Tem alguma coisa errada com o “Louder” de Lea Michele

Cover CD Lea Michele LouderO debut album da Lea Michele (a Rachel de “Glee”), “Louder“, foi liberado para stream ontem, depois da Amazon ter disponibilizado as previews. Eu já conhecia essas prévias, e tinha anotado as impressões que tive, e surgiu uma pequena preocupação sobre o álbum – que acabou se tornando, infelizmente, real.

É fato que Lea Michele é uma das vozes mais poderosas da série, e com seu histórico na Broadway, evidentemente o seu vocal seria bem trabalhado no álbum, além da interpretação nas músicas ser no ponto. O problema de “Louder” reside na sonoridade, e na impressão que tive de que se tratava de um álbum que a Leona Lewis teria lançado há uns três anos atrás. Morno, datado, entupido de baladinhas desnecessárias e nada radio-friendly e faixas uptempo datadíssimas, o CD parece um desperdício de talento.

(é claro que muitas das canções escolhidas para a tracklist final se inspiraram nas experiências de Lea com a morte do namorado Cory Monteith, mas até mesmo por isso, o álbum poderia ser mais bem cuidado, mais sofisticado).

Confira um track by track após o pulo…

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Egito psicodélico e carnavalesco em “Dark Horse”, de Katy Perry

“Are you ready for, ready for / the perfect storm, the perfect storm”

Katy Perry Dark Horse Video

“Dark Horse”, o hit massivo que sempre se delineou desde que era single promocional ano passado, finalmente teve seu clipe lançado nesta tarde. Katy Perry encarnou seu novo alter-ego, Katy Patra, e literalmente tirou Juicy J de um sarcófago dourado num clipe em que diversos reis querem conquistar o coração da rainha, mas sempre incorrem num erro e sofrem com a fúria de Katy Patra. Sobra até para o cachorrinho!

O clipe tem muito daquele humor despretensioso da Katy, além da superprodução de fazer inveja que já virou marca registrada dos clipes do PRISM. Ninguém pode questionar nada sobre a produção, o problema é que depois de ter visto algumas vezes, eu ainda quero entender o que cargas d’água a Katy queria com o vídeo. Tá, tá, eu entendo que o “Dark Horse” não significa necessariamente DARK (é o azarão, o inesperado), mas a atmosfera da música sempre foi sombria e misteriosa, com os versos sugerindo mais que afirmando, e a performance no Grammy, aquela coisa “American Horror Story: Coven – meets As Bruxas de Salem – meets A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, apesar de ter sido uma bagunça, funcionou bem mais que esse Egito psicodélico com tanta cor que parece até um carro alegórico de um desfile do Max Lopes. E se era pra ser fun, dava também pra inserir alguma coisa naquela temática também! O feat. Juicy J ficou meio avulso na história, e aquela coreografia da pole e da escalada deveria ser limada de qualquer coisa que a Katy queira fazer pelos próximos anos.

Depois de uma videografia impecável, com um ou outro deslize por aí (“Part Of Me”, que parece tomado por uma preguiça gritante), “Dark Horse” pode ser considerado mais um pontinho fora da curva. Com um detalhe importante: Katy fez caquinha com uma das melhores músicas da carreira.

(aliás, alguém me explica o final? Quero teorias a la Little Monsters nos comentários!)

BRIT Awards – vencedores e performances

Brit Awards 2014

E o Grammy da música britânica aconteceu hoje, elegendo como grande vencedor da noite a banda Arctic Monkeys, com o disco do ano, por “AM”, além de premiar David Bowie, Ellie Goulding e a neozelandeza Lorde.

Além da entrega do troféu, tiveram também as apresentações, em que os artistas performaram seus hits, no palco sempre apropriado do BRITs para boas performances.

A lista completa de vencedores está aqui e aos poucos vou postando as apresentações.

British Male Solo Artist

David Bowie 

Jake Bugg

James Blake

John Newman

Tom Odell

British Female Solo Artist

Birdy

Ellie Goulding

Jessie J

Laura Marling

Laura Mvula

British Group

Arctic Monkeys 

Bastille

Disclosure

One Direction

Rudimental

British Breakthrough Act

Bastille

Disclosure

Laura Mvula

London Grammar

Tom Odell

British Single

Bastille – Pompeii

Calvin Harris/Ellie Goulding – I Need Your Love

Disclosure FT AlunaGeorge – White Noise

Ellie Goulding – Burn

John Newman – Love Me Again

Naughty Boy FT Sam Smith – La La La

Olly Murs – Dear Darlin’

One Direction – One Way Or Another (Teenage Kicks)

Passenger – Let Her Go

Rudimental Feat. Ella Eyre – Waiting All Night 

Mastercard British Album of The Year

Arctic Monkeys – AM

Bastille – Bad Blood

David Bowie – The Next Day

Disclosure – Settle

Rudimental – Home

International Male Solo Artist

Bruno Mars

Drake

Eminem

John Grant

Justin Timberlake

International Female Solo Artist

Janelle Monae

Katy Perry

Lady Gaga

Lorde

Pink

International Group

Arcade Fire

Daft Punk

Haim

Kings of Leon

Macklemore & Ryan Lewis

Apresentações (saiba depois do pulo)

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BRIT Awards 2014 está chegando!

Brit Awards 2014

O BRIT Awards 2014, uma das grandes premiações da música britânica, considerada a versão britânica do Grammy, acontece nesta quarta-feira, dia 19, e vamos acompanhando aqui no blog as novidades sobre a premiação (além de mostrar um aperitivo das apresentações de anos anteriores, uma coisa que eu amo!).

Primeiro, é hora de ver os indicados:

British Video
Calvin Harris
Ellie Goulding
John Newman
Naughty Boy
One Direction

British Breakthrough Act
Bastille
Disclosure
Laura Mvula
London Grammar
Tom Odell

British Female Solo Artist
Birdy
Ellie Goulding
Jessie J
Laura Marling
Laura Mvula

British Female Solo Artist
Birdy
Ellie Goulding
Jessie J
Laura Marling
Laura Mvula

British Male Solo Artist
David Bowie
Jake Bugg
James Blake
John Newman
Tom Odell

British Single
Bastille – Pompeii
Calvin Harris ft. Ellie Goulding – I Need Your Love
Disclosure ft. AlunaGeorge – White Noise
Ellie Goulding – Burn
John Newman – Love Me Again
Naughty Boy ft. Sam Smith – La La La
Olly Murs – Dear Darlin’
One Direction – One Way Or Another
Passenger – Let Her Go
Rudimental ft Ella Eyre – Waiting All Night

MasterCard British Album of the Year
Arctic Monkeys
Bastille
David Bowie
Disclosure
Rudimental

International Female Solo Artist
Janelle Monáe
Katy Perry
Lady Gaga
Lorde
Pink

International Group
Arcade Fire
Daft Punk
Haim
Kings Of Leon
Macklemore & Ryan Lewis

International Male Solo Artist
Bruno Mars
Drake
Eminem
John Grant
Justin Timberlake

(prêmios já revelados)

Best Producer
Ethan Johns
Flood & Alan Moulder(vencedores)
Paul Epworth

Critics’ Choice Award
Chlöe Howl
Ella Eyre
Sam Smith (vencedor)

Agora, pra vocês sentirem um pouco o nível de quem já pisou no palco do BRIT, vou deixar aqui a primeira parte de algumas performances de anos anteriores…

Take That com “Back for Good”, em 1995 (não leve em consideração o playback descarado)


Medley dos Bee Gees em 1997 (após receberem o prêmio de Contribuição Musical)

As Spice Girls arrasando com “Stop” em 1998 (mas a Victoria não cantava nada, hein?)

Ricky Martin promovendo a destruição latina com um medley de “Livin La Vida Loca”, “The Cup of Life” e “Maria”, em 2000

 

JoJo mostra suas garras com o EP #LOVEJO

Cover EP LoveJo2014 está sendo declarado como a continuação do sucesso da Beyoncé, ou do aguardado retorno da Rihanna, ou do provável CD da Adele, e da dominação de Katy Perry. Mas outro retorno aguardado por quem gosta de música é o de Joanna Levesque aka JoJo. Se você não se lembra da JoJo, ela foi a garota de 16 anos que estourou mundialmente com o hit “Too Little Too Late”, que alcançou até mesmo a terceira posição na Billboard. Die-hard fans e outros mais conhecedores de música devem lembrar de que JoJo foi um mini-fenômeno aos 14 anos, quando lançou seu primeiro álbum, com o sucesso “Leave (Get Out)”, e se tornou uma mania juvenil.

No entanto, a gravadora Blackground tratou de atrapalhar os planos de crescimento e dominação mundial da garota. Péssima divulgação, atraso no lançamento de um terceiro álbum tornaram o nome de JoJo esquecido entre os fãs adolescentes que logo se voltaram para outros nomes jovens e mais quentes. Mas nestes sete anos de limbo, a jovem não ficou sem trabalhar. JoJo lançou dois mixtapes (“Can’t Take That Away from Me”, de 2010, e “Agape”, lançado em 2012), além de covers e músicas avulsas, que mostraram uma evolução vocal, lírica e melódica notável, um diferencial visível em relação a outras jovens artistas – e um reforço maior na identidade musical R&B/Soul da garota. E agora que ela foi libertada dessa escravidão, e com uma gravadora nova (Atlantic Records, a mesma de Toni Braxton, B.O.B, Bruno Mars e Janelle Monaé ), é hora da JoJo versão 2014 mostrar o que o mainstream perdeu nos últimos sete anos de ausência da bonita nos charts.

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Mimi is Back! Mariah Carey chega com elegância com “You’re Mine (Eternal)”

Mariah Carey parece disposta a ir atrás de um som mais R&B/pop e maduro no seu novo lançamento, “The Art Of Letting Go”, previsto para 6 de Maio. Apesar do “Memoirs Of An Imperfect Angel” também ser puxado para esse estilo, as músicas não pareciam tão apropriadas ao tempo de carreira da diva – algumas delas uma tentativa de atrair um público mais jovem, algo que, dado o nível que Mariah alcançou, a influência e o ponto em que ela está em sua trajetória musical, ela simplesmente não precisa.

Mas acredito que com TAOLG, Mimi fará algo mais próximo dos fãs, sem nenhuma busca desenfreada pelos charts. A julgar pelos trabalhos apresentados, desde o subestimado “Triumphant”, passando pela linda midtempo “#Beautiful”, indo para a elegantíssima “The Art Of Letting Go”, e agora, com este R&B/pop de “You’re Mine (Eternal)” – que lembra bastante as batidas ali de metade da década de 2000, mas sem soar datado – Mariah está prezando a qualidade no trabalho.

“You’re Mine (Eternal)”, que foi cantado no BET Honors neste fim de semana, está aqui com sua versão em estúdio, mostrando que o vocal de Mariah continua potente, sendo usado os sussurros e agudos com parcimônia e equilíbrio. Escrita e produzida por Mariah e Rodney Jerkins (Darkchild), a letra que fala de amor e da saudade pelo outro não estar com você é simples e direta, e apesar do refrão não ser tão fácil aos ouvidos (o pré-refrão é mais marcante), a canção tem uma batida deliciosa, um arranjo que, como já comentei, lembra batidas da década passada – melhor ainda, remete ao próprio trabalho da Mariah em “The Emancipation of Mimi” (2005), o grande comeback da diva.

Se a música vai hitar? Olha, ela está neste momento em décimo-primeiro no iTunes, o que é sinal de força, já que a música foi lançada hoje – e como já tinha dito lá em cima, a fã-base da Mimi não é tão jovem quando a de outras pop divas, como Katy Perry. Quanto ao futuro, é uma música meio complicada. É comercial, mas não é de digestão fácil – principalmente por conta do refrão – mas pode fazer boa carreira nos charts R&B e na parada Adult Contemporary. No entanto, acredito que “You’re Mine (Eternal)” pode obter níveis inesperados de sucesso pela própria conjunção musical atualmente, que está muito mais receptiva a um ecletismo sonoro do que há três ou quatro anos atrás.

Tomara!

P.S.¹: a versão remix da música, com o Trey Songz, também está na net. Não acrescenta muito, mas vale a pena dar uma ouvidinha

P.S.²: o clipe já vazou (e todo mundo tá falando muito mal), quando tiver um player melhor eu atualizo aqui.

ATUALIZADO COM O VÍDEO (Sem comentários, Mariah, o que é isso? O.o)

http://relaunch.mtv.com.br/musica/artistas/mariah-carey/videos/you-re-mine-eternal-1002995?xrs=share_copy

Vídeo da noite: Nicki MInaj – Lookin Ass Niggas

É hora de estrear o “Duas Tintas de Música” em grande estilo, com o retorno de Onika Maraj aka Nicki Minaj depois de um bom tempo sumida, após o relançamento do Pink Friday: Roman Reloaded, o “The Re-Up”, no final de 2012.

“Lookin Ass Niggas” não é primeiro single de novo CD da Minaj, mas vai fazer parte do próximo trabalho dela, chamado “The Pink Print”, e do álbum do Young Money (que é a gravadora do Lil Wayne, Drake, Minaj, e normalmente eles sempre realizam esse álbum colaborativo) chamado “Rise of an Empire”, mas pode ser um sinal do que a rapper vai aprontar no próximo álbum. Após receber críticas de que tinha se “vendido” ao pop (mais precisamente ao eletropop – “Starships” e “Pound The Alarm” estão aí pra confirmar isso), Nicki parece ter voltado às origens – tanto é que nem as perucas características da rapper estão no clipe. É o cabelo natural dela, o que mostra que ela deve ter ouvido as críticas e pretende voltar mais roots pra calar a boca dos críticos.

A música em si é bem interessante, e grower. Tem um arranjo meio Drake (que eu carinhosamente chamo de “preguiçoso”), um urban mais classudo, antenado com o que tá tocando atualmente, sensual, como o próprio look da Nicki no clipe, em preto e branco, dirigido por Nabil, em que ela mostra seu lado bad girl com duas metralhadoras e muita bitchness.

Agora a capa do single, que a própria Nicki postou no Instagram, é bem bacana:
Cover Nicki Minaj Lookin Ass Niggas

Agora é só esperar o lançamento no iTunes e conferir se esse aperitivo da nova fase da Minaj vai animar o povão.