí? O que acha do top 10 essa semana? Acha que alguém pode superar a barragem Pharrell? Ou mais gente pode se sentir “Happy” por aí? Deixe sua resposta nos comentários!

VEM OSCAR! Janelle Monaé é a voz do tema principal de Rio 2, “What is Love”

Janelle MonaéMúsica pop e Oscar é uma combinação incomum, mas sempre tentadora. Na década de 80, boa parte das canções vencedoras do prêmio de Melhor Canção Original eram hits pop que serviriam tanto para a trilha sonora do filme em questão, ou como faixas avulsas do CD do artista que emprestou sua voz para a música.

Recentemente, o exemplo de Adele, com “Skyfall”, deixou muitos artistas com água na boca em participar da trilha sonora de filmes de sucesso, emprestando seus talentos para músicas com grande potencial de amealhar alguns prêmios, seja no Globo de Ouro ou no Oscar. Taylor Swift, Lana Del Rey e Pharrell são os exemplos mais recentes dessa busca – o que é sempre positiva, visto que muitas canções vencedoras do carequinha só são lembradas por cinéfilos fanáticos; enquanto outras faixas foram eternizadas pelo tempo e se tornaram mais conhecidas do que os filmes ao qual elas estão associadas (ou você assistiu “A Dama de Vermelho”, filme cujo tema principal era “I Just Called To Say I Love You”, que deu o Oscar a Stevie Wonder?).

Um dos filmes que teve sua música indicada ao prêmio da Academia foi “Rio”, animação dirigida por Carlos Saldanha que teve sua trilha sonora assinada por Carlinhos Brown, um dos autores da música “Real in Rio”, que concorreu ao prêmio e perdeu para “Man or Muppet”, dos (obviamente) “Muppets”. A continuação do filme, “Rio 2”, terá uma trilha sonora recheada de artistas, com o retorno dos nomes conhecidos (Carlinhos Brown, Sérgio Mendes), as vozes originais do primeiro filme e um novo time (além do brasileiríssimo Milton Nascimento, o filme tem adições de Bruno Mars e Janelle Monaé).

E aproveitando a proximidade do lançamento do filme (que terá lançamento internacional em 20 de março e nos Estados Unidos dia 11 de abril), a Atlantic Records (que vai lançar o CD com a trilha sonora dia 25) liberou a música-tema de “Rio 2”, a maravilhosa “What is Love”, com Janelle Monaé numa interpretação digna de uma passadinha no Academy Awards em 2015.

Confira aqui:

A música cresce a cada ouvida, e Janelle usa de seu melhor “Michael Jackson voice” nas notas mais altas. Essa mistura de samba, funk, soul e pop é viciante e a faixa é um feel-good ambulante. Os versos “What good is love / If is not your love?” ao som de uma guitarrinha discreta ao fundo e o som da percussão é um dos pontos altos da faixa que é um crush mais rápido do que “Happy” do Pharrell, por exemplo, que acaba meio inócua diante da potência vocal e do crescente de “What is Love”.

Ainda é necessário ver o filme pra saber como a música se encaixa na trama (já que a franquia “Rio” é um musical, no fim das contas), mas já podemos antecipar aqui um cheirinho de indicação a Oscar de Melhor Canção Original? Já podemos esperar Janelle destruindo no vocal na premiação ano que vem?

Enquanto isso, aproveite “What is Love” e deixe aqui suas impressões sobre a música!

As Patricinhas de Beverly Hills updated com Iggy Azalea

Iggy Azalea Fancy Video

A rapper australiana Iggy Azalea emula a sua Alicia Silverstone interior com o clipe de “Fancy”, novo single do seu primeiro álbum “The New Classic”, que será lançado dia 14 de abril, e já teve como singles as músicas “Work”, “Bounce” e “Change Your Life”.

A videografia de Iggy é pequena, mas marcante. “Work” pega as referências tipicamente americanas para falar sobre o sonho de estrelato de Iggy, que saiu de casa aos 16 anos para ser rapper nos EUA:  “Bounce” é pura Bollywood, fazendo você pular e mexer numa batida que muita diva pop com inveja; “Change Your Life” brinca com o clássico camp “Showgirls”, associando o filme com o rap que fala de riqueza e ostentação em cenários bem marcantes; e “Fancy”, um featuring com a cantora inglesa Charli XCX, ganhou um clipe divertidíssimo inspirado num dos grandes clássicos adolescentes dos anos 90: “As Patricinhas de Beverly Hills”. A letra não tem muito a ver com a inspiração, mas a batida mais sintetizada e pop colabora para a sensação de volta ao passado – o caso, um passado anos 90. Em alguns momentos, Iggy repete até mesmo cenas do filme, que marcou a infância e adolescência de milhões de meninas (incluindo eu). Uma ótima opção para um clipe, colocando referências pop inteligentes que atingem a um público crossover. Essa Iggy sabe das coisas…

Confira o clipe aqui:

Iggy Azalea é mais uma da leva de rappers femininas que tentam seu lugar ao sol pós-Nicki Minaj. Da mesma turminha que Angel Haze e a polêmica Azealia Banks, Iggy é uma artista com bastante apelo comercial, já que seus singles tem essa pegada mais pop dentro do urban. Bonita, estilosa e menos afeita a confusões e barracos, seu material já é relativamente conhecido, e com “Fancy”, o mais comercial (e menos inspirado) dos seus singles até agora, a promessa é de que 2014 pode ser o grande pulo do gato para  a loirinha.

Honestamente, de todas as faixas já lançada, prefiro “Work”, que não é tão pop, mas “Fancy” tem futuro nos charts. Aliás, a música apareceu bem no iTunes – até o momento, está em 87º no chart digital.  Para uma artista que ainda não tem tanto alcance e que foi lançada primeiro na Inglaterra, isso é um sinal auspicioso.

Seus outros singles não tiveram tanta sorte: “Work” chegou até a quarta posição no Bubbling Under (o chart formado por músicas que não conseguiram alcançar as 100 mais tocadas dos Estados Unidos – uma espécie de segunda divisão dos charts); “Bounce” não charteou nos Estados Unidos; e “Change Your Live” chegou ao nono lugar no Bubbling Under.

Com “Fancy”, será que essa é a vez da Iggy? Veremos.